Requisitos para a criação (ou extinção) de Estados e Municípios
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Requisitos para a criação (ou extinção) de Estados e Municípios


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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA GRANDE DOURADOS 
 
 
 
CAMILA DA SILVA CÁCERES \u2013 011.5828 
GABRIEL FLORENCIANO FERREIRA \u2013 011.5868 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REQUISITOS PARA A CRIAÇÃO (OU EXTINÇÃO) DE 
ESTADOS E MUNICÍPIOS 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado à disciplina de 
Ciência Política e Teoria Geral do 
Estado, do curso de Direito da 
Faculdade de Direito do Centro 
Universitário da Grande Dourados 
(UNIGRAN - Dourados), sob a 
orientação do Professor Vinicius de 
Almeida Gonçalves. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dourados 
2020 
 
 
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SUMÁRIO 
 
1 OBJETIVO ....................................................................................................................... 3 
 
2 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 4 
2.1 Requisitos para a criação (ou extinção) de Estados ............................................... 5 
2.1.1 Regulamentações constitucionais: .................................................................... 5 
2.1.2 Primeira etapa ...................................................................................................... 6 
2.1.3 Segunda etapa ...................................................................................................... 7 
2.1.4 Terceira etapa ...................................................................................................... 7 
2.2 Requisitos para a criação (ou extinção) de Municípios ......................................... 8 
 
3 CONCLUSÃO ................................................................................................................. 13 
 
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 14 
 
 
 
 
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1 OBJETIVO 
 
Este trabalho tem por finalidade, apresentar quais são os itens necessários para 
haver a criação (ou extinção) de um Estado e de um Município. 
Realizar uma introdução sobre o assunto a ser comentado posteriormente. 
Elaborar uma pesquisa por meio de artigos constitucionais e outras fontes 
bibliográficas. 
 
 
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2 INTRODUÇÃO 
No Brasil pela adoção do modelo federativo vigora a indissolubilidade do 
Pacto Federativo, ou seja, não existe direito de secessão, então nenhum ente da 
Federação pode sair do Pacto Federativo, por exemplo, não poderia o Estado do Rio 
Grande do Sul se desvincular do Estado brasileiro (como o desejado no movimento 
separatista gaúcho \u201cO Sul é o Meu País\u201d). A Constituição Pátria não permite essa 
possibilidade, prevendo, inclusive, como cláusula pétrea esse impedimento. Entretanto, 
essa ocasião é totalmente diferente da possibilidade de, internamente, se alterar a 
distribuição do território nacional (referente aos territórios estaduais e municipais). Em 
um Estado soberano, a exemplo do Brasil, é o que a doutrina majoritária determina 
como: desmembramento, formação e anexação de estados e municípios. 
 
O parágrafo 3º do art.18 da Constituição Federal brasileira trabalha essas 
situações e suas respectivas peculiaridades, mais especificamente no III e IV parágrafo, 
conceituando que os Estados e Municípios podem incorporar-se, subdividir-se ou 
desmembrar-se para se anexar a outros. Primeiramente, necessita-se diferenciar as 
terminologias citadas no texto constitucional: subdivisão, que também pode ser 
chamada de cisão; fusão, que também pode ser conceituada como a incorporação; e o 
desmembramento, como separação de parte territorial do estado. Nesse sentido, são 
três conceitos abordados. A cisão que também é chamada de subdivisão (termo 
utilizado na constituição). A cisão ou subdivisão é, resumidamente, a possibilidade de 
Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil 
compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos 
autônomos, nos termos desta Constituição. 
§ 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se 
para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, 
mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, 
e do Congresso Nacional, por lei complementar. 
§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-
se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por lei complementar 
federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos 
Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, 
apresentados e publicados na forma da lei. 
 
 
 
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um estado que exista subdividir-se para formar dois ou mais estados novos. Então, é 
literalmente a ideia de pegar um estado que já existente, dividir e formar outros estados 
que surgirão agora, fazendo com que o que originalmente existia seja extinto. Ademais, 
uma segunda possibilidade é denominada fusão ou incorporação. Sendo, desse modo, 
exatamente a ideia oposta à anterior, visto que, em nível de exemplo, é como se um ou 
mais estados que existam na federação fossem alterados, incorporando-se 
geograficamente, um ao outro, formando um novo Estado, uma junção deles. Além 
disso, cabe salientar que após a fusão ou a cisão os "estados de origem" (o qual foi 
desmembrado, ou os quais foram mesclados) não existirão mais, possuindo, agora, uma 
nova nomenclatura e um novo governo. Compreende-se, assim, a cisão como um 
movimento oposto à fusão. Na cisão se divide e na fusão se incorpora, mas os 
originários ou primários "somem", todavia, no desmembramento, essa condição de 
extinção total do "Estado originário" não é efetuada. O desmembramento caracteriza-se 
pela divisão de parte de um território existente, dando origem a um novo estado 
autônomo. Porém, o Estado originário que sofreu essa alteração continua a existir, ou 
seja, o Estado dividido permanece existindo após os atos de disposições constitucionais 
transitórias. Portanto, todas essas supracitadas realidades podem ocorrer segundo o 
texto constitucional. Logo, subdivide para criar um novo ente, se unifica para se 
conectar a outro existente ou se desmembra de um Estado para dar início a outro. As 
três realidades são constitucionalmente admitidas. Contudo, para que isso ocorra 
necessita-se o cumprimento legal de determinados requisitos taxados na constituição 
Federal brasileira. 
 
2.1 Requisitos para a criação (ou extinção) de Estados 
Desse modo, é de relevante pontuar como se desenvolve o procedimento de 
cada etapa desses requisitos de criação e extinção de territórios no Brasil, listados na 
CF/88. Primeiramente, iniciaremos esta possibilidade no âmbito dos Estados: 
 
2.1.1 Regulamentações constitucionais: 
I) Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se 
para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, 
mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do 
Congresso Nacional, por lei complementar (CF, art. 18, § 3°). 
 
 
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II) Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, 
dispor sobre incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou 
Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas (CF, art. 48, VI). 
Interpretando e entendendo esses dois artigos constitucionais, delimitam-se 
três requisitos para criação (incorporação, subdivisão e anexação) de novos Estados na 
República Federativa brasileira: 
1°) Aprovação da proposta pela população diretamente interessada, através de plebiscito 
(de caráter terminativo); 
2°) Oitiva das assembleias legislativas (de caráter optativo); 
3°) Aprovação de lei complementar pelo Congresso Nacional (com a sanção do 
Presidente da República). 
Anteriormente à primeira etapa desse procedimento, é necessária a 
apresentação, por parte das autoridades responsáveis por essas regiões, de uma proposta 
ao Congresso, que pode aprovar a realização de uma