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Administração Financeira e Orçamentária - AULA 3 AVALIAÇÃO E PLANEJAMENTO FINANCEIRO DE CURTO PRAZO

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= 𝐶𝑝 × 𝐷 𝑄⁄ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑛𝑢𝑡𝑒𝑛çã𝑜 = 𝐶𝑚 × 𝑄 2⁄ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = (𝐶𝑝 × 𝐷 𝑄⁄ ) + (𝐶𝑚 × 𝑄 2⁄ ) 
 Coluna 2: número total dos pedidos (ou frequência dos pedidos) 
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑛𝑜 𝑝𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 =
𝐷𝑒𝑚𝑎𝑛𝑑𝑎
𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜
 
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑛𝑜 𝑝𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜 =
10.000 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠
100 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠
= 𝟏𝟎𝟎, 𝟎𝟎 𝒑𝒆𝒅𝒊𝒅𝒐𝒔 
 Coluna 3: custo de pedido 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 = 𝐶𝑝 × 𝐷 𝑄 ∴⁄ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 = 400,00 ×
10.000 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠
100 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠
∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 = 400,00 × 100 ∴ 
 
 
32 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 = 𝑅$ 𝟒𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
 Coluna 4: custo de manutenção 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑛𝑢𝑡𝑒𝑛çã𝑜 = 𝐶𝑚 × 𝑄 2 (𝒗𝒆𝒓 𝒊𝒍𝒖𝒔𝒕𝒓𝒂çã𝒐 𝒅𝒂 𝑭𝒊𝒈𝒖𝒓𝒂 𝟐) ∴⁄ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑛𝑢𝑡𝑒𝑛çã𝑜 = 50,00 ×
100 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 
2
∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑛𝑢𝑡𝑒𝑛çã𝑜 = 50,00 × 50 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 (𝑒𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑛𝑜 𝑝𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜) ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑛𝑢𝑡𝑒𝑛çã𝑜 = 𝑅$ 2.500,00 
 Ilustração do estoque médio por período, considerando-se uma 
quantidade de 100 unidades de estoque no pedido (primeira linha do 
Quadro 20). Para uma quantidade de 200 unidades de estoque no pedido 
(segunda linha do Quadro 20), o estoque médio a ser considerado na 
fórmula seria 100 unidades. Note que os períodos referem-se à frequência 
dos pedidos. 
Figura 2 – Número médio de estoque (quantidades) por pedido 
 
 
 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠 (𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠) 
 
𝑄
2⁄ = 50 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 
 
 
 
 t0 t1 t2 t3 Tempo 
Fonte: Adaptado de Assaf, 2014, p. 704. 
A Figura 2 mostra que os estoques de 100 unidades em “t0” são totalmente 
consumidos ao final desse período e são renovados em 100 unidades no início 
do período “t1”. Ao final do período "t1”, os estoques zeram novamente e são 
renovados em 100 unidades no início do período "t2”. Esse processo se repete 
nos demais períodos. Por isso, o estoque médio do pedido por período é dado 
por: (𝑄 2⁄ ). 
Q=50 
Q=100 
 
 
33 
Percebemos que o exemplo dado não prevê a manutenção de um estoque 
mínimo de segurança, o que seria recomendável em razão de o fornecedor poder 
atrasar as entregas. 
 Coluna 5: custo total dos estoques no período 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 + 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑚𝑎𝑛𝑢𝑡𝑒𝑛çã𝑜 ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = (𝐶𝑝 × 𝐷 𝑄⁄ ) + (𝐶𝑚 × 𝑄 2⁄ ) ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = (400,00 ×
10.000
100
) + (50,00 ×
100
2
) ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = (40.000,00) + (2.500,00) ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 42.500,00 
Demonstração do cálculo para o lote econômico (400 unidades de 
estoque): 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = (𝐶𝑝 × 𝐷 𝑄⁄ ) + (𝐶𝑚 × 𝑄 2⁄ ) ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = (400,00 × 10.000,00 400 𝑢𝑛𝑖𝑑⁄ ) + (50,00 × 400 𝑢𝑛𝑖𝑑 2⁄ ) ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = (400,00 × 25) + (50,00 × 200) ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 10.000,00 + 10.000,00 ∴ 
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 20.000,00 
Demonstração da quantidade ótima de cada pedido (lote econômico): a 
quantidade ótima de cada pedido ocorre quando os custos de pedido e custos 
de manutenção se igualam. Logo, igualando as expressões dos dois custos dos 
estoques, podemos obter a fórmula de cálculo do lote econômico, ou seja: 
𝐶𝑝 ×
𝐷
𝑄
= 𝐶𝑚 ×
𝑄
2
 
Multiplicando-se por Q: 
 𝐶𝑝 ×
𝐷
𝑄
× 𝑄 = 𝐶𝑚 ×
𝑄
2
× 𝑄 ∴ 
 
 
34 
𝐶𝑝 × 𝐷 = 𝐶𝑚 ×
𝑄2
2
 ∴ 
Multiplicando-se por 2: 
2 × 𝐶𝑝 × 𝐷 = 2 × 𝐶𝑚 ×
𝑄2
2
 ∴ 
 2 × 𝐶𝑝 × 𝐷 = 𝐶𝑚 × 𝑄
2 ∴ 
𝐶𝑚 × 𝑄
2 = 2 × 𝐶𝑝 × 𝐷 ∴ 
𝑄2 =
2 × 𝐶𝑝 × 𝐷
𝐶𝑚
 
Logo: 
𝑄∗ = (𝑙𝑜𝑡𝑒 𝑒𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜) = √
2 × 𝐶𝑝 × 𝐷
𝐶𝑚
 
Substituindo os valores na fórmula: 
𝑄∗ = (𝑙𝑜𝑡𝑒 𝑒𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜) = √
2 × 400,00 × 10.000
50,00
∴ 
𝑄∗ = (𝑙𝑜𝑡𝑒 𝑒𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜) = √160.000,00 ∴ 
𝑄∗ = (𝑙𝑜𝑡𝑒 𝑒𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜) = 400 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 
TEMA 5 – GESTÃO DE PASSIVOS CIRCULANTES 
5.1 Empréstimos bancários para capital de giro e overtrade (efeito 
tesoura) 
Quais razões levam as empresas a buscar empréstimos bancários de 
curto prazo (passivo circulante) para financiar a falta de dinheiro em seu caixa? 
A falta de dinheiro no caixa pode ocorrer por diversas razões, como, por 
exemplo: orçamentos mal elaborados; gastos descontrolados; volume de 
estoques mantidos acima do necessário; imobilizações desnecessárias; 
aplicações no ativo não circulante (imobilizado), utilizando demasiadamente 
financiamentos de curto prazo de bancos (passivo circulante); prazos de 
 
 
35 
financiamento de vendas incompatíveis com os prazos de pagamento ao 
fornecedor; política de distribuição de dividendos agressiva com prejuízo à 
manutenção de recursos próprios (patrimônio líquido) para financiar o giro da 
empresa. 
Como vimos no Tema 1 (item 1.2), o saldo de tesouraria (ST) negativo, 
em um ou mais períodos, revela que a empresa precisou recorrer a empréstimos 
bancários de curto prazo para fechar o seu caixa. 
Ross et al. (2015, p.954) propõem o caso da Metalúrgica da Serra S/A 
para demonstrar essa situação: 
Primeiro passo 
Apresentar o “ativo” e o “passivo + patrimônio líquido”. 
Quadro 21 ‒ Ativo 
Metalúrgica da Serra S/A (em mil ‒ R$) 
Balanço patrimonial 
ATIVO 
 2014 2015 2016 
Ativo circulante (AC) 164.000 239.000 506.000 
Caixa e bancos 4.000 2.000 3.000 
Aplicações financeiras 9.000 4.000 13.000 
Contas a receber 73.000 148.000 348.000 
Impostos a recuperar 11.000 12.000 32.000 
Adiantamentos a fornecedores 16.000 11.000 22.000 
Estoques 51.000 62.000 88.000 
 
Ativo não circulante (ANC) 144.000 142.000 163.000 
Imobilizado 225.000 248.000 301.000 
(-) Depreciação (81.000) (106.000) (138.000) 
 
Ativo total 308.000 381.000 669.000 
Fonte: Adaptado de Ross et al. 2015, p. 954. 
Quadro 22 ‒ Passivo total + PL 
 Metalúrgica da Serra S/A (em mil ‒ R$) 
Balanço patrimonial 
PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
 2014 2015 2016 
Passivo circulante (PC) 145.000 176.000 374.000 
Fornecedores 51.000 53.000 66.000 
Salários e encargos 15.000 12.000 15.000 
Obrigações sociais e trabalhistas 7.000 9.000 11.000 
Obrigações tributárias 15.000 17.000 18.000 
Imposto de renda 1.000 2.000 1.000 
Empréstimos e financiamentos 42.000 35.000 96.000 
Duplicatas descontadas 10.000 45.000 162.000 
Adiantamentos de clientes 4.000 3.000 5.000 
 
Passivo não circulante (PNC) 17.000 10.000 32.000 
 
 
36 
Empréstimos e financiamentos 17.000 10.000 32.000 
 
Patrimônio líquido (PL) 146.000 195.000 263.000 
Capital integralizado 165.000 165.000 165.000 
Reserva de lucros (prejuízo) * (19.000) 30.000 98.000 
 
Passivo total e patrimônio líquido 308.000 381.000 669.000 
(*) O comitê de pronunciamentos contábeis CPC) define que as sociedades anônimas (S/A) 
devem manter lucros acumulados em reservas de lucros. 
Fonte: Adaptado de Ross et al., 2015, p. 954. 
Segundo passo 
Ajustar o ativo e o passivo para fins de análise da necessidade de capital 
de giro (NCG), capital de giro (CDG) e saldo de tesouraria (ST), conforme 
demonstram os quadros 23 e 24. 
Quadro 23 ‒ Ativo ajustado para fins de estudo de NCG, CDG e ST 
Metalúrgica da Serra S/A (em milhões ‒ R$) 
Balanço patrimonial 
ATIVO (ajustado) 
 2014 2015 2016 
Ativo circulante financeiro (ACF) 13.000 6.000 16.000 
Caixa e bancos 4.000 2.000 3.000 
Aplicações financeiras 9.000 4.000

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