Deriva Continental e Tectônica de Placas
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Deriva Continental e Tectônica de Placas


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Deriva Continental e Tectônica de Placas
Deriva Continental e Tectônica de Placas
	Alfred Lothar Wegener (Berlin, 1 de Novembro de 1880 \u2013 Groenlândia, 2 de Novembro de 1930) \u2013 meteorologista alemão, criou a teoria da deriva dos continentes
	No Outono de 1911 em Marburg, Wegener pesquisava na biblioteca da universidade quando se deparou com um artigo científico que registrava fósseis de animais e plantas idênticos encontrados em lados opostos do Atlântico. Intrigado com este fato, Wegener iniciou uma pesquisa, com sucesso, de outros casos de organismos semelhantes separados por oceanos.
	
	Em 1915, o alemão Alfred Wegener publicou a Teoria da Deriva dos Continentes, propondo que a 200 milhões de anos atrás todos as massas emersas de terra estariam reunidas em um único super-continente, denominado Pangea, envolto por um mar universal, a Panthalassa.
	Posteriormente, essa massa continental fraturou-se em partes menores que se dispersaram em conseqüência de movimentos horizontais. 
	Além da semelhança entre as margens dos continentes, que se encaixam como um grande quebra-cabeça, Wegener buscou evidências geológicas, paleontológicas e climáticas, particularmente nos continentes do hemisfério sul, para fundamentar sua hipótese. 
Todos os continentes estavam juntos há ~200Ma constituindo o Mega continente que denominou Pangea (Pan = toda e Geae = terra);
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	Ele acreditava que a força para impulsionar a movimentação dos continentes seria derivada das marés e da própria rotação da Terra. 
	No entanto, existem dificuldades de ordem física e matemática para sustentar esse modelo de movimentação e, por isso, a teoria sofreu forte oposição dos principais cientistas da época, caindo, praticamente, em esquecimento. 
Evidências de Wegener
	PALEONTOLÓGICAS: Fósseis de glossopteris
	GEOGRÁFICAS: as linhas da costa de alguns continentes encaixam perfeitamente
	CLIMÁTICAS: Evidências de glaciações há 300Ma
Fósseis de glossopteris
Evidências paleontológicas
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Evidências geográficas
As linhas da costa de alguns continentes encaixam perfeitamente.
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Evidências de glaciação
Evidências de glaciações a 300Ma \u2013 Rocha Moutonnée
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Parque da Rocha Moutonnée \u2013 Salto \u2013 2010
Evidências de glaciações a 300Ma
Parque do Varvito \u2013 Itú \u2013 2010
Evidências de glaciações a 300Ma
Evolução dos Conhecimentos
	Anos 1950: Ressurgimento da Teoria da Deriva Continental;
Expedições militares para mapeamento do assoalho oceânico (desenvolvimento de sonares);
CTG - Dept. de Geologia
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	Entre 1940 e 1950 \u2013 pesquisadores das Universidades de Columbia e Princeton (EUA) mapeiam o assoalho oceânico e coletam rochas
Os cientistas observam dinâmica ativa do assoalho, ao contrário do que se esperava (cadeias de montanhas, fendas, fossas, atividade sísmica e vulcânica);
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Dá-se o nome de dorsal atlântica ou meso-oceânica a cadeia de montanha submarina que emerge do fundo oceânico ao longo do eixo do oceano atlântico;
Constatou-se que emerge do interior quente da Terra um fluxo de material vulcânico, sendo ambientes de intensa atividade sísmica;
Esta cadeia se estende por 84.000 km ao longo do eixo central do oceano atlântico ,e em seu centro ocorrem depressões que variam de 1 a 3km
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DORSAL NO PACÍFICO
DORSAL NO ATLÂNTICO
Perfil Batimétrico
	A dorsal emerge na Islândia formando ilhas vulcânicas com atividade termal e vulcânica intensa;
	Zona de ruptura dividia a crosta em duas simetricamente; Hipótese retomada (Separação dos continentes?)
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DORSAL ATLÂNTICA
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	Anos 1960 \u2013 aperfeiçoamento de datação de rochas (determinação da idade verdadeira das rochas do assoalho);
	Do contrário que se pensava a crosta oceânica tem uma idade de formação jovem ~200 Ma;
	Estudos de paleomagnetismo identificam faixas simétricas nas rochas do assoalho oceânico em ambos os lados da dorsal atlântica decorrentes das inversões magnéticas da Terra no passado geológico;
	Faixas simétricas de idades dos dois lados da dorsal \u2013 rochas mais jovens próximas à cadeia oceânica e cada vez mais antigas à medida que se aproxima dos continentes;
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	Com o Ressurgimento da teoria \u2013 anos 50 - surge a possibilidade de se explicar a Teoria da Deriva Continental.
	Idade das rochas adjacentes à Cadeia meso-oceânica.
	Paleomagnetismo.
	Harry Hess, publica "History of the Ocean Basin", sugerindo a expansão do fundo do oceânico.
Correntes de convecção
Astenosfera
Litosfera 
Teoria da tectônica global - Hess 
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http://www.ig.uit.no/webgeology/webgeology_files/portuguese/earthsinterior_8_pt.html
http://www.ig.uit.no/webgeology/webgeology_files/portuguese/earthsinterior_8_pt.html
Placas tectônicas
A superfície terrestre é formada por grandes placas rígidas da litosfera e outras placas menores que se movem sobre a astenosfera.
Principais Placas: 
	Pacífica, 
	Antártica, 
	Indo-Australiana, 
	Euro-Asiática, 
	Norte Americana, 
	Sul-Americana, 
	Africana, 
	Caribe, 
	Nazca, 
	Cocos, 
	Árabe, 
	Filipina
Tipos de bordas
Tipos de bordas
	Bordas ou zonas divergentes, construtivas ou de acresção.
	Bordas ou zonas convergentes, destrutivas ou de consumo.
	Bordas ou zonas transformantes ou conservativas.
Dorsal do Leste-Pacífico
Dorsal Meso Atlântica
Dorsal do Sudeste Indiano
BORDAS DIVERGENTES
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Como se rompe um continente?
Correntes de convecção
http://cienciasnaturais7anoescolar.blogspot.com/2010/12/morfologia-dos-fundos-oceanicos.html
Hot Spots
	Possuem origem em profundidades diversas do manto (plumas mantélicas \u2013 anomalias térmicas);
	O fluxo de material através do manto, em ascensão por convecção, é muito lento, da ordem de centímetros por ano acredita-se que as temperaturas no núcleo externo podem chegar a cerca de 6.000 °c
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Modelo de convecção do manto
Bordas divergentes
Hot spots podem formar:
	Vulcões, quando sozinhos
	Romper a crosta, quando alinhados
	a) Formação de ilhas vulcânicas por hot spots; b) e c) arquipélagos de ilhas formando-se pelo movimento das placas sobre hot spot estacionário; d) idades das ilhas (mais distantes do vulcão recente, mais antigo).
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http://moho.iag.usp.br/sismologia/tectonica.php
Hot spots e a formação de bordas divergentes
Fragmentação de uma massa continental e desenvolvimento de margens continentais passivas.
Formação de oceano pela atividade das dorsais
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Islândia: local da dorsal meso-oceânica onde não existe rifte
Surtsey, na Islândia, é uma ilha nova formada por erupções vulcânicas no período de 1963 a 1967. 
Localização dos principais hot spots
Rift Valley no Quênia \u2013 A separação do Leste da África
Estrada Nairobi-Narok , no Quênia, separada pelo Rift Valley
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/04/rachadura-gigante-no-quenia-mostra-que-africa-se-dividira-em-duas.html
Rift no leste africano
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/04/rachadura-gigante-no-quenia-mostra-que-africa-se-dividira-em-duas.html
Veja o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=_Rxp3HQDUvY&feature=share
diferença de densidade
Limites convergentes-colisões
3. continental - continental 
1. oceânica - continental
2. oceânica - oceânica
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- Acompanhada de atividade vulcânica.
- Formação de fossa oceânica no contato e cadeia de montanhas na placa continental
CONVERGÊNCIA ENTRE PLACAS CONTINENTAL E OCEÂNICA
1. oceânica - continental
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CONVERGÊNCIA DE PLACAS OCEÂNICAS
Acompanhada de atividade vulcânica.
Formação de fossa oceânica no contato e arco de ilhas na placa superior.
 Quanto maior o angulo de mergulho mais próximo será a fossa
2. oceânica - oceânica
Arcos de ilhas
 fossa
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Formação de arcos de ilha