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AV1 - FISIOL. FISIOPATOL. REPROD. DE ANIMAIS ZOOTÉCNICOS

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1 - DISSERTE SOBRE O CICLO ESTRAL DE CADELA CORRELACIONANDO COM AS FASES. 
No ciclo estral da cadela, cada fase do ciclo apresenta uma mudança gradativa e algum grau de sobreposição entre as fases folicular e lútea. As fases consistem em: proestro, estro, diestro e anestro. A cadela não apresenta a fase de metaestro como ela é classicamente definida (período de instalação do corpo lúteo), pois é uma espécie que apresenta uma luteinização precoce, ainda na fase de folículo pré ovulatório. O ciclo é regulado pelo eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. 
O proestro é uma fase de seleção que consiste em um folículo a ser selecionado para crescer e os outros sofrerem atresia, devido a estimulação do FSH na hipófise (hormônio folículo-estimulante) pelo GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) no hipotálamo. O folículo cresce formando antro folicular, em função disso o estrógeno em excesso irá bloquear o eixo começando com o feedback negativo. Esse excesso de estrógeno rompe capilar na vagina e ela sangra. O nível de estrógeno vai começar a descer pq as células granulosas começam a luteinizar sendo responsiva ao LH, e na metade do proestro desce, e a progesterona começa subir, sendo hormônios antagônicos, onde vai chegar um momento que eles vão nivelar na transição do proestro para estro e nesse momento que tem feedback positivo para o eixo, onde então há a transição de fase indo para o estro. Dura em torno de 9 dias e é caracterizado pelo interesse sexual do macho pela fêmea e a recusa da monta por parte dela. A vulva fica edemaciada e com corrimento serossanguinolento, o epitélio vaginal irá sofrer progressivamente um processo de queratinização.. Fase folicular/proliferativa/estrogênica com aumento da secreção folicular de estrógeno (15 a 90 ng/mL) e com progesterona abaixo dos 1,0 ng/mL. 
No estro vai ocorrer aumento da concentração de estrógeno ao seu máximo e indução da liberação de LH ocorre por pelo feedback positivo no hipotálamo e posteriormente a ovulação .Dura em torno de 9 dias e é definido pela aceitação de monta da cadela pelo macho. A fêmea fica com um aspecto vulvar mais suave, exibição de vulva com lateralização da cauda, descarga vaginal fluida e como dito, permite a monta. Nesta fase, a cadela apresenta o pico de queratinização do epitélio vaginal e o de crenulação. Fase folicular/proliferativa/estrogênica com pico de LH, diminuição da secreção de estrógeno e aumento de progesterona . A ovulação de oócito imaturo ocorre de 24 a 48 após pique de LH; a maturação ocorre de 48 a 72 horas após ovulação. 
No diestro, ocorre a formação do corpo que é responsável pela liberação de progesterona. Quando a fêmea ovula e não gesta, o corpo lúteo é senescente, ou seja, morre aos poucos, não tendo influência da prostaglandina. O diestro não gestacional dura de 60 a 100 dias e o gestacional dura o tempo de gestação. O término da fase é determinada pelo declínio de progesterona abaixo do necessário para manter uma gestação. Nesta fase não permite monta e quando próximo ao parto tem o intumescimento vulvar. Fase luteínica/secretória/progesterônica com dosagem de progesterona de 15 a 80 ng/mL. 
O anestro é definido como uma fase de ausência de sinais externos (sem alterações físicas e comportamentais), com concentrações séricas basais de progesterona. O intervalo interestro é extremamente variável levando em conta herdabilidade, gestação, raça e idade; pode durar de 2 a 10 meses. 
2 - EXPLIQUE A AÇÃO DA MELATONINA SOBRE O CICLO REPRODUTIVO DE ÉGUAS.
Algumas fêmeas, como as éguas sofrem influência no ciclo estral devido ao tempo de incidência do sol diretamente ligada a estação do ano. As éguas são um exemplo de fotoperíodo positivas, pois, no período de primavera-verão (que há maior incidência solar) há uma redução da produção de melatonina (age como hormônio anti-gonadotrófico) com consequente aumento da produção de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) que estimula a produção de FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante) e portanto ocorre o ciclo.
3 - EXPLIQUE O SEGUINTE GRÁFICO
 
O gráfico mostra toda a dinâmica do ciclo estral (que pode de bovino, pequenos ruminantes ou suínos) com a representação das fases e dos hormônios. 
O hipotálamo é responsável por liberar o hormônio GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) que estimula a hipófise a liberar o FSH (hormônio folículo estimulante). O FSH é responsável pelas fases de recrutamento, seleção e dominância dos folículos ovarianos. A fase de recrutamento consiste na estimulação de crescimento de 8 a 10 folículos. A fase de seleção consiste em um folículo ser selecionado para crescer e os outros sofrerem atresia. A fase de dominância consiste
no maior folículo selecionado ser dominante e crescer sozinho. Esta dinâmica ocorre no proestro. 
A concentração de estrógeno vai aumentando até o seu máximo onde induz a liberação de LH (hormônio luteinizante). A indução da liberação de LH ocorre por pelo feedback positivo no hipotálamo. A concentração elevada de estrógeno gera uma informação para o hipotálamo que induz a liberação de GnRH, que na hipófise induz a liberação de LH. Esta dinâmica ocorre no estro. 
Ocorre a ovulação, o esqueleto do óvulo gera o corpo hemorrágico e a concentração de estrógeno está baixa. Esta dinâmica ocorre no metaestro. 
Por ação do LH, forma-se o corpo lúteo que é responsável pela liberação de progesterona. Essa produção se mantém por dias na espera de uma possível gestação. Esta dinâmica ocorre no diestro.
A progesterona gera uma informação para o hipotálamo, fazendo um feedback negativo, inibindo a ovulação. Há o crescimento inicial dos folículos, pois a produção de GnRh continua, mas não há ovulação. Quando a gestação não ocorre, começa a produzir prostaglandina (PGF2α) que tem função de destruir o corpo lúteo (cortando o suprimento sanguíneo) e, consequentemente destrói a produção de progesterona, resultando na formação de corpo albicans, que vai levar a interrupção do feedback negativo e começa o crescimento de folículos, resultando em uma nova ovulação.
4 - Em uma fazenda você constata vacas apresentando ovários lisos, pequenos e endurecidos no exame ginecológico. Cite e explique três diagnósticos diferenciais. 
Hipoplasia ovariana - Falta de desenvolvimento do ovário que pode ser uni/bilateral e/ou total/parcial, causada pelo gene autossômico recessivo (hereditário). As novilhas são semelhantes a machos castrados ou apresentam ciclo estral irregular.
Atrofia ovariana - processo de involução ovariana que pode ser patológico, senil ou estacional. Não tem dinâmica folicular. Pode ter como causas: lesões degenerativas da hipófise, tratamento prolongado com estrógeno, baixa receptividade ovariana ao FSH/LH, desequilíbrio hormonal na fase puerperal, partos distócicos, carência alimentar, aleitamento de bezerros doenças crônicas, efeito climático, fatores genéticos, fitoestrógeno na pastagem. Os animais podem estar subnutridos, pêlo opaco, aspecto doentio, fezes secas, aciclica.
Pós-estro: A fêmea pode ter acabado de passar pelo estro, e encontra-se no metaestro. O proprietário pode falar que no dia anterior a fêmea estava montando e saindo muco vaginal. 
O diagnóstico diferencial se dá pelo histórico: 
Hipoplasia - congênita, hereditária; proprietário vai relatar que sempre teve cio irregular; 
Metaestro (Pró-estro) - fisiológico, animal acabou de ovular (histórico: aceitou monta 1-2 dias, 3 das depois sente o C.L.) 
Atrofia - adquirida, inicia com ciclo normal depois fica irregular; as possíveis causas já foram ditas. 
5 - Monte um caso clínico onde o diagnóstico é cisto folicular em uma vaca.
Sintomatologia: vaca holandensa com aproximadamente 3 anos, há 3 meses no cio, monta constantemente em colegas de rebanho (ninfomania), hiperemia de vagina, hiperplasia endometrial e muco cervical intenso. Em ultrassom foi constatado folículo de 29mm no ovário esquerdo. Diagnóstico de cisto folicular (teca folicular).

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