Suporte Basico de Vida Texto 3
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Suporte Basico de Vida Texto 3


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Suporte Básico de Vida em 
Cardiologia Adulto.
Curso Aberto em Educação Continuada 
2
módulo
InDesign Para Iniciantes
Curso Aberto em Educação Continuada 
Suporte Básico de Vida em 
Cardiologia Adulto.
Curso Aberto em Educação Continuada 
3
módulo
Antonia Lúcia Sousa Silva
Antonia Lúcia Sousa Silva
Antonia Lúcia Sousa Silva
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SUMÁRIO 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................................4 
2 BREVE REVISÃO DA ANATOMIA E FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR ........................................ 4 
3 SUPORTE BÁSICO DE VIDA .....................................................................................................6 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................................14 
5 REFERÊNCIAS ........................................................................................................................15 
 
 
 
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Antonia Lúcia S. Silva março/2016 
1 Introdução 
Seguindo no nosso curso, vamos continuar falando sobre o suporte básico de vida, 
porém, neste módulo, vamos nos direcionar aos profissionais de saúde. Sabemos que um SBV 
bem executado é fundamental para a sobrevida do paciente. Em nada adianta ter acesso ao 
suporte avançado se o suporte básico não foi executado corretamente. A vigilância é 
primordial, quando se trata de paciente no ambiente hospitalar, haja vista que é através desta 
podemos nos antecipar a um provável evento cardiovascular. Para tanto, faz-se necessário a 
integração entre a equipe multiprofissional, visando a detecção precoce de alterações, que 
possam levar a deterioração das funções vitais do paciente. 
Vale ressaltar que a doença cardíaca é a maior causa de morte em homens e mulheres 
na América, portanto é imprescindível a difusão do conhecimento e a correta aplicação de 
suas técnicas. 
A fim de aproveitar melhor os conteúdos que discutiremos no transcorrer do texto, 
recomendo que fique atento ao seguinte guia didático de leitura: 
\uf0fc Saiba mais: neste quadro, você encontrará textos de livros, revistas e links 
online para ilustrar e lhe ajudar a aprofundar o assunto tratado; 
\uf0fc Para pensar: aqui você encontrará questões práticas e provocativas para lhe 
ajudar a refletir e correlacionar com aquilo que já conhece; 
\uf0fc Importante: quadro com frase, conceito teórico ou esclarecimento relevante 
que lhe ajudará a melhor compreender a discussão. 
2 Breve Revisão da Anatomia e Fisiologia Cardiovascular 
O coração é um órgão oco, que tem o tamanho de uma mão fechada, pesa mais ou 
menos 300gr no adulto, possui quatros cavidades, dois átrios e dois ventrículos. O lado direito 
do coração circula sangue rico em gás carbônico (sangue venoso) e o lado esquerdo do 
coração circula sangue rico em oxigênio (sangue arterial). O sangue venoso não se mistura 
com o sangue arterial pois existe uma parede que separa o lado direito do lado esquerdo 
chamada septo. 
O coração funciona como uma bomba que contrai e relaxa. O momento da contração 
é chamado de sístole, nesta fase ele bombeia sangue para todo o corpo, é também chamado 
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Antonia Lúcia S. Silva março/2016 
de momento de esvaziamento do coração. O momento do relaxamento é chamado de 
diástole, é o período de enchimento do coração. 
O sangue chega ao coração, no átrio direito, vindo de todo o corpo, através de duas 
grandes veias, veia cava superior e veia cava inferior. Através da artéria pulmonar, ele deixa o 
ventrículo direito e segue para os pulmões a fim de ser oxigenado, retorna ao átrio esquerdo 
pelas veias pulmonares, deixa o ventrículo esquerdo através da artéria aorta a fim de oxigenar 
todas as células do corpo. Todo este percurso é chamado de pequena e grande circulação. 
Sendo assim, o coração é o ponto central da circulação. Partindo dele, temos dois 
circuitos fechados e distintos: circulação pulmonar ou pequena circulação que vai do coração 
aos pulmões e retorna ao coração. Destina-se à troca de gases, de gás carbônico por oxigênio. 
Circulação sistêmica ou grande circulação: vai do coração para todo o organismo e retorna ao 
coração. Faz a nutrição sistêmica de todas as células. 
 
Figura 1: Anatomia Cardíaca. 
Fonte: Pixabay 
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Antonia Lúcia S. Silva março/2016 
3 Suporte Básico de Vida 
Vimos no primeiro módulo que a realização imediata de manobras de reanimação 
cardiopulmonar (RCP) em uma vítima de parada cardiorrespiratória (PCR), ainda que seja 
apenas com compressões torácicas no pré-hospitalar, contribui sensivelmente para o 
aumento das taxas de sobrevivência das vítimas de parada cardíaca 
 
Começaremos com a cadeia de sobrevida proposta pela American Heart Association 
(2015). Ela propõe diferenças no atendimento pré-hospitalar e intra-hospitalar à vítima de 
parada cardiorrespiratória. De acordo com a AHA, os pacientes que apresentam parada 
cardiorrespiratória, no ambiente extra-hospitalar, necessitam de assistência de pessoas leigas, 
de socorristas, que precisam saber reconhecer os sinais de PCR, pedir ajuda, iniciar as 
compressões e utilizar o desfibrilador externo automático (DEA). Já no ambiente hospitalar, 
dependem de programa de vigilância adequada a fim de evitar a PCR. Dependem de uma 
relação harmoniosa entre os profissionais da equipe multiprofissional. 
Esta cadeia de sobrevida, proposta pela American Heart Association, visa otimizar o 
atendimento por meio de elos. 
O SBV compreende uma série de procedimentos que podem ser realizados a fim de 
identificar situações de emergências e garantir a manutenção da vida até a chegada do 
suporte avançado de vida. 
 
 
 
 
Para pensar ... 
A doença cardíaca é a maior causa de morte em homens e mulheres nos Estados Unidos da América 
(EUA). Em 2005, aproximadamente 920.000 pessoas nos EUA sofreram um infarto miocárdico 
(ataque cardíaco). Nos EUA, a cada 34 segundos uma pessoa tem um ataque cardíaco. Foi estimado 
que cerca de 300.000 indivíduos nos EUA sofrem uma parada cardíaca em um ano e menos de 15% 
sobrevivem. (AEHLERT p.9, 2013). 
 
 
 
 
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Antonia Lúcia S. Silva março/2016 
 
Figura 2: Cadeia de sobrevida AHA 2015. 
Fonte: American Heart Association (2015) 
3.1 Sequência do SBV do adulto para profissionais da saúde