2020_1_Curso_de_Direito_Internacional_Privado_6_edicao_Maristela (3)
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B323c
Basso, Maristela
Curso de direito internacional privado / Maristela Basso. 6. ed. \u2013 São Paulo: Atlas, 2020.
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-97-02305-3
1. Direito internacional privado. I. Título.
19-56937 CDU: 341.9
Leandra Felix da Cruz \u2013 Bibliotecária \u2013 CRB-7/6135
AO MEU LEITOR (PRÓLOGO DA 6ª EDIÇÃO)
O que haveria de mais extraordinário na disciplina do direito internacional
privado ou no estudo dos \u201cconflitos de leis no espaço\u201d? Na década de 40 do século
passado, em meio aos sentimentos de discórdia e injustiça plantados pela Segunda
Guerra Mundial, o Prof. Arthur Nussbaum, jurista germânico radicado nos Estados
Unidos da América, buscava convencer seu atencioso leitor sobre algumas
importantes qualidades da disciplina por ele lecionada na Universidade Columbia: o
\u201ccosmopolitismo\u201d das relações humanas, a autêntica \u201cvisão de mundo\u201d que deve estar
impregnada nas ações do jurista e a vocação internacional e comparada da pesquisa e
do pensamento jurídico contemporâneos.1
Na mensagem ricamente transmitida pelo professor, todo estudante sentir-se-ia
verdadeira parte da \u201ccomunidade internacional do aprendizado\u201d do direito, pois com
frequência seria levado ao exame do direito estrangeiro, a partir das diferentes leis
nacionais, da doutrina especializada e da jurisprudência dos tribunais. Somente assim
teria esse estudante a exata dimensão da variedade e da inter-relação entre as
concepções e os conceitos jurídicos ao redor do mundo, em diferentes tradições e
abordagens.2
Essa é a atmosfera dentro da qual este livro foi maturado e escrito.
No exercício da aprendizagem, o saber e o conhecer movem o sujeito, enquanto
desejo e pensamento. Foi Freud, em 1905, que, ao tratar da \u201cpulsão de saber\u201d,3
vinculou curiosidade, saber e conhecimento. É a \u201cpulsão de saber\u201d que traz o leitor
até este livro, e explica o caráter pessoal e intransmissível da \u201cpulsão de saber\u201d ao
longo de nossa vida. Por entender e apreciar a \u201cpulsão de saber e conhecer\u201d que nos
move a todos, é que faço, desde o início da leitura desta obra, uma aliança com o
leitor, qual seja: o compromisso de abrir um caminho para que cada um chegue ao
conhecimento da matéria aqui tratada identificando-se com o saber da escritora, na
medida em que é na triangulação entre conhecimento, professor e leitor que repousa a
paixão que se expressa no saber.
Parto da crença de Clóvis Beviláqua,4 resgatada por Irineu Strenger, de que o
direito internacional privado tende a relacionar e confraternizar os participantes da
comunidade internacional em um espírito acentuadamente humanista e orientado por
uma concepção de justiça e multiculturalismo singulares nas vertentes internacionais
do direito.5 Assim, também considero o direito internacional privado como o direito
das relações entre ordenamentos jurídicos em suas múltiplas dimensões valorativas,
no melhor entendimento de Antonio Boggiano,6 tentando reagir e responder às
insensibilidades dogmáticas que por vezes contaminam a disciplina, não apenas nos
Estados Unidos da América e na Europa, como também no Brasil.
O direito internacional privado, estudado aqui, é visto como técnica, em seu
método, objeto e função, fortalecido por seu desenvolvimento histórico,
comprometido com a necessária valoração do direito estrangeiro aplicado pelos
tribunais domésticos e com a ideia de preservação e respeito ao elemento estrangeiro
contido nas relações jurídicas.7
Sua pedra de toque é a garantia da continuidade da personalidade jurídica das
pessoas quando ultrapassam suas fronteiras de nacionalidade ou domicílio.
O exercício constante nas entrelinhas deste livro é a valorização da pesquisa das
fontes normativas do direito internacional privado, tendo presente a constatação
prática da diversidade hoje existente. Utilizo constantemente os tratados e as
convenções, as legislações domésticas, a doutrina, a jurisprudência (comparada),
como também as manifestações de fontes institucionais e de persuasão, com a
finalidade de mostrar para o jurista a relação sistemática e conceitual entre as fontes,
sem a atribuição de hierarquia e prevalência normalmente invocadas pela doutrina
tradicional.
Esta nova edição, a de número 6, chega em momento importante no Brasil, na
medida em que temos uma nova Lei de Migração, que ensejou a inclusão de outras
matérias e temas que são fundamentais ao direito internacional privado.
Eis um livro simples, pensado nos últimos 30 anos, especialmente a partir das
aulas que ministro na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (na
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2
Universidade de São Paulo) e da minha militância na advocacia nessa área do direito.
Sua única pretensão, portanto, é ser entendido pelos estudiosos do Direito, em
especial pelos estudantes, a quem sempre me dirijo com respeito e atenção, sejam os
meus, na sala de aula de graduação e pós-graduação no Largo de São Francisco,
sejam aqueles que se encontram em todas as escolas de direito brasileiras. A eles
desejo boa leitura e, desde já, peço perdão pelos excessos, repetições e demasiada
demonstração de apreço pela disciplina.
Nesta 6ª edição, tal qual fiz na anterior, reitero meus agradecimentos ao leitor
pela confiança e pelo entusiasmo na leitura, assim como pelos comentários que
chegam de todos os lugares do Brasil: são sempre bem-vindos.
Agradeço vivamente também, especialmente, ao Professor Fabricio Polido, da
Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, pelas inúmeras e
preciosas contribuições que deu a este livro, como também a todos os membros da
minha equipe de trabalho no escritório \u201cNelson Wilians & Advogados Associados\u201d:
Drs. Luana Milani, Arthur Delgado e Issac Conti, assim como ao Dr. Fábio Baraldo
pela ajuda nesta edição apontando importantes decisões judiciais proferidas pelo
Tribunal de Justiça gaúcho.
São Paulo, agosto de 2019.
Maristela Basso
Principles of private