O basico que todo generalista deve saber sobre radiologia2
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O basico que todo generalista deve saber sobre radiologia2


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ÍNDICE 
 
 
 
Aula 1: Principais Métodos de Imagem Usados. 
............................................................................................................................Página 03 
Aula 2: Principais Ponderações Usadas na RM. 
............................................................................................................................Página 07 
Aula 3: Substância Branca x Substância Cinzenta na Neurorradiologia. 
............................................................................................................................Página 15 
Aula 4: Idade Cerebral. 
............................................................................................................................Página 20 
Aula 5: O Sistema Ventricular e a Idade do Paciente. 
............................................................................................................................Página 21 
Aula 6: Calcificações Fisiológicas. 
............................................................................................................................Página 23 
Aula 7: Realce Pelo Contraste e a BHE. 
............................................................................................................................Página 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Neurorradiologia Fisiológica 
(Por Marcelo Augusto Fonseca) 
A neuroimagem é uma área bastante ampla e muito importante para a radiologia. O problema 
maior não está em compreender as patologias neurológicas na neurorradiologia, mas sim 
entender a fisiologia desse sistema tão importante. Para isso, categorizei os tópicos que eu 
considero mais importantes para falar de forma didática e descomplicada sobre essa área 
radiológica. 
o Principais Métodos de Imagem Usados 
o Principais Ponderações usadas na RM 
o Substância branca x Substância cinzenta na Neurorradiologia 
o Idade Cerebral 
o O Sistema Ventricular e a Idade do Paciente 
o Calcificações Fisiológicas 
o Realce pelo Contraste e a BHE 
Principais Métodos de imagem Usados 
Na neuroimagem temos 3 categorias principais de métodos de aquisição de imagem (e seus 
derivados), destacando-se 2 delas. Temos a tomografia computadorizada (TC), a ressonância 
magnética (RM) e a ultrassonografia. Dessas 3, a TC e a RM se destacam. Vamos abordá-las. 
Tomografia Computadorizada (TC) 
A tomografia computadorizada foi o primeiro método de imagem que possibilitou 
observarmos o encéfalo de maneira clara e objetiva. Os avanços nessa área imaginológica 
(tomografia) são inúmeros e cada vez mais temos aparelhos com mais canais e melhor 
qualidade de imagem. A TC trabalha com janelas tomográficas e com densidades radiológicas, 
ou seja, sua nomenclatura é baseada nas densidades das estruturas. Falarei rapidamente sobre 
as densidades radiológicas, mas a apostila de introdução à radiologia e aos meios de contraste 
está disponível para que você, aluno (a), leia e conheça mais sobre a tomografia. Se 
observarmos algo com coloração preta na TC, chamaremos de hipodenso (pouca densidade), 
se observarmos algo com densidade semelhante ao parênquima ao redor, chamaremos de 
isodenso (mesma densidade) e se observarmos algo com coloração branca na TC, chamaremos 
de hiperdenso. Algumas vezes podemos encontrar os termos \u201chipoatenuante\u201d e 
\u201chiperatenuante\u201d, que significam, respectivamente, hipodenso e hiperdenso. Para aferir as 
densidades das substâncias estudadas temos uma tabela chamada \u201ctabela de densidade de 
Hounsfield\u201d, que mede a densidade das substâncias em unidades Hounsfield (UH). 
 
 
 
 
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Simplificando e Resumindo: As estruturas que precisamos ter em mente em quesito de 
densidade, de acordo com a tabela de densidade de Hounsfield, são: 
 
Já ao falarmos de janelas tomográficas, temos que ter em mente que o termo \u201cjanela\u201d é 
utilizado para designar a melhor forma de avaliação para aquele tecido ou região anatômica. 
Temos 4 principais janelas tomográficas, porém, focaremos nas 2 que nos importam aqui: 
janela cerebral e janela óssea. A janela cerebral avalia os componentes encefálicos 
(distinguindo a substância branca e cinzenta com boa qualidade) e a janela óssea avalia 
componentes ósseos. Creio que cada janela seja autoexplicativa, mas caso haja duvidas: a 
janela cerebral avalia preferencialmente o parênquima e a janela óssea favorece a análise dos 
componentes ósseos. A janela óssea não é, obviamente, exclusiva da neuroimagem, afinal, ela 
pode ser utilizada em várias outras áreas do corpo. Observe abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Percebemos, à esquerda, uma TC com janela cerebral e, à direita, uma TC com janela óssea. 
 
Ressonância Magnética (RM) 
Quando falamos de Ressonância Magnética na neuroimagem, damos um grande salto no 
quesito evolução. A RM é padrão ouro para a neuroimagem de maneira geral, e possui uma 
grande vantagem se comparada à TC: utiliza magnetismo ao invés de radiação ionizante. 
Possibilita uma maior definição do encéfalo e seus componentes (se compararmos com a TC), 
embora seja mais cara e demore mais para que o exame seja realizado. Os princípios básicos 
da RM se baseiam em pulsos magnéticos que irão excitar os átomos de hidrogênio (o mais 
abundante átomo em nosso corpo) do tecido que queremos estudar. Esses átomos devolvem 
essa energia aplicada a eles, que é interpretada pelo aparelho, gerando as imagens. Enquanto 
temos janelas e densidades na TC, na RM temos ponderações e intensidades. Novamente 
afirmo: a apostila de introdução à radiologia e aos meios de contraste é fundamental para que 
você entenda os principais métodos de avaliação radiológica de forma melhor. Quando 
visualizamos algo com coloração preta na RM, chamamos de hipointenso (ao invés de 
hipodenso). Quando visualizamos algo com coloração semelhante ao parênquima ao redor, 
chamamos de isointenso (ao invés de isodenso) e quando visualizamos algo com coloração 
branca na RM, chamamos de hiperintenso (ao invés de hiperdenso). Lembram-se das janelas 
da tomografia? Na ressonância utilizamos algo semelhante, porém, não vamos dar o nome de 
\u201cjanelas\u201d, mas sim de ponderações. Essas \u201cponderações\u201d são feitas com base nos pulsos 
magnéticos que o aparelho irá administrar para energizar os átomos de hidrogênio. Os dois 
componentes mais básicos que compõe uma ponderação são os tempos de repetição e os 
tempos de eco. Vamos descrevê-los da forma mais didática possível para os mais iniciantes 
não terem medo. 
 
 
TR (Tempo de repetição) - Como o nome sugere, é o intervalo decorrido entre pulsos 
excitatórios sucessivos no tecido. 
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TE (Tempo de eco) - Novamente, como o nome já nos sugere, é o intervalo entre o pulso 
excitatório e a amplitude máxima desse sinal, ou, em outras palavras, é o tempo decorrido 
entre o pulso excitatório e o pico energético deste pulso, que irá gerar sinal, que será recebido 
pelo aparelho. Depois disso o ciclo reinicia. 
As duas ponderações essenciais na RM, e na neurorradiologia, são T1 e T2. T1 é formado 
quando utilizamos TR\u2019s e TE\u2019s baixos e T2 é formado quando utilizamos TR\u2019s e TE\u2019s altos. 
Observe o gráfico didático abaixo: 
 
Perceba que as medidas de TE e TR são dadas em ms (milissegundos). Quanto menor o TE e o 
TR, mais a ponderação se aproximará de ser um T1. Quanto maior o TE e o TR, mais a 
ponderação se aproximará de ser um T2. E o que muda basicamente de uma ponderação para 
a outra? 
T1 = Ponderação onde a água exibe hipossinal, por consequência o líquor é apagado, 
Hipointenso (preto). Em T1, a substância cinzenta, por conter mais água, é mais escura (já que 
a água tende a ter hiposinal), enquanto