Concreto - NBR 6118/2014
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Concreto
		CONCRETO ARMADO
NBR 6118/2014
NBR 8681/2003															\u2192	\u2022
	a	ESTADOS-LIMITES, AÇÕES E CARREGAMENTO
NBR 8681/2003
		ESTADOS-LIMITES
		A segurança das estruturas de concreto DEVE SEMPRE SER VERIFICADA em relação aos: estados-limites últimos e de serviços.
			ELU
(Estados-Limites Último)		- Estado-limite relacionado ao COLAPSO (parcial ou total), ou a qualquer outra forma de RUÍNA ESTRUTURAL, que determine a paralisação do uso da estrutura. Estão relacionados com a segurança da estrutura sujeita às combinações mais desfavoráveis de ações previstas em toda a vida útil ou durante a construção.
- Estados que, pela sua simples ocorrência, DETERMINAM A SUA PARALIZAÇÃO, no todo ou em parte, do uso da construção.
			ELS
(Estados-Limites de Serviço)		- São aqueles relacionados ao CONFORTO DO USUÁRIO e à DURABILIDADE, APARÊNCIA e BOA UTILIZAÇÃO das estruturas (C.A.D.U.). Estão relacionados com o DESEMPENHO da estrutura sob condições normais de utilização.
- Estados que, por sua ocorrência, repetição ou duração, causam efeitos estruturais que não respeitam as condições especificadas PARA USO NORMAL da construção, ou que são indícios de comprometimento da durabilidade da estrutura e de seu desempenho.
- Na análise de ELS, NÃO HÁ MINORAÇÃO da resistência dos materiais NEM MAJORAÇÃO das cargas.
		- Exemplos de ELS:
			> estado-limite de formação de fissuras;
			> estado-limite de abertura de fissuras;
			> estado-limite de deformações excessivas;
			> estado-limite de descompressão (estado no qual, em um ou mais pontos da seção transversal, a tensão normal é nula, não havendo tração no restante da seção, verificação usual no caso do concreto protendido);
			> estado-limite de compressão excessiva (também é uma verificação usual no caso de concreto protendido).
		- Exemplos de ELU:
			> estado-limite último da perda do equilíbrio da estrutura, admitida como corpo rígido;
			> estado-limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, considerando os efeitos de segunda ordem;
			> estado-limite último provocado por solicitações dinâmicas;
			> estado-limite último de colapso progressivo;
			> estado-limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, parte, considerando exposição ao fogo.
		AÇÕES
		Ações: Causas que provocam ESFORÇOS ou DEFORMAÇÕES nas estruturas. Do ponto de vista prático, as forças e as deformações impostas pelas ações são consideradas como se fossem as próprias ações. As deformações impostas são por vezes designadas por ações indiretas e as forças, por ações diretas.
		1) Ações Permanentes;
		2) Ações Variáveis;
		3) Ações Excepcionais.
		1) Ações Permanentes:
		Ações permanentes são as que ocorrem com VALORES PRATICAMENTE CONSTANTES durante toda a vida da construção ou de PEQUENA VARIAÇÃO EM TORNO DE SUA MÉDIA. Também são consideradas permanentes as ações que aumentam no tempo, tendendo a um valor-limite constante.
			1.1) Ações Permanentes Diretas (Forças):
			As ações permanentes diretas são constituídas pelo peso próprio da estrutura, pelos pesos dos elementos construtivos fixos, das instalações permanentes e dos empuxos permanentes.
			1.2) Ações Permanentes Indiretas (Deformações impostas):
			As ações permanentes indiretas são constituídas pelas deformações impostas por retração e fluência do concreto, deslocamentos de apoio (recalques), imperfeições geométricas* e protensão.
			*Imperfeições Geométricas:
			- Na veri\ufb01cação do ESTADO-LIMITE ÚLTIMO das estruturas reticuladas, devem ser consideradas as imperfeições geométricas do eixo dos elementos estruturais da estrutura descarregada. Essas imperfeições podem ser divididas em dois grupos: imperfeições globais e imperfeições locais.
			- Na análise global dessas estruturas, sejam elas CONTRAVENTADAS ou NÃO, deve ser considerado um desaprumo dos elementos verticais.
			Obs: O desaprumo NÃO PRECISA SER CONSIDERADO para os Estados Limites de Serviço.
												Imperfeições Locais:			1/300
												Imperfeições Globais:			1/200
												Pilares em Balanço:			1/200
		2) Ações Variáveis:
		Ações que ocorrem com valores que apresentam VARIAÇÕES SIGNIFICATIVAS EM TORNO DE SUA MÉDIA, durante a vida da construção. (CARGAS ACIDENTAIS previstas em função do uso da construção).
			2.1) Ações Variáveis Diretas (Forças):				(6)
			As ações variáveis diretas são constituídas pelas cargas acidentais diretas para o uso da construção, pela AÇÃO DO VENTO e DA ÁGUA (nível d'água de reservatórios, tanques, da lâmina d'água causada pelas chuvas em lajes etc), forças CENTRÍFUGAS, forças de FRENAÇÃO.
			2.2) Ações Variáveis Indiretas (Deformações impostas):						(3)
			As ações variáveis indiretas são constituídas pelas cargas acidentais indiretas como TEMPERATURA.
Quando a estrutura, pelas suas condições de uso, está sujeita a CHOQUES ou VIBRAÇÕES (ex: pontes) estas também devem ser consideradas como variáveis.
		 Em função de sua probabilidade de ocorrência durante a vida da construção, as ações variáveis são classificadas em normais ou especiais:
			2.1') Ações Variáveis Normais:			(0)
			Ações variáveis COM PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA SUFICIENTEMENTE GRANDE para que sejam obrigatoriamente consideradas no projeto das estruturas.
			2.2') Ações Variáveis Especiais:			(3)
			Nas estruturas em que devam ser consideradas certas ações especiais (COM PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA PEQUENA), como AÇÕES SÍSMICAS ou CARGAS ACIDENTAIS DE NATUREZA ou de INTENSIDADE ESPECIAIS, elas também devem ser admitidas como ações variáveis.
		3) Ações Excepcionais:
		Ações excepcionais são as que têm DURAÇÃO EXTREMAMENTE CURTA durante a vida da construção. Consideram-se como excepcionais as ações decorrentes de causas tais como explosões, choques de veículos, incêndios, enchentes ou sismos EXCEPCIONAIS.
		*Os incêndios, ao invés de serem tratados como causa de ações excepcionais, também podem ser levados em conta por meio de uma redução da resistência dos materiais constitutivos da estrutura.
		*As ações excepcionais sobre os diversos elementos estruturais exigem verificações somente no estado-limite último (ELU).
		VALORES DAS AÇÕES
		\u2022 Valores Representativos das Ações:
		As ações são quantificadas por seus valores representativos, que podem ser valores característicos, valores característicos nominais, valores reduzidos de combinação, entre outros. Abaixo apresentaremos a convenção adotada para o caso mais usual, a determinação do valor característico:
			a) Valores Representativos para Estados-Limites Últimos:
			 1) Valores característicos:
				1.1) Ações Permanentes:
				Para as ações permanentes, os valores característicos devem ser adotados iguais aos VALORES MÉDIOS das respectivas distribuições de probabilidade. Para as ações permanentes, o valor característico é o valor médio, corresponde ao quantil de 50%, seja quando os efeitos forem desfavoráveis, seja quando os efeitos forem favoráveis (ou seja, para ações permanentes leva-se em consideração as ações desfavoráveis, assim como também as ações favoráveis).
				1.2 Ações Variáveis:
				Os valores característicos das ações variáveis é o valor com período médio de retorno de 174 anos a 117 anos, ou ainda, correspondem a valores que têm de 25% a 35% DE PROBABILIDADE de serem ultrapassados no sentido desfavorável, durante um período de 50 anos.
As ações variáveis que produzem efeitos favoráveis NÃO são consideradas como atuantes na estrutura.
				1.3 Ações Excepcionais:
				Os valores característicos das ações excepcionais são valores arbitrados estabelecidos por consenso entre o proprietário da construção e as autoridades governamentais que nela tenham interesse.
			b) Valores Representativos para Estados-Limites de Serviço:
			Os valores representativos para Estados Limites de Utilização são de 2 tipos: os valores reduzidos de utilização e os valores raros de utilização.
		\u2022 Valores de Cálculo das Ações (Valores de projeto):
		Os valores de cálculo 'Fd' das ações são obtidos a partir dos valores representativos,