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AULA DE PÂNCREAS - DIAGNÓSTICO PATOLÓGICO POR ANÁLISE DE IMAGEM

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AULA DE ULTRASSONOGRAFIA DO PÂNCREAS EM PEQUENOS ANIMAIS – 01/04/2020 
 
 SLIDE 02 
 
As vantagens da avaliação pancreática através da ultrassonografia consistem na 
rapidez e segurança do exame, demorando em torno de 15 a 30 minutos de realização, 
com resultado na hora da avaliação do órgão. É um exame seguro, que não oferece 
riscos ao paciente, além de ser não invasivo. Não necessita sedar esse animal, como na 
Tomografia Computadorizada e na Ressonância Magnética. E não emite radiação 
ionizante. Vale lembrar que o RX não oferece nenhuma contribuição para a avaliação 
pancreática. 
 
 SLIDE 03 
 
É basicamente um slide de curiosidade sobre a avaliação pancreática, em humanos. 
Em humanos, a ultrassonografia pancreática pode ser realizada utilizando-se um 
ultrassom endoscópico. Como que ele funciona? Existe um transdutor/probe na ponta 
do endoscópio. Ele é introduzido pela boca, esôfago e alcança a região do piloro. Esse 
endoscópico que tem uma probe acoplada na sua ponta fica apoiada na parede do 
estômago, bem próximo ao pâncreas, permitindo uma excelente resolução. Com essa 
proximidade com o órgão, conseguimos avaliar melhor ele, já que não temos gordura 
abdominal interferindo por esse método de exame. Além disso, retiramos todos os 
artefatos de imagem que podem prejudicar a nossa avaliação, como reverberação e 
sombra acústica posterior. Vale lembrar que esse método do avaliação ainda NÃO é 
utilizado na Medicina Veterinária. 
 
 SLIDE 04 
 
Vocês já ouviram falar que o pâncreas é difícil de ser avaliado por meio da 
ultrassonografia? Vocês imaginam por que isso ocorre? Vamos elucidar essas 
questões. O pâncreas é um órgão muito pequeno, que possui os limites muito pouco 
definidos. Na própria macroscopia, se observarmos o órgão, veremos que ele é 
parecido com uma gordura. Desta forma, a ecogenicidade do Pâncreas é muito 
parecida com a ecogenicidade da gordura/mesentério adjacente. Por isso, quando 
fazemos a ultrassonorafia, observamos que por ser um órgão pequeno, com limites 
pouco definidos, com o tom de cinza (ecogenicidade) semelhante ao mesentério, 
temos dificuldade de encontrá-lo. No entanto, como faço para saber que é ele? Pelo 
posição anatômica. Sabemos que ele possui lobo esquerdo e direito. O lobo direito 
estará bem próximo ao duodeno, ou seja, na sua face dorsal (lembrando que se está 
dorsal, está na parte debaixo da tela do aparelho). E o lobo esquerdo estará próximo 
ao baço, estômago e cólon (transverso e descendente). Pacientes que apresentam dor 
abdominal, principalmente naqueles que tem suspeita de pancreatite, qualquer 
pressão do transdutor no abdômen, por menor que seja, poderá causar um 
desconforto muito grande. E aqueles pacientes que ficam muito agitados e ofegantes 
durante o exame (tipo aquele Labrador feliz, respirando com a boca aberta e agitado, 
fazendo aerofagia), irá comprometer a qualidade do exame: primeiro porque os 
movimentos abdominais irão dificultar a visualização de uma imagem nítida na tela; 
segundo porque haverá muitos gases e, consequentemente, artefato de reverberação, 
devido à aerofagia. 
 
 SLIDE 5 
 
Na imagem à esquerda (A), observamos o pâncreas normal, envolto pelo mesentério. 
Na imagem à direita (B), observamos o pâncreas maior, mais reativo, em um quadro 
provável de pancreatite. 
 
 SLIDE 6 
 
Como que é o aspecto ultrassonográfico do pâncreas normal, sem alterações? O 
pâncreas terá margens pouco definidas, ecotextura homogênea (sem presença de 
nódulos, massas, abscessos,...), ecogenicidade semelhante ao mesentério e à gordura 
adjacente. O lobo direito será um pouco mais claro, mais ecogênico quando 
comparado aos lobos hepáticos adjacentes. Já o lobo esquerdo do pâncreas será 
menos ecogênico, um pouco mais escuro do que o parênquima do baço. Conseguimos 
visualizar a veia pancreático duodenal e o ducto também, percorrendo todo o 
parênquima do órgão. É um pouco mais fácil visualizar o pâncreas do gato do que do 
cão, devido ao porte do paciente e normalmente eles possuem menos gordura 
abdominal que os cães. 
 
 SLIDE 7 
 
No slide 7, observamos um esquema de onde conseguimos ver o lobo direito do 
pâncreas (do lado esquerdo da tela) e o lobo esquerdo do pâncreas (do lado direito da 
tela). Observem que o lobo direito do pâncreas está muito próximo ao duodeno, rim 
direito e fígado. Já o lobo esquerdo está próximo ao estômago, cólon transverso, rim 
esquerdo e baço. 
 
 SLIDE 8 
 
Observamos o duodeno na parte ventral (ou seja, mais em cima da tela) e o pâncreas 
abaixo dele (ou seja, dorsal). O pâncreas está sendo indicado pela seta branca. 
Percebam que ele não tem os limites bem definidos. Parece um borrão na tela. Isso 
ocorre devido à semelhança da ecogenicidade com o mesentério. Se esse duodeno 
estivesse repleto de conteúdo, observaríamos a presença de artefatos, como a 
reverberação e a sombra acústica posterior, que dificultariam a visualização do órgão. 
 
 
 
 SLIDE 9 
 
Nesse slide, observamos a presença do baço na parte de cima da tela, o pâncreas bem 
abaixo dele, identificado pela seta branca e abaixo do pâncreas, o cólon (com um 
pouquinho de gás). 
 
 SLIDE 10 
 
Como que vou saber se é veia pancreático duodenal ou ducto pancreático? Através do 
Doppler! O Doppler vai conseguir capturar a vascularização sanguínea. Ou seja, ele vai 
colorir a veia pancreático duodenal. 
 
 SLIDE 11 
 
O pâncreas do gato vai ser melhor avaliado com o uso de um transdutor de alta 
frequência, acima de 7,5MHz (de preferência, 10MHz). Esse tipo de transdutor me 
fornece maior detalhe das imagens e como é um órgão muito pequeno, esses detalhes 
farão diferença. O ducto pancreático vai percorrer todo o parênquima do órgão. As 
medidas do pâncreas é relativa, porém no slide temos as dimensões médias. 
 
 SLIDE 12 
 
Como o pâncreas é um órgão bem difícil de ser visualizado pela ultrassonografia, o que 
eu posso fazer para tentar facilitar a visualização? Usar uma boa resolução do 
aparelho, lembrar de usar um transdutor de alta frequência, principalmente nos gatos. 
A presença de líquido livre também facilitará, já que o líquido é anecogênico (preto) e 
criará um contraste grande com o pâncreas (ecogênico). Além disso, quando temos 
efusão abdominal, o pâncreas ficará boiando no líquido, assim como os outros órgãos. 
Animais com pancreatite costumam ter o pâncreas aumentado e com ecogenicidade 
alterada, então poderá diferenciar da ecogenicidade da gordura/mesentério, 
facilitando a visualização. E animais submetidos à laparotomia recente tendem a ter o 
mesentério mais reativo, permitindo um contraste de ecogenicidade maior. 
 
 SLIDE 13 
 
Esse slide está bem explicadinho. Temos dois lobos do pâncreas (esquerdo e direito), 
além de termos o corpo do pâncreas, que dão um aspecto em V para o órgão. O lobo 
direito é mais longo e estreito, enquanto que o lobo esquerdo é mais curto e largo 
(mais grosso). Nos cães, o lobo direito é mais fácil de ser visualizado e nos gatos o lobo 
esquerdo é mais fácil de ser visto. 
 
 
 
 
 
 SLIDE 14 
 
E se meu aparelho não possuir Doppler? Não são todos os aparelhos que tem. Se ele 
não tiver, como que diferencio a veia do ducto? Pela posição anatômica. Sabe-se que o 
ducto pancreático duodenal está ventral aos vasos. 
 
 SLIDE 15 
 
Sabemos que o preparo para o paciente realizar o exame ultrassonográfico é o 
mesmo. Porém, para avaliar bem o pâncreas podemos solicitar um jejum alimentar um 
pouco mais longo, de 12 a 18hr. Com isso, reduziremos o conteúdo no TGI. No slide, as 
frequências dos transdutores estão nos livros, porém atualmente recomendamos 
utilizar frequências mais elevadas, preferencialmente com os transdutores lineares. 
 
 SLIDE 16 
 
Nesse slide, a técnica de varredura está escrita com o passo a passo mais 
recomendado. 
 
 SLIDE 17 
 
Os cães que possuem tórax profundo/estreito como

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