AEE para Deficiência Visual Baixa Visão e Cegueira
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AEE para Deficiência Visual Baixa Visão e Cegueira


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Todos os direitos são reservados ao Grupo Prominas, de acordo com a convenção internacional de 
direitos autorais. Nenhuma parte deste material pode ser reproduzida ou utilizada, seja por meios 
eletrônicos ou mecânicos, inclusive fotocópias ou gravações, ou, por sistemas de armazenagem e 
recuperação de dados \u2013 sem o consentimento por escrito do Grupo Prominas. 
SUMÁRIO 
 
UNIDADE 1 \u2013 INTRODUÇÃO ..................................................................................... 2 
UNIDADE 2 \u2013 O FUNCIONAMENTO DA VISÃO ....................................................... 4 
UNIDADE 3 \u2013 A DEFICIÊNCIA VISUAL .................................................................... 6 
3.1 CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO ..................................................................................... 8 
3.2 CAUSAS ................................................................................................................ 11 
3.3 SINTOMAS ............................................................................................................. 14 
UNIDADE 4 \u2013 AVALIAÇÃO FUNCIONAL DA VISÃO ............................................. 15 
4.1 SUA IMPORTÂNCIA .................................................................................................. 16 
4.2 INSTRUMENTOS PARA AVALIAR ................................................................................ 17 
UNIDADE 5 \u2013 ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE (OM) ............................................... 20 
5.1 CONCEITOS BÁSICOS PARA TRABALHAR COM OM ...................................................... 20 
5.2 DA COLHER À BENGALA, DO PRATO À RUA \u2013 TÉCNICAS APLICADAS EM ORIENTAÇÃO E 
MOBILIDADE ................................................................................................................. 24 
UNIDADE 6 \u2013 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO ....................... 32 
6.1 CONCEITO E DEFINIÇÃO .......................................................................................... 34 
6.2 AS SALAS DE RECURSOS ......................................................................................... 37 
6.3 A SALA DE RECURSO PARA DEFICIÊNCIA VISUAL ........................................................ 40 
6.4 ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR NO AEE .................................................................... 40 
6.5 A IMPORTÂNCIA DA REVISÃO DO PPP E DO CURRÍCULO ESCOLAR ............................... 42 
UNIDADE 7 \u2013 SISTEMA BRAILLE E CÓDIGO MATEMÁTICO UNIFICADO .......... 44 
7.1 A TEORIA DO SISTEMA BRAILLE \u2013 CONCEITOS E DEFINIÇÕES ...................................... 44 
7.2 BRAILLE APLICADO À MATEMÁTICA \u2013 CÓDIGO MATEMÁTICO UNIFICADO....................... 47 
7.3 SOROBAN .............................................................................................................. 48 
UNIDADE 8 \u2013 RECURSOS DIDÁTICOS .................................................................. 51 
8.1 MODELO, MAQUETE, MAPA ...................................................................................... 52 
8.2 RECURSOS TECNOLÓGICOS \u2013 O MUNDO DA INFORMÁTICA .......................................... 53 
8.3 LIVROS .................................................................................................................. 54 
8.4 OUTROS RECURSOS DIDÁTICOS ............................................................................... 54 
8.5 RECURSOS ÓPTICOS E NÃO-ÓPTICOS ....................................................................... 56 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 59 
 
 
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UNIDADE 1 \u2013 INTRODUÇÃO 
 
Um primeiro contato com uma pessoa cega, geralmente, é suficiente para 
que ela retenha na memória a sua voz, reconheça-lhe pelo toque ou talvez pelo seu 
perfume. Não que ela seja um ser extraordinário, mas por necessidade esses 
sentidos lhe são estimulados e favorecem sua interação com o meio. 
Em relação às pessoas com baixa visão, aquelas com visão reduzida e cuja 
deficiência é corrigível por lentes, cirurgias ou tratamento, inúmeras pesquisas 
comprovam que a estimulação da visão residual favorece o ganho de eficiência na 
utilização da visão preservada. 
A deficiência visual é uma situação irreversível de diminuição da resposta 
visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento 
clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A deficiência visual inclui dois 
grupos: cegueira, visão subnormal (FIOCRUZ, 2009). 
A cegueira total é a completa falta de percepção visual de forma e luz. Em 
muitos casos clínicos observa-se que a cegueira pode ocorrer diante de algumas 
condições, tais como retardo mental, espectro autista, paralisia cerebral, surdez e 
epilepsia. 
Pois bem, para atingirmos o objetivo proposto neste curso que é levar 
conhecimentos teóricos e práticos para o atendimento educacional especializado \u2013 
AEE \u2013 na deficiência visual (baixa visão e cegueira), percorreremos o seguinte 
caminho: noções básicas do funcionamento da visão; causas, sintomas, 
classificação das dificuldades visuais; avaliação funcional da visão; orientação e 
mobilidade; o AEE propriamente dito que envolve conceitos, definições, papel do 
educador e da escola nas salas de recursos; o sistema Braille e sua aplicação à 
matemática, bem como veremos também recursos didáticos aplicados à educação 
de pessoas com deficiência visual. 
Ressaltamos em primeiro lugar que embora a escrita acadêmica tenha como 
premissa ser científica, baseada em normas e padrões da academia, fugiremos um 
pouco às regras para nos aproximarmos de vocês e para que os temas abordados 
cheguem de maneira clara e objetiva, mas não menos científicos. Em segundo lugar, 
 
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deixamos claro que este módulo é uma compilação das ideias de vários autores, 
incluindo aqueles que consideramos clássicos, não se tratando, portanto, de uma 
redação original e tendo em vista o caráter didático da obra, não serão expressas 
opiniões pessoais. 
Ao final do módulo, além da lista de referências básicas, encontram-se 
outras que foram ora utilizadas, ora somente consultadas, mas que, de todo modo, 
podem servir para sanar lacunas que por ventura venham a surgir ao longo dos 
estudos. 
 
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UNIDADE 2 \u2013 O FUNCIONAMENTO DA VISÃO 
 
A função do sistema visual é converter energia luminosa em atividade neural 
que tenha significado para nós. 
A visão é a nossa principal experiência sensorial. O cérebro humano é muito 
mais usado para a visão do que para qualquer outro sentido. É através da visão que 
adquirimos mais da metade dos conhecimentos a respeito do mundo que nos cerca. 
Estudos recentes revelam que enxergar não é uma habilidade inata, ou seja, 
quando nascemos ainda não sabemos enxergar: é preciso aprender, e uma das 
formas como isso acontece, inconscientemente, é quando