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URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Abel Felipe Freitag DOUTORANDO EM EDUCAÇÃO FÍSICA ME. EM CIÊNCIAS DA SAÚDE MBA EM GESTÃO EMPRESARIAL may.abel abel_freitag@hotmail.com FERIMENTOS, CURATIVOS E BANDAGENS Introdução aos primeiros socorros Avaliação da vítima Suporte básico à vida Hemorragia e choque I Lesões Curativos e bandagens Traumatismo Emergências relacionadas a DCV e AVE Emergências respiratórias Crises convulsivas, tontura e desmaio Emergências pediátricas e geriátricas Emergências diabéticas II III IV Emergências relacionadas a queimaduras Levantando e removendo vítimas Kit de primeiros socorros Emergências relacionadas ao calor e ao frio FERIMENTOS • “Lesão ou perturbação em qualquer tecido do corpo humano como resultado de um trauma” • A pele está mais exposta a sofrer ferimentos do que qualquer outro órgão, pois reveste toda a superfície externa do organismo. Oliveira, Parolin e Teixeira Jr., 2007 Fechados contusão (edema, hematoma) Abertos ferida (incisão, laceração, abrasão) Lesões de vísceras FERIMENTOS • Incisivo-cortante: deslizamento de agentes cortantes aproximar e fixar suas bordas com um curativo compressivo • Corto-contusa: objetos com superfície romba (instrumento cortante não muito afiado) • Perfurante: objeto geralmente fino e pontiagudo proteção do orifício de entrada e saída • Penetrantes: o agente vulnerante atinge uma cavidade natural do organismo • Transfixante: penetrar e atravessar os tecidos em toda a sua espessura saindo na outra superfície • Escoriações ou abrasões: atrito de uma superfície áspera e dura contra a pele presença de corpo estranho (areia, graxa, pedra) remoção + proteção • Avulsão ou amputação: quando uma parte do corpo é cortada ou arrancada controle da hemorragia + preservação do membro • Laceração: mecanismo de ação é uma pressão ou tração exercida sobre o tecido controle da hemorragia + proteção + imobilização (se necessário) • Lesões de vísceras: órgãos internos são acometidos cobrir com plástico esterelizado próprio Atendimento FERIMENTOS • Proteger a lesão contra trauma secundário. • Conter sangramentos • Evitar infecções • Vítima com múltiplos ferimentos: evitar perder tempo com ferimentos que não sangram muito, priorizar o transporte ao hospital para tratar possíveis lesões internas. • ABC • Avaliação do ferimento (natureza, tempo da lesão e agente) • Inspeção da área lesada • Limpeza da superfície do ferimento (gaze estéril, soro fisiológico) não utilizar algodão, lenços ou guardanapos de papel). Objetos fincados devem permanecer fixos no corpo, imobilizá-los. • Proteção da lesão com gaze e fixada com bandagem triangular ou atadura de crepe. CONTROLE DA HEMORRAGIA CURATIVO NO LOCAL ENFAIXAR O FERIMENTO • Controlar o sangramento • Evitar maiores lesões e contaminações • Manter o ferimento seco • Imobilizar o local do ferimento Limpeza + aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida hemostasia, cicatrização, prevenir contaminação e infecção CURATIVOS Estéril não há microrganismos ou esporos na superfície Asséptico livre de bactérias Preso com uma bandagem firme, afim de controlar o sangramento Maiores do que a ferida Limpo, acolchoados, espessos, compressíveis e maleáveis Curativo é mantido no local com uma bandagem CURATIVOS Compressas de gaze Compressas especiais Bandagem compressiva Curativo estéril • Vários tamanhos (5x5, 10x10, 10x20cm) • Pacotes embalados individualmente • Cuidado: não tocar a parte da gaze que ficará em contato com o ferimento • Impregnadas com unguento + plastificados evitar adesão ao ferimento CURATIVOS Compressas de gaze Compressas especiais Bandagem compressiva Curativo estéril • Aplicação rápida em MM ou áreas externas do tronco • Tamanhos variados, compostas de várias camadas • Superfície externa à prova d´água • Estancar sangramento intenso ou estabilizar objetos cravados • Uso geral (queimaduras, abdominais, etc) CURATIVOS Compressas de gaze Compressas especiais Bandagem compressiva Curativo estéril • Cobrir ferimentos abertos • Várias camadas de gaze fina no meio de uma bandagem amarração • 2 à 10 cm de largura CURATIVOS Compressas de gaze Compressas especiais Bandagem compressiva Curativo estéril Aplicação • Luvas protetoras, sempre que possível • Não tocar na superfície da ferida • Curativo com tamanho suficiente para cobrir todos as bordas da ferida • Segure o curativo por uma das pontas • Coloque-o diretamente sobre a ferida; não mude de posição, depois que tiver tocado a pele • Cubra o curativo com uma atadura apertada, sem prejudicar a circulação (cheque o pulso) • Fita adesiva: segure-as pelas tiras de proteção, puxando as tiras sem removê-las. Sem tocar na compressa, coloque diretamente sobre a ferida puxe as tiras de compressão e pressione para baixo as pontas e as bordas da fita adesiva. BANDAGENS • Prende o curativo no ferimento • Cria pressão e controla o sangramento (hemostasia) • Ajuda a manter as extremidades do ferimento fechadas • Segura uma tala e uma parte lesionada do corpo • Fornece apoio a uma parte lesionada do corpo • Ajuda a prevenir ou reduzir o inchaço; promove cicatrização • Não coloque diretamente sobre o ferimento, apenas cubra • Deve ser limpa, não necessariamente estéril • Aplicadas de maneira adequada e segura • Erros: muito apertada (circulação) ou muito frouxa (sangramento, infecção) • Muito apertada pele pálida/azulada e fria/dormente, dor, pulsação fraca, enchimento capilar ausente ou reduzido, sem movimentação dos dedos BANDAGENS Triangulares e em gravata Em rolo Não é estéril, portanto não deve ser utilizada para ocluir ferimentos abertos. Antes de fixá-la deve ser aplicada gaze ou compressa cirúrgica. Observar: local + extensão da lesão + condições de circulação Firmes e indeslocáveis Não muito apertada (edema e dores) Evite contato entre duas superfícies cutâneas (aderência e fricções) BANDAGENS Triangulares e em gravata Em rolo BANDAGENS Triangulares e em gravata Em rolo • Material semelhante à gaze • Comercializadas diferentes larguras (5 à 30 cm), até 10m de comprimento • + Comum: bandagem autoadesiva (não elástica) ajusta ao formato do corpo • Várias voltas + cortar + amarrar ou prender com um esparadrapo • Bandagem elástica (comprimir): distensões, entorses e contusões BANDAGENS Triangulares e em gravata Em rolo PRINCÍPIOS DOS CURATIVOS E DAS BANDAGENS Cobrir cuidadosamente a ferida• Lavar as mãos, coloque luvas descartáveis (se tiver) • Não aplique as bandagens até que o sangramento tenha parado • Não remover o curativo se estiver encharcado de sangue; coloque outro em cima • O curativo deve cobrir o ferimento inteiro; a bandagem deve cobrir todas as bordas do curativo • Não coloque bandagens diretamente sobre a ferida • Bandagens sobre o ferimento deve ficar confortável, não muito apertada • As bandagens não devem ficar muito frouxas; nem um nem outro devem se mexer ou escorregar • Evite extremidades soltas (pano, gaze ou fita adesiva) nós • Pontas dos dedos expostas circulação • Bandagens pequenas devem ser cobertas por uma maior distribuir a pressão uniformemente • MMSS ou MMII comece a enfaixar na extremidade mais próxima ao pé ou mão • A região afetada deve ser enfaixada na posição em que irá permanecer (ex. articulação) • Não use bandagem circular no pescoço estrangulamento IMPROVISANDO CURATIVOS E BANDAGENS Adaptabilidade + criatividade • Nunca use materiais que possam grudar na ferida (algodão, papel, papel higiênico) • Esterilizar (parcialmente) passar ferro por alguns minutos ou fervendo-o e deixando secar por completo APLICANDO CURATIVOS E BANDAGENS ESPECIAIS Curativos de pressão Tipoias Cobrir o ferimento com um curativo grosso e estéril Pressão direta até que o sangramento pare Aplique, deixe firme (verifique sinais) Bandagem elástica somente se o sangramento for intenso Curativoensopado de sangue outro curativo + outra bandagem APLICANDO CURATIVOS E BANDAGENS ESPECIAIS Curativos de pressão Tipoias Apoio em caso de lesões: ombro, MMSS, clavícula, costelas Só use tipoia se o braço ferido puder ser flexionado sem dor ou se já estiver dobrado Karren KJ, Hafen BQ, Limmer D, Mistovich JJ. Primeiros socorros para estudantes. 10ª Ed. Manole: Barueri – SP, 2014. Oliveira BFM, Parolin MKF, Teixeira Jr EV. Trauma: atendimento pré-hospitalar. 2ª edição. São Paulo: Atheneu, 2007. REFERÊNCIAS