Suporte Basico de Vida Texto 4
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Suporte Basico de Vida Texto 4


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Suporte Básico de Vida em 
Cardiologia Adulto.
Curso Aberto em Educação Continuada 
2
módulo
InDesign Para Iniciantes
Curso Aberto em Educação Continuada 
Suporte Básico de Vida em 
Cardiologia Adulto.
Curso Aberto em Educação Continuada 
4
módulo
Antonia Lúcia Sousa Silva
Antonia Lúcia Sousa Silva
Antonia Lúcia Sousa Silva
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SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 4 
2 INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM): RECONHECENDO E AGINDO PRECOCEMENTE . 4 
3 ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: RECONHECENDO E TRATANDO PRECOCEMENTE ......... 7 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................................... 9 
5 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 9 
 
 
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Antonia Lúcia S. Silva março/2016 
1 Introdução 
Neste módulo, teremos uma visão rápida sobre as síndromes coronárias agudas (SCA), 
infarto e angina, e também sobre o acidente vascular cerebral (AVC). Ambos acometem 
pessoas de diferentes faixas etárias em diferentes ambientes do nosso cotidiano. Saber 
identificar os sinais e os sintomas é fundamental para o tratamento precoce. Lembrando que 
tanto nas SCA quanto no AVC, o tempo continua sendo o maior aliado, ou seja, quanto menor 
o tempo entre o início do evento e o início do tratamento melhor o prognóstico e as chances 
de sobrevida. 
A fim de aproveitar melhor os conteúdos que discutiremos no transcorrer do texto, 
recomendo que fique atento ao seguinte guia didático de leitura: 
\uf0fc Saiba mais: neste quadro, você encontrará textos de livros, revistas e links 
online para ilustrar e lhe ajudar a aprofundar o assunto tratado; 
\uf0fc Para pensar: aqui você encontrará questões práticas e provocativas para lhe 
ajudar a refletir e correlacionar com aquilo que já conhece; 
\uf0fc Importante: quadro com frase, conceito teórico ou esclarecimento relevante 
que lhe ajudará a melhor compreender a discussão. 
2 Infarto agudo do miocárdio (IAM): reconhecendo e agindo precocemente 
Estima-se que 50% das pessoas que têm um Infarto Agudo poderão evoluir para parada 
cardíaca nas primeiras horas do início dos sinais e dos sintomas. É justificada assim a 
necessidade dos profissionais e da população em geral em estar preparados e treinados para 
fazer a RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar) e usar o DEA (Desfibrilador Externo Automático), 
conforme Lopes (2015). Frequentemente vítimas e acompanhantes demoram a reconhecer a 
síndrome coronariana aguda, o que interfere no prognóstico do paciente, aumentando o 
índice de mortalidade. 
Mas o que é mesmo o infarto agudo do miocárdio? Infarto nada mais é do que a 
obstrução de uma ou mais artérias coronárias. Quando ocorre esta obstrução, o sangue não 
passa, deixando de fornecer oxigênio, se não recebe oxigênio, a área cardíaca não irrigada 
acaba morrendo (necrose). 
 
 
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Antonia Lúcia S. Silva março/2016 
Figura 1: Vasos coronários. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Adaptado Pixabay 
 
O infarto é também conhecido como ataque cardíaco e quanto mais calibroso o vaso 
ocluído, pior o prognóstico do paciente, pois maior é a área que deixa de ser irrigada pelo 
aquele vaso. 
 
Os fatores de risco cardiovasculares estão diretamente ligados ao desenvolvimento 
das síndromes coronarianas agudas. A melhor maneira de evitar o ataque cardíaco é reduzir 
a exposição aos fatores de risco que podem ser controlados ou evitados. Os fatores de risco 
são classificados em modificáveis e não modificáveis. Os modificáveis são o tabagismo, 
obesidade, estresse, sedentarismo, diabetes mellitus, hipertensão, dislipidemia (colesterol 
Importante ... 
Conceitos importantes em cardiologia 
 
Síndromes coronarianas aguda: termo utilizado para descrever uma série de doenças resultantes da 
redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco. 
 
Fatores de risco: condições que quando presentes aumentam a probabilidade de desenvolvimento de 
determinada doença. 
 
Prognóstico: previsão do curso provável de uma doença. 
 
Retroesternal: por trás do esterno. 
 
Coronárias 
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Antonia Lúcia S. Silva março/2016 
alto), consumo excessivo de álcool. Os não modificáveis são o gênero (sexo), idade, 
hereditariedade. 
Os sinais e os sintomas mais comuns que uma pessoa que está tendo um ataque 
cardíaco pode apresentar são: desconforto ao nível do tórax, pirose (queimor no estômago), 
dor no centro do peito (dor retroesternal), que pode irradiar para a mandíbula (queixo), 
ombro (esquerdo) e membro superior esquerdo (braço esquerdo). Além desses sintomas, a 
pessoa pode apresentar ainda: náuseas, vômitos, sudorese, falta de ar (dispneia), palidez. 
 
Figura 2: Sintomas de síndromes coronarianas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fonte: Adaptada Pixabay 
 
Estes sinais e sintomas podem ter curta duração, menos de 20 minutos. Neste caso, 
dizemos que o indivíduo apresentou uma angina (quando ocorre uma semi-oclusão do vaso), 
ou longa duração caracterizando o Infarto (oclusão total do vaso). A angina tende a aliviar com 
o repouso, já o infarto não. 
O socorrista que presencia uma vítima com dor torácica deve: reconhecer os sinais e 
sintomas da síndrome coronariana aguda; manter a calma, manter a vítima em repouso, 
Mandíbula 
Dor Retroesternal 
Ombro 
Membro superior esquerdo 
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Antonia Lúcia S. Silva março/2016 
deixar o paciente reclinado em uma posição de conforto, de preferência. Dessa forma, facilita 
a respiração e por fim, acionar o serviço médico de emergência. Após ativação do sistema de 
serviço médico de emergência, o socorrista deve permanecer ao lado da vítima; no caso de 
perda de consciência, avaliar a necessidade de respiração de resgate, compressão torácica e 
uso do desfibrilador externo automático, se disponível. 
De acordo com a AHA (2015), enquanto se espera a chegada do SME \u2013 Serviço Médico 
de Emergência, o prestador de primeiros socorros pode incentivar a vítima a mascar um 
comprimido de aspirina, se os sinais e sintomas sugerirem que a pessoa está tendo um IAM. 
Ressaltando que antes da administração deve verificar se a vítima tem antecedente de alergia 
ao ácido