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CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA 
Disciplina: Metodologia da Investigação Científica 
Prof.ª Dr.ª Simone Hedwig Hasse 
 
 
APRESENTAÇÃO E CONTEÚDO DA AULA 
 
 
Tema de estudo: Métodos de pesquisa e organização do trabalho científico (Técnicas de pesquisa) 
 
Descrição do conteúdo: 
 
Prezado(a) aluno(a), 
 
Nesta semana-aula, iniciamos o estudo das tipologias e abordagens da pesquisa científica e 
identificamos na literatura da disciplina de Metodologia da Investigação Científica – MIC diversas 
tipologias, entre as quais destacam-se a pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa de 
campo, pesquisa experimental, e as abordagens metodológicas qualitativa e quantitativa (verificar 
quadro “Tipologias e abordagens de pesquisa”). 
Atenção: a literatura da disciplina de Metodologia da Investigação Científica – MIC apresenta 
muitas outras classificações, importantes, é claro, mas julgo necessário ao discente de graduação o 
domínio do conceito/definição das tipologias e abordagens que constam do quadro “Tipologias e 
abordagens de pesquisa”. 
E como já dito, a história da(s) Ciência(s) e do(s) método(s) científico(s) é reveladora de que 
cada área de pesquisa/Ciência (Administração, Sociologia, Psicologia, Direito, Antropologia, História, 
Astronomia, Biologia, Geologia etc.) tem sua especificidade/particularidade e o método de 
pesquisa/método científico se adequa ao objeto de estudo de cada Ciência, pois diferentes são as 
operações mentais e técnicas (método) exigidas para a compreensão de todas as variáveis/aspectos 
que compõem o objeto de estudo (fato/fenômeno social/humano ou da natureza). 
Na semana-aula o tema em estudo refere-se as técnicas de pesquisa. Mas, ao analisar as 
definições de pesquisa científica e método científico apresentadas anteriormente, é necessário 
diferenciar método e técnica. Muitas vezes, faz-se confusão entre método e técnica de pesquisa. Mas, 
qual a distinção entre método e técnica? Cervo e Bervian (2002, p.25) fazem a seguinte distinção: 
Por método entende-se o dispositivo ordenado, o procedimento sistemático, em plano 
 
geral. A técnica, por sua vez, é a aplicação do plano metodológico e a forma especial 
de o executar. Comparando, pode-se dizer que a relação existente entre método e 
técnica é a mesma que existe entre estratégia e tática. A técnica está subordinada ao 
método, sendo sua auxiliar imprescindível. 
 
Em relação a distinção entre método e técnica, Ruiz (2013, p.138) afirma que “A rigor, reserva-
se a palavra método para significar o traçado das etapas fundamentais da pesquisa, enquanto a palavra 
técnica significa os diversos procedimentos ou a utilização de diversos recursos peculiares a cada 
objeto de pesquisa, dentro das diversas etapas do método [...].” 
Portanto, observa-se que o método constitui um procedimento geral, extensivos às diversas áreas 
do conhecimento, enquanto técnica abrange procedimentos específicos, em determinada área do 
conhecimento. A técnica refere-se a cada passo dado na realização da pesquisa, enquanto o método é 
o conjunto de todos os passos. Enfim, as técnicas de pesquisa, conforme Andrade (2002, p.29), “[...] 
acham-se relacionadas com a coleta de dados, ou seja, com a parte prática da pesquisa. Daí afirma-se 
que técnica é a instrumentalização específica da coleta de dados.” Cada área do conhecimento possui 
técnicas de pesquisa específicas e, na mesma área ou pesquisa, cada etapa do trabalho pode exigir o 
emprego de técnicas próprias, adequadas ao objetivo que se pretende alcançar. As técnicas de 
pesquisa serão tema de estudo em outra semana-aula. 
Outro termo que merece nossa atenção é metodologia. Do grego méthodos + lógos (estudo, 
ciência) é o estudo dos métodos. É a disciplina que estuda as normas técnicas que devem ser seguidas 
na pesquisa científica. Estas normas técnicas dizem respeito à coleta de dados, à avaliação dos 
mesmos, à conclusão e a maneira correta de comunicar aos outros o resultado do próprio trabalho. De 
acordo com Barros e Lehfeld (2000, p.2), “A metodologia tem interesse pelo estudo, descrição e 
análise dos métodos e lança esclarecimentos sobre seus objetivos, utilidades, consequências, 
ajudando-nos a compreender o próprio processo da Pesquisa Científica.” 
Diante de tais afirmações, podemos concordar ainda com Demo, para quem 
[...] metodologia é uma preocupação instrumental. Trata das formas de se fazer 
ciência. Cuida dos procedimentos, das ferramentas, dos caminhos. A finalidade da 
ciência é tratar a realidade teórica e praticamente. Para atingir tal finalidade, coloca-se 
vários caminhos. Disto trata a metodologia. (DEMO, 2000, p.19) 
 
Eis o motivo da nossa disciplina ser denominada de Metodologia da Investigação Científica, 
visa o estudo “do fazer científico”. No entanto, em relatórios de pesquisa (Trabalho de 
Curso/Monografia; Tese; Dissertação) e em projetos de pesquisa é usual o emprego do termo 
“metodologia”, ou invés do termo “método”, para designar o capítulo/subcapítulo/item que apresenta 
o recorte e o percurso metodológico da pesquisa científica (tipologia; recorte temporal e espacial; 
sujeitos etc.), bem como os procedimentos e instrumentos para operacionalizar a coleta de dados. 
Aliás, muitos autores empregam o termo metodologia ao invés de usar método para fugir desse 
 
reducionismo que o termo método pode proporcionar. 
Minayo (2002, p.16) afirma que o termo ‘metodologia’ é muito mais que técnicas e 
instrumentos de pesquisa. Diz respeito a articulação entre conteúdos (referencial teórico existente), 
pensamentos do pesquisador e a existência/realidade empírica. “[...] a metodologia inclui as 
concepções teóricas de abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a construção da realidade 
e o sopro divino do potencial criativo do investigador.” 
 Minayo (2016, p.14-15) também menciona que termo metodologia significa, 
[...] o caminho do pensamento e a prática exercida na abordagem da realidade. Ou 
seja, a metodologia inclui simultaneamente a teoria da abordagem (o método), os 
instrumentos de operacionalização do conhecimento (as técnicas) e a criatividade do 
pesquisador (sua experiência, sua capacidade crítica e sua sensibilidade). A 
metodologia ocupa um lugar central no interior das teorias e está referida a elas. [...] 
Na verdade, a metodologia é muito mais que técnicas. Ela inclui as concepções 
teóricas da abordagem, articulando-se com a teoria, com a realidade empírica e com 
os pensamentos sobre a realidade. 
 
Como já mencionado, a expressão “técnica de pesquisa” está relacionada com a fase/etapa da 
coleta de dados, ou seja, aos procedimentos metodológicos e instrumentos de busca de dados para 
a pesquisa. Importante lembrar também, como já dito, que em cada tipologia de pesquisa e/ou 
abordagem metodológica há o uso de técnicas de pesquisa diversas, em decorrência das 
especificidades de cada objeto de estudo e das características comuns quanto aos métodos adotados 
pela comunidade científica de um ramo do conhecimento. 
A coleta de dados, em qualquer tipologia de pesquisa (seja na pesquisa de campo, na pesquisa 
documental, na pesquisa experimental; seja nas Ciência naturais, exatas e nas Ciências 
humanas/sociais) envolve diversos passos/etapas/técnicas como a definição do/a 
universo/população/amostra, a elaboração do instrumento de coleta, a programação da coleta, a 
própria coleta. Enfim, em cada Ciência (Sociologia, História, Psicologia, Antropologia, 
Administração, Direito etc.) há diversas formas de coletar dados, todas com as suas especificidades, 
vantagens e desvantagens. Os instrumentos e técnicas de coleta de dados, de largo uso, citados na 
literatura da disciplina Metodologia da Investigação Científica, como Andrade (2002; 2003), Cervo e 
Bervian (2002), Gil (2002), Padua (2004), Severino (2007) e Cruz Neto (2016) são a observação, a 
entrevista, o questionário e o formulário. 
a) Observação:utilização dos sentidos na obtenção de dados da realidade empírica (fato/fenômeno). 
A observação pode ser: 
• observação assistemática: não tem planejamento e controle previamente elaborados; 
• observação sistemática: tem planejamento, realiza-se em condições controladas para responder aos 
propósitos preestabelecidos; 
• observação não-participante: o pesquisador presencia o fato, mas não participa; 
 
• observação individual: realizada por um pesquisador; 
• observação em equipe: feita por um grupo de pessoas; 
• observação na vida real: registro de dados à medida que ocorrem; 
• observação em laboratório: onde tudo é controlado. 
b) Entrevista: consiste no diálogo com o objetivo de colher dados relevantes para uma pesquisa. 
Portanto, podemos afirmar que a entrevista não é uma simples conversa ou uma conversa 
despretensiosa e neutra, pois o pesquisador busca obter informes contidos na fala dos atores sociais, 
enquanto sujeitos-objeto da pesquisa que vivenciam uma determinada realidade que está sendo 
focalizada. 
A entrevista tomada no sentido amplo de comunicação verbal, e no sentido restrito de 
coleta de informações sobre determinado tema científico, é a estratégia mais usada no 
processo de trabalho de campo. Entrevista é acima de tudo uma conversa a dois, ou 
entre vários interlocutores, realizada por iniciativa do entrevistador e sempre dentro 
de uma finalidade. Ela tem o objetivo de construir informações pertinentes para um 
objeto de pesquisa, e abordagem pelo entrevistador, de temas igualmente pertinentes 
com vistas a este objetivo. (CRUZ NETO, 2016, p.58) 
A entrevista pode ser estruturada ou padronizada (ou dirigida) que pressupõem perguntas 
conforme roteiro preestabelecido; A entrevista não estruturada ou despadronizada constitui uma 
conversação informal, que pode ser alimentada por perguntas abertas ou de sentido genérico, 
possibilitando ao informante maior liberdade. Há formas, no entanto, que articulam essas duas 
modalidades, caracterizando-se como entrevistas semiestruturadas. 
A entrevista oferece a oportunidade de se obter informações precisas e de se observar atitudes, 
gestos, reações etc. A entrevista exige a presença do pesquisador e alguns critérios para a sua 
realização: 
a) o entrevistador deve planejar a entrevista, delineando cuidadosamente o objetivo a 
ser alcançado; 
b) obter, sempre que possível, algum conhecimento prévio acerca do entrevistado; 
a) marcar com antecedência o local e o horário para entrevista. Qualquer transtorno 
poderá comprometer os resultados da pesquisa; 
▪ criar condições, isto é, uma situação discreta, para a entrevista, pois será mais fácil 
obter informações espontâneas e confidenciais de uma pessoa isolada do que de uma 
pessoa acompanhada ou em grupo; 
e) escolher o entrevistado de acordo com a sua familiaridade ou autoridade em 
relação ao assunto escolhido; 
f) fazer uma lista das questões, destacando as mais importantes; 
g) assegurar um número suficiente de entrevistados, o que dependerá da viabilidade 
da informação a ser obtida. (CERVO e BERVIAN, 2002, p.46-47) 
 
Além disso, Andrade (2002, p.34-5) destaca alguns requisitos indispensáveis para que o 
entrevistador conduza de modo satisfatório a entrevista: 
a) facilidade de comunicação e adaptação ao nível de linguagem do entrevistado; 
b) boa educação e preparo cultural para indagar, mesmo a respeito de assuntos que 
ainda não conheça profundamente; 
 
c) apresentação pessoal agradável e simpatia, a fim de inspirar confiança no 
entrevistado; 
d) espírito de observação agudo, para tirar o máximo proveito do que for observado 
durante a entrevista; 
e) imparcialidade: não influenciar os entrevistados com gestos, palavras ou opiniões 
pessoais; 
f) honestidade e precisão no desenvolvimento do trabalho. 
 
c) Questionário: conjunto de perguntas que são respondidas por escrito pelo informante, sem a 
presença do pesquisador. O questionário contém um conjunto de questões, todas logicamente 
relacionadas com um problema central. Além disso, o questionário deve ser objetivo, limitado em 
extensão e estar acompanhado de instruções. As instruções devem esclarecer o propósito de sua 
aplicação, ressaltar a importância da colaboração do informante e facilitar o preenchimento do 
mesmo. 
As perguntas do questionário podem ser: 
• abertas: “Qual é a sua opinião?” (sem restrições/ permite obter respostas livres); 
• fechadas: duas escolhas: sim ou não (número limitado de opções/ permite obter respostas mais 
precisas); 
• de múltiplas escolhas: fechadas com uma série de respostas possíveis. 
 
d) Formulário: consiste em uma série de perguntas que são formuladas e anotadas (ou gravadas) pelo 
pesquisador numa situação face a face com a outra pessoa (o informante). O formulário pode ser 
aplicado a grupos heterogêneos, inclusive analfabetos, o que não ocorre com o questionário. Portanto, 
exige a presença do pesquisador. 
Para complementar o estudo, segue abaixo fragmento do capítulo de Severino (2007) que 
aborda algumas técnicas de pesquisa. 
 
SEVERINO, Antonio Joaquim. Teoria e prática científica. In:--------. Metodologia do trabalho 
científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007. p.99-126. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para contribuir com o estudo, abaixo seguem resumos de teses e dissertações 
apresentadas/defendidas em Universidades brasileiras e o destaque do percurso metodológico (tema e 
objetivo de pesquisa; tipologia de pesquisa; instrumentos/técnicas de coleta de dados). Importa 
observar que, por se tratar de resumos que constam das teses/dissertações, há limites para a 
apresentação de detalhes, portanto, informações completas constam dos trabalhos em sua íntegra. 
 
Observe/identifique o objeto de estudo/tema, a tipologia da pesquisa e os 
instrumentos/técnicas/formas de coleta de dados: 
 
Tese 1: 
ROSA, José Paulo Da Rosa. Gestão escolar: um modelo para a qualidade Brasil e Coreia. Tese. 
Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 
Porto Alegre, 2011. p.17-24. Disponível em: <http://bdtd.ibict.br/>. Acesso em: novembro de 2013. 
Resumo: A tese aborda a gestão escolar. Gestão escolar entendida como responsabilidade do diretor 
da escola e sua equipe, dentro do plano da ação da escola. Diferencia-se da gestão educacional, que 
tem a ver com as responsabilidades dos governos e se expressa na organização dos sistemas de ensino 
federal, estadual e municipal. A questão de pesquisa que deu origem a este trabalho é: Qual o 
modelo de gestão escolar de uma escola de qualidade? O objetivo geral da tese foi o de 
identificar qual o sistema de gestão escolar de instituições que obtêm bons resultados na 
aprendizagem dos alunos. Além disso, teve como objetivos específicos discutir o que efetivamente 
se entende por gestão escolar e qualidade do ensino, bem como aplicar os critérios de excelência da 
Fundação Nacional da Qualidade para avaliar o sistema de gestão das escolas. Os referenciais 
utilizados dão uma ideia do que se pensa em termos de administração, gestão, gestão escolar, 
qualidade, qualidade na educação, além de discutir o modelo de gestão preconizado pela Fundação 
Nacional da Qualidade. A metodologia de pesquisa utilizada foi de modo qualitativo, com estudo de 
caso múltiplo. Foram pesquisadas quatro escolas de ensino fundamental e médio da Coreia do Sul, 
país que têm obtido excelentes resultados com seus alunos em testes internacionais como o PISA, por 
exemplo. Também foram pesquisadas quatro escolas de ensino fundamental e médio do Brasil que 
tiveram as melhores notas no IDEB e ENEM do ano de 2009, no Rio Grande do Sul. A pesquisa 
revela a forma como essas escolas fazem a gestão escolar e identifica que não existe um modelo 
característico nas oito escolas, nem mesmo entre as quatro coreanas, ouentre as quatro brasileiras. 
Deste modo, o autor, fundamentado na pesquisa e no referencial apresentado, propõe um modelo de 
gestão escolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dissertação 2: 
VILLELA, Edlaine Faria de Moura. Estudo histórico-documental da encefalite humana por 
arbovírus Rocio no litoral sul e Vale do Ribeira do Estado de São Paulo. Dissertação. Faculdade 
de Saúde Pública – Universidade de São Paulo. São Paulo, 2009. Disponível em: 
<http://bdtd.ibict.br/vufind/Search/Results?lookfor=pesquisa+hist%C3%B3rica+e+documental&type
=AllFields&limit=20&sort=relevance>. Acesso em: agosto de 2018. 
 
 
Resumo: Introdução - No litoral sul do Estado de São Paulo, no período de 1975 a 1978, ocorreu uma 
epidemia, a Encefalite pelo arbovírus Rocio. A região foi objeto de estudo de diversos investigadores. 
Altas taxas de morbidade e mortalidade devido ao processo epidêmico foram observadas e causaram 
impacto socioeconômico. A maioria dos indivíduos infectados, no início da epidemia, era do sexo 
masculino e estava em idade produtiva, sendo trabalhadores rurais da região. Diante das limitações 
hospitalares e inespecificidade do tratamento na época, houve desde uma lenta convalescença, 
seqüelas até a ocorrência de óbitos, afetando a economia da região, que repercutiu principalmente na 
queda no turismo. Mediante este fato, justifica-se a importância deste estudo histórico-documental 
da encefalite por arbovírus Rocio. Objetivo - Objetivou-se relatar acontecimentos sociais e naturais, 
medidas clínicas, impactos midiáticos e avanços científicos relacionados à doença, verificando, a 
trajetória do Rocio. Método - Foi feita uma revisão de literatura de trabalhos publicados desde o 
início da epidemia até os dias atuais. As fontes consultadas foram teses, dissertações, livros, 
periódicos, bancos de dados de jornais e revistas, bases de dados cooperativas, relatórios de 
instituições públicas, contato com especialistas e comunicações em eventos. Resultados - Foi 
possível analisar como a mídia impressa relatou os acontecimentos sociais relacionados à epidemia e 
como foi a reação popular às notícias veiculadas, além de discutir a possibilidade de o homem voltar a 
ser acometido pelo Rocio, diante das atuais mudanças climáticas, acelerada urbanização e pressão 
sobre a cobertura vegetal no litoral sul do Estado, o que altera a ecologia das populações dessa região. 
Conclusões - Houve o desencontro entre informações veiculadas pela mídia e dados científicos 
fornecidos por pesquisadores e autoridades sanitárias, o que dificultava a aceitação da epidemia pela 
população e viabilizava a distorção de informações e criação de barreiras aos métodos de combate ao 
possível vetor. Ainda não se sabe como o vírus Rocio tornou-se emergente no litoral sul do Estado em 
1975 e o porquê do seu silenciamento, entretanto é conhecido que esse arbovírus ainda mantém 
atividade, possibilitando o retorno da epidemia no país. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.teses.usp.br/index.php?option=com_jumi&fileid=17&Itemid=160&id=27A55BA7C0E2&lang=pt-br
http://www.teses.usp.br/index.php?option=com_jumi&fileid=30&Itemid=162&id=6&lang=pt-br
http://www.teses.usp.br/index.php?option=com_jumi&fileid=30&Itemid=162&id=6&lang=pt-br
 
 
 
 
 
Tese 3: 
 
NEDEL, Ana Paula. Educação profissionalizante de presos e o enfrentamento de 
vulnerabilidades: armadilhas, desafios e esperanças numa experiência Prisão e Instituto Federal de 
Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense. 2017. 144 f. Tese (Programa de Pós-Graduação 
em Política Social) - Universidade Católica de Pelotas, Pelotas. Disponível em: 
<http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/684>. Acesso em: agosto de 2018. 
 
 
Resumo: O propósito da presente Tese foi o de contribuir com uma melhor compreensão de 
iniciativas de formação profissionalizante no interior de ambientes prisionais. Analisando-se o 
desenvolvimento da educação profissionalizante realizada pelo Instituto Federal de Educação, 
Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (Ifsul), campus Charqueadas, através do Programa Nacional 
de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em dois estabelecimentos prisionais da 9º 
Região Penitenciária do estado do Rio Grande do Sul (sede em Charqueadas), com suas nuances, 
dinâmicas, estratégias, perspectivas, armadilhas e esperanças. A pesquisa de campo foi realizada nos 
seguintes estabelecimentos penais: Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos (PEAR) e Colônia 
Penal Agrícola General Daltro Filho (CPA). O primeiro presídio de regime penal fechado e o 
segundo de regime semiaberto. Os resultados obtidos mostram que há diferenças consideráveis nos 
estabelecimentos penais citados, principalmente no que tange à estrutura e dinâmicas. Não obstante, 
em ambos, o objetivo de formação dos alunos foi exitoso. O Pronatec-Ifsul possibilita a integração no 
mundo do trabalho, e contribui para a emancipação do sujeito, ainda, que de uma forma sutil, no 
sentido que ela é trazida à tona pelo os efeitos prisionalizantes e estigmatizadores próprias desse tipo 
de instituição. Mas tem seu potencial restringido ao não ser visto como tratamento penal pela política 
de execução penal e pela política educacional. Assim, com os resultados da pesquisa, é possível 
contribuir com uma melhor compreensão dessa relação em foco, no intuito de possibilitar o 
desencadeamento de políticas que, de forma científica e esclarecida, intervenham nas conjunturas e 
estruturas, atuais e futuras, do sistema penal e educacional, vislumbrando uma melhor relação entre 
eles. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/684
 
 
Para situar a complexidade teórica e técnica que a área da Metodologia da Investigação 
Científica envolve e complementar o estudo, seguem referências de capítulos e a indicação de vídeo: 
 
Para saber mais... 
 
 
CRUZ NETO, Otávio. Trabalho de campo: contexto de observação, interação e descoberta. In: 
MINAYO, Maria Cecília de Sousa (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 20. ed. 
Petrópolis: Vozes, 2016. p.56-71. 
GOMES, Romeu. Análise e interpretação de dados de pesquisa qualitativa. In: MINAYO, Maria 
Cecília de Sousa (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 20. ed. Petrópolis: Vozes, 
2016. p.72-95. 
 
 
 
 
Instrumentos e técnicas de pesquisa (em quatro exemplos, o vídeo 
mostra instrumentos próprios de cada uma das modalidades da 
pesquisa científica, o planejamento participativo, a entrevista e a 
observação, a análise de conteúdo, e a leitura e interpretação dos 
textos. 
 
Endereço digital: https://tvcultura.com.br/videos/34201_d-10-
instrumentos-e-tecnicas-de-pesquisa.html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bons estudos. 
Prof.ª Dr.ª Simone Hedwig Hasse 
 
ATENÇÃO 
As bibliografias para estudo constam do acervo da biblioteca UniAnchieta. Alguns 
textos são disponibilizados (parcial ou integral) apenas para facilitar esse início do estudo e 
não isenta o acadêmico da consulta da obra indicada. 
Anotar as dúvidas para esclarecê-las no Fórum para Dúvidas ou no Plantão de Dúvidas 
(encontro presencial aos sábados, conforme cronograma). 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ANDRADE, Maria Margarida. Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação. 5. ed. São 
Paulo: Atlas, 2002. 
ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à metodologia do trabalho científico. 6. ed. São Paulo: 
Atlas, 2003. 
BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de 
metodologia. São Paulo: McGraw – Hill, 2000. 
CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Prentice Hall, 
2002. 
CRUZ NETO, Otávio. Trabalho de campo: contexto de observação, interação e descoberta. In: 
MINAYO, Maria Cecília de Sousa (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 20. ed. 
Petrópolis: Vozes, 2016. p.56-71. 
DEMO, Pedro. Metodologia do conhecimentocientífico. São Paulo: Atlas, 2000. 
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
MINAYO, Maria Cecilia de Sousa. O desafio da pesquisa social. In: MINAYO, Maria Cecilia de 
Sousa (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2016. p.9-28. 
MINAYO, Maria Cecilia de Sousa. Ciência, Técnica e Arte: O desafio da pesquisa social. In: 
MINAYO, Maria Cecilia de Sousa (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 20.ed. 
Petrópolis: Vozes, 2002. p.9-29. 
PÄDUA, Elisabete Matallo Marchesini de. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. 6. 
ed. Campinas, SP: Papirus, 2004. 
RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudo. 6. ed. São Paulo: Atlas, 
2013. 
SEVERINO, Antonio Joaquim. Teoria e prática científica. In:--------. Metodologia do trabalho 
científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007. p.99-126.

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