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Teorias da Comunicação

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Teorias da Comunicação

para extrair conclusões, ou seja, se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável. Essa era a ideia central comum ao conjunto de doutrinas conhecidas tradicionalmente como racionalismo. O racionalismo é em parte, a base da Filosofia, ao priorizar a razão como o caminho para se alcançar a verdade.
	
	
	
	 
		
	
		5.
		Sobre o surgimento da comunicação enquanto campo do saber é válido dizer que:
	
	
	
	não podemos afirmar que, inda hoje, a comunicação corresponda a um campo de pesquisa e saber. 
	
	
	A comunicação sempre existiu, pois, o homem sempre precisou interagir com os demais
	
	
	A comunicação nasce como área no XX, após diversas transformações sociais, como a Rev. Industrial, o rompimento da relação Estado/clero, a expansão demográfica nos centros urbanos e o nascimento do indivíduo moderno. 
	
	
	Nasce no século XVII, com os primeiros jornais impressos na Europa.
	
	
	A comunicação só nasce no fim do século XX, com a invenção dos primeiros meios de comunicação de massa, como radio e televisão.
	
Explicação:
A comunicação enquanto campo do saber só passa a existir após uma série de transformações advindas com a Modernidade, que promovem uma desfamiliarização da comunicação, que passa a não ser mais algo apenas natural do homem, mas também uma estratégia racional de inserção social. 
	
	
	
	 
		
	
		6.
		O filósofo Thomas Kuhn afirma que uma teoria se torna um modelo de conhecimento ou um paradigma científico. O paradigma se torna o campo no qual uma ciência trabalha normalmente, sem crises. Em tempos normais, um cientista, diante de um fato ou de um fenômeno ainda não estudado, o explica usando o modelo ou o paradigma científico existente. Em contraposição à ciência normal, ocorre a revolução científica. Uma revolução científica acontece quando o cientista descobre que o paradigma disponível não consegue explicar um fenômeno ou um fato novo, sendo necessário produzir um outro paradigma.
(CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. 14.ª ed. São Paulo: Ática, 2011, p. 281).
Sobre isso, é correto afirmar que:
	
	
	
	embora verdadeiros, os paradigmas científicos são mutáveis porque os cientistas podem alcançar os limites dos modelos teóricos.
	
	
	o paradigma científico é o campo teórico do cientista porque fornece os parâmetros para a ciência normal.
	
	
	a teoria torna-se um modelo de conhecimento porque ela se constitui como uma explicação dos fenômenos para o cientista.
	
	
	a revolução científica é um avanço na ciência porque os cientistas sempre descobrem que as teorias anteriores estavam erradas.
	
	
	o paradigma científico é incompleto porque os cientistas estão sempre negando os paradigmas.
	
Explicação:
O filósofo Thomas Kuhn afirma que uma teoria se torna um modelo de conhecimento ou um paradigma científico. O paradigma se torna o campo no qual uma ciência trabalha normalmente, sem crises. Em tempos normais, um cientista, diante de um fato ou de um fenômeno ainda não estudado, o explica usando o modelo ou o paradigma científico existente. Em contraposição à ciência normal, ocorre a revolução científica. Uma revolução científica acontece quando o cientista descobre que o paradigma disponível não consegue explicar um fenômeno ou um fato novo, sendo necessário produzir um outro paradigma.
FIM AULA 02
Aula 3: Escola Norte-americana: tendências periféricas e Mass Communication Research
Apresentação
A emergência dos meios de comunicação de massa estimulou teorias que afirmavam um poder quase irrestrito da mídia. Por outro lado, fez com pensamentos não alinhados com essa ideia não ganhassem fôlego nas primeiras décadas do século XX.
E para você? Quão poderosa é a mídia? Ela é capaz de conformar corações e mentes? Ela manipula ou influencia? São essas questões, fundamentais para qualquer futuro comunicador, que estudaremos ao longo desta aula.
Objetivos
· Descrever a Escola Norte-americana;
· Explicar a Mass Communication Research;
· Identificar tendências marginais.

(Fonte: NicoElNino / Shutterstock)
Mass Communication Research
A partir de 1930, os Estados Unidos desenvolveram pesquisas voltadas para os meios de comunicação de massa, nas quais se determinaram seus efeitos e funções.
Esses trabalhos, conhecidos como integrantes da vertente do Mass Communication Research, teriam inaugurado a teoria das comunicações. E Paul Lazarsfeld e Harold Lasswell podem ser apontados como “pais fundadores” da pesquisa em comunicação.
Durante esse período, surgem vários institutos e centros de pesquisas, e, consequentemente, a formulação das primeiras teorizações sobre o papel dos meios e processos de condicionamento.
Saiba mais
Os estudos eram motivados por questões políticas e econômicas, como consequência da expansão da produção industrial, bem como a necessidade de atingir novos mercados consumidores. Por isso, surgem pesquisas voltadas para o aperfeiçoamento das técnicas de persuasão.
Os meios de comunicação foram utilizados no contexto da I Guerra Mundial, como persuasores da população, no sentido de fortalecer o sentimento nacional. Porém, foi na II Guerra Mundial que a potencialidade e o alcance da comunicação tiveram maior expressão, por meio de programas desenvolvidos pela Alemanha nazista.
A ideia era, a partir dos meios de comunicação de massa, dominar mentes e corações.
A comunicação deixa de ser uma atividade natural do ser humano e começa a passar por um processo de desfamiliarização na comunidade acadêmica. A própria obra de Harold Lasswell ajuda a compreender a centralidade que os meios de comunicação vão assumindo.
Se na década de 1920 o autor produziu quatro textos sobre propaganda, sendo considerado, inclusive, o primeiro a escrever cientificamente sobre o tema, entre 1930 e 1950 ele redigiu 48 textos sobre comunicação e/ou propaganda.
Teoria Hipodérmica, Agulha Hipodérmica ou Teoria da Bala Mágica
A partir dos anos 1920, uma perspectiva teórica denominada “Teoria Hipodérmica” sustenta a visão de que os meios de comunicação teriam o poder de manipular os indivíduos.
O público era desprovido de capacidade crítica, se configurando como um “rebanho desgovernado”, que assimilaria as mensagens de um modo homogêneo, sendo guiado pelos meios de comunicação de massa.
Os produtores midiáticos elaboravam uma mensagem, gerando um estímulo, e a massa toda entenderia da mesma forma, o que resultaria em formas de pensar e de agir iguais. É como se uma injeção com a mensagem midiática fosse aplicada, restando ao público incorporar tal conteúdo.
A mesma ideia do público como um alvo passivo está presente na analogia da bala mágica.
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A teoria das balas mágicas popularizou-se a partir de 1920, e fundava-se no conceito de que o processo de comunicação de massas é equivalente ao que se passa numa galeria de tiro. Bastava atingir o alvo para que este caísse. As balas eram irresistíveis, as pessoas estavam totalmente indefesas.
(GUARALDO, 2007, apud SANTOS, 2004, p.18)
A Escola Norte-americana tem relação com a expansão político-ideológica dos EUA e com o contexto da guerra, já que era necessário envolver os cidadãos para que apoiassem a pátria contra o inimigo, além de suportar as possíveis privações de um Estado em conflito.
Exemplo
Devemos lembrar que o Estado era um grande anunciante, bastando recordar o famoso cartaz do Tio Sam, criado em 1917.
A figura traz um idoso, com a frase “I Want You for U.S. Army”. Tal peça foi encomendada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, que recrutava soldados para a Primeira Guerra Mundial.
Atividade
1. Conheça a peça publicitária difundida durante a Primeira Guerra Mundial e explique como podemos perceber a questão da persuasão na peça e qual o estímulo específico lançado, a partir da lógica da Agulha Hipodérmica.
Gabarito sugerido
Ao trazer os dizeres “Vocês podem ajudar o tio Sam a ganhar a guerra. Guarde suas moedas. Compre selos da guerra”, o cartaz convoca as crianças a tomarem partido da guerra e lança claramente um estímulo: guardem as moedas, comprem selos.
A dimensão