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Administração Financeira e Orçamentária - AULA 3 AVALIAÇÃO E PLANEJAMENTO FINANCEIRO DE CURTO PRAZO

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obras na área de administração 
financeira e orçamentária em que a margem de contribuição unitária é o 
resultado do preço de venda unitário menos o gasto variável unitário. O 
termo gasto variável refere-se também a despesas variáveis, além dos 
custos variáveis. Contudo, respeitamos a forma apresentada pelo autor. 
O Quadro 14 nos mostra os cálculos da contribuição das vendas 
adicionais, ou margem de contribuição (MC) incremental: 
Quadro 14 – Contribuição das vendas adicionais ao lucro 
A) Vendas de 60.000 unidades (plano anterior): (R$) 
Receita (10,00 x 60.000 unidades) 
(-) Custo Variável (6,00 x 60.000 unidades) 
Margem de Contribuição (MC) 
600.000 
360.000 
240.000 
 
B) Vendas de 63.000 unidades (plano proposto): (R$) 
Receita (10,00 x 63.000 unidades) 
(-) Custo Variável (6,00 x 63.000 unidades) 
Margem de Contribuição (MC) 
630.000 
378.000 
252.000 
 
Margem de contribuição (MC) incremental 
com o plano proposto: 
(R$) 
(MC unitária x variação na quantidade) 
(4,00 x 3.000 unidades) 
12.000 
 
Margem de contribuição (MC) incremental 
com o plano proposto: 
(R$) 
[B – A] (252.000 – 240.000) 12.000 
Fonte: Adaptado de Gitman, 2010, p. 559. 
Os passos a seguir são necessários para determinar: (I) o custo do 
investimento marginal em contas a receber; (II) as perdas marginais com créditos 
Métodos alternativos 
para o cálculo da 
margem de 
contribuição 
incremental. 
 
 
24 
incobráveis; (III) o lucro líquido com a implementação do novo plano de 
relaxamento dos padrões de crédito. O último passo, traz a análise dos 
resultados. 
Segundo passo 
Calcular o investimento médio de contas a receber. 
𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 =
𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑣𝑎𝑟𝑖á𝑣𝑒𝑙 𝑑𝑎𝑠 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑛𝑢𝑎𝑖𝑠
𝑔𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟
 
Onde: 
𝐺𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 =
365
𝑝𝑟𝑎𝑧𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠
 
Lembramos que os custos fixos não serão considerados em razão de seu 
valor manter-se o mesmo independentemente da variação da quantidade 
vendida (ou do valor das vendas), sendo, portanto, irrelevantes para o cálculo 
proposto. 
𝐺𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 =
365
30
→ 12,2 (𝑐𝑜𝑚 𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑜 𝑎𝑛𝑡𝑒𝑟𝑖𝑜𝑟) 
𝐺𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 =
365
45
→ 8,1 (𝑐𝑜𝑚 𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑜 𝑝𝑟𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜) 
Assim, substituindo os valores nas fórmulas, teremos: 
𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 =
𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑣𝑎𝑟𝑖á𝑣𝑒𝑙 𝑑𝑎𝑠 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎𝑠 𝑎𝑛𝑢𝑎𝑖𝑠
𝑔𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟
 
𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 =
360.000
12,2
→ 29.508 (𝒑𝒍𝒂𝒏𝒐 𝒂𝒏𝒕𝒆𝒓𝒊𝒐𝒓) 
𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑠 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑟 =
378.000
8,1
→ 46.667 (𝒑𝒍𝒂𝒏𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒑𝒐𝒔𝒕𝒐) 
Terceiro passo 
Calcular o investimento marginal em contas a receber e seu custo. 
 Investimento marginal em contas a receber e custo do investimento 
marginal 
 
 
25 
Quadro 15 – Investimento marginal em contas a receber 
 (R$) 
(A) Investimento médio no plano proposto 46.667 
(B) Investimento médio no plano anterior 29.508 
(A - B) Investimento marginal em contas a receber 17.159 
Retorno requerido sobre o investimento (custo de oportunidade) (15%) 
(C) Custo do investimento marginal 2.574 
Fonte: Adaptado de Gitman, 2010, p. 559. 
O valor resultante de R$ 2.574 é considerado um custo porque representa 
o valor máximo a ser obtido sobre os R$17.159 se aplicados em um investimento 
alternativo de risco equivalente. 
Quarto passo 
Calcular a perda marginal com créditos incobráveis 
Encontraremos as perdas marginais com créditos incobráveis como a 
diferença entre os níveis de perda antes e depois do relaxamento proposto dos 
padrões de crédito. 
 Perdas marginais com créditos incobráveis: 
Quadro 16 – Perdas marginais com créditos incobráveis 
 (R$) 
(A) Com o plano proposto (0,02 x R$ 10,00 p/unidade x 63.000 unidades) 12.600 
(B) Com o plano anterior (0,01 x R$ 10,00 p/unidade x 60.000 unidades) 6.000 
(A - B) Perdas marginais com créditos incobráveis 6.600 
Fonte: Adaptado de Gitman, 2010, p. 560. 
Quinto passo 
Analisar os resultados, fazendo a comparação entre a contribuição das 
vendas adicionais ao lucro e o custo adicional do investimento marginal 
em contas a receber somados às perdas marginais com créditos 
incobráveis. Se a contribuição adicional ao lucro for maior do que a soma do 
custo marginal e das perdas marginais, então os padrões de crédito devem ser 
relaxados. 
𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑖𝑏𝑢𝑖çã𝑜 𝑎𝑑𝑖𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝑎𝑜 𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜 > 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑚𝑎𝑟𝑔𝑖𝑛𝑎𝑙 + 𝑝𝑒𝑟𝑑𝑎𝑠 𝑚𝑎𝑟𝑔𝑖𝑛𝑎𝑖𝑠 
 Análise do resultado: 
Quadro 17 – Análise do resultado 
 (R$) 
(A) Contribuições das vendas adicionais ao lucro (Quadro 14) 12.000 
(B) Custo do investimento marginal em valores a receber (Quadro 15) (2.574) 
 
 
26 
(C) Perdas marginais com créditos incobráveis (Quadro 16) (6.600) 
(D) Lucro líquido com a implementação do projeto (novo plano) 2.826 
Fonte: Adaptado de Gitman, 2010, p. 561. 
O resultado do Quadro 17 demonstra que os padrões de crédito devem 
ser relaxados. O Quadro 18 mostra de maneira mais completa os resultados 
encontrados. 
Quadro 18 – Lucro líquido com a implementação do plano de relaxamento dos 
padrões de crédito 
Resumo para análise dos resultados: (R$) (R$) 
A) Contribuição das vendas adicionais ao lucro 
[3.000 unidades x (R$ 10,00 - R$ 6,00)] 
 
 12.000 
B) Custo do investimento marginal em valores a receber: 
 
Investimento médio de acordo com o plano proposto: 
 
 
𝑅$ 6,00 𝑋 63.000 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠
8,1
→
378.000
8,1
 
 
Investimento médio de acordo com o plano anterior: 
 
𝑅$ 6,00 𝑋 60.000 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠
12,2
→
360.000
12,2
 
 
Investimento marginal em valores a receber: 
 
Custo do investimento marginal em valores a receber: 
(0,15 x R$ 17.159) 
 
 
C) Perdas marginais com créditos incobráveis: 
 
 Perdas com créditos incobráveis sob o plano proposto: 
 (0,02 x R$ 10,00 x 63.000) 
 
 Perdas com créditos incobráveis sob o plano anterior: 
 (0,01 x R$ 10,00 x 60.000) 
 
 Perdas marginais com créditos incobráveis: 
 
D) Lucro líquido com a implementação do plano proposto: 
 
 
 
 
 
46.667 
 
 
 
 
29.508 
 
 
17.159 
 
 
 
 
 
 
 
12.600 
 
 
6.000 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(2.574) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(6.600) 
 
2.826 
Fonte: Adaptado de Gitman, 2010, p. 561. 
 
 
 
27 
TEMA 4 – GESTÃO DE ESTOQUES 
Gitman (2010, p. 552) diz que “o primeiro componente do ciclo de 
conversão de caixa [ou ciclo financeiro] é a idade média dos estoques. O objetivo 
da administração de estoques é girá-los o mais rapidamente possível, sem 
causar perda de vendas decorrentes de faltas”. 
A administração dos estoques é um ponto vital para as empresas. Nesse 
sentido, a escolha dos fornecedores é importante para garantir o recebimento 
dos estoques em quantidades e prazos desejados. Outro aspecto relevante diz 
respeito ao correto planejamento dos níveis de estoque, de modo a ajustá-los às 
expectativas de demandas futuras. Este tema tem o propósito de apresentar 
duas das técnicas mais utilizadas pelas empresas na gestão de seus estoques. 
4.1 Curva ABC 
Segundo Assaf (2014, p. 697), 
Uma das técnicas mais utilizadas de auxílio ao administrador na tarefa 
de definir uma política mais adequada de compra dos estoques, com 
ênfase especial para os itens mais representativos

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