Trabalho Theodor Adrono
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Trabalho Theodor Adrono


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CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA DE NITERÓI
COMUNICAÇÃO SOCIAL 
JORNALISMO \u2013 2° PERÍODO.
 DISCIPLINA: ESTUDOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA
TRABALHO DA ATPS 
RELATÓRIO SOBRE THEODOR ADORNO
GRUPO 4
BILIDINE BARCELOS DE OLIVEIRA \u2013 RA: 8405107907
JOSÉ GUILHERME \u2013 RA: 8207967335
MAYCON SANTOS \u2013 RA: 8097914471
ANDERSON GUILHERME \u2013 RA: 8406127689
CARLOS HENRIQUE NUNES \u2013 RA: 8206975174
THAÍS FERREIRA \u2013 RA: 8208968780
FÁBIA LESSA \u2013 RA: 8207874572
GABRIELA F. SANTANA \u2013 RA: 8486216096
NITERÓI
2014
Relatório sobre a vida de Theodor Adorno
Local onde ele nasceu e viveu: 
Theodor Ludwig Wesengrund-Adorno, nasceu em Frankfurt, Alemanha, no dia 11 de setembro de 1903. Seu pai, Oscar Alexander Wiesengrund, era um alemão de procedência judaica, porém convertido à religião protestante, enquanto sua mãe, a italiana Maria Bárbara Calvelli-Adorno, dedicava-se à música erudita e professava o catolicismo. Mais tarde o filho adota o sobrenome materno, passando a ser conhecido como Theodor W. Adorno.
Principal Atividade do Theodor Adorno:
 Theodor Adorno formou-se em filosofia, sociologia, psicologia, e tornou-se também musicólogo e compositor, graduando-se na Universidade de Frankfurt. Sua formação musical foi, em parte, realizada com sua meia-irmã pelo lado de mãe, Agathe, primorosa pianista. Além de se sobressair nos estudos desenvolvidos no Kaiser-Wilhelm-Gymnasium, frequentou um curso particular com o compositor Bernhard Sekles e tornou-se especialista no filósofo Immanuel Kant, graças às aulas oferecidas por seu amigo Siegfried Kracauer, um \u2018expert\u2019 na Sociologia do Conhecimento. 
 Seus textos têm o poder do esclarecimento, de tornar compreensível a realidade, e permanecem atuais, independentemente da passagem do tempo. Theodor W. Adorno 
Alcançou em seus escritos à rara qualidade de conceder à razão uma força crítica, procurando mostrar diferentes aspectos do real para conduzir o leitor a um novo patamar de análise e, portanto, de consciência.
 De acordo com o filósofo, não há nada melhor no exercício da escrita do que manter, a cada ideia, a cada vocábulo, uma "insistência desconfiada". A atenção de quem escreve deveria voltar-se aos objetivos que pretende alcançar e, simultaneamente, à sua própria maneira de ver o real, tendo a humildade de reconhecer que "não é fácil distinguir sem maiores considerações entre a vontade de escrever de maneira densa e adequada à profundidade do objeto, a tentação de ser incomum e o desmazelo pretensioso". Para Adorno, a "força" e a "plenitude" da técnica de escrever "beneficiam-se precisamente dos pensamentos reprimidos". Todo esse esforço não tem por finalidade apenas construir algo agradável, mas um conjunto de ideias relevantes e profundas: "(...) Quem não quer fazer concessão alguma à estupidez do senso comum, tem que se precaver para não enfeitar estilisticamente pensamentos em si mesmo banais."
 Recomenda que o escritor deve ser tímido e deve aventurar-se, buscar a originalidade de seus pensamentos e da forma de expressá-los. Em um mundo degradado pelo poder econômico, no qual as ideologias exercem uma força sobre os homens e "a mentira soa como verdade e a verdade como mentira" (fragmento 71), o escritor não deve temer a constatação de que ele é um sobrevivente encurralado por forças que mercantilizam a cultura e todas as relações sociais. Pelo fato de a inocência ter sido banida de todas as relações é que o bom texto deve preservar as qualidades de um mundo marcado pela lucidez e pela beleza. O gesto de escrever, de olharmos nossa própria imagem refletida nas palavras, não deve admitir qualquer concessão à facilidade, mesmo correndo o risco de nos tornarmos incompreendidos. Para Adorno "o talento talvez nada mais seja do que a fúria sublimada de um modo feliz" (fragmento 72). 
 
 
Os principais colegas de trabalho:
 Antes mesmo de se formar ele se torna amigo de Walter Benjamin e de Max Horkheimer, seus futuros companheiros de militância intelectual e política. Outro contato importante no universo filosófico é com o principiante Lukács, em 1925.
Fatos interessantes de sua vida:
 O empenho intelectual de Adorno o levou a defender, já em 1924, sua tese sobre a fenomenologia de Edmund Husserl. Theodor Adorno foi um dos expoentes da chamada Escola de Frankfurt, que contribuiu para o renascimento intelectual da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial. Aos 22 anos, foi para Viena, Áustria, onde aprendeu a arte da composição com Alban Berg.
 Instituto Frankfurt
 De volta à Alemanha, trabalhou no Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt, então dirigido por Max Horkheimer, onde passou a elaborar a teoria de como o desenvolvimento estético é importante para a evolução histórica. Em 1934 foi obrigado a imigrar para a Inglaterra para fugir da perseguição nazista aos judeus e durante três anos ensinou filosofia em Oxford. Adorno foi mais um dos adeptos da Escola de Frankfurt que, durante o processo de nazificação da Alemanha, foi obrigado a se refugiar na América, por ser de ascendência judaica e também por sua vocação para o socialismo.
 Futuro crítico contundente dos meios de comunicação de massa, ele percebe, nos seus anos de exílio nos Estados Unidos, serem eles peças essenciais da engrenagem que alicerça a indústria cultural. Esta criação do Capitalismo molda a mentalidade dos que a ela aderem inconscientemente, semeando o conformismo e a resignação na população que se encontra inerte diante de um sistema implacável que desfigura a essência do ser. 
 
Mudou- se para os Estados Unidos e, entre 1938 e 1941, ocupou o cargo de diretor musical do setor de pesquisa da Rádio Princeton e, depois, o de vice-diretor do Projeto de Pesquisas sobre Discriminação Social da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Sua impressão sobre os Estados Unidos não foi das melhores. Sofisticado intelectual europeu, incomodou-o profundamente o ar de uniformização presente em tudo, a despeito dos conceitos norte-americanos de individualidade e do cultivo das diferenças. Este universo regido pelos interesses, pelo lucro e pelas conveniências o levou a uma reflexão mais atenta sobre a massificação da cultura. Inclinado a compreender esse paradoxo americano, ele estuda a fundo a mídia dos EUA, e descobre sob a aparente liberdade apregoada pelo \u2018American Way of Life\u2019, uma ideologia padronizada que a tudo perpassa, com a intenção de sujeitar a massa apática, induzindo-a ao consumismo e à submissão ao sistema.
 Em 1953 retornou ao seu país natal, onde reassumiu seu posto no Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt. Escreveu, entre outros, Filosofia da Música Moderna (1949) e Filosofia Estética (publicado postumamente, em 1970). Com o término da Segunda Guerra, Adorno professa a volta do Instituto de Pesquisa Social para Frankfurt, juntamente com seus membros. Após a aposentadoria de Horkheimer, Adorno assume sua diretoria, na década de 50. Pouco antes de sua morte, em 6 de agosto de 1969, ele assumiu uma posição controvertida diante dos rebeldes do movimento estudantil que, em 31 de janeiro deste mesmo ano, pretendiam suspender sua aula para darem sequência aos protestos que se espalhavam pelas ruas da Europa. Surpreendentemente ele recorreu á polícia para reprimir as manifestações, o que causou um mal-estar entre ele e os estudantes, além de contrapô-lo ao seu antigo companheiro, Marcuse, que se aliara aos alunos nos movimentos que se alastravam pelo continente europeu. Adorno parte sentindo-se aviltado pelos adeptos de uma esquerda para ele considerada ultrarradical.
Fatos interessantes da época:
 1) Segunda Guerra Mundial:
 Um conflito desta magnitude não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos dizer que vários fatores influenciaram o início deste conflito que se iniciou na Europa e, rapidamente, espalhou-se pela África e Ásia. Um dos mais importantes motivos foi o surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes