Material 8 -Analise custo x volume x lucro
18 pág.

Material 8 -Analise custo x volume x lucro


DisciplinaAdministração143.486 materiais1.028.313 seguidores
Pré-visualização2 páginas
CONTABILIDADE GERENCIAL
		PROFESSORA Me. JUCELAINE BITARELLO
ANALISE CUSTO X VOLUME X LUCRO
PROFESSORA 
Me. JUCELAINE BITARELLO
*
Conhecendo-se o comportamento dos custos do produto, essa análise permite estudar o efeito no lucro se ocorrer variação no volume de vendas? Ou qual o volume de vendas será necessário para que o lucro do negócio seja $X?, ou que preço deve ter o produto, dado que o volume de operação será de Y unidades e o lucro desejado deverá ser de $Z?. As relações entre receita, despesas e lucro são estudadas a fim de responderem perguntas similares as apresentas.
		PROFESSORA Me. JUCELAINE BITARELLO
	 INTRODUÇÃO
*
A análise CustoxVolumexLucro é uma ferramenta importante no planejamento de curto prazo, porque explora o relacionamento existente entre as suas quatro principais variáveis \u2013 custo, receita, volume de saídas e lucro (FIGUEIREDO; CAGGIANO, 1997).
Segundo Hoji (2004), a análise da relação custo/volume/lucro tem a finalidade de calcular o ponto de equilíbrio (breakeven point), isto é, o ponto em que as receitas de vendas se igualam com a soma dos custos e despesas e o lucro é nulo.
Para utilizar essa análise é importante que os custos da empresa sejam divididos em fixos e variáveis. A análise de custo/volume/lucro evidencia a dois importantes conceitos: margem de contribuição e ponto de equilíbrio. 		
*
Para Hoji (2004), Margem de Contribuição (MC) é o valor resultante das vendas (liquidas de impostos) deduzidos dos custos e despesas variáveis.
Os gestores usam a análise da Margem de Contribuição como ferramenta de decisão gerencial. Em suma, usam para tomar decisões estratégicas para a organização no mercado em que atua. Assim sendo, a análise da Margem de Contribuição, pelo gestor, auxilia-o nas seguintes informações:
1) Decidir se maximiza ou diminui a produção de certo produto em sua linha de produção;
2) Verificar possibilidades vindas da produção, de propagandas para melhorar suas vendas;
3) Tomar decisões em relação as estratégias de minimizar custos;
4) Decidir sobre estratégias de preços;
5) Avaliar o desempenho da produção e vendas dos produtos. 		
	 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
*
Fórmulas:
A Margem de Contribuição Unitária (MCu) é dada pela fórmula:
Mcu = PV \u2013 (CVu + DVu)
Mcu = Margem de Contribuição Unitária 
PV = Preço de Venda
CVu = Custo Variável Unitário
DVu = Despesa Variável Unitária
A Margem de Contribuição Total (MC) é dada pela fórmula:
MC = Rec \u2013 (CV + DV)
MC = Margem de Contribuição Total
Rec = Receita de Vendas
CV = Custo Variável
DV = Despesa Variável 		
	 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
*
Para Crepaldi (2004), Margem de Contribuição é um conceito de extrema importância para o custeio variável e para a tomada de decisões gerenciais. Em termos de produto, a margem de contribuição é a diferença 
entre o preço de venda e a coma dos custos e despesas variáveis.
Segundo Padoveze (2004), representa o lucro variável. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os custos e despesas variáveis por unidade de produto. Significa que em cada unidade vendida a empresa lucrará determinado valor. Multiplicado pelo total vendido, teremos a contribuição marginal total do produto para a empresa.
Para Martins (2003), margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e o Custo Variável de cada produto; é o valor que cada unidade efetivamente traz à empresa de sobra entre sua receita e o custo que de fato provocou e que lhe pode ser imputados sem erro. 	
	 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
*
Segundo Hoji (2004), uma vez apurada a Margem de Contribuição Unitária (MCU), que é a margem de contribuição relativa a uma unidade do produto, basta multiplicá-la pela quantidade total de vendas para se conhecer a Margem de Contribuição Total (MCT), pois ela varia proporcionalmente ao volume produzido e vendido.
EXEMPLO:
( + ) Preço unitário de venda (líquido de impostos): $ 10,00
( - ) Custos variáveis unitários: $ 4,30
( - ) Despesas variáveis unitárias: $ 0,90
( = ) Margem de contribuição unitária (MCU) $ 4,80
Com base na estrutura de custos e despesas apresentadas os cálculos da Margem de Contribuição Total (MCT) para 1.000, 5.000, 7.500 e 10.000 unidades, sem alteração no preço de venda e na compra em virtude das quantidades, seriam feitos como segue: 	
	 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
*
	 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
Em vez de calcular item por item, para obter a MCT, basta multiplicar a MCU pela quantidade de vendas. Por exemplo:
1.000 unidades x $ 4,80 = $ 4.800,00
5.000 unidades x $ 4,80 = $ 24.000,00
*
	 PONTO DE EQUILÍBRIO
Podemos dizer que Ponto de Equilíbrio é o ponto em que o total da Margem de Contribuição se equipara aos custos e despesas fixas do período. Em suma, o Ponto de Equilíbrio faz o cálculo do montante e mostrando assim a capacidade mínima em que a empresa deve operar (produzir) para que no final do período, não tenha prejuízo, mesmo que para isso, ocorra o valor ao custo de um lucro zero. Denominamos o Ponto de Equilíbrio também com ponto de ruptura (break-even point). O ponto de equilíbrio expressa o volume a ser comercializado a fim de que o Lucro seja 0 (zero), isso é, que os custos e despesas totais sejam iguais a receita.
*
	 PONTO DE EQUILÍBRIO
Segundo Sanvicente (1997), ponto de equilíbrio de uma empresa é aquele nível ou volume de produção (ou atividade, em caso de empresa não-industrial) em que o resultado operacional é nulo, ou seja, as receitas operacionais são exatamente iguais ao valor total das despesas operacionais.
Para Figueiredo e Caggiano (1997), a análise do Ponto de Equilíbrio tem como finalidade o cálculo desse ponto. Antes que sejam feitos quaisquer cálculos, é necessário que sejam estabelecidas algumas premissas a respeito do comportamento dos custos e das receitas. Assim assumimos que os padrões de custos e receitas foram criteriosamente determinados e que possuem um comportamento linear, no intervalo do nível de atividade que esta sendo analisado.
*
	 PONTO DE EQUILÍBRIO
Segundo Martins (2003), o Ponto de Equilíbrio (também denominado Ponto de Ruptura \u2013 Break-even Point) nasce da conjugação dos Custos e Despesas Totais com as Receitas Totais.
Para Padoveze (2004), evidencia, em termos quantitativos, qual é o volume que a empresa precisa produzir ou vender, para que consiga pagar todos os custos e despesas fixas, além dos custos e despesas variáveis que ela tem necessariamente que incorrer para fabricar/vender o produto. No ponto de equilíbrio, não há lucro ou prejuízo. A partir de volumes adicionais de produção ou venda, a empresa passa a ter lucros.
*
	 PONTO DE EQUILÍBRIO
Segundo Martins (2003), O Ponto de Equilíbrio não pode ser calculado como um todo para empresas com diversos produtos, a não ser que eles tenham mesma MC por produto ou mesma porcentagem de MC, sobre o preço de venda. O máximo que se pode fazer é calcular o PE específico de cada produto, quando há custos e despesas fixos identificados com cada um. Mesmo assim, persiste o problema sem solução de um único PE para a cobertura dos CDF comuns. Haverá sempre um número infinitamente grande de diferentes hipóteses para esse PE global e final.
*
	 PONTO DE EQUILÍBRIO
Para Hoji (2004), no Ponto de Equilíbrio (PE), a empresa está produzindo (e vendendo) a quantidade de produtos suficiente para cobrir além dos CDVs, os CDFs, ou seja, os Custos e Despesas Totais (CDTs). Acima do PE, a empresa obtém um lucro líquido de \u201cX\u201d valor para cada unidade vendida.
*
	 PONTO DE EQUILÍBRIO
*
	 PONTO DE EQUILÍBRIO
Podem ser observados os seguintes aspectos na Figura:
a) os CDFs não se alteram com a variação do volume de atividade;
b) os CDTs são soma dos CDFs e CDVs, sendo que os CDVs acompanham linearmente a variação do nível de atividade;
c) a diferença entre as RLTs e os CDTs representa o resultado econômico, sendo prejuízo abaixo do PE, e lucro acima desse ponto;
d) no PE, o lucro é nulo;
e) pela inclinação das retas correspondentes a RLTs e CDTs, abaixo do PE as RLTs