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SUS - SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

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interfederativa.
 Regiões de Saúde: espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios 
limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de 
comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a 
organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde. Devem conter: APS, 
ambulatório especializado e hospitalar, atenção psicossocial, UE e vigilância em saúde.
 Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde: acordo de colaboração firmado entre entes 
federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede 
regionalizada e hierarquizada, com definição de responsabilidades, indicadores e metas de 
saúde, critérios de avaliação de desempenho, recursos financeiros que serão disponibilizados, 
forma de controle e fiscalização de sua execução e demais elementos necessários à 
implementação integrada das ações e serviços de saúde;
As portas de entrada do Sistema são: 
- a atenção primária;
- a urgência e emergência;
- a saúde mental e seus serviços como o CAPS
- serviços especiais de acesso aberto, como os centro de referência de AIDS, a saúde do 
trabalhador e outros
 Comissões Intergestores: instâncias de pactuação consensual entre os entes federativos para 
definição das regras da gestão compartilhada do SUS; - CIT, CIB e CIR.
 Mapa da Saúde: descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e 
serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a capacidade 
instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde 
do sistema;
 Rede de Atenção à Saúde: conjunto de ações e serviços de saúde articulados em níveis de 
complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde;


RENASES: Relação Nacional de Ações e Serviços de saúde (portas de entrada)
RENAME: Relação Nacional de Medicamentos Essenciais. Adoção de medicamentos essenciais: 
básicos e indispensáveis; regulamentação sanitária dos medicamentos, reorientação da 
assistência farmacêutica, promoção de uso racional de medicamentos, desenvolvimento 
tecnológico e científico, promoção da produção de medicamentos, garantia da segurança, 
eficácia e qualidade dos medicamentos, desenvolvimento e capacitação de recursos humanos.
A RENAME será organizada consoante às patologias e agravos à saúde mais relevantes e 
prevalentes, respeitadas as diferenças regionais do País. As apresentações dos produtos deverão 
assegurar as formas farmacêuticas e as dosagens adequadas para a utilização por crianças e 
idosos.
Cabe ressaltar que, como um dos mecanismos favorecedores da redução de preços dos 
medicamentos, a RENAME será sistemática e amplamente divulgada.
Formulário terapêutico Nacional : instrumento importante para a orientação da prescrição e 
dispensação dos medicamentos, por parte dos profissionais de saúde, e para a racionalização do 
uso destes produtos. O Formulário conterá todas as informações relativas aos medicamentos, 
inclusive quanto a sua absorção e ação no organismo.
Arti 25: a rename compreende a seleção e a padronização de medicamentos indicados no âmbito 
do SUS. O Formulário Terapêutico Nacional subsidiará a prescrição, a dispensação e o uso dos 
seus medicamentos.
Art 26: O ministério da saúde é o órgão competente para dispor sobre a RENAME e os 
Protocolos. A cada 2 anos o Ministério publicará as atualizações do RENAME. 
Art 27: O estado, o df e o município poderão adotar relações específicas e complementares de 
medicamentos, de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores.
At 28: o acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica pressupões, cumulativamente:
O usuário estar assistido por ações e serviços do SUS, ter o medicamento sido prescrito por 
profissional do SUS, estar a prescrição em conformidade com a RENAME ou com a relação 
específica complementar de medicamentos e ter a dispensação ocorrido em unidades do SUS.
As esferas poderão ampliar o acesso à assistência farmacêutica, desde que questões de saúde 
pública o justifiquem. O ministério poderá estabelecer regras diferenciadas de acesso a 
medicamentos de caráter especializado. A Rename e relação específica de medicamentos 
somente poderão conter produtos com registro da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária - 
ANVISA.
Rename está dividida em quatro seções: A, B, C e D. De forma geral, ao longo do documento, 
os itens são apresentados com sua denominação genérica, concentração e/ou composição, 
forma farmacêutica e/ou descrição.
Na seção A, a Rename é apresentada conforme definido na Resolução da Comissão 
Intergestores Tripartite (CIT) nº 1, de 17 de janeiro de 2012, em cinco anexos: I – Relação 
Nacional de Medicamentos do Componente Básico; II – Relação Nacional de Medicamentos do 
Componente Estratégico; III – Relação Nacional de Medicamentos do Componente 
Especializado; IV – Relação Nacional de Insumos; V – Relação Nacional de Medicamentos de Uso 
Hospitalar.
Na seção B, os itens são apresentados de acordo com o Sistema de Classificação Anatômica 
Terapêutica Química – Anatomical Therapeutic Chemical (ATC) Classification System, 
recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), organizados de acordo com o Grupo 
Principal Anatômico – 1º
nível do sistema.
Na seção C, os itens são apresentados em ordem alfabética, com descrição do componente de 
financiamento da assistência farmacêutica
Na seção D, são apresentadas as modificações da lista em relação à edição anterior, organizadas 
de acordo com as inclusões, exclusões e alterações, bem como as recomendações de não 
inclusão de medicamentos.
Farmácia Popular: pode ser com receita do SUS
Farmácia da UBS: atendido pelo SUS e receita do SUS.
O Decreto 7508 de 2011 regulamenta a Lei no 8.080 de 1990 e dispõe sobre: a organização do 
SUS, a articulação interfederativa, o planejamento da saúde e assistência à saúde. A lei 8080 
discursa sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, além das 
condições para organização e funcionamento dos serviços correspondentes. Ou seja, contempla 
a organização, direção e gestão do SUS, das competências e atribuições das três esferas de 
governo, do funcionamento e da participação complementar dos serviços privados de assistência 
a saúde, da politica de recursos humanos, dos recursos financeiros, da gestão financeira, do 
planejamento e do orçamento. A lei 8142 de 1990 dispõe sobre a participação da comunidade na 
gestão do SUS e sobre a transferência intergovernamental de recursos financeiros na área da 
saúde. O SUS tem, em cada esfera de governo, instâncias colegiadas que são as conferências 
de saúde e os conselhos de saúde. As Conferências possuem caráter consultivo, ocorrem a 
cada 4 anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde 
e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes. Os 
Conselhos possuem caráter deliberativo e são compostos por representantes do governo, 
prestadores de serviço e usuários, com reuniões mensais. Ocorre participação da discussão das 
políticas de saúde, com a negociação de propostas e direcionamento de recursos. Regiões de 
Saúde são compreendidas como espaço geográfico contínuo constituído pelo agrupamento de 
municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de 
redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de 
integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde. Devem 
conter: APS, ambulatório especializado e hospitalar, atenção psicossocial, UE e vigilância em 
saúde.
O Brasil passou por momento de transição demográfica em sua história, onde houve o 
envelhecimento da população (aumento da expectativa de vida) e o declínio da natalidade e 
fecundidade, causando um processo de inversão da pirâmide populacional. Isso

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