Apostila CONCRETO_2020(2) (1)
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Apostila CONCRETO_2020(2) (1)


DisciplinaA Segurança do Trabalho na Contrução Civil5 materiais105 seguidores
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Material produzido por Andréia Nince 2020 
 
 
 
 
APOSTILA DE CONCRETO 
2020 
 
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 
ENGENHARIA E TECNOLOGIA 
 
 
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Material produzido por Andréia Nince 2020 
Sumário 
 
1. DOSAGEM .............................................................................................. 3 
1.1 RESISTÊNCIA DE PROJETO .......................................................... 3 
1.2 RESISTÊNCIA DE DOSAGEM ....................................................... 4 
1.3 DOSAGEM EXPERIMENTAL - MÉTODO IPT/EPUSP ............... 5 
1.3.1 PROCEDIMENTOS \u2013 AJUSTE TRABALHABLIDADE ........ 7 
1.3.2 PROCEDIMENTOS \u2013 MISTURA PARA CONSTRUÇÃO 
DAS CURVAS ...................................................................................... 9 
2. PROPRIEDADES .................................................................................. 11 
2.1 ESTADO FRESCO .......................................................................... 11 
2.1.1 TRABALHABILIDADE .......................................................... 11 
2.1.2 PERDA DE CONSISTÊNCIA OU ABATIMENTO ............... 12 
2.1.3 SEGREGAÇÃO ........................................................................ 12 
2.1.4 TEMPO DE PEGA (INÍCIO E FIM) ........................................ 13 
2.2 ESTADO ENDURECIDO ............................................................... 13 
2.2.1 RESISTÊNCIA A ESFORÇOS MECÂNICOS ....................... 13 
2.2.2 PERMEABILIDADE ................................................................ 16 
2.2.3 ESTABILIDADE DIMENSIONAL ......................................... 16 
3. CONTROLE TECNOLÓGICO ............................................................. 21 
3.1 CONTROLE DE RECEBIMENTO ................................................. 21 
3.1.1 CONCRETO CONVENCIONAL ............................................ 21 
3.1.2 CONCRETO AUTO-ADENSÁVEL -CAA ............................. 23 
3.2 ACEITAÇÃO DO CONCRETO ..................................................... 25 
3.2.1 CONTROLE ESTATÍSTICO \u2013 NBR 12655/2015 ................... 25 
3.2.2 NÃO CONFORMIDADE \u2013 NBR 7680-1/2015 ....................... 29 
 
 
 
 
 
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Material produzido por Andréia Nince 2020 
CONCRETO 
Material composto que consiste essencialmente de um meio contínuo aglomerante 
(pasta) dentro do qual estão mergulhadas partículas ou fragmentos de agregados. 
 
1. DOSAGEM 
É o proporcionamento adequado e mais econômico dos materiais: cimento, água, 
agregado graúdo, agregado miúdo, adições minerais e aditivos químicos. 
Custo é um fator extremamente importante na produção de concretos. Normalmente o 
cimento é o componente mais caro, por esta razão busca-se sempre dosar um concreto 
com o menor consumo de cimento possível, sem interferir em suas propriedades físicas 
e mecânicas. 
Para minimizar o consumo de cimento é importante a seleção dos agregados, 
principalmente o agregado miúdo, e é fundamental o uso de aditivos redutores de água 
(polifuncionais, superplastificantes, hiperplastificantes). 
O traço de concreto é representado por valores unitários proporcionais à quantidade de 
aglomerante que é denominado de traço unitário: 1:2:3:0,5 (cimento:areia:brita:água). 
É importante comentar que normalmente no traço unitário o teor de aditivo não é 
representado. 
1.1 RESISTÊNCIA DE PROJETO 
A resistência característica de projeto (fck) é definida pelo projetista, levando em 
consideração o desempenho estrutural e a classe de agressividade ambiental em que a 
estrutura estará inserida (Tabela 1.1), conforme NBR 6118/2014 ou 12655/2015. De 
acordo come essas normas, as condições do ambiente são relevantes para garantir a 
integridade da estrutura (durabilidade) ao longo de sua vida útil. 
 
Tabela 1.1 \u2013 Classe de Agressividade Ambiental (CAA) \u2013 NBR 6118 ou NBR 
12655. 
 
1) Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (uma classe 
acima) para ambientes internos secos (salas, dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de 
serviço de apartamentos residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto 
revestido com argamassa e pintura. 
2) Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima) em obras em 
regiões de clima seco, com umidade média relativa do ar menor ou igual a 65 %, partes da 
 
 
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Material produzido por Andréia Nince 2020 
estrutura protegidas de chuva em ambientes predominantemente secos ou regiões onde 
raramente chove. 
3) Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento 
em indústrias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes, indústrias químicas. 
A durabilidade das estruturas é altamente dependente das características do concreto, 
da espessura e qualidade do concreto do cobrimento da armadura. Assim sendo, 
ensaios comprobatórios de desempenho da durabilidade da estrutura frente ao tipo e 
classe de agressividade prevista em projeto devem estabelecer os parâmetros mínimos 
a serem atendidos. 
Na falta destes e devido à existência de uma forte correspondência entre a relação 
água/cimento (a/c) e a resistência à compressão do concreto e sua durabilidade, 
permite-se que sejam adotados os requisitos mínimos expressos na Tabela 1.2. 
Tabela 1.2 \u2013 Correspondência entre a classe de agressividade 
ambiental e a qualidade do concreto \u2013 NBR 12655/2015. 
 
1.2 RESISTÊNCIA DE DOSAGEM 
Em dosagem para se garantir a obtenção de um dado fck se trabalha com valores 
médios (fcj) que são obtidos a partir da expressão que leva em consideração o desvio 
padrão da resistência da produção que por sua vez, é função da qualidade/precisão do 
proporcionamento dos materiais constituintes. 
 
 onde, 
fcmj: resistência média do concreto à compressão a j dias de idade (MPa); 
fck: resistência característica do concreto à compressão (MPa); 
sd: desvio padrão da dosagem (MPa); 
Quando o concreto for elaborado com os mesmos materiais, mediante equipamentos 
similares e sob condições equivalentes, o valor numérico do desvio-padrão deve ser 
fixado com no mínimo 20 resultados consecutivos obtidos no intervalo de 30 dias, em 
período imediatamente anterior. Em nenhum caso, o valor de sd adotado pode ser 
menor que 2 MPa 
 
 
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Material produzido por Andréia Nince 2020 
Quando não se dispõe de uma série histórica de dados a NBR 12655/2015 fixa os 
valores de acordo com a forma como o concreto foi produzido. 
\u2022 Condição A (aplicável à todas as classes de concreto) \u2013 Sd = 4,0: o cimento e os 
agregados são medidos em massa, a água de amassamento é medida em massa 
ou volume com dispositivo dosador e corrigida em função da umidade dos 
agregados o cimento e os agregados são medidos em massa, a água de 
amassamento é medida em massa ou volume com dispositivo dosador e 
corrigida em função da umidade dos agregados; 
\u2022 Condição B (aplicável às classes C10 até C20) \u2013 Sd = 5,5: o cimento é medido em 
massa, a água de amassamento é medida em volume mediante dispositivo 
dosador e os agregados medidos em volume. A umidade do agregado miúdo é 
determinada pelo menos três vezes durante o serviço do mesmo turno de 
concretagem. O volume de agregado miúdo é corrigido através da curva de 
inchamento estabelecida especificamente para o material utilizado; 
\u2022 Condição C (aplicável apenas aos concretos de classe C10 e C15) \u2013 Sd = 7,0: o 
cimento é medido em massa, os agregados são medidos em volume, a água de 
amassamento é medida em volume e sua quantidade é corrigida em função da 
estimativa da umidade dos agregados e da determinação da consistência do 
concreto, conforme disposto na ABNT NBR NM 67 ou outro método 
normalizado. 
1.3 DOSAGEM EXPERIMENTAL - MÉTODO IPT/EPUSP 
Dosagem experimental é o processo de dosagem baseado nas características 
específicas dos materiais que serão empregados. Quase