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Caderno de Estudos sobre Gestão Escolar (Rosinete B. P. Buss, UNIASSELVI, 2013). Três unidades com tópicos sobre políticas educacionais, PDE, planejamento e projetos, Projeto Político‑Pedagógico, gestão democrática, trabalho pedagógico, administração e financiamento; traz atividades, leituras e resumos.

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Fabi Paola

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Caderno de Estudos
GESTÃO ESCOLAR
Prof.ª Rosinete Bloemer Pickler Buss
UNIASSELVI
2013
NEAD
Educação a Distância
GRUPO
Copyright  UNIASSELVI 2013
Elaboração:
Prof.ª Rosinete Bloemer Pickler Buss
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri
UNIASSELVI – Indaial.
371.2
B981g Buss, Rosinete Bloemer Pickler
Gestão escolar / Rosinete Bloemer Pickler Buss. Indaial : 
Uniasselvi, 2013.
 194 p. : il 
 
ISBN 978-85-7830- 660-1
1.	 Administração escolar.
 I. Centro Universitário Leonardo da Vinci.
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO
LEONARDO DA VINCI
Rodovia BR 470, Km 71, nº 1.040, Bairro Benedito
89130-000 - INDAIAL/SC
www.uniasselvi.com.br
GESTÃO ESCOLAR iii
APRESENTAÇÃO
Estimado(a) acadêmico(a)!
O conceito de gestão escolar é relativamente recente e sua pertinência está relacionada 
às novas necessidades presentes no contexto escolar. Diz respeito a uma escola que se 
organiza para atender às exigências da vida social, ou seja, formar cidadãos, oferecendo, 
ainda, a possibilidade de apreensão de competências e habilidades necessárias e facilitadoras 
da inserção social. 
Esse tipo de gestão pressupõe a organização pedagógica, administrativa e de pessoas. 
Essas dimensões correspondem à realidade escolar e, atualmente, não podem ser tratadas 
individualmente, mas devem atuar de maneira integrada, de forma a garantir a organicidade 
do processo educativo.
É nesta perspectiva que almejamos dialogar e mediar o processo de construção do 
conhecimento referente à gestão escolar. Com esta proposta, esperamos corresponder à sua 
expectativa referente à disciplina e auxiliá-lo(a) em sua prática profissional. Por isso, propomos 
estudos com vistas à compreensão do conceito de gestão escolar, a fim de que se possa obter 
êxito e motivação para prosseguir a jornada de estudante e, dessa maneira, ao finalizar esta 
disciplina, você esteja apto(a) a refletir e agir com praticidade sobre esse tema. 
Para tanto, os conteúdos foram distribuídos em três unidades e cada unidade 
subdividida em tópicos e subtópicos. Os conteúdos foram organizados de forma que você 
possa compreender os aspectos que norteiam a gestão escolar. Ao término de cada tópico 
você encontrará atividades com o objetivo de aprimorar e enriquecer mais o seu conhecimento 
sobre os conteúdos abordados. 
Na primeira unidade apresentaremos uma pequena abordagem sobre a gestão escolar 
no contexto das políticas da educação. Na segunda unidade apresentaremos enfoques 
referentes ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), à gestão escolar sob o olhar 
do planejar e construir projetos, e ao Projeto Político-Pedagógico (PPP), pois não poderíamos 
deixar de abordar os elementos que norteiam a elaboração, construção e prática do PPP de 
uma unidade escolar, que são, entre muitos outros, a gestão democrática e compartilhada. Na 
terceira unidade abordaremos o trabalho pedagógico e a administração escolar, assim como 
a gestão escolar e o financiamento da educação. Neste contexto, faremos uma relação entre 
a mudança de paradigma de administração e gestão, ou seja, o trabalho pedagógico. 
Esperamos, portanto, que os temas propostos neste caderno auxiliem à compreensão 
do que representa a administração escolar no contexto atual, haja vista que educação é um 
instrumento necessário para o desenvolvimento humano. É direito de cada um se tornar um 
GESTÃO ESCOLAR iv
UNI
Oi!! Eu sou o UNI, você já me conhece das outras disciplinas. 
Estarei com você ao longo deste caderno. Acompanharei os seus 
estudos e, sempre que precisar, farei algumas observações. Desejo 
a você excelentes estudos! 
 UNI
cidadão ativo, participativo e criativo. Aprender traz alegria, sentimento de liberdade, abertura 
ao novo, autonomia do pensar e agir. Quem experimenta a alegria de aprender não esquece 
jamais, pois ela se repete e se reproduz por toda vida. 
 Prof.ª Rosinete Bloemer Pickler Buss
GESTÃO ESCOLAR
SUMÁRIO
UNIDADE 1: A GESTÃO ESCOLAR NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO ....1
TÓPICO 1 – A ESCOLA .....................................................................................................3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................3
2 ESCOLA E EDUCAÇÃO – UM POUCO DO PASSADO E DO PRESENTE ..................3
3 A ESCOLA EM TRANSIÇÃO ..........................................................................................6
3.1 FUNÇÃO (INSERÇÃO) SOCIAL DA ESCOLA E DA EDUCAÇÃO ...............................7
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................13
RESUMO DO TÓPICO 1 ....................................................................................................16
AUTOATIVIDADE ..............................................................................................................17
TÓPICO 2 – A GESTÃO DA EDUCAÇÃO: POLÍTICAs E CAMINHOS A TRILHAR ....... 19
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 19
2 GESTÃO DA EDUCAÇÃO ............................................................................................. 19
2.1 GESTÃO EDUCACIONAL E GESTÃO ESCOLAR – INCUMBÊNCIAS ...................... 21
2.1.1 Gestão educacional versus gestão escolar ............................................................... 24
2.2 A GESTÃO ESCOLAR .................................................................................................. 26
2.2.1 Gestão ........................................................................................................................ 26
2.2.2 Olhares da gestão escolar ......................................................................................... 26
2.2.3 Gestão escolar democrática e seus princípios .......................................................... 27
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................. 30
RESUMO DO TÓPICO 2 .................................................................................................... 34
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................... 35
TÓPICO 3 – O GESTOR ESCOLAR NOS TEMPOS ATUAIS E SUA FORMAÇÃO ........ 37
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 37
2 GESTOR ESCOLAR ....................................................................................................... 37
2.1 A FUNÇÃO DO GESTOR ESCOLAR E SUA IMPORTÂNCIA .................................... 38
2.2 AÇÕES PRÁTICAS DE UM GESTOR ESCOLAR ........................................................ 40
2.3.1 Gestão de competências ............................................................................................ 44
2.3.2 Gestão de pessoas .................................................................................................... 45
2.4 O GESTOR ESCOLAR FRENTE AO PLANEJAMENTO ............................................. 47
2.5 O GESTOR ESCOLAR E SUA FORMAÇÃO ............................................................... 50
2.6 A ARTE DE SER GESTOR ESCOLAR ......................................................................... 52
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................. 55
RESUMO DO TÓPICO 3 .................................................................................................... 59
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................... 60
AVALIAÇÃO .......................................................................................................................61
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GESTÃO ESCOLAR vi
UNIDADE 2: GESTÃO ESCOLAR: PLANEJAR E CONSTRUIR PROJETOS ................ 63
TÓPICO 1 – PDE - PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA ............................... 65
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 65
2 PDE - QUE PLANO É ESTE? ........................................................................................ 65
2.1 PARTICIPAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO PDE ............................................................ 67
2.2 PDE - SUA ESTRUTURA ............................................................................................. 69
2.3 PDE - ETAPAS ............................................................................................................. 70
RESUMO DO TÓPICO 1 .................................................................................................... 72
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................. 73
TÓPICO 2 – PLANEJAR PROJETOS: ADQUIRIR CONHECIMENTO ............................ 75
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 75
2 TRABALHO PEDAGÓGICO E O CONHECIMENTO ..................................................... 75
2.1 CONHECIMENTO ......................................................................................................... 76
3 ESCOLA: CULTURA DE PROJETOS ............................................................................ 80
3.1 CONSTRUÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO ......................................................... 83
3.2 ROTEIRO PARA PROJETOS ..................................................................................... 86
RESUMO DO TÓPICO 2 .................................................................................................... 90
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................. 91
TÓPICO 3 – PLANEJAR: PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO .................................... 93
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 93
2 FUNDAMENTOS DO PPP .............................................................................................. 94
2.1 A CONSTRUÇÃO DO PPP É RESPONSABILIDADE DE QUEM? .............................. 99
2.2 GESTÃO DEMOCRÁTICA E COMPARTILHADA ....................................................... 100
2.2.1 Características da gestão democrática .................................................................... 102
2.3 PPP: NECESSIDADE, DIREITO OU DEVER? ............................................................ 107
2.4 COMO ELABORAR UM PPP ...................................................................................... 109
2.4.1 Roteiro ....................................................................................................................... 109
2.5 AVALIAR É PRECISO .................................................................................................. 111
2.5.1 Avaliação institucional? Por quê? .............................................................................. 112
2.5.2 Objetivos: avaliação institucional ............................................................................... 113
2.5.3 Campos a serem avaliados ....................................................................................... 114
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................. 118
RESUMO DO TÓPICO 3 .................................................................................................... 123
AVALIAÇÃO ....................................................................................................................... 125
UNIDADE 3: ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR E O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO ........ 127
TÓPICO 1 – A GESTÃO ESCOLAR E O TRABALHO DO PEDAGOGO ......................... 129
GESTÃO ESCOLAR vii
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 129
2 ADMINISTRAÇÃO/ GESTÃO ESCOLAR ...................................................................... 129
3 FUNÇÃO DO PEDAGOGO ............................................................................................ 130
4 PEDAGOGOS/ESPECIALISTAS .................................................................................... 132
4.1 SUPORTE PARA O TRABALHO PEDAGÓGICO ........................................................ 132
4.2 ADMINISTRADOR ESCOLAR .................................................................................... 133
4.3 ORIENTADOR ESCOLAE ........................................................................................... 134
4.4 SUPERVISOR ESCOLAR ............................................................................................ 135
5 O SENTIDO DA PEDAGOGIA ....................................................................................... 138
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................. 138
RESUMO DO TÓPICO 1 .................................................................................................... 140
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................. 141
TÓPICO 2 – ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR E O TRABALHO PEDAGÓGICO ............... 143
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 143
2 A GRANDEZA DO TRABALHO PEDAGÓGICO ............................................................ 143
3 COORDENAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO ...................................................... 146
3.1 O GESTOR DEVE LIDERAR COM A RAZÃO OU COM A EMOÇÃO? ........................ 146
4 TRABALHO PEDAGÓGICO – COMO AVALIAR? ......................................................... 152
RESUMO DO TÓPICO 2 .................................................................................................... 155
TÓPICO 3 – GESTÃO ESCOLAR E O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO ................... 157
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 157
2 FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO – LEI DARCY RIBEIRO ....................................... 157
3 GESTÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS – PROGRAMAS ALTERNATIVOS ......... 159
3.1 FNDE ............................................................................................................................ 160
3.2 PDDE ............................................................................................................................ 162
3.3 FUNDESCOLA ............................................................................................................. 162
4 E O SALÁRIO-EDUCAÇÃO? O NOSSO SALÁRIO! ..................................................... 163
4.1 UM POUCO DA HISTÓRIA .......................................................................................... 163
4.2 FUNDEB ....................................................................................................................... 166
4.3 VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO – FUNDEB ........................................................... 169
5 FINANCIAMENTO E A DESCENTRALIZAÇÃO ............................................................ 170
5.1 PROCESSO ORÇAMENTÁRIO E SUA EXECUÇÃO .................................................. 172
5.1.1 Orçamento educacional ............................................................................................. 172
6 PRINCÍPIOS DA GESTÃO ESCOLAR FRENTE AO FINANCIAMENTO ...................... 173
6.1 GESTÃO FINANCEIRA: PASSOS FUNDAMENTAIS ..................................................174
7 CONSELHO ESCOLAR E O FINANCIAMENTO .......................................................... 176
7.1 CONSELHO ESCOLAR ............................................................................................... 176
7.1.1 Função do Conselho Escolar .................................................................................... 179
7.1.2 Atribuições do Conselho Escolar ............................................................................... 180
GESTÃO ESCOLAR viii
7.1.3 Eleição e composição do Conselho Escolar ............................................................. 181
8 PARCEIROS DA GESTÃO ESCOLAR FRENTE AO FINANCIAMENTO ...................... 182
8.1 PARCERIAS: SOLUÇÕES POR INTERESSES COMUNS ....................................... 182
8.2 ÂMBITO DAS PARCERIAS: PÚBLICO, CIVIL E ESTATAL ......................................... 184
8.3 POSSIBILIDADES DE PARCERIA ............................................................................... 184
8.4 CUIDADOS AO CAPTAR RECURSOS ........................................................................ 185
RESUMO DO TÓPICO 3 .................................................................................................... 188
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................... 189
AVALIAÇÃO ....................................................................................................................... 190
REFERÊNCIAS .................................................................................................................. 191 
 
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UNIDADE 1
A GESTÃO ESCOLAR NO CONTEXTO 
DAS POLÍTICAS DA EDUCAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 A partir desta unidade você será capaz de:
	identificar e analisar a função social da escola;
	reconhecer as incumbências da gestão escolar;
	constatar e discutir sobre os princípios da gestão democrática no 
contexto e atuação da gestão escolar;
	compreender e identificar a importância do gestor para a 
comunidade escolar;
	elencar as ações e competências do gestor no cotidiano escolar.
TÓPICO 1 – A ESCOLA
TÓPICO 2 – A GESTÃO DA EDUCAÇÃO: 
POLÍTICAS E CAMINHOS A TRILHAR
TÓPICO 3 – O GESTOR ESCOLAR NOS TEMPOS 
ATUAIS E SUA FORMAÇÃO
PLANO DE ESTUDOS
Esta unidade está dividida em três tópicos. No final de cada 
um deles, você encontrará atividades que o(a) ajudarão a refletir e a 
fixar os conhecimentos abordados.
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Caro(a) acadêmico(a), neste primeiro tópico da disciplina “Gestão Escolar” faremos uma 
breve abordagem sobre o que é escola, educação e a sua função social com e na sociedade. 
Comentaremos brevemente sobre o passado e o presente da escola em relação às concepções 
e mudanças na política educacional. Para tanto, contaremos com autores como José Carlos 
Libâneo, Lauro Carlos Wittmann, entre outros, que são referências na gestão escolar. 
Como leitura complementar apresentaremos recortes do texto: “Por que é importante 
conhecer a legislação educacional?” Este texto, caro(a) acadêmico(a), ajudará a perceber 
que a Constituição e a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) expressam o pleno desenvolvimento 
da educação. 
A ESCOLA 
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 1
UNIDADE 1
DIC
AS!
Estimado(a) acadêmico(a), para melhor compreensão e análise das suas 
leituras, sugiro que ao ler faça sínteses, esquemas, sublinhe ideias que 
julgue importantes. Estas são formas de organizar as ideias principais 
do texto. Então, desejo a você um bom estudo!
2 ESCOLA E EDUCAÇÃO – UM POUCO 
 DO PASSADO E DO PRESENTE
Certamente, você já estudou sobre a escola, sua origem, função, enfim, já possui 
bem definido o significado da sua nomenclatura. Para iniciar o estudo sobre a gestão escolar 
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é preciso observar a necessidade de lançar rapidamente o olhar sobre a escola. Por isso, 
convido-os a olharem com estranheza para a mesma, pois afinal, que lugar é este? Esta 
releitura será relevante para que possamos, no decorrer deste Caderno de Estudos, dialogar 
com mais propriedade sobre o que acontece e/ou deveria acontecer no chão da escola sob o 
olhar atento da gestão escolar. 
 A escola, segundo o Dicionário Aurélio, “[...] tem origem na palavra grega Scholé, 
significando ócio, lugar de descanso de trabalho, folga”. O termo adquiriu esse sentido na 
antiga Grécia, devido seu povo ser amante do pensar e do poder, assim, criou-se a skolé, 
que “designava o templo liberto de ocupações, que podia ser dedicado livremente à amizade 
e à cultura do espírito, como o correspondente latino otium”. (ARÉNILLA et al., 2001, p. 151).
A escola, organizada historicamente pela humanidade, objetivou a socialização do saber 
sistematizado. Desta forma, esta instituição é apresentada como um lugar onde se ministra o 
pensar, onde se ensina as diversas ciências e se multiplica o conhecimento. Conhecimento 
este que a sociedade julga necessário transmitir às novas gerações. 
Neste sentido, a escola foi criada por volta do século XVII, tendo como objetivo reproduzir 
e manter o sistema político vigente na época. No entanto, nenhuma outra forma de organização 
institucional até nos dias atuais foi capaz de substituir a escola. 
Há cerca de 200 anos, a escola deixou de ser privilégio somente para os filhos da elite 
e passou a ser percebida como uma instituição relevante para os filhos de todas as camadas 
sociais. Isto foi possível graças às mudanças políticas desencadeadas pelos movimentos da 
Revolução Francesa e da Democracia Americana. (PENIN, 2001).
A partir desses acontecimentos políticos, a escola e os movimentos pela busca da 
democracia aumentaram. Neste sentido, a escola e a democracia estão mais próximas. 
Podemos dizer que se deu início a uma longa luta para transformar a escola de alguns, para 
muitos. Luta esta que ainda não se encerrou. 
Você já deve estar percebendo que fica difícil falar sobre a escola sem adentrar na 
questão da democracia, autonomia, descentralização e temas afins. Por isso, trataremos desses 
aspectos no transcorrer deste Caderno de Estudos. 
Você verá, no transcorrer desta disciplina, textos e atividades sobre a 
gestão escolar democrática, autônoma, participativa, compartilhada. 
Mas, vamos com calma, passo a passo chegaremos lá!
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Dando continuidade, caro(a) acadêmico(a), desde o momento da institucionalização 
da educação, muitas coisas mudaram. Dentre as mudanças, rompeu-se com a discriminação 
entre as classes sociais, oportunizando uma escola para todos. Enquanto isso, no Brasil, as 
coisas aconteciam de forma diferente, o direito ao acesso escolar ainda era um privilégio dos 
poucos que pertenciam às camadas da elite (filhos das classes altas) e aos homens também 
das classes mais favorecidas, excluindo as mulheres.
UNI
Atualmente, as mulheres ocupam os mais diversos cargos profissionais 
em nossa sociedade brasileira. Os dados do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE) de 1996 mostram que os homens estavam 
em vantagem na média de anos em estudos em relação às mulheres até 
os anos 80. No período de 1990 a 1996, a média dos anos de estudos 
entre os homens e as mulheres teve uma mudança significativa. 
Neste contexto, no Brasil, desde o começo de nossa história foi forte a tradição de 
uma escola para poucos. A educação é um processo amplo, que não se restringe só à escola; 
no entanto, a mesma é um espaço privilegiado de formação humana, ou seja, formação do 
educando e de todos os que por ela passam. 
Após a Proclamação da República (que aconteceu no fim do século XIX), a situação 
das escolas, para uma minoria, começou a mudar no início do século XX. Para que a 
escola possa cumprir seu papel de contribuir com o pleno desenvolvimento das pessoas 
e prepará-las, qualificá-las para exercitarem sua cidadania e trabalho, a Constituição ea 
LDB (Lei de Diretrizes e Bases) estabeleceram prioridades necessárias para este fim. É 
preciso ousar na construção de instituições de ensino, cujas concepções estejam voltadas 
à escola para todos. 
Vale lembrar que a diferença em relação às escolas do passado é que estas atendiam 
poucos alunos. Por sua vez, as escolas públicas de hoje estão repletas, cheias de alunos 
das mais variadas etnias e classes sociais, enquanto as escolas que atendem uma minoria e 
obtêm uma clientela seletiva são as escolas privadas, para as quais as famílias pagam pelos 
estudos dos filhos. 
Assim, ao analisar a trajetória da escola, é importante lembrar que as instituições 
permanecem e vão modificando a passos lentos. Nesta perspectiva, estudar a escola, em sua 
competência, no passado e no presente, é relevante para iniciar a discussão sobre a gestão 
escolar. Por este viés, poderemos compreender o contexto das relações em que se institui a 
escola e se desenvolve a educação. 
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3 A ESCOLA EM TRANSIÇÃO 
A escola está em constante transformação, pois com a crise do paradigma convencional, 
a mesma transita para uma reestruturação capitalista, e adapta-se às mudanças do mundo do 
conhecimento. Estes processos de transformação afetam direta e indiretamente a organização 
escolar em sua conjuntura, principalmente na qualificação profissional dos professores, nos 
sistemas de ensino e na maneira de gerir a educação.
Essas transformações, em nível mundial, advêm de um conjunto de acontecimentos 
que caracterizam novas realidades sociais, econômicas, políticas, culturais e até mesmo 
geográficas. Dentre esses aspectos, os mais visíveis são: 
	avanços tecnológicos;
	globalização; 
	qualificação profissional;
	mudanças nas concepções, funções e papel dos Estados, buscando fortalecimento nas leis 
de mercado;
	avanços no sistema educacional, estando mais voltados à pesquisa, na produção do 
conhecimento;
	aumento da exclusão social etc.
Os aspectos que influenciam mais diretamente a escola e o desenvolvimento do trabalho 
dos docentes são, segundo Libâneo (2004), “as mudanças na economia”. Estes aspectos 
estimulam as pessoas a se prepararem para a competitividade do mercado de trabalho; e os 
que não conseguirão competir são socialmente excluídos. Atualmente, a sociedade vive a 
transição da sociedade industrial para a sociedade da informação. Neste contexto, destaca-
se a produção de bens culturais primando pela informação. Assim, o papel da escola e dos 
professores está em propiciar melhores condições intelectuais, sociais e afetivas para as 
pessoas, alunos, comunidade como um todo. 
Desta forma, as unidades escolares têm a função de preparar os alunos não só para 
o mercado de trabalho, mas ampliar suas capacidades no âmbito reflexivo e crítico, através 
do conhecimento científico e da tecnologia da informação, partindo da realidade e bagagem 
cultural do aluno. 
Além disso, caro(a) acadêmico(a), vivemos um processo de “despolitização da sociedade” 
e, consequentemente, uma diminuição da confiança do povo nas ações públicas dos nossos 
governantes. Agrava-se, com isso, a individualidade e a insensibilidade social. Deste modo, a 
escola é desafiada a preocupar-se em realizar novas formas de fazer política, principalmente 
no âmbito da participação nos processos decisórios que permeiam a sociedade civil. 
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Com este olhar, caro(a) acadêmico(a), você estudará, junto comigo, 
mais adiante, acerca da importância da gestão escolar ativa e 
participativa no contexto social. 
Dentre estes aspectos, também convivemos com a crise dos valores morais e éticos. 
A revitalização e elaboração de novos valores perpassam pelos bancos escolares, atingindo 
ações cotidianas nas relações entre os povos, em suas diversas etnias, grupos sociais e no 
respeito e reconhecimento das diversas identidades culturais e sociais. A escola, portanto, 
tem obrigação em auxiliar na educação das pessoas que por ela passam. Portanto, caro(a) 
acadêmico(a), a nossa missão de educador, docente ou gestor escolar, está vocacionada à 
inserção social e, principalmente, à garantia dos direitos humanos. 
DIC
AS!
Caro(a) acadêmico(a), para aprofundar o conteúdo sugiro a leitura do 
texto: “Uma escola para novos tempos”. Você encontrará este texto, 
escrito por José Carlos Libâneo, no capítulo II, p. 44 - 62 do livro 
“Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática”. Goiânia: Editora 
Alternativa, 2004. O texto aborda questões voltadas ao papel da escola 
mediante a sociedade; a relação com a democracia, a comunidade e a 
cultura, com foco na educação. 
3.1 FUNÇÃO (INSERÇÃO) SOCIAL DA 
 ESCOLA E DA EDUCAÇÃO
A função social da escola, nos meandros da gestão escolar, é um dos assuntos mais 
debatidos atualmente na educação. Vivemos um período de transformação na história da 
humanidade, cabendo à escola a função de contribuir para o desenvolvimento das capacidades 
do sujeito e à construção das condições subjetivas de pensar e criar projetos de sociabilidade. 
Para tanto, a instituição escolar deve encontrar sentidos para agir de forma compartilhada, 
focando a sensibilidade dos sujeitos que compõem a comunidade escolar. 
As funções da escola estão voltadas a oferecer oportunidades educacionais valorizando 
a herança cultural e a (re)construção do saber acumulado pela sociedade, ou seja, pela 
humanidade. 
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Observe o mapa conceitual a seguir, que sintetiza as funções da escola: 
FONTE: Brasil (2004, p. 33)
Quando a sociedade se defronta com mudanças significativas em suas bases sociais e 
tecnológicas, pode-se verificar que novas atribuições são exigidas das escolas. Neste foco, a 
função social da escola é revista, assim como, seus limites e possibilidades são questionados. 
Comecemos por lembrar, segundo Penin (2002, p. 17), “[...] que a escola representa a 
instituição que a humanidade criou para socializar o saber sistematizado”. Assim, a sua função 
social varia, relacionando-se aos mais diferentes momentos da história, às culturas, conforme 
a região e povos que constituem a comunidade escolar. 
Sabe-se, portanto, que cada sociedade cria sua própria forma de educação e 
escolarização, em conformidade com suas características culturais. Neste aspecto, vemos que 
a educação está intrinsecamente ligada ao passado e ao futuro das mais diversas gerações 
que compõem sua comunidade escolar. Desta forma, o conhecimento transmitido pela escola 
expressa significativamente esta mão dupla, caminhando a passos lentos, focando sempre os 
momentos históricos, as mudanças nas relações que os homens estabelecem entre si.
Neste sentido, pode-se afirmar que a função da escola está em realizar o processo 
educativo, visando o conhecimento, de acordo com os anseios dos alunos, sua cultura e da 
realidade de sua comunidade. A construção da cultura e da história de uma instituição precisa 
ser partilhada e depende de todos que dela fazem parte. 
Na escola, como estabelecimento de ensino, espera-se encontrar o cumprimento de 
sua função social na construção efetiva do indivíduo, oportunizando condições educativas 
favoráveis, visão de mundo ampla, com uma perspectiva crítica do futuro. 
Para Wittmann (2004b, p. 16), a “[...] função da escola é garantir educação aos 
estudantes, contribuindo para que se tornem sujeitos, isto é, autores e senhores de suas 
vidas. Isto significa criar oportunidades para que eles decidam, pensem, tornem-se livres e 
responsáveis, autônomos, emancipados”.
INSERÇÃO (FUNÇÃO) SOCIAL DA ESCOLA
Construção das condições para a
intervenção da escola. 
Apropriação e incorporação 
da herança cultural do povo. 
FIGURA 1 – MAPA CONCEITUAL
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A Constituição de 1988 define, em seu Artigo 205, que “a Educação é 
um direito de todos e dever doEstado e da Família”. 
A escola, como mediadora do processo educacional e formadora dos sujeitos de sua 
história e da história do seu entorno, tem a função de incorporar o patrimônio cultural da 
humanidade; (re)construir o saber historicamente acumulado e apropriar-se do saber produzido 
e acumulado pela humanidade. A escola possui ainda duplo papel, ou seja, de formar não 
somente os indivíduos para o mercado de trabalho, mas também uma cultura que, vem por 
sua vez, penetrar, auxiliar e modificar a cultura da sociedade atual. 
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A finalidade social da escola deve ser realçada para o conjunto dos 
agentes que a produzem no nível da sociedade, do sistema de ensino 
e, sobretudo, no âmbito da escola. Essa finalidade implica em uma 
atualização histórico-cultural do educando por meio da apreensão dos 
saberes historicamente produzidos pelo conjunto da sociedade. 
Neste viés, a escola tem contribuição moral e cognitiva, formando pessoas para o 
convívio no contexto social, familiar e escolar no cumprimento de seus direitos e deveres para 
consigo e a sociedade à qual pertencem. 
FIGURA 2 – ESCOLA E COMUNIDADE, SEMPRE ARTICULADAS
FONTE: A autora
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Não se credita à escola somente a responsabilidade pela preservação dos conhecimentos 
historicamente sistematizados, mas também uma ampla participação no processo de educação 
continuada.
Nos dias atuais, a Educação Continuada refere-se à aprendizagem com o objetivo de 
obter as qualificações demandadas pelo mercado de trabalho que se encontra em constante 
mutação. Atende, neste sentido, de maneira ágil as necessidades de mudanças nas habilidades 
profissionais por parte do mercado de trabalho, permitindo assim que a aprendizagem se realize 
em consonância com as limitações de tempos onipresentes.
Atribui-se à escola a responsabilidade de oportunizar um ambiente onde se divide e 
multiplica o processo de construção do conhecimento, buscando transformar esse ambiente 
num espaço especializado para o desenvolvimento das capacidades intelectuais dos sujeitos 
que por ela passam. A escola se desenvolve quando procura valorizar a sensibilidade, 
responsabilidade, respeitabilidade, conviviabialidade através dos aspectos cognitivo, afetivo 
e social dos indivíduos que compõem o universo escolar. 
Independentemente do sistema político vigente, em todas as sociedades é atribuída 
à escola a tarefa de transmitir o conhecimento acumulado para as mais variadas gerações. 
Nessa perspectiva, conforme Dowbor (1998, p. 259), a escola deixará de ser “lecionadora” 
para ser “gestora do conhecimento”. Segundo o autor, “[...] pela primeira vez a educação tem 
a possibilidade de ser determinante sobre o desenvolvimento”. 
Assim, o objetivo da escola consiste em promover o pleno desenvolvimento do ser 
humano, permitindo que ele exerça sua cidadania, bem como promover qualificação para o 
trabalho. 
A escola possui objetivos claros, relacionados ao desenvolvimento do conhecimento, 
atitudes, procedimentos, valores e habilidades dos alunos através dos conteúdos ministrados. 
Deste modo, a tarefa primordial da escola é o ensino e a aprendizagem. Há, assim, segundo 
Libâneo (2004, p. 106), “uma interdependência entre os objetivos e funções da escola e a 
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Educação Continuada é aquela que se realiza ao longo da vida, relaciona-
se com a construção contínua do conhecimento do SER HUMANO. 
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organização e gestão do processo de trabalho na escola, de forma que os meios estejam em 
função dos objetivos”. 
Neste contexto, a escola, em sua diversidade, trabalha para que seus alunos, sua 
comunidade, consigam interagir com outras pessoas respeitando a diversidade cultural da 
sua comunidade escolar. 
A parceria entre escola e comunidade é necessária para o desenvolvimento das 
competências de todos que dela participam. Desta forma, precisa de uma gestão competente 
e autônoma. 
Portanto, a escola está a serviço da comunidade. Neste prisma, é atribuída também à 
mesma a função de contribuir para o amplo desenvolvimento das capacidades do aluno, para 
que consiga desenvolver suas habilidades nas esferas subjetivas do pensar, criar, produzir e 
construir projetos de sociabilidade. 
Neste viés, a escola necessita aprimorar-se para cumprir com seu papel na sociedade. 
Isto se concretiza através das parcerias e trocas de experiências. Partindo deste pressuposto, os 
indivíduos podem ampliar seus conhecimentos e a capacidade de auxiliar para uma educação 
promissora, na qual todos possam colher bons frutos e exercer sua cidadania, fortalecendo 
uma educação justa, mais humana e igualitária. 
As funções da escola são expressas basicamente no que se refere à inserção social, 
da qual ela se apropria, incorpora as heranças culturais dos indivíduos, construindo condições 
para a intervenção e mediação do processo de construção do conhecimento. 
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Veja: A escola tem, portanto, a “missão” de promover, por intermédio 
do fazer docente e dos recursos pedagógicos, a relação dos alunos 
com os saberes que lhes permitam desenvolver habilidades, valores, 
competências sociais, cognitivas e atitudes necessárias para uma vida 
produtiva e cidadã.
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Os fins da educação derivam da estrutura homogênea do ambiente 
social, identificam-se como os interesses comuns do grupo, e se realizam 
igualitariamente em todos os seus membros, de modo espontâneo e 
integral: espontâneo na medida em que não existe nenhuma instituição 
destinada a inculcá-los, integral no sentido de que cada membro da tribo 
incorporava mais ou menos bem tudo o que na referida comunidade 
era possível receber e elaborar. (PONCE, 1994, p. 21).
É pertinente discutir a função social da escola e da educação em seu sentido amplo, ou 
seja, como prática social que acontece nas relações sociais. Estas relações são estabelecidas 
pelos indivíduos entre si nas mais diversas instituições, bem como nos movimentos sociais 
que estas relações se constituem.
Veja, para Gryzybowski (apud FRIGOTTO, 1995, p. 26), “[...] educação é, antes de 
mais nada, desenvolvimento de potencialidades e apropriação de ‘saber social’ (conjunto de 
conhecimentos e habilidades, atitudes e valores que são produzidos pelas classes, em uma 
situação histórica dada de relações para dar conta de seus interesses e necessidades)”. Assim, 
objetiva-se a formação integral do homem, seu desenvolvimento físico, político, social, cultural, 
filosófico, profissional, afetivo, entre outros. 
Com esta percepção você pode notar que a concepção de educação que estamos 
analisando está inserida numa perspectiva crítica, que procura desenvolver o homem na sua 
totalidade, como ser constituído pelo biológico, afetivo, estético, material e lúdico. Com esta 
análise, precisamos ter em mente que os sujeitos, em seus processos educativos, são os 
indivíduos com suas múltiplas habilidades e necessidades, a fim de superar-se, aprimorando-se 
através da educação social e científica.
 
Refletir sobre a função social da escola é idealizar as mudanças que queremos. Este 
é o caminho que podemos trilhar para que possamos juntos criar espaços, mecanismos de 
participação, democracia, compartilhamento, autonomia, descentralização da educação, sendo 
estas ações fundamentais para a construção de um processo de gestão democrática. 
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Estes mecanismos e concepções que permeiam uma gestão escolar, 
como já comuniquei anteriormente, serão aprofundados no decorrer 
deste Caderno de Estudos. 
LEITURA COMPLEMENTAR
POR QUE É IMPORTANTE CONHECER A LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL?
Sônia Teresinha de Sousa Penin
[...] A população reivindica escola para seus filhos porque esse é um dos direitos sociais 
— assim como a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção 
à maternidade e à infânciae a assistência aos desamparados — assegurados a todos os 
brasileiros pela Constituição de 1988 (artigo 6°). 
A reflexão sobre a função social da escola nos remete tanto à Constituição como à 
LDB. E por que isso? Porque os fins da educação brasileira estão definidos nestas duas leis. 
Na Constituição estão expressos os princípios da República Federativa do Brasil; os 
direitos e as garantias fundamentais dos cidadãos; as formas de organização do Estado e 
dos Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário); a ordem econômica, financeira e social. 
Encontram-se também na Constituição as principais determinações gerais sobre educação 
(capítulo III, seção 1, artigos 205 a 214). 
A LDB complementa a Constituição, reiterando os dispositivos constitucionais em seus 
títulos introdutórios (Da Educação, Dos Princípios e Fins da Educação Nacional e Do Direito 
à Educação e do Dever de Educar — artigos 1° a 5º ) definindo as principais orientações para 
a organização da educação nacional e para a educação escolar em seus diferentes níveis. 
[...] é preciso lembrar, entretanto, que as leis expressam apenas uma parte da história 
educacional, retratando seus diferentes momentos. Muitas de nossas leis representam fruto 
de lutas de educadores em seus movimentos coletivos. Traduzem também, e por vezes de 
forma autoritária, como ocorreu com a legislação do período da Ditadura, a disposição dos 
governos de levar adiante um determinado projeto educacional. Devemos conhecê-las, na 
medida em que contêm as disposições gerais sobre a educação, assim como podem indicar 
avanços para a superação dos problemas que afetam a realidade escolar. Mas não podemos 
nos esquecer de que as mudanças em educação resultam de muitos outros aspectos, e não 
apenas da legislação. 
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[...] a Constituição de 1988 estabelece que a educação é um direito de todos e um dever 
do Estado e da família. Sua finalidade é o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo 
para a cidadania e sua qualificação para o trabalho” (Constituição, artigo 205). A LDB retoma 
esse dispositivo, incluindo-o entre os Princípios e Fins da Educação Nacional (LDB, artigo 2º). 
[...] a missão de cada escola, de cada gestor, de cada professor, é promover o pleno 
desenvolvimento do educando, preparando-o para a cidadania e qualificando-o para o trabalho. 
Pleno desenvolvimento significa cuidar não apenas da tarefa de ensinar, mas de 
dar conta de muitas outras dimensões que fazem de cada pessoa um ser humano perfeito, 
completo e feliz. Imagine como a escola poderia ser diferente se, em cada momento de seu 
trabalho, cada membro da equipe escolar estiver concentrado sobre a finalidade fundamental 
de promover o pleno desenvolvimento do educando! 
[...] a nova LDB traz um conjunto de dispositivos próprios sobre as funções da escola. 
Na verdade, é a primeira vez que uma lei de educação define atribuições específicas para os 
estabelecimentos de ensino, no quadro da organização nacional. A Lei nº 9.394/96 estabelece 
incumbências para a União, os estados, os municípios e também para as escolas e os docentes. 
[...] o artigo da LDB que se refere às atribuições da escola [...]
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu 
sistema de ensino, terão a incumbência de: 
I – Elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
II – Administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros; 
III – Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidos; 
IV – Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente; 
V – Prover meios para a recuperação de alunos de menor rendimento; 
VI – Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da 
sociedade com a escola; 
VII – Informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem 
como sobre a execução de sua proposta pedagógica. 
Uma das principais características da LDB é a flexibilidade. Com ela, as escolas têm 
autonomia para prever formas de organização que permitam atender às peculiaridades regionais 
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e locais, às diferentes clientelas e necessidades do processo de aprendizagem (art. 23). Do 
mesmo modo, são previstas formas de progressão parcial (art. 24, III), aceleração de estudos 
para alunos com atraso escolar, aproveitamento de estudos e recuperação (art. 24, inciso V, 
b, d, e). Essas e outras medidas têm por obletivo promover uma cultura de sucesso escolar 
para todas as crianças [...].
FONTE: Penin (2001, p. 33-36)
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RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico abordamos assuntos relacionados à escola, um pouco da sua 
história, significado, sua transição, sua função e inserção na sociedade ao longo dos 
tempos, visando à gestão escolar. Deste modo, vimos que:
	A escola é o lugar onde se ministra o pensar, se ensina, se aprende e se multiplica o saber.
	Os aspectos que influenciam diretamente a escola se caracterizam nas novas realidades 
sociais, econômicas, políticas, culturais e geográficas, bem como a crise dos valores morais 
e étnicos. 
	A função da escola é visar ao conhecimento, promover o pleno desenvolvimento do ser 
humano, sua inserção na sociedade e qualificação para o trabalho. 
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Prezado(a) acadêmico(a), convido você, agora, a realizar esta atividade 
escrevendo um texto focando: que tipo de escola você almeja (agora é o momento de 
sonhar, colocar no papel o modelo de escola em que você gostaria de trabalhar, indique 
a principal função social da escola, professores, gestor, comunidade...), enfim, registre 
seu ideal de educação. A seguir, pense e escreva como você vê a escola no real, no 
concreto. Busque focar a função da escola em sua atualidade e se ela é coerente com 
esta função, ou seja, verifique se a educação desta escola pratica a inserção social. 
Então, vamos escrever?
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A GESTÃO DA EDUCAÇÃO: 
POLÍTICAS E CAMINHOS A TRILHAR 
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 2
UNIDADE 1
Neste tópico, abordaremos sobre o tema “Gestão da Educação”, conceituaremos gestão, 
educação e apresentaremos a finalidade da educação. Daremos ênfase à gestão educacional e 
à gestão escolar, definindo as incumbências de cada esfera governamental no que diz respeito 
à gestão da educação, composição dos sistemas de ensino e a gestão escolar. 
Para melhor compreensão do assunto estudaremos um texto de Maria Beatriz Luce, 
intitulado “Gestão Educacional Versus Gestão Escolar”. Em seguida, dialogaremos sobre a 
gestão escolar e sua classificação. Como já havíamos mencionado no Tópico 1, fica difícil falar 
em gestão sem abordar a gestão democrática, assim, citamos os três princípios básicos desta 
gestão, que são: descentralização, participação e autonomia.
Para melhor entendimento destes princípios, você terá a oportunidade de ler como 
texto complementar as “perspectivas da gestão escolar e implicações quanto à formação de 
seus gestores”. Bons estudos!
2 GESTÃO DA EDUCAÇÃO
Prezado(a) acadêmico(a), a “Gestão da Educação” vem sendo um tema crescente e 
de vital importância no âmbito escolar, independente da rede à qual a escola pertence, sendo 
ela estadual, municipal e/ou particular. A temática é pertinente, pois dá abertura ao novo, ao 
ser democrático, participativo, autônomo, dialógico ... 
Neste sentido, é pertinente iniciar com o seguinte pensamento de Freire (1987, p. 47): 
“Se o diálogo é o encontro dos homens para SER MAIS, não pode fazer-se na desesperança. 
Se os sujeitos no diálogo nada esperam do seu que fazer, já não pode haver diálogo. O seu 
encontro é vazio e estéril. É burocrático e fastidioso”. 
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A gestão vem do verbo latino gerere, que significa fazer, exercer, executar, administrar, 
ou seja, é o ato de gerir projetos. Nesteaspecto, volta-se à postura dialógica para o conceito 
gestão como forma de governo da educação. A gestão é entendida também como uma grande 
evolução do ato de administrar, buscando o trabalho coletivo e abolindo o trabalho individual. 
Paro (1999, p. 23) entende a gestão como “[...] a coordenação do esforço humano coletivo ou 
simplesmente coordenação, utilizando a palavra para indicar o campo de interesse teórico-
prático da administração que diz respeito ao emprego racional do esforço humano coletivo”.
Com este olhar, percebe-se que cada ser humano proponha-se a aprender, estudar, 
pensar, compreender de maneira racional, com ênfase no trabalho coletivo, estudo coletivo. 
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A gestão da educação deve realizar plenamente suas ações de caráter 
mediador. Assim como a dialógica da relação pedagógica, deverá assumir 
postura democrática para atender os direitos da população.
FIGURA 3 – ESPAÇO PARA APRENDER 
FONTE: Disponível em: <http://blogcelianeri.wordpress.com/2012/03/02/mafalda/205-mafalda/>. 
Acesso em: 24 out. 2012.
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Nesse contexto, a educação é a arte de formar, desenvolver o cidadão, bem como a 
criança, em sua totalidade. A finalidade da educação é o pleno desenvolvimento da pessoa, 
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (CF, art. 2005 e 
LDB, art. 2º). A Lei no 9.394/96 atribui um sentido amplo à educação, definindo que esta abrange 
os processos formativos que se desenvolvem na vida da família, na convivência humana, no 
trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da 
sociedade civil e nas manifestações sociais. 
A gestão da educação vem justamente para alertar que uma escola não é composta 
por somente um gestor. Todos os agentes diretos e/ou indiretos são autores/coautores e 
principalmente gestores da educação. Nesse sentido, você é gestor de suas ações, responsável 
e corresponsável pelas ações que acontecem em seu entorno. 
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 Para aprofundar os seus conteúdos apresento como sugestão de 
leitura o livro: LÜCK, Heloisa. Gestão educacional: uma questão 
paradigmática. Petrópolis: Vozes, 2006. Volume I – Série Cadernos 
de Gestão. 
Ótima leitura!
2.1 GESTÃO EDUCACIONAL E GESTÃO 
 ESCOLAR – INCUMBÊNCIAS
Estimado(a) acadêmico(a), a gestão da educação como um todo se expressa por meio 
da organização dos sistemas de ensino. Esta organização perpassa pelo sistema de ensino 
em três esferas, que são: federal, estadual e municipal. Desta forma, apresento a você as 
incumbências da União, dos estados e dos municípios. Observe a síntese no diagrama a seguir:
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FONTE: Brasil (1996, art. 9º, 10 e 11)
FIGURA 4 – GESTÃO EDUCACIONAL – INCUMBÊNCIAS
Da mesma forma, apresento a composição dos sistemas de ensino de responsabilidade 
de cada esfera governamental. Vale saber:
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FONTE: Brasil (1996, arts. 9º, 10 e 11)
A LDB de 1996 dá uma atenção especial à gestão escolar, configurando com um novo 
olhar sobre a política educacional. Desta forma, são atribuídas 7 principais incumbências 
à gestão escolar, ou seja, à escola. Incumbências essas, não de alguns, mas de todos os 
envolvidos no contexto escolar. Visualize-as no diagrama a seguir: 
FONTE: Brasil (1996, arts. 9º, 10 e 11)
FIGURA 5 – COMPOSIÇÃO DOS SISTEMAS DE ENSINO – INCUMBÊNCIAS
FIGURA 6 – INCUMBÊNCIAS DA GESTÃO ESCOLAR
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Vale lembrar, caro(a) acadêmico(a), que as políticas educacionais 
preestabelecem ações, mas não dizem o que se consegue, pois essa 
realização acontece no cotidiano escolar. 
2.1.1 Gestão educacional versus gestão escolar
A gestão educacional refere-se a um amplo espectro de iniciativas desenvolvidas 
pela União, estados, Distrito Federal e municípios, seja em termos de responsabilidades 
compartilhadas na oferta de ensino ou de outras ações que desenvolvem no âmbito específico 
de sua atuação. A gestão escolar, por sua vez, como a própria expressão sugere, situa-se 
no âmbito da escola e diz respeito a tarefas que estão sob sua esfera de abrangência. 
Nesse sentido, pode-se dizer que a política educacional está para a gestão educacional 
como a proposta pedagógica está para a gestão escolar. Assim, é lícito afirmar que a gestão 
educacional situa-se na esfera macro , ao passo que a gestão escolar localiza-se na esfera 
micro. Ambas se articulam mutuamente, dado que a primeira justifica-se a partir da segunda. 
Noutras palavras, a razão de existir da gestão educacional é a escola e o trabalho que nela 
se realiza. A gestão escolar, por sua vez, orienta-se para assegurar aquilo que é próprio de 
sua finalidade — promover o ensino e a aprendizagem, viabilizando a educação como um 
direito de todos, conforme determinam nossa Constituição e a Lei de Diretrizes e Bases. 
No âmbito do sistema educacional há um significativo conjunto de atividades próprias 
da gestão educacional, a exemplo de orientações e definições gerais que dão substância 
às políticas educativas, assim como o planejamento, o acompanhamento e a avaliação. 
Outras se inscrevem no campo da gestão escolar, de modo específico aquelas que envolvem 
a tarefa cotidiana de ensinar e aprender. Nesta esfera da gestão situam-se professores, 
alunos e outros membros da comunidade escolar - funcionários que trabalham na escola, 
docentes que ocupam cargos diretivos, famílias e integrantes da área de abrangência 
geográfica onde se localiza a escola. Muitos dos que atuam na esfera da gestão educacional 
são também educadores e fazem parte de organizações como secretarias de educação, 
órgãos normativos do sistema ou outras instituições integrantes do sistema educacional, 
nas diversas esferas do Poder Público. 
 
Por vezes existem problemas de comunicação acerca das responsabilidades de 
cada parte entre os integrantes da gestão educacional e os da gestão escolar. É verdade 
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que muito pode, precisa e deve ser feito no sentido de aproximar essas duas esferas da 
gestão, mesmo porque sua finalidade última tem um norte comum — promover a educação 
de qualidade para todos, conforme definem a Constituição e a LDB. 
FONTE: LUCE, Maria Beatriz. Gestão escolar democrática: concepções e vivências. Porto 
Alegre: UFRGS, 2006. p. 35-36. 
FIGURA 7 – ATIVIDADES PRÓPRIAS DA GESTÃO EDUCACIONAL E GESTÃO 
ESCOLAR
FONTE: A autora
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2.2.1 Gestão
Gestão é saber que permite lidar com o teórico, com o científico e com o racional. 
Segundo Lück (2006, p. 1), “[...] o conceito de gestão está associado ao fortalecimento da 
democratização do processo pedagógico, à participação responsável de todos nas decisões 
necessárias e na sua efetivação mediante um compromisso coletivo com resultados educacionais 
cada vez mais efetivos e significativos”. 
Neste sentido, a gestão está ligada ao fortalecimento da democratização da escola, em 
seu aspecto pedagógico, obtendo a participação de todos nas decisões das ações a serem 
realizadas. 
Por isso, pode-se considerar que a gestão é a instância de organização e funcionamento 
da escola, ela acompanha a execução de um plano ou projeto. Ou seja, a gestão constitui-se 
no aspecto da administração, junto com a política, planejamento e avaliação da instituição. 
2.2.2 Olhares da gestão escolar
A gestão da escola vem passando por desafios e mudanças oriundos das crescentes 
exigências sociais por uma educação básica de qualidade, do avanço do conhecimento sobre 
a aprendizagem, de novas políticas educacionais e do avanço do conhecimento sobre a gestão 
escolar. 
Para nossa melhor compreensão, é importante considerar que a gestão escolar tem 
por finalidade superar os desafios oriundos da administração escolar, buscando olhares 
significativos à gestão pedagógica, gestão dos recursos humanos e administrativosno âmbito 
da educação escolar.
2.2 A GESTÃO ESCOLAR
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FONTE: A autora
Portanto, estas três classificações apresentadas - a gestão pedagógica, gestão dos 
recursos humanos e a gestão administrativa - caminham juntas, integradas, com o objetivo 
de garantir o processo educativo das unidades escolares. Sendo o gestor escolar (diretor da 
escola) o agente responsável direto por todas as áreas.
2.2.3 Gestão escolar democrática e seus princípios
A gestão escolar democrática surge para fixar novas ideias e estabelecer, na instituição, 
uma orientação transformadora, a partir da dinamização da rede de relações que ocorrem no 
contexto interno e externo da escola. 
Por gestão democrática entende-se que é uma forma de melhoria na e da convivência 
humana, que se constrói na cultura do povo e sua história. Num convívio pela busca do exercício 
coletivo e participativo de uma comunidade junto ao poder público, fortalece a democracia; 
ou seja, os agentes de uma comunidade são coautores das ações de uma sociedade da qual 
fazem parte. Bordenave (1994, p. 8) afirma que “Democracia é um estado de participação”. 
O caráter democrático de uma gestão não pode estar descompromissado da emancipação 
humana. Trata-se de fortalecer os procedimentos de participação das comunidades escolares no 
governo da escola, a busca da descentralização do poder e tomada de decisão. Nesse contexto, 
a gestão democrática tem por objetivo envolver-se na construção de projetos, propostas 
pedagógicas, projeto político-pedagógico, entre outros. Com este olhar, caro(a) acadêmico(a), 
o processo de gestão escolar deve ser democrático e vai além da gestão administrativa. 
FIGURA 8 – GESTÃO ESCOLAR: SEUS OLHARES
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Este processo da gestão escolar, como já mencionado no item anterior, no seu bojo 
democrático, estimula a participação de diversas pessoas que articulam comumente dos 
aspectos financeiros, pedagógicos e administrativos. 
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A democracia é o processo de participação, aprendizagem contínua da 
capacidade crítica e da autonomia. A democracia supõe a convivência, 
o diálogo entre agentes que pensam diferentes, mas almejam questões 
distintas. 
A Constituição brasileira estabeleceu como princípio básico a gestão democrática do 
ensino público e outros seis princípios. Assim, a Constituição relaciona sete princípios no artigo 
206. Observe o diagrama a seguir: 
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FONTE: Adaptado de: Brasil (2004, art. 206)
PRINCÍPIOS DA GESTÃO 
DEMOCRÁTICA
I - IGUALDADE
Igualdade de condições para o acesso e 
permanência na escola.
II - LIBERDADE
Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e 
divulgar o pensamento, a arte e o saber.
Pluralismo de ideias e de concepções 
pedagógicas, e coexistência de instituições 
públicas e privadas de ensino.
III - PLURALISMO
IV - GRATUIDADE
Gratuidade do ensino público em 
estabelecimentos oficiais.
V - VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS
Valorização dos profissionais de ensino, 
garantindo, na forma da lei, planos de 
carreira para o magistério público, com 
piso salarial profissional e ingresso, 
exclusivamente, por concurso público de 
provas e títulos, assegurado regime jurídico 
único para todas as instituições mantidas 
pela União.
VI - GESTÃO DEMOCRÁTICA DO ENSINO PÚBLICO
Gestão democrática do ensino público, na 
forma da lei.
VII – GARANTIA 
Garantia de padrão de qualidade.
FIGURA 9 – PRINCÍPIOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA
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LEITURA COMPLEMENTAR
PERSPECTIVAS DA GESTÃO ESCOLAR E IMPLICAÇÕES QUANTO À 
FORMAÇÃO DE SEUS GESTORES
Heloisa Lück
[...] São objeto deste artigo a mudança de concepção de escola e implicações quanto à 
gestão, as limitações do modelo estático de escola e de sua direção; a transição de um modelo 
estático para um paradigma dinâmico; a descentralização, a democratização da gestão escolar 
e a construção da autonomia da escola, [...].
Mudança de concepção de escola e implicações quanto à sua gestão 
Já é lugar comum a afirmação de que vivemos uma época de mudança. Porém, a 
mudança mais significativa que se pode registrar é a do modo como vemos a realidade e 
de como dela participamos, estabelecendo sua construção. No geral, em toda a sociedade, 
observa-se o desenvolvimento da consciência de que o autoritarismo, a centralização, a 
fragmentação, o conservadorismo e a ótica do dividir para conquistar, do perde-ganha, estão 
ultrapassados, por conduzirem ao desperdício, ao imobilismo, ao ativismo inconsequente, à 
desresponsabilização por atos e seus resultados e, em última instância, à estagnação social 
e ao fracasso de suas instituições. 
 
Essa mudança de paradigma é marcada por uma forte tendência à adoção de concepções 
e práticas interativas, participativas e democráticas, caracterizadas por movimentos dinâmicos 
e globais, com os quais, para determinar as características de produtos e serviços, interagem 
dirigentes, funcionários e ‘clientes” ou “usuários”, estabelecendo alianças, redes e parcerias, 
na busca de soluções de problemas e alargamento de horizontes. 
Em meio a essa mudança, não apenas a escola desenvolve essa consciência, como 
a própria sociedade cobra que o faça. Assim é que a escola se encontra, hoje, no centro de 
atenções da sociedade. Isto porque se reconhece que a educação, na sociedade globalizada e 
economia centrada no conhecimento, constitui grande valor estratégico para o desenvolvimento 
de qualquer sociedade, assim como condição importante para a qualidade de vida das pessoas. 
Embora esse enfoque não seja plenamente adotado e, quando levado em consideração, seja 
orientado, ainda, por um velho e já enfraquecido paradigma orientador da cobrança, em vez 
de participação, ele tem grande impacto sobre o que acontece na escola, que é hoje, mais 
do que nunca, bombardeada por demandas sociais das mais diversas ordens. Observa-se, 
também, o interesse de grupos e organizações, no sentido de colaborarem com a escola, 
constituindo-se essa área um campo fértil para a realização de parcerias em prol da educação, 
O princípio de gestão democrática do ensino público foi regulamentado pela Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.3945/96). 
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para o desenvolvimento da sociedade e, por conseguinte, um grande desafio para os gestores 
escolares, por exigirem deles novas atenções, conhecimentos e habilidades.
[...] São demandadas mudanças urgentes na escola, a fim de que garanta formação 
competente de seus alunos, de modo que sejam capazes de enfrentar criativamente, com 
empreendedorismo e espírito crítico, os problemas cada vez mais complexos da sociedade. 
[...]. A educação, no contexto escolar, se complexifica e exige esforços redobrados e maior 
organização do trabalho educacional, assim como participação da comunidade na realização 
desse empreendimento, a fim de que possa ser efetiva, já que não basta ao estabelecimento 
de ensino apenas preparar o aluno para níveis mais elevados de escolaridade, uma vez que 
o que ele precisa é de aprender para compreender a vida, a si mesmo e a sociedade, como 
condições para ações competentes na prática da cidadania. E o ambiente escolar como um 
todo deve oferecer-lhe esta experiência.
Educação, portanto, dada sua complexidade e crescente ampliação, já não é vista como 
responsabilidade exclusiva da escola. A própria sociedade, embora muitas vezes não tenha 
bem claro de que tipo de educação seus jovens necessitam, já não está mais indiferente ao 
que ocorre nos estabelecimentos de ensino. Não apenas exige que a escola seja competente 
e demonstre ao público essa competência, com bons resultados de aprendizagem pelos seus 
alunos e bom uso de seus recursos, como também começa a se dispor a contribuir para a 
realização desse processo, assim como a decidir sobre os mesmos. São inúmeros os exemplosde parcerias já existentes no contexto nacional entre organizações não governamentais e 
empresas, com a escola, assim como o bom funcionamento de associações de pais e mestres. 
Todo esse movimento, alterando o sentido e concepção de educação, de escola e da 
relação escola/sociedade, tem envolvido um esforço especial de gestão, isto é, de organização 
da escola, assim como de articulação de seu talento, competência e energia humana, de 
recursos e processos, com vistas à promoção de experiências de formação de seus alunos, 
capazes de transformá-los em cidadãos participativos da sociedade. [...].
A descentralização, a democratização da gestão escolar e a construção da sua 
autonomia da escola
Muito embora as concepções de descentralização, democratização da gestão escolar 
e autonomia da escola sejam parte de um mesmo corolário, encontramos certos sistemas 
que buscam o desenvolvimento da democratização da gestão escolar, sem pensar na 
autonomia do estabelecimento de ensino e sem descentralizar poder para a mesma. Ou que 
pensam em construir sua autonomia, sem agir no sentido de criar mecanismos sólidos de sua 
democratização, em vista do que, paradoxalmente, se pode criar a autonomia do autoritarismo 
local. Por outro lado, ainda, observa-se o esforço de alguns sistemas de ensino, no sentido de 
desenvolver nas escolas os conceitos de democratização e autonomia, de modo centralizado, 
o que implica uma contradição paradigmática muito comum, que faz com que os esforços se 
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anulem. Isso porque é comum a prática de se incentivar a promoção de mudanças de cima 
para baixo, na hierarquia funcional, de modo que a mudança pretendida é proposta para a 
escola, não sendo absorvida e praticada por quem a propõe. Em vista disso, sendo implantada 
linearmente e contrariamente ao seu espírito e propósitos estabelecidos (LüCk, 1985). [...]
O processo de descentralização 
[...] É preciso reconhecer que a descentralização tem sido praticada tendo como 
pano de fundo não apenas essa perspectiva de democratização da sociedade, mas também 
a de promover melhor gestão de processos e recursos e, ainda, como condição de aliviar 
os organismos centrais que se tornam sobrecarregados com o crescimento exponencial do 
sistema educativo e a complexidade das situações geradas, que inviabilizam o controle central 
(BARROSO, 1997). 
[...] A descentralização da educação é, por certo, um processo extremamente complexo 
e, quando se considera o caso do Brasil, a questão se complexifica ainda mais, por tratar-se 
de um País continente, com diversidades regionais muito grandes, com distâncias imensas 
que caracterizam, também, grande dificuldade de comunicação, apesar de vivermos na era da 
comunicação mundial em tempo real. Em vista disso, só se pode pensá-la em termos graduais 
e processuais, mediante conquistas sucessivas. Cabe aqui aplicar os princípios da participação 
propostos por Pedro Demo (1988), no sentido de que participação é conquista.
[...] É em decorrência de tal situação que, em muitos casos, pratica-se muito mais 
a desconcentração do que propriamente a descentralização, isto é, realiza-se a delegação 
regulamentada da autoridade, tutelada ainda pelo poder central, mediante o estabelecimento de 
diretrizes e normas centrais, controle na prestação de contas e a subordinação administrativa 
das unidades escolares aos poderes centrais, em vez de delegação de poderes de autogestão 
[...]. Segundo Florestal e Cooper (1997, p. 32), “desconcentração é ato de conferir autoridade 
a um agente situado em um nível inferior na mesma hierarquia e localizado mais próximo dos 
usuários do serviço, com o entendimento de que esses agentes mantêm-se sob o controle 
hierárquico do governo central”.
A autonomia da escola
 
Em associação à descentralização, a autonomia da escola é dos conceitos mais 
mencionados nos programas de gestão promovidos pelos sistemas estaduais de ensino, como 
também em programas do Ministério de Educação, uma vez que neles está presente, como 
condição para realizar o princípio constitucional de democratização da gestão escolar. Isto 
porque a autonomia de gestão da escola, a existência de recursos sob controle local, junto 
com a liderança pelo diretor e participação da comunidade, são considerados os quatro pilares 
sobre os quais se assenta a eficácia escolar.
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O conceito de autonomia da escola está relacionado com tendências mundiais de 
globalização e mudança de paradigma que têm repercussões significativas nas concepções de 
gestão educacional e nas ações dela decorrentes. Descentralização do poder, democratização 
do ensino, instituição de parcerias, flexibilização de experiências, mobilização social pela 
educação, sistema de cooperativas, interdisciplinaridade na solução de problemas são alguns 
dos conceitos relacionados com essa mudança. Entende-se, nesse conjunto de concepções, 
como fundamental, a mobilização de massa crítica para se promover a transformação e 
sedimentação de novos referenciais de gestão educacional para que a escola e os sistemas 
educacionais atendam às novas necessidades de formação social a que a escola deve 
responder, conforme anteriormente apontado.
A autonomia é uma necessidade, quando a sociedade pressiona as instituições para que 
realizem mudanças urgentes e consistentes, para que respondam com eficácia e rapidamente 
às necessidades locais e da sociedade globalizada, em vista do que, aqueles responsáveis 
pelas ações devem tomar decisões rápidas, de modo que as mudanças ocorram no momento 
certo, a fim de não se perder o momentum de transformação e da realização de objetivos. 
E esse momentum é sobretudo dependente de comprometimento coletivo. [...] O verbete 
autonomia, conforme propõe o Dicionário Básico da Língua Portuguesa (FERREIRA, 1995), é 
a capacidade de resolver seus próprios problemas”. [...]
FONTE: LÜCK, Heloisa. Perspectiva da gestão escolar e implantações quanto à formação de seus 
gestores. Em Aberto: revista do INEP, Brasília, v. 17, jun. 2000.
Estimado(a) acadêmico(a), neste caderno estudaremos mais sobre a 
gestão democrática, como: descentralização, participação, autonomia 
da escola. Estes também são princípios que norteiam a gestão escolar 
voltada ao trabalho dos conselhos escolares, PPP, entre outros.
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RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico você viu que a gestão da educação está comprometida com a 
emancipação humana e incorpora ao seu papel a mediação do conhecimento. A gestão 
da educação não é gerida somente pelo gestor da unidade escolar, mas sim por todos 
os agentes diretos ou indiretos que compõem a escola. 
Estudamos também sobre:
	Incumbências da gestão educacional e da gestão escolar.
	Classificação da gestão escolar.
	Princípios da gestão democrática.
	Por fim, você pôde constatar que, na gestão da educação, o caráter democrático de uma 
instituição não pode estar descompromissado com a emancipação do ser humano. 
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A gestão democrática constitui um meio necessário para se atingir objetivos 
propostos pelos segmentos da escola em sua coletividade. Pense e assinale os 
objetivos que você considera relevantes para a realidade de sua escola e/ou para a 
escola em que você irá trabalhar: 
( ) Organizar atividades multicurriculares de acordo com a proposta do currículo de 
sua escola.
 
( ) Envolver a comunidade escolar nas ações, decisões, oportunizando maior 
qualidade na educação.
( ) Melhorar o desempenho no processo de construção do conhecimento dos alunos. 
Agora, tente argumentar, em um parágrafo, de acordo com os objetivos 
assinalados, se sua escola pratica a gestão democrática e se, para você, esta prática 
é importante. Por quê?
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O GESTOR ESCOLAR NOS 
TEMPOS ATUAISE SUA FORMAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 3
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Os gestores escolares são agentes do processo educativo escolar, com a função básica 
de coordenação sociopolítica da escola. Com este olhar desenvolveremos, neste tópico, a 
função e o processo de gerir uma unidade escolar. Desta forma, é necessário que o gestor saiba 
conduzir sua equipe de trabalho para que esta participe das ações da escola como coautores 
da gestão escolar. Assim, apresentaremos textos referentes à função do gestor escolar, sua 
competência, a gestão de pessoas e o planejamento escolar. 
Enfatizaremos também a importância da formação continuada do gestor escolar e a arte 
de gerir, afinal, a escola funciona como uma colmeia, com a diferença de que seu funcionamento 
não é natural, mas, sim, historicamente construído. Neste parâmetro, a escola é uma realidade 
cultural, com normas e costumes elaborados num contexto histórico. 
2 GESTOR ESCOLAR
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2.1 A FUNÇÃO DO GESTOR ESCOLAR 
 E SUA IMPORTÂNCIA
Caro(a) acadêmico(a), é momento de olhar o ambiente escolar e conversar um pouco 
sobre a função do gestor escolar. 
 
É o gestor escolar o responsável pela administração e política realizadas dentro de 
uma instituição de ensino. Este profissional precisa estar bem preparado profissionalmente, 
consciente de sua fundamental importância no processo político-pedagógico da escola, na 
qual se encontre à frente. 
A função deste profissional, há alguns anos, era limitada à resolução dos problemas 
administrativos, principalmente quando emanados da administração pública. Sua administração 
era somente direcionada à responsabilidade pela escrituração e registro escolar, assinatura 
de “livro ponto” dos professores e conservação do patrimônio da escola, tendo tudo registrado 
em livro ata. 
Atualmente, sua função vai além disto, direciona-se para a articulação das diversas 
variáveis que se apresentam na escola, como as relações entre professores, alunos e 
funcionários. Através do seu papel, procura garantir o bem-estar da comunidade escolar. 
FIGURA 10 – GESTOR ESCOLAR
FONTE: Adaptado de: <http://professoredinfantil.blogspot.com.br>. Acesso em: 24 out. 
2012.
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Muitos autores brasileiros, dentre eles Vitor Paro e Myrtes Alonso, desenvolveram 
trabalhos sobre Administração Escolar, partindo do pressuposto de que, na escola, devem ser 
aplicados os mesmos princípios administrativos adotados em empresas capitalistas. Sendo 
seus métodos e técnicas possíveis de serem adaptados a qualquer tipo de organização, 
inclusive escolar. 
Nesta perspectiva, administrar é um processo complexo de gerir negócios com 
características próprias. Por outro lado, o administrador escolar é muito mais do que um mero 
administrador, é um agente articulador, que assume, perante a comunidade, o compromisso de 
oferecer um serviço de qualidade, com habilidade para lidar tanto com o administrativo-político 
quanto com o pedagógico. E, neste ponto, deve-se atentar para que um não se sobreponha 
ao outro. 
Paro (2000) descreve como essencial a participação do gestor escolar no processo 
político-pedagógico da escola, pois sua atuação pode ter implicações sobre a transformação 
social, dentro e fora da escola.
Nessa perspectiva, a escola é capaz de contribuir com sua parcela significativa para 
as mudanças sociais, ou seja, em nível econômico, político e do grupo que detém os meios 
de produção sobre o restante da sociedade. Seria impossível o desenvolvimento da atividade 
administrativa voltada para a transformação social, na escola, se esta fosse, a priori, incapaz 
de contribuir para tal transformação. É importante que se determine como imprescindível a 
participação da escola na formação total do aluno como cidadão, consciente de seus direitos 
e deveres, e também de sua importância na transformação político-social do seu país. 
Neste sentido, para que as transformações na qualidade de ensino ocorram, é necessário 
que o gestor motive para a participação da comunidade escolar. Para isso, o gestor deve 
estar em contato permanente, fazendo com que cada profissional, aluno e pai, sintam que a 
escola lhes pertence. O gestor deve ser a referência da instituição, dando apoio e incentivando 
os professores, valorizando o seu desempenho, e extraindo o máximo de sua equipe de 
profissionais. Por isso, o gestor, no processo educativo, agrega a função de coordenar a ação 
pedagógica da escola.
É necessário que o gestor escolar saiba envolver sua equipe na realização de projetos 
que resolvam a situação, de forma que esta transformação faça com que os profissionais 
compreendam melhor a realidade educacional em que atuam. Ao se resolver tais problemas, a 
comunidade escolar adquire consciência de seu poder de mudar a realidade, com os recursos 
disponíveis. 
Como já foi afirmado, a função do gestor escolar vai além do simples ato de administrar. 
Ele assume uma série de funções, tanto de natureza administrativa quanto pedagógica, 
desempenhando as funções de organização, administração e supervisão. 
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Assista ao Programa TV Escola “A função do gestor”, em vídeo, realizado 
no dia 04/01/2006, na área do Ensino Médio. (Verifique se sua escola, 
ou a escola do seu bairro, tem esse material).
Nesta abordagem, a direção deve participar de todos os assuntos escolares, 
descentralizando o poder e dividindo as tarefas com os diferentes tempos e espaços da escola. 
Dessa maneira, permite um equilíbrio entre os aspectos materiais e pedagógicos da escola. 
Para Hora (2005, p. 18), a “[...] principal função é realizar, por intermédio da administração, 
uma liderança política, cultural e pedagógica, a fim de garantir atendimento das necessidades 
educacionais de sua clientela, cuidando da elevação do nível cultural das massas”. 
Neste olhar, a principal missão do gestor está em oportunizar o desenvolvimento 
do potencial humano, suas habilidades, capacidades, conhecimentos, com autodisciplina 
decorrente de uma gestão autônoma e responsável.
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Gestor é aquele que não apenas administra, mas coordena e articula 
a participação dos envolvidos no processo pedagógico, almejando a 
equidade e inclusão dos atores escolares.
O objetivo da educação está na formação de cidadãos capazes de elaborar uma visão 
crítica sobre a realidade social, cultural e econômica. Nesta visão, não cabe ao gestor uma 
autoridade burocrática, encerrada em ordens manejadas pelo sistema. Cabe-lhe, sim, levar 
em conta a realidade de sua comunidade e assumir uma práxis educacional socialmente 
comprometida.
2.2 AÇÕES PRÁTICAS DE UM GESTOR ESCOLAR
O gestor escolar, além das habilidades técnicas, deve ter sensibilidade às questões e 
necessidades humanas. Desta forma, conseguirá multiplicar a participação de todos no processo 
de gerir a escola. Vejamos, a seguir, algumas das necessidades humanas: 
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NECESSIDADES
(emoções)
Ser notado
(Visto)
Ser aceito
(Sem preconceito)
Ser independente
(Opinar, decidir)
Ser amado
(Cultivado)
AÇÃO DO LÍDER/GESTOR EM RELAÇÃO AO COLABORADOR 
(Ser Humano como um todo)
Ir até o local de trabalho (sala de aula, onde o colaborador se 
encontra), conversar sobre sua função e agradecer-lhe pelo empenho.
Demonstrar a importância que tem a sua presença . Sempre que 
possível, chamá-lo para conversar ou tomar um cafezinho.
Dar espaço para que o colaborador tome decisões, mesmo que erre 
algumas vezes. O importante é dar-lhe oportunidade de vez e voz.
Perguntar sobre sua família, sua saúde, um cumprimento, um sorriso, 
um toque no ombro. Mostre que ele é querido em seu local de trabalho 
e fora dele.
FONTE: Adaptado pela autora
Desta forma, o tato do gestor para estas questões poderá interferir sobre o desempenho 
de seu pessoal. Na visão de Lück (2006), é imprescindível o processo de consultoria como 
via para a atuação do gestor e demais profissionaisda escola, pois é através dela que haverá 
um consenso das ideias, opiniões e informações sobre determinada problemática. Para tal, o 
gestor deverá estar aberto às novas ideias, opiniões e propostas de resolução dos problemas 
referentes à escola.
QUADRO 1 – NECESSIDADES HUMANAS E A GESTÃO ESCOLAR
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Caro(a) acadêmico(a): “Uma instituição não tem cara e não tem alma. 
Tem história, mas não tem histórias. Cara e histórias têm as pessoas 
que trabalham na instituição: que são também os que lhes fornecem a 
alma”. (Luis Fernando Veríssimo)
Na sequência, atente para os aspectos preponderantes da ação do gestor, voltando 
seu olhar para as práticas escolares que você já vivenciou, vivencia ou pensa vivenciar. Esta 
é uma questão fundamental para nós, pois é necessário identificar as competências exigidas 
para a gestão escolar, com vistas a desenvolver as habilidades para tal fim.
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O gestor escolar assume uma condição muito próxima a um líder, pois congrega objetivos 
e ações plurais de um grupo – o corpo da escola manifestados pelos conflitos e consensos 
da rede de relações entre estudantes, educadores, pessoal de apoio, pais e comunidade do 
seu entorno. Equivale dizer que há uma relação dialógica a ser cultivada, construída e vivida 
de forma histórica entre os agentes da gestão a ser empreendida pela escola com caminhos 
previstos no projeto pedagógico escolar.
Segundo o Manual da Escola de Gestores (MEC, 2007), o gestor escolar efetiva um 
verdadeiro exercício de liderança, na medida em que medeia, integra e catalisa os aspectos 
encontrados na administração geral da escola e a articulação com os sistemas de ensino, bem 
como na administração pedagógica e no acompanhamento da proposta educacional. 
Consideramos que, para a construção de uma identidade própria, é indispensável ao 
gestor:
	desenvolver instrumentos que qualifiquem os processos e procedimentos da gestão escolar;
	identificar e compreender a função social de sua escola na comunidade em que está inserida;
	propor e coordenar a participação na elaboração do projeto pedagógico;
	envolver no processo a avaliação institucional e de aprendizagem;
	propiciar a estimulação e elaboração de projetos com a comunidade;
	considerar na gestão da escola aspectos que tornem a aprendizagem dos alunos mais 
significativa;
	estimular a criação de mecanismos de gestão colegiada;
	motivar as competências pessoais de professores e funcionários para a efetivação da 
qualidade de ensino;
	motivar e coordenar ações de valorização profissional;
	desenvolver e acompanhar a gestão financeira.
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Convido você a refletir sobre essas capacidades que foram listadas no 
texto anterior, descrevendo ações reais para cada item. Lembre-se de 
atuar como possível gestor.
2.3 COMPETÊNCIAS DE UM GESTOR ESCOLAR
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A competência é entendida como uma potência geradora capaz de 
originar atitudes, valores e decisões em função de determinada resolução. 
Conforme Perrenoud (2000, p. 31), “A competência situa-se além dos 
conhecimentos. Não se forma com a assimilação de conhecimentos 
suplementares, gerais ou locais, mas sim com construção de um conjunto 
de disposições e esquemas que permitem mobilizar os conhecimentos 
na situação, no momento certo e com discernimento”. 
Para você, o que é competência? Em se tratando do gestor, evidenciamos não uma 
competência, mas competências que estão localizadas na pessoa, até mesmo de forma não 
consciente, e em sua formação específica. Não se estabelecem pelos critérios de habilidades 
e produtividade. Definimos, então, competência como um princípio ativo da formação humana, 
que é cognitivo, afetivo e social. Isso significa que competência está ligada ao pensamento, à 
convivência e à emoção? Esperamos que você também afirme que sim, pois as competências 
constituem as condições objetivas e subjetivas para que sejamos sujeitos de nossa própria 
história. 
Resgatamos, neste momento, dois conceitos referenciados por Wittmann (2004): a 
gestão de competências humanas e a gestão de pessoas.
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2.3.1 Gestão de competências
Gestão de competências humanas se refere ao processo de formação das pessoas como 
sujeitos históricos e sociais que pensam, simbolizam e (re)constroem conhecimentos. Sujeitos 
que produzem sentidos às suas existências. Na escola, esta gestão se faz presente em todo 
o cotidiano escolar, na medida em que ela não assume mais o papel de mera socialização do 
conhecimento, mas de formadora da história do princípio ativo da prática humana que ocorre 
desde a elaboração do projeto político-pedagógico da escola até a participação da família na 
escola, por exemplo.
Ao lado dessa gestão, encontramos os esforços e ações coletivas dos atores-sujeitos 
envolvidos no fazer pedagógico. Ao gestor escolar, para cumprir sua função com propriedade, 
são indispensáveis três competências específicas:
Liderança política
Compromisso
com a sociedade
Ações
	Coordenar processos coletivos de gestão; adquirir competência 
cognitiva e atitudinal para exercer com afinco a gestão do trabalho 
pedagógico. 
	O gestor deve ter legitimidade na sua função na liderança da 
comunidade escolar e local;
	saber dialogar, expressar-se perante sua equipe de trabalho e 
comunidade num todo;
	ser gestor político, saber agir com a razão e não somente com a 
emoção.
	Ter eficácia ao coordenar a prática educativa escolar, pois o gestor 
é a referência da administração da unidade escolar;
	elaborar e executar propostas educativas para a escola, sabendo 
articular com a gestão democrática, cumprindo com as concepções 
de educação do Projeto Político-Pedagógico;
	gerir com competência para uma educação de qualidade e para 
todos. 
FONTE: Adaptado de: Wittmann (2004)
QUADRO 2 – COMPETÊNCIAS E AÇÕES DO GESTOR ESCOLAR
Competências
Técnica
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2.3.2 Gestão de pessoas
A gestão de pessoas articula os indivíduos envolvidos de forma direta e indireta, 
intrínseca e extrínseca, com a finalidade educacional de determinada escola. Cabe à gestão 
de pessoas a coordenação e sistematização que os permitam desempenhar as suas ações 
de modo colaborativo, responsável e solidário.
Lembre-se de que a competência envolve, antes de qualquer pressuposto, 
o princípio ativo do homem que é cognitivo, afetivo e social.
É importante que você tenha percebido que as competências humanas determinam o 
sentido da prática educativa, bem como a gestão de pessoas determina as práticas pedagógicas 
no ambiente escolar. Este é o cerne, também, das competências do gestor escolar.
É o gestor que estabelece, juntamente com sua equipe escolar, as finalidades da 
ação educativa de determinada escola, porque articula as deliberações e encaminhamentos 
necessários para que essa ação ocorra. Estabelece e procura preservar uma rede de relações 
administrativas, pedagógicas, sociais e afetivas, capazes de impulsionar uma gestão partilhada 
e solidária. Essas são demandas atuais presentes em uma educação emancipadora.
Uma gestão escolar tem sentido de acontecer quando realizamos a ligação desse 
processo à educação emancipadora. Uma educação atinge esse sentido na medida em 
que constrói, para além dos conteúdos, uma formação ética e cidadã de seus envolvidos, 
principalmente aqueles a quem denominamos alunos. A nossa compreensão sobre este aspecto 
pode ser resumida da seguinte maneira: a gestão escolar está para a emancipação humana, 
assim como a emancipação humana contribui para que ela se desenvolva.
Significa dizer que, entre tantas funções, a escola contribui para que as pessoas que 
nela convivem, construam e socializem saberes por meio de ações educativas organizadas. 
Para isso é indispensável que os atores-sujeitos envolvidos na instituição escolar encontrem 
oportunidades para decidir,pensar, compartilhar e responsabilizar-se, desenvolvendo suas 
autonomias.
Uma educação emancipadora se faz presente no cotidiano escolar quando este lugar, 
privilegiado de diferentes saberes, oportuniza o intercâmbio entre todos os envolvidos na 
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comunidade escolar e desta com a comunidade em que está inserida.
Percebamos, com isso, que o objetivo da educação é contribuir para a construção do ser 
histórico. O cumprimento desta função exige o envolvimento de todos os atores, comunidade 
escolar e comunidade local, com participação efetiva na definição das condições que garantam 
a qualidade da educação oferecida.
É oportuno lembrar que a educação não é apenas forjada pela prática social, mas 
também pela história cultural das sociedades, por isso ela é sócio-histórica. É um produto da 
cultura que vem se transformando ao longo do tempo, acompanhando os momentos diferentes 
da história dos homens. As práticas escolares dependem tanto das condições internas para 
a realização do ato educativo, como do funcionamento da gestão e das condições externas a 
elas, oriundas das expectativas e interesses dos grupos que interagem com a escola.
Estamos reafirmando, aqui, o compromisso do gestor com o processo da relação da 
escola com a sociedade. Isto porque uma ação inovadora e emancipadora não pode abrir 
mão da parceria solidária entre as partes e os interesses múltiplos e mútuos de seus usuários, 
que culminam na utilização de mecanismos de conquista da qualidade educacional. Tal fato 
caracteriza uma ação interativa.
Equivale dizer que a interação entre as pessoas, propiciada pela gestão, e dos vários 
grupos externos e internos à escola que elas pertencem, por sua vez, mantém expectativas 
em relação ao trabalho previsto, proposto e desenvolvido pela prática escolar. As mudanças 
ocorrem quando essas mesmas pessoas participam e deliberam das decisões acerca do que 
deve mudar e de como isso acontecerá. Lembramos que esse processo não ocorre de modo 
espontâneo, mas sistematizado e avaliado continuamente pelos participantes.
Para a efetivação dessa interação e das propostas surgidas a partir dos grupos, o 
gestor necessita construir as suas competências e, por conseguinte, suas habilidades, com 
base em três eixos: o conhecimento, a comunicação e a historicidade. (WITTMANN, 1998). 
Esses pilares seriam as grandes dimensões de sua formação.
O conhecimento está ligado à verticalização que se faz para o entendimento do trabalho 
pedagógico; envolve os saberes e os fazeres dos diferentes atos educativos. 
A comunicação diz respeito à interlocução exigida do gestor com seus parceiros, 
sejam alunos, professores, pais, funcionários e outros membros da comunidade. Envolve ações 
linguísticas como o diálogo, o encantamento e a (re)escrita.
A historicidade diz respeito à inserção histórica do contexto em que se trabalha o 
conhecimento e as demandas sociais e econômicas para a escola.
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Um gestor escolar constituirá as suas competências no desenvolvimento de suas ações, 
no contexto sócio-histórico em que são produzidos, pois envolvem um campo no qual ele se 
situa e no qual ele, também, atua.
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Prezado(a) acadêmico(a), sugerimos que você recupere as ideias 
principais do que estudamos até aqui. Faça um levantamento dos 
conceitos principais do texto e organize-os sob a forma de um mapa 
mental. Chamamos isso de mapa conceitual. Desejamos bom trabalho!
2.4 O GESTOR ESCOLAR FRENTE 
 AO PLANEJAMENTO
Caro(a) acadêmico(a), além das ações que um gestor deve adotar diante das 
necessidades dos seus funcionários, colaboradores, cogestores da instituição, também é tarefa 
do mesmo estimular sua equipe para que ocorra o processo de construção do conhecimento 
em sua escola. Para isso, cabe a esse administrador: 
1 concentrar-se nas pessoas, não nos sistemas;
2 fazer as pessoas acreditarem na possibilidade de mudar seus ambientes de trabalho, 
procurando diversificar atividades;
3 encontrar tempo para aprender a aprender;
4 adotar uma visão global dos problemas que surgem;
5 estimular a comunicação aberta e franca;
6 acreditar no trabalho em equipe e, principalmente, no trabalho da sua equipe;
7 ser um líder/gestor acessível, capaz de compreender as necessidades do outro;
8 equilibrar o interesse de todos os envolvidos, sem ter colaborador predileto. 
Nessa perspectiva, abrimos precedentes para uma nova forma de gestão escolar, não 
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mais submissa e hierarquizada. Lück (2006), ao referir-se à antiga concepção de administração 
escolar, comenta que em virtude da necessidade de reordenação do sistema educacional, 
não se concebe mais dentro da Escola uma ação partidária, unilateral e autocrática por parte 
do Gestor. Busca-se a descentralização do trabalho de uma redefinição de papéis a fim de 
proporcionar resultados satisfatórios às pessoas que o praticam para consolidar uma ação 
progressista no desenvolvimento de todas as atividades dentro da escola. 
 
Com isso, a atuação do gestor é decisiva para o dinamismo da escola, uma vez que a 
mesma não pode afastar-se da realidade e desvincular-se do meio. Longe de desempenhar uma 
função meramente burocrática, cabe ao gestor estabelecer um relacionamento entre “meios e 
fins” para equacionar, na escola, problemas educacionais e administrativos.
 
Ao administrador compete envolver o grupo que dirige não só na execução, mas também 
no planejamento ou programação, e na avaliação das atividades desenvolvidas. Assim, o Gestor 
deve promover uma criação de ambiente favorável para a autorrealização do seu pessoal, 
designando-os para funções que permitam a utilização do seu potencial. Entendemos que a 
prática de orientar as pessoas requer um conhecimento psicológico capaz de detectar nelas 
quais as habilidades que elas querem desenvolver e qual a melhor posição para que isso ocorra. 
Esta orientação é fator importante para a mobilização de talentos que resulta em mudança 
de comportamento e, consequentemente, o comprometimento de todos na construção de um 
planejamento realmente participativo. 
É nessa perspectiva que deve pautar a condução do planejamento participativo por 
parte do gestor, buscando sempre o envolvimento dos diversos segmentos que compõem 
a comunidade escolar a opinar, planejar, avaliar, e implementar a proposta de educação 
a ser efetivada na escola, ampliando-se, assim, a possibilidade de sucesso do referido 
planejamento. No entanto, tal planejamento não pode se reduzir em uma simples integração 
Escola-Família-Comunidade e, sim, visar à realização das pessoas envolvidas em todo o 
processo e, por conseguinte, a transformação da comunidade na qual a escola está inserida. 
 
A figura do gestor escolar, neste processo de planejamento, é de grande importância, 
pois cabe ao gestor escolar dar esclarecimentos teóricos a toda Comunidade no que diz respeito 
ao planejar coletivamente, incentivar as potencialidades para se tornarem ações criativas e 
inovadoras e garantir o diálogo no processo, a fim de que todas as decisões sejam de acordo 
com a realidade escolar. Assim, torna-se possível uma educação mais humana e democrática. 
 
Dalmás (1994) aborda a questão do clima escolar, mostrando que não pode haver 
hostilidades, individualismos, irresponsabilidades e omissões, pois esse clima compromete 
o andamento do planejamento participativo. Em contrapartida, um ambiente de acolhida, 
aceitação mútua e interesses um pelo outro, proporcionam um clima favorável ao trabalho 
coletivo, compartilhado e democrático. 
Assim, a existência da liberdade, do respeito, da fraternidade e companheirismo no 
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processo de planejamento participativo são fatores preponderantes para a realização de uma 
ação conjunta e coerente. Por conseguinte, atingiremos a conscientização,sendo esta a melhor 
maneira de conseguir mudanças de atitudes, com relação a inúmeras ideologias impostas pelo 
sistema dominante, pois, caso contrário, permaneceria a comunidade com a visão alienada 
em que vive. 
Sabemos que promover um clima favorável e manter o interesse da comunidade 
escolar não são tarefas fáceis. No entanto, de uma forma ou de outra, o gestor é desafiado 
a desenvolver situações que permitam o encontro e o diálogo. Haja vista que, muitas vezes, 
na própria escola há pessoas que participam da realização do trabalho apenas por obrigação 
ou que visam somente a garantia de permanência no emprego, ao invés de compartilharem 
objetivos, valores, crenças, expectativas comuns, embora estejam unidas por uma dependência 
recíproca. Sem contar com aquelas que, só por estarem presentes em determinados momentos, 
já acham que estão participando. 
 Assim, para que haja de fato um processo participativo é necessário que haja 
responsabilidade nas etapas de elaboração e execução do planejamento. Tal participação 
no processo global de planejamento repercutirá na vida da escola, modificando relações e 
influenciando positivamente o processo de tomada de decisões. 
Ainda no decorrer da construção coletiva do planejamento, reafirma-se a necessidade 
da democratização das decisões e da própria gestão escolar. Com isso, vemos o quanto é 
necessário que tal ação democrática seja provocada, procurada e aprendida por todos, uma 
vez que a gestão democrática possibilita o caráter mais humano voltado para o aluno e para 
o seu bem-estar, objetivando a qualidade do ensino. 
Fica claro que esse caminho deve ser trilhado e descoberto por cada escola, e a mesma 
precisa despertar para o que assegura e regulamenta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional, 9.394/96, que, no artigo 14, apresenta os seguintes princípios (BRASIL, 1996): 
Art. 14 — Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática 
do ensino público na educação básica, de acordo com suas peculiaridades e 
conforme os seguintes princípios. 
I. Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto peda-
gógico da escola; 
Il. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou 
equivalentes.
Assim, percebe-se que se torna necessária e imprescindível a participação dos 
professores e especialistas na elaboração do projeto pedagógico da escola, na perspectiva 
de que as decisões antes centralizadas no gestor cedem lugar a um processo de resgate da 
efetiva função social de um trabalho de construção coletiva entre todos os agentes da escola 
e, destes, com a comunidade. 
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De certa forma, até o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) procura apoiar 
a gestão participativa na escola, quando reforça a ideia da participação das crianças e 
adolescentes na tomada de decisão no que diz respeito à sua vida e de seu direito à liberdade 
de opiniões e expressão, atribuindo também o direito aos pais ou responsáveis de estarem a 
par do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. 
Com efeito, verificamos que a partir do momento que se concebe uma escola diferente, ou 
seja, saindo de uma estrutura antiga de administração centralizadora para uma descentralização 
de poder, assumida pela postura revolucionária do gestor. Agindo desta maneira, o administrador 
estará contribuindo na formação do tipo de indivíduo ideal para interagir na sociedade, ou seja, 
capaz de opinar, avaliar e socializar as decisões. 
A gestão democrática representa uma nova forma de administração, que rompe com a 
concepção de organização burocrática, assumindo a concepção de administração compartilhada 
e integrada totalmente à esfera pedagógica, com finalidade maior de desenvolver um ensino e 
aprendizagem que possa compor a vida do educando em todos os aspectos. Pressupondo um 
trabalho coletivo e compartilhado, em que os envolvidos se sintam à vontade e comprometidos 
com as ações educativas. Com isso, integra-se Escola e comunidade, permitindo que todos 
os membros participem, contribuindo assim para a construção do trabalho educativo. Neste 
contexto, a dimensão política da função do gestor está na articulação dessas ações coletivas 
para o desenvolvimento do projeto pedagógico da escola. 
Enfim, a gestão democrática significa a conquista da autonomia por parte do aluno, da 
escola, da família e da comunidade. Daí, a vantagem de uma gestão escolar participativa, pois 
as decisões tomadas coletivamente não se referem apenas na ótica de democratizar a escola 
internamente, mas também fortalecer a unidade escolar externamente. 
Caro(a) acadêmico(a), se você já é gestor ou pretende ser, pense sobre: 
Qual é ou qual será sua missão como gestor(a)? Então, imagine você 
como gestor/gestora e escreva.
2.5 O GESTOR ESCOLAR E SUA FORMAÇÃO
Os desafios enfrentados pela escola exigem maior preparo e competência de sua 
gestão. Desta forma, a formação dos gestores escolares passa a ser um grande desafio para 
o sistema de ensino. 
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Em geral, a formação básica dos dirigentes escolares não acontece em sua área 
específica de atuação. A maioria dos cursos de formação continuada tende a ser teórica e 
conceitual. Em geral, esta também é a característica dos cursos superiores de formação inicial, 
em nível superior. A formação de gestores escolares, desde a reforma do curso de Pedagogia, 
esteve vinculada à oferta da habilitação em Administração Escolar. 
O MEC propunha, na década de 70, que todos os cargos de diretor de escola viessem 
a ser ocupados por profissionais formados neste curso. Com a abertura política na década de 
80 e o início da eleição para o cargo de diretor/gestor, diminuiu significativamente o índice de 
candidatos para esse curso que, pela pouca procura, tornou-se inviável. 
Houve, no entanto, um movimento no sentido de ofertar cursos de especialização em 
gestão educacional, muito procurados por profissionais já no exercício dessas funções, porém, 
com um número relativamente pequeno de vagas. Nas instituições de ensino superior, o que 
se observa é uma oferta de oportunidades para a formação inicial de gestores escolares. 
Essa iniciativa, embora insuficiente, evidencia a necessidade de formação continuada, como 
complemento à formação inicial. 
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É inconsequente esperar que os dirigentes escolares aprendam sua função 
em serviço, tentando acertar, através dos ensaios e dos erros. 
A qualidade de um sistema de ensino e de uma escola está relacionada, com a 
habilidade de seus profissionais e dirigentes. De pouco adiantam a melhoria do currículo 
formal, a introdução de métodos e técnicas inovadores, se os gestores não acompanharem tais 
mudanças e reformas no ensino. A capacitação deve constituir-se em um processo aberto, de 
formação continuada e permanente, não somente para gestores escolares, como para todos 
os profissionais da educação. 
Indico como leitura complementar a Resolução CNE/CP nº 1, de 15 
de maio de 2006, que Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o 
Curso de Graduação em Pedagogia, licenciatura.
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Como o gestor terá a capacidade de desenvolver trabalho que envolva: - estratégias de 
trabalho em equipe? Monitoramento de resultados? Planejamento e implementação do projeto 
político-pedagógico da escola? Promoção da integração escola-comunidade? Criação de novas 
alternativas de gestão? Realização de negociações entre os pares? Mobilização de agentes para 
a realização de ações educacionais? Manutenção de um processo de comunicação e diálogo 
aberto entre professores/alunos, pais/gestão, professor/professor, professor/comunidade? 
Estabelecimento da unidade na diversidade? Planejamento de reuniões e coordenação com 
eficácia? Articulação de interesses diferentes, perante uma gestão democrática, participativa, 
autônoma, descentralizada?Etc.
Essas perguntas nos fazem lembrar que o trabalho da gestão escolar exige o exercício 
de múltiplas competências. A diversidade do trabalho do gestor é um enorme desafio. Cabe, 
no entanto, ao sistema educacional, organizar cursos de capacitação e formação continuada 
capazes de orientar os gestores no processo de gerir com competência sua unidade escolar. 
2.6 A ARTE DE SER GESTOR ESCOLAR
Estimado(a) acadêmico(a), a arte de ser gestor é ter consciência dos seus atos, inovar 
sempre, repensar estratégias e ações. O gestor deve se apresentar proativo, na busca constante 
de soluções para os problemas da unidade escolar.
FIGURA 11 – GESTOR(A) E SUA EQUIPE
FONTE: Disponível em: <http://didaticafundamental.blogspot.com.br/2009/04/ser-gestor-
desafios.html>. Acesso em: 24 out. 2012.
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O gestor deve ser o coordenador, facilitador e mediador de todos os 
processos da escola.
Os líderes fazem-se, não nascem feitos... E isto vale para os gestores. Com a arte de 
se tornar um gestor capaz de administrar sua escola como um verdadeiro líder, que aprende 
continuamente e se comunica.
Arte – em seu significado mais geral, segundo o Dicionário de Filosofia 
(ABBAGNANO, 2007), é “todo conjunto de regras capazes de dirigir 
uma atividade humana qualquer [...] para Platão é a arte do raciocínio, 
como a própria filosofia no seu grau mais alto, isto é dialética [...] arte 
é a política e a guerra [...] é respeito e justiça [...]”. 
Neste sentido, a arte de ser gestor é AMAR E LIDERAR, conforme quadro a seguir:
PACIÊNCIA
BONDADE
HUMILDADE
RESPEITO
ABNEGAÇÃO
PERDÃO
HONESTIDADE
COMPROMISSO
RESULTADOS: SERVIÇO 
E SACRIFÍCIO
Mostrar autocontrole
Dar atenção, apreciação e incentivo
Ser autêntico e sem pretensão ou arrogância
Tratar os outros como pessoas importantes
Satisfazer as necessidades dos outros
Desistir de ressentimento quando prejudicado
Ser livre de engano
Sustentar suas escolhas
Pôr de lado suas vontades e necessidades; buscar o maior 
bem para os outros.
FONTE: HUNTER, James. O monge e o executivo – uma história sobre a essência da liderança. 
Rio de Janeiro: Sextante, 2004. p. 96.
QUADRO 3 – AMOR E LIDERANÇA
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Neste viés, temos que nos reportar sempre à função de líderes e gestores. Quando 
estão exercendo esta atribuição são chamados a doar-se, amar, servir ao outro. Amar não é 
como você se sente em relação ao outro, mas como você se comporta em relação ao outro.
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“TODO LÍDER/GESTOR É UM ARTISTA. SEJAMOS ARTISTAS!”
Neste sentido, apresentamos, a seguir, 12 regras da gestão/liderança. Leia com atenção 
e reflita sobre cada uma delas. 
1 os líderes são simultaneamente confiantes e modestos;
2 os líderes são autênticos;
3 os líderes são bons ouvintes;
4 os líderes são eficazes em encorajar os outros e nunca se dão por satisfeitos;
5 os líderes realizam associações e vínculos inesperados;
Ser gestor/líder artista é desenvolver suas habilidades de maneira autêntica, criativa, 
respeitando a si e seus colegas, é saber ouvir e argumentar na hora certa, estar propício a 
mudanças, é o ato de se dedicar à função de sua profissão. A matéria-prima de uma escola 
são as pessoas, por isto temos que saber lidar com as diferentes emoções e aptidões. Neste 
sentido, estimado(a) acadêmico(a), sejamos artistas!
FIGURA 12 – ARTISTA CRIATIVO
FONTE: Disponível em: <jotadeflavia.blogspot.com>. Acesso em: 24 out. 2012. 
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6 os líderes fornecem a direção;
7 os líderes protegem dos perigos os que os rodeiam, mas expõem-lhes a realidade;
8 os líderes fazem a mudança – mas mantêm-se fiéis aos valores que são inalteráveis;
9 os líderes lideram através de exemplos;
10 os líderes não culpam, aprendem;
11 os líderes procuram os relacionamentos com os outros líderes;
[A REGRA DE OURO:]
12 a verdadeira função do líder: desenvolver mais líderes. 
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O texto indicado como leitura complementar vem ao encontro com o 
que estudamos sobre as competências do gestor e sua forma de agir 
perante determinadas situações. Vale a pena conferir!
LEITURA COMPLEMENTAR
GESTOR: ASPECTOS TEÓRICOS QUE FUNDAMENTAM 
A DISCUSSÃO ACERCA DE COMPETÊNCIAS
Afigura-se que, atualmente, a expressão gestor está sendo mais empregada no âmbito 
das instituições educativas. Isto pode ter relação com o fato de que este termo apreenda 
compreensivamente as diversas demandas a que as instituições educativas estão submetidas, 
e que seu uso decorra da noção de competência, cada vez mais amplamente usada, e das 
exigências de abertura e participação que atingem as instituições educativas. A partir do final 
dos anos oitenta a legislação cunha, consolida e dissemina a expressão gestão democrática. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n°9394/96, em seu artigo 3°, exige que 
o ensino seja ministrado com base em princípios, dentre os quais a gestão democrática do 
ensino público. 
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As escolas estão sendo progressivamente responsabilizadas pelos resultados que 
produzem, por movimentos de defesa de sua autonomia, por políticas de desregulamentação 
de processos e de questionamento de procedimentos centralizadores nos sistemas de ensino. 
Assim, no âmbito escolar a decisão unipessoal está sendo cada vez mais questionada, embora 
haja muito espaço para o desenvolvimento da corresponsabilidade e construção de projetos 
coletivos, em decorrência da compreensão da supremacia do trabalho conjunto de agregação 
de esforços no âmbito escolar. 
A escola, tendo que assumir suas decisões e tendo mais espaço para tanto, deverá reagir 
dinamicamente a questões de ordem pedagógica de relações com a comunidade, de projeto 
institucional, de desenvolvimento profissional dos colaboradores e de utilização de recursos 
materiais e financeiros. Neste contexto, a noção de competência se coloca ao gestor (não 
mais o diretor autoridade unipessoal, cargo vinculado à estrutura hierárquica). Exige-se ação 
competente, reação dinâmica em cada situação, de forma integrada e considerando a situação 
como um todo (não mais em partes: pedagógico separado do administrativo, planejamento, 
seleção de pessoal, organização...). 
Para Isambert-Jamati (1997, p. 104), competente:
[...] é aquele que domina suficientemente a área na qual intervém para identifi-
car todos os aspectos de uma situação nessa área e para revelar eventualmente 
as distinções dessa situação. Mas para ser competente, deve também, munido 
destes conhecimentos, poder decidir a maneira de intervir a fim de obter tal 
resultado com eficácia e economia de meios. 
A ação competente implica, assim, numa visão dinâmica e articulada do todo da situação, 
envolvendo decisão e avaliação constante. 
As competências são inseparáveis da ação, isto é, “[...] não há competência total se 
os conhecimentos teóricos não forem acompanhados das qualidades e da capacidade que 
permitem executar as decisões sugeridas”. (ROPE; TANGUY, 1997, p.16). É impossível definir 
competências sem explicar as tarefas nas quais estas se materializam. Assim, as tarefas no 
âmbito da escola exigem um comportamento competente do gestor, sendo este termo rico 
de possibilidades de responder às múltiplas demandas a que este profissional da educação 
está submetido, especialmente se vinculado a políticas de autonomia e desregulamentação. 
Modificações na tomada de decisões no âmbito das instituições educativas estão ocorrendo 
pela instauração de espaços e processos participativos e colegiados, o que retira o poder de 
decisão de uma só pessoa, instituindo novas instâncias, ampliando o processo de decisão 
a grupos que estavam anteriormente excluídos. Tudo isto instaura no âmbito da Escola um 
ambiente novo e instigante, o qual sugere como mais apropriada a designação gestor e não 
diretor ou administrador. 
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Não há uma açãode organizar uma escola previamente à situação e contexto a ser 
organizado. Ao contrário, tal ação se estabelece na medida em que se constroem cognitivamente, 
por meio de relações e ações, as conexões entre os diferentes elementos da situação — os 
professores disponíveis, as condições físicas do prédio, o contexto comunitário, a proposta 
pedagógica. Nesta perspectiva, o gestor deve ser capaz de, com seus conhecimentos, 
estabelecer, fazer surgir pertinência e emergir significações organizatórias na instituição 
educativa, de forma dinâmica e a tempo, o que envolve agir competentemente. 
Um conceito apresentado por Yves Schwartz (1998) pode ser esclarecedor para a 
discussão. O autor assinala que, constantemente, o indivíduo, em situações de trabalho, se vê 
frente a fatores não previstos, conflitantes entre si, aos quais ele tem que reagir. Não há como 
predefinir, para estas situações dinâmicas, referentes precisos e circunscritos, estreitamente 
ligados à lógica de funções e postos de trabalho. No caso da escola, nota-se lógica da ação 
diretiva delimitada ou da ação administrativa como separada do pedagógico. Schwartz utiliza 
a noção de dramatique, um adjetivo na língua francesa, cujo significado é dramático, o que se 
refere a um drama, comovente, patético, ou seja:
[...] situação em que o indivíduo tem de fazer escolhas, ou seja, arbitrar entre 
valores diferentes, e, às vezes, contraditórios. Uma dramatique é, portanto, o 
lugar de uma verdadeira micro-história, essencialmente inaparente, na qual 
cada um se vê na obrigação de se escolher, ao se escolher orientar sua ativi-
dade de tal ou tal moda. Afirmar que a atividade de trabalho não é senão uma 
dramatique do uso de si significaria ir de encontro à ideia de que o trabalho, 
para a maioria dos trabalhadores, é uma atividade simples de ‘execução’, que 
não envolve realmente sua pessoa. (SCHWARTZ, 1998, p. 4). 
A situação dramatique envolve o indivíduo como um todo, exigindo-lhe tomada de 
decisão. Esta tomada de decisão não ocorre no plano concreto do trabalho, como se este fosse 
independente do indivíduo, mas interfere no e sofre influências do plano pessoal, na medida 
em [que] cada pessoa, ao decidir, vai se escolhendo a si mesma e, desse modo, realizando o 
seu trabalho. Não há como realizar um trabalho com exclusiva impessoalidade, uma vez que 
a constituição de si mesmo como pessoa ocorre também no trabalho que realiza e diversos 
espaços sociais em que a pessoa atua. Realizando um trabalho, o indivíduo faz “uso de si”, 
de seus recursos e, assim, produz intervenções, transforma a realidade. O gestor cultural, 
podemos dizer, vive e responde a esta dramatique, de forma viva e dinâmica, quando atende 
a pais, intervém numa contenda entre alunos, interage com professores, participa de reuniões, 
dentre outras situações. 
Para Tanguy (1997), a competência se situa entre o conhecimento e a situação. 
Esta noção aproxima-se de “competências mobilizadas”, noção apresentada por Mandon: 
“Compreendemos por competências: o saber-mobilizar conhecimentos e qualidades para fazer 
frente a um dado problema, ou seja, as competências designam conhecimentos e qualidades 
contextualizados”. (MANDON apud STROOBANTS, 1997, p. 142). O gestor escolar é um 
termo mais adequado para designar aquele que sabe ler e responder adequadamente ao seu 
contexto, atualizar conhecimentos na e com a situação, na ação. [...].
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A ideia de que a especialização é adquirida no local de trabalho é bastante pertinente, 
na medida em que as comunidades escolares variam, bem como a complexidade das 
instituições educativas e dos sistemas escolares. No caso da educação, muitas vezes um 
docente assume uma função de gestão, tendo sido preparado como docente de disciplinas 
específicas — matemática, geografia, educação física — e não para atividades de gestão de 
instituições educativas, quando precisará se especializar em gestão escolar no exercício da 
função de gestor de escola. 
Assim, competência é uma construção social que leva em conta processos locais, 
envolve o saber-fazer na dinâmica da situação. O saber-fazer comporta primeiramente os 
saberes empíricos, os práticos, as antigas manhas do ofício, a habilidade, o golpe de vista, em 
oposição aos saberes dos engenheiros, aos métodos prescritos pelo taylorismo (STROOBANTS, 
1997, p. 140). O saber-fazer pode incluir saber-agir, saber-transformar, saber de perícia. 
Especialmente este saber-fazer se desenvolve nas condições concretas de cada situação que 
o gestor escolar enfrenta. 
Estas reflexões envolvem a compreensão de que o trabalho do gestor escolar está 
diretamente relacionado à noção de competências, por requerer inscrição profunda na cultura 
da instituição que constitui o seu universo profissional e por envolver processos de construção, 
negociação e de individualização. “Uma busca de individualização que pode ser interpretada 
como uma busca de socialização do estatuto e do papel do ator capaz de identificar e incorporar 
as restrições externas”. (TANGUY, 1997, p.55-6). 
FONTE: Adaptado de: SILVA JR. et al. Pedagogia cidadã. Cadernos de formação: organização e 
gestão do trabalho na escola. São Paulo: UNESP, Pró-Reitoria de Graduação, 2004.
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Com relação às funções, formação e competência do gestor escolar, vimos que:
	Sua função vai além da administração burocrática da escola, direciona-se a articular relações 
entre professores, alunos, funcionários e comunidade escolar.
	O gestor escolar deve ter sensibilidade, envolvendo a razão e a emoção para perceber as 
necessidades emocionais de sua equipe, realizando ações que visem à equidade e à inclusão 
de todos os agentes de sua unidade escolar.
	A formação dos gestores e sua capacitação deve se constituir em um processo aberto, de 
formação continuada, com especificidade na área. 
	É importante considerar que os gestores não nascem feitos, eles se fazem gestores, líderes 
através da arte de amar e liderar.
	A competência é uma construção social, envolve o saber fazer, ser, conviver e o saber aprender 
constante. 
	A ação do gestor escolar, em sua competência, implica ter visão dinâmica e articulada do 
todo, envolvendo decisão e avaliação constante.
RESUMO DO TÓPICO 3
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Caro(a) acadêmico(a), fazendo remissão ao Tópico 3, escreva a seguir sobre o 
que você considera primordial em relação ao gestor escolar referente à(ao): 
a) Função:____________________________________________________________
b) Ação prática:________________________________________________________
c) Competência:________________________________________________________
d) Planejamento:_______________________________________________________
e) Formação:__________________________________________________________
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Prezado(a) acadêmico(a), agora que chegamos ao final da 
Unidade 1, você deverá fazer a Avaliação referente a esta unidade.
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UNIDADE 2
GESTÃO ESCOLAR: PLANEJAR E CONSTRUIR 
PROJETOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 A partir desta unidade você terá a capacidade de: 
	identificar a importância do Plano de Desenvolvimento da Escola; 
	reconhecer o papel da participação dos colegiados na construção 
do Plano de Desenvolvimento da Escola;
	planejar/elaborar projetos que envolvam o trabalho pedagógico para 
a busca do conhecimento e da aprendizagem;
	verificar a distinção entre Projeto Pedagógico e Projeto Político;
	compreender a importância e os fundamentos que norteiam o Projeto 
Político-Pedagógico de uma escola;
	perceber que todo planejamento e ação funcionam sob o olhar da 
avaliação constante do ato pedagógico e institucional;
	elaborar com competência um Projeto Pedagógico e o Projeto 
Político-Pedagógico;
	elencar e subsidiar,com clareza, os pressupostos que norteiam um 
projeto e o que é ser gestor(a).
TÓPICO 1 – PDE - PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA 
ESCOLA
TÓPICO 2 – PLANEJAR PROJETOS: ADQUIRIR 
CONHECIMENTO
TÓPICO 3 – PLANEJAR: PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
PLANO DE ESTUDOS
 Esta unidade está dividida em três tópicos. No final de cada um 
deles, você encontrará atividades que o(a) auxiliarão a refletir e a fixar 
os conhecimentos abordados.
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PDE - PLANO DE 
DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 1
UNIDADE 2
Caros acadêmicos, vocês já devem ter se questionado acerca do que é elaborar projetos. 
Pois é! Esta é uma questão que nos desafia a saber mais acerca das razões que justificam 
a necessidade de planejar. Por isso, abordaremos, neste tópico, questões teóricas e práticas 
sobre o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), PP (Projeto Pedagógico), PPP (Projeto 
Político-Pedagógico), enfim, exemplos e modelos que constam como sugestão de trabalho. 
Veremos, também, que se torna um tanto incoerente realizar projetos sem a participação de 
todos os envolvidos no processo educacional, que toda construção parte da participação de 
uma gestão democrática, compartilhada... 
2 PDE - QUE PLANO É ESTE?
O Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) visa uma educação básica de qualidade 
e para todos. Este plano foi criado para explicitar os ideais de uma comunidade com relação 
à sua escola. Pode-se dizer que ele delineia as concepções, a visão, a possibilidade de que 
as ações definidas sejam capazes de transformar o sonho em realidade. O PDE auxilia as 
escolas a efetuarem um diagnóstico da situação atual e a definirem seu futuro, visando sempre 
a qualidade do processo de construção do ensino-aprendizagem. 
O PDE foi criado para atender às necessidades, aos objetivos do FUNDESCOLA, 
que é o Fundo de Fortalecimento da Escola. Este é um programa oriundo de um acordo de 
financiamento entre o Banco Mundial e o MEC. O programa tem como missão auxiliar no 
desenvolvimento da gestão escolar, visando a melhoria da escola como um todo. 
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AS!
Caro(a) acadêmico(a), para aprofundar o estudo referente ao Plano de 
Desenvolvimento da Escola, que provém do FUNDESCOLA, indico para 
pesquisas futuras o artigo “O Programa Fundescola: concepções, objetivos, 
componentes e abrangência – a perspectiva de melhoria da gestão do 
sistema e das escolas públicas”. Este artigo você pode encontrá-lo no 
endereço virtual: <http://www.scielo.br/pdf/es/v26n90/a06v2690.pdf>. 
Tratando-se do processo de construção do ensino e da aprendizagem no âmbito 
escolar, o Projeto Político-Pedagógico faz parte do Plano de Desenvolvimento da Escola. 
Nele são estabelecidas as orientações relativas ao processo ensino-aprendizagem e tem 
como componentes o currículo básico, o currículo pleno, a organização das condições de 
ensino-aprendizagem, a metodologia, o material didático, o calendário, o plano de capacitação 
dos recursos humanos da escola, as formas de composição das turmas, o planejamento da 
recuperação dos alunos e a avaliação da aprendizagem. 
Neste sentido, as orientações contidas no Plano de Desenvolvimento da Escola têm 
um sentido mais amplo, enquanto que o Projeto Político-Pedagógico engloba ações mais 
específicas do processo ensino-aprendizagem de cada unidade de ensino.
A escola que possui um PDE bem elaborado e em execução consegue analisar o seu 
próprio desempenho, suas relações internas e externas, sua missão e suas concepções. 
Perfazendo esta análise, a escola tem como criar estratégias para pôr em prática seus objetivos 
e assim projetar o seu futuro.
 
O PDE define as concepções de uma escola, o que ela é, o que almeja, o que 
pretende ser, fazer e, principalmente, aonde quer chegar. Ele pode ser considerado como um 
planejamento estratégico que a escola desenvolve para qualificar seu ensino, ou seja, melhorar 
a qualidade do ensino. Este plano deve ser elaborado de forma participativa, envolvendo pais, 
alunos, docentes, especialistas, orientadores, supervisores, enfim, todos os segmentos que 
existem em uma unidade escolar. 
Neste movimento todo, você pode notar que o PDE, para ser elaborado e seguido com 
sucesso, necessita de uma boa coordenação pela liderança da escola, afinal, toda orquestra 
necessita de um maestro. Só que este maestro não rege sozinho. Todo plano, para ser bem 
sucedido, necessita ser elaborado e executado com a participação de todos.
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2.1 PARTICIPAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO PDE 
A participação, em relação ao documento (PDE), sugere reuniões por segmentos, 
envolvendo toda a comunidade escolar sob a liderança do gestor, considerada como a 
“pessoa-chave” neste processo. Cabe a ele motivar e organizar para a participação, delegando 
competências, definindo cronogramas e garantindo o seu cumprimento.
Todo processo de planejamento e execução não pode ser aleatório. Por isso, o gestor 
deve garantir uma organização séria e democrática. Neste sentido, a sensibilização das 
comunidades internas e externas deve ser realizada de forma a “provocar o desejo” de participar 
da elaboração do PDE. A sugestão é de que se demonstre a importância do planejamento na 
vida das pessoas, bem como a sua finalidade. 
Na organização da participação são destacados os seguintes aspectos:
	formação por segmentos de pequenos grupos, tais como: professores, especialistas, alunos 
maiores de dezesseis anos, pais de alunos etc.;
	eleger um coordenador para conduzir cada segmento;
	organização das reuniões do segmento, fazendo registro em ata sobre as discussões, 
sugestões e decisões tomadas pelo coletivo;
	acompanhar o trabalho dos pequenos grupos (segmentos), auxiliando as discussões, 
incentivando a troca de informações e definindo prazos;
	fazer reuniões com os coordenadores dos pequenos grupos, auxiliando as discussões, 
incentivando a troca de informações, definindo prazos (para que o processo de elaboração 
e execução não se perca) e também com a finalidade de unificar o trabalho de todos;
	definição de um responsável pela redação do PDE (membro do pequeno grupo). 
Estes aspectos podem ser representados no seguinte esquema:
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FONTE: Adaptado de: FUNDESCOLA/DIPRO/FNDE/MEC. Como elaborar o plano de 
desenvolvimento da escola. 3. ed. Brasília: MEC, 2006. p. 29-30. 
Para a elaboração de todo e qualquer documento, reuniões, assembleias, assim como 
para a elaboração do PDE, elabora-se antes um roteiro específico, que descreve as etapas 
do processo em questão, sendo eles: 
	definição da missão;
	diagnóstico;
	prioridades ou problemas prioritários;
	objetivos gerais e específicos;
	metas e ações a serem atingidas;
FIGURA 13 – SISTEMATIZAÇÃO DA ELABORAÇÃO DE PLANOS/PROJETOS
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 registro em formulário próprio, de acordo com cada etapa realizada.
A partir destas etapas, você pode perceber que o PDE é um documento que traduz a 
tendência de planejamento educacional das instituições de ensino de forma geral. 
Por outro lado, é preciso observar que as diretrizes referentes ao planejamento do 
trabalho escolar evidenciam alguns aspectos contraditórios. É possível verificar, por exemplo, 
a ausência de coerência entre os documentos divulgados pelas secretarias de estado da 
educação e o que é praticado nas unidades escolares. Pode-se observar que a distinção entre 
Projeto Político-Pedagógico, PDE e Regimento Escolar não é muito clara, principalmente se 
considerarmos a literatura na área, que define o primeiro como um nível de planejamento mais 
amplo e complexo que os dois últimos. (GANDIN, 1994; VEIGA, 1999).
ATEN
ÇÃO!
Na sequência, abordaremos o PDE com mais detalhes.
2.2 PDE - SUA ESTRUTURA
O PDE se estrutura em duas partes principais, que são:
a) VISÃO ESTRATÉGICA - Nesta etapa, o colegiado da escola irá deliberar sobre os valoresque almejam para a escola. Irão colocar no papel tudo que pensam e querem para a escola 
da sua comunidade: missão; visão de futuro; objetivos, gerais e específicos.
b) PLANO DE SUPORTE ESTRATÉGICO - Aqui, após os objetivos já definidos na visão 
estratégica, o plano de suporte estratégico já é considerado suporte, por colocar em prática 
as metas preestabelecidas, ou seja, deliberar, colocando os planos almejados pelo colegiado 
em prática, em ação. 
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FONTE: Adaptado de: FUNDESCOLA/DIPRO/FNDE/MEC. Como elaborar o plano de 
desenvolvimento da escola: aumentando o desempenho da escola por meio 
do planejamento eficaz. 3. ed. Brasília: FUNDESCOLA, 2006. 
2.3 PDE - ETAPAS
O PDE possui cinco etapas, partindo da preparação para a implantação. Observe:
FONTE: Adaptado de: FUNDESCOLA/DIPRO/FNDE/MEC. Como elaborar o plano de 
desenvolvimento da escola: aumentando o desempenho da escola por meio do 
planejamento eficaz. 3. ed. Brasília: FUNDESCOLA, 2006.
A primeira etapa, que consiste na PREPARAÇÃO, é o momento em que a escola se 
prepara para elaborar o PDE. Nesta etapa, dá-se início aos passos a serem seguidos no 
processo de elaboração com a comunidade escolar. 
FIGURA 14 – PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA
FIGURA 15 – ETAPAS DO PDE
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A segunda etapa, ANÁLISE SITUACIONAL, consiste em levantar informações sobre 
a unidade escolar. Nesta etapa, o colegiado terá de compreender qual é a real situação da 
escola para posteriormente organizar estratégias para melhorar o desempenho da escola. 
Ainda nesta etapa, a autoavaliação se faz presente. Ela é condição obrigatória para colocar e 
avaliar as estratégias do seu plano de ação. 
A terceira etapa, na qual consta a DEFINIÇÃO DA VISÃO ESTRATÉGICA E DO PLANO 
DE SUPORTE ESTRATÉGICO, consiste na implementação dos objetivos, definição de como 
colocar em ação as metas pré-planejadas. 
A EXECUÇÃO, quarta etapa, é a ação propriamente dita. Aqui elas são implementadas. 
Na quinta etapa, que é o MONITORAMANTO E AVALIAÇÃO, é verificada a execução 
dos planos de ação. Podemos dizer que é a fiscalização da ação.
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Caro(a) acadêmico(a)! O Manual “Como 
elaborar o Plano de Desenvolvimento da Escola: 
aumentando o desempenho da escola por meio do 
planejamento eficaz”, é um material organizado 
com o objetivo de incentivar e auxiliar as escolas 
a elaborarem o seu PDE. Procure-o em sua escola, 
ou na Secretaria de Educação de sua cidade. Eles 
devem ter este material. Boa pesquisa!
DIC
AS!
Este tema é muito amplo. Por isso, indico como leitura complementar 
o texto da Professora Heloisa Lück: A APLICAÇÃO DO PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO NA ESCOLA, que está publicado na revista Gestão em 
Rede, no 19, abril de 2000, p. 8-13.
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Neste tópico tivemos a oportunidade de aprofundar nossos conhecimentos sobre: 
	PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola), que é uma ferramenta utilizada com o propósito 
de auxiliar as unidades escolares no processo de construção do conhecimento/aprendizagem.
	Participação - ponto essencial para a elaboração do PDE, constituído por todos que fazem 
parte da escola, visando ao planejamento com olhares internos e externos.
	A estrutura de um PDE se baseia na visão estratégica e no plano de suporte estratégico. 
RESUMO DO TÓPICO 1
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A partir das informações dispostas neste tópico, elabore o seu PDE (pode ser 
individual ou em grupo, como preferir). Procure observar e contextualizar os passos da 
visão estratégica e o plano de suporte estratégico. Bom trabalho!
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PLANEJAR PROJETOS: 
ADQUIRIR CONHECIMENTO
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 2
UNIDADE 2
Caro(a) acadêmico(a), neste tópico abordaremos com mais ênfase o trabalho pedagógico 
como instrumento de uso para o desenvolvimento do conhecimento, voltado ao trabalho de 
docência. Do mesmo modo, o ato de trabalhar e desenvolver projetos de modo a substituir e 
ou complementar o Plano de Curso dos docentes, podendo ser desenvolvido com finalidade 
funcional a todas as esferas da escola; pelo gestor, administrador, orientador e supervisor 
pedagógico. 
Desejo a você bons estudos!
2 TRABALHO PEDAGÓGICO E O CONHECIMENTO
Você já deve ter notado que, nas abordagens educativas convencionais, interpreta-se 
como trabalho pedagógico as atividades de sala de aula. Por outro lado, você poderia questionar: 
a prática docente se reduz à sala de aula? O trabalho pedagógico é exclusividade do professor? 
Que outros fazeres do cotidiano escolar fazem parte do trabalho pedagógico? Qual a relação do 
Planejamento com a ação pedagógica? Estas indagações nos auxiliarão a refletir sobre nossa 
prática, sobre o trabalho pedagógico. 
Como ponto de partida, podemos considerar que a escola qualifica seu trabalho quando 
elabora de forma coerente seu Projeto Pedagógico. Sua coerência está no compromisso com 
a aprendizagem, que se potencializa no ato pedagógico e administrativo da escola. 
Observe no diagrama a seguir uma síntese do processo de formação humana:
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FONTE: A autora
Caro(a) acadêmico(a), o texto que segue irá nos auxiliar a compreender 
melhor o conhecimento relacionado ao trabalho pedagógico. 
2.1 CONHECIMENTO
a) O conhecimento como informação
O conhecimento como informação, como produto, é o chamado “saber historicamente 
acumulado pela humanidade”. Se o objeto do trabalho pedagógico é o conhecimento como 
informação, a função e o objetivo do ato pedagógico é a socialização deste saber, para que 
ele seja repassado aos educandos. O ‘conteúdo’, as informações ou ‘o saber historicamente 
acumulado pela humanidade’ devem ser ‘transmitidos’ pelos profissionais da educação 
e devem ser ‘assimilados’ pelos educandos. O importante é que o aluno ‘repita’ o saber 
existente, memorize, torne-se uma enciclopédia ambulante. Neste sentido, um computador e 
uma enciclopédia ‘saberiam’ muito mais do que as pessoas. Uma educação com esta visão 
de conhecimento, no máximo, contribui para a produção de pessoas eruditas. Com esta 
compreensão de ‘conhecimento’, pode ser justificada uma prática pedagógica e uma gestão 
escolar autoritárias. Nada impede que o ‘conteúdo’ seja imposto e a prática educativa seja 
FIGURA 16 – NOSSO CONHECIMENTO/APRENDIZAGEM
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autoritariamente gerida. A heterogestão é inerente à relação entre os que sabem e devem 
transmitir e os que não sabem e devem assimilar/reter. 
b) O conhecimento como construção 
 
O conhecimento como processo, como produção, é a construção do saber . Se o 
objeto do trabalho pedagógico é o conhecimento como construção, a função e o objetivo 
do ato pedagógico é a ampliação do saber dos educandos sobre determinada realidade. O 
‘conteúdo’, as informações ou o ‘saber historicamente acumulado pela humanidade’ devem 
ser trabalhados (e não, apenas, ‘transmitidos’ e ‘memorizados’) no ato pedagógico. No 
confronto entre o saber do educando e o saber da humanidade, o educando amplia o seu 
saber e constrói condições subjetivas para trabalhar, produzir o conhecimento. O importante 
é que o aluno compreenda, construa o seu dizer, a sua própria palavra e desenvolva a 
sua competência para exercer o direito de se pronunciar. O ato pedagógico centrado no 
conhecimento como construção é interativo, interpessoal, participativo e democrático. Ele 
exige uma gestão compartilhada, por exigência intrínseca ao próprio ato pedagógico. A 
autogestão é inerente à relação entre as pessoas envolvidas na aventura humana de ampliar 
o saber e construir condições subjetivas para ser autor de sua história e de seu entorno. 
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Conforme a diferenciação que o autor faz neste texto sobre o 
conhecimento, avalie qual deles está presente na sua realidadeprofissional. Reflita sobre isso!
A prática democrática da gestão da escola na elaboração, execução e avaliação 
do projeto político-pedagógico decorre da ‘natureza’ e do caráter fundamental do processo 
educativo, que é a formação humana. Esta formação inclui como objeto da relação 
pedagógica o fortalecimento como processo, como construção, como ampliação do saber 
e produção de estruturas mentais avançadas, exigidos para a inscrição competente no 
novo mundo que emerge e para a efetiva emancipação humana.
 
 Nesta perspectiva, evita-se a ‘objetivação’ ou a fetichização do conhecimento, 
que o transformam em mercadoria, em produto a ser guardado em ‘patentes’, privatizado 
e usado como mecanismo de dominação e de exclusão. As escolas se transformam em 
supermercados de ‘venda’ desta mercadoria. A construção e a reconstrução do conhecimento 
são constitutivas da transcendência humana, da construção da história. A compreensão do 
conhecimento como processo, como construção, implica a intersubjetividade, a parceria, 
a partilha, e se opõe a toda forma de redução à mercadoria.
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O conhecimento no trabalho pedagógico é sempre mais compreendido como 
construção e processo. Entendendo o conhecimento como construção, crescem 
descobertas e reflexões sobre o legítimo e fantástico prazer de aprender nas lides do 
trabalho pedagógico e de sua gestão. Uma das descobertas mais promissoras deste século 
se deve a um biólogo que, investigando como se aprende, rompeu com a tradicional visão 
de que se aprende pela percepção ou maturação. Desde os antigos gregos, compreendia-
se a aprendizagem através de um destes processos. Na aprendizagem por percepção, 
acreditava-se que tudo o que se aprendia vinha ao intelecto pelos sentidos. Aristóteles 
afirmou que “nada está no intelecto que primeiro não tenha estado nos sentidos”. Na 
aprendizagem por maturação, acreditava-se que o saber era inato, que a pessoa o trazia 
consigo de berço. A aprendizagem consistiria na explicação do que já existia no interior do 
indivíduo. Sócrates assim definia este processo: “conhece-te a ti mesmo”.
 
As duas visões pareciam complementar-se e expressavam dois aspectos aparentes 
da aprendizagem. A visão inatista e heteronômica da aprendizagem foi superada 
definitivamente pela compreensão da aprendizagem como memorização de informações. 
A memorização de informações tinha a vantagem de negar a preexistência da verdade nas 
pessoas. Entretanto, o elemento fundante do aprender está além, tanto do inatismo, do 
já posto no indivíduo, quando do passivamente adquirido, do transposto para o indivíduo.
 
A inteligência não consiste numa reserva apriorística da verdade a ser explicitada. 
Nem consiste num depósito vazio, no qual a verdade ou as informações serão depositadas. 
A inteligência constitui-se um processo construtivo. Como processo construtivo, ela é 
universal, presente em cada pessoa. Ela constitui uma base comum, uma vez que não é 
predeterminada, inatamente, nem depende do privilégio do acesso ao saber. Constitui-se, 
assim, o elemento fundante da democracia. Ela é a garantia universal do acesso ao saber. 
Todos aprendem e podem aprender. 
A redução simplista do fracasso escolar às ‘dificuldades de aprendizagem’ e à falta 
de recursos da tecnologia moderna podem constituir armadilhas para o agigantamento da 
negação da educação à maioria da população. A concepção de aprendizagem, com ou 
sem recursos tecnológicos, é mais decisiva para a universalização e democratização do 
ensino do que os recursos tecnológicos. Estes, numa concepção inatista ou heteronômica 
de aprendizagem, potencializam a negação da educação para a maioria e o crescimento do 
abismo entre os que têm acesso e os excluídos. O respeito e encontro de saberes diferentes 
e os recursos tecnológicos, numa concepção construtivista, constituem importantes apoios 
para a universalização da aprendência e da prática educativa emancipadora.
 
 O objeto específico do trabalho escolar não é o conhecimento como produto, 
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como informação ou como saber historicamente acumulado pela humanidade. Caso 
assim fosse, o objetivo seria passar este conhecimento e o ato pedagógico consistiria em 
transmissão e assimilação de conhecimento. Trabalhar-se-ia, prioritariamente, a memória 
e os alunos seriam eternos repetidores, porque aprenderiam a copiar e repetir, uma vez 
que o ato pedagógico estaria centrado na palavra do outro. Neste parâmetro, a gestão 
é heterogestionária, a educação domesticadora adequada à sociedade de exclusão. 
Nas escolas e no avanço teórico-prático da educação e de sua administração, vem se 
engendrando uma outra visão de conhecimento, não o reduzindo à mera informação a ser 
transmitida.
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Lauro Carlos Wittmann nos pede para refletirmos sobre o conhecimento 
em permanente construção e reconstrução, que é constitutivo da 
transcendência humana e da construção da história. A compreensão do 
conhecimento como processo e construção implica a intersubjetividade, 
a parceria, a partilha, e se opõe a toda forma de redução à mercadoria.
Compreendendo conhecimento como produção, processo e construção, o 
objetivo da prática educativa é trabalhar o conhecimento historicamente acumulado pela 
humanidade, em confronto e interlocução com o conhecimento dos participantes do processo 
educativo. O ato pedagógico consiste no processo de ampliação do saber e de construção 
das condições subjetivas para ser sujeito. Trabalha-se, prioritariamente, a inteligência, 
porque os participantes vão construir as condições de sujeito e autor de seu próprio dizer. 
Neste parâmetro, a administração é autogestionária, a educação emancipadora e relevante 
para a construção de uma sociedade de inclusão universal.
 
Confira a síntese destas visões de conhecimento, suas implicações para a gestão, 
na figura — Conhecimento — objeto do trabalho pedagógico. 
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CONHECIMENTO
Objeto do trabalho pedagógico
Informação / produto
Passar o conteúdo
Transmissão do conhecimento
A memória
Ensinagem
Homem erudito
Heterogestão
Domesticadora
EXCLUSÃO Marginalidade 
HETERONOMIA
CONCEPÇÃO
OBJETIVO
ATO PEDAGÓGICO
TRABALHA MAIS
PROCESSO
FORMAÇÃO
GESTÃO
EDUCAÇÃO
SOCIEDADE
Construção/ processo
Trabalhar o conteúdo
Ampliação do saber
A inteligência
Aprendência
Homem culto
Ampliação do saber
Emancipadora
INCLUSÃO universal 
AUTONOMIA
FONTE: WITTMANN, Lauro Carlos. Gestão democrática. Curitiba: IBPEX, 2004. p. 41-47. 
3 ESCOLA: CULTURA DE PROJETOS
Vivemos a época da “cultura de projeto” em nossas escolas. Trata-se de uma conduta 
de antecipação presente para prever e melhor aproveitar o futuro. Essa influência do futuro 
sobre nossas adaptações cotidianas só faz sentido se o domínio que tentamos desenvolver 
sobre os diferentes espaços cumpre a função de melhorar as condições de vida do ser humano. 
Esta é a principal referência para este texto, que objetiva melhor compreender o significado e 
o processo do projeto pedagógico.
Como sugere Gadotti (2001), a palavra projeto vem do verbo projetar, lançar-se para 
frente, dando sempre a ideia de movimento, de mudança. Sua origem etimológica, como explica 
Veiga (2001, p. 12), confirma a forma de compreender o termo projeto, que “[...] vem do latim 
projectu, que significa lançar para diante”. Na definição de Alvaréz (1995), o projeto representa 
o laço entre presente e futuro, sendo ele a marca da passagem do presente para o futuro. Para 
Fagundes (1999), o projeto é uma atividade natural e intencional que o ser humano utiliza para 
procurar solucionar problemas e construir conhecimentos. No mundo contemporâneo, o projeto 
é a mola do dinamismo, tornando-se um instrumento indispensável de ação e transformação. 
Boutinet (2002), em seu estudo sobre a antropologia do projeto, explica que o termo 
projeto teve seu reconhecimento no final do séculoXVII. Sua primeira tentativa de formalização 
de um projeto foi a partir da criação arquitetônica com o sentido semelhante ao que nele se 
QUADRO 4 – CONHECIMENTO OBJETO DO TRABALHO PEDAGÓGICO
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reconhece atualmente. Concepção marcada pelo pensamento medieval “no qual o presente 
pretende ser a reatualização de um passado considerado como jamais decorrido”. (BOUTINET 
2002, p. 34).
Caro(a) acadêmico(a), na tentativa de uma síntese, pode-se dizer que 
“a palavra projeto faz referência à ideia de frente: um projetar, lançar 
para, a ação intencional e sistemática, onde estão presentes: a utopia - 
concreta/confiança; a ruptura/continuidade e o instituinte/instituído.” 
(GADOTTI apud VEIGA, 2001, p. 18).
Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa 
tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e 
buscar uma estabilidade em função do propósito que cada projeto contém. Um projeto educativo 
pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis 
os caminhos de ação, comprometendo seus atores e autores. 
Você deve estar se perguntando: e o projeto com a qualificação de pedagógico, qual 
é o seu significado? 
Em meados da década de 90, a ideia de projeto pedagógico vem tomando corpo no 
discurso oficial e em quase todas as instituições de ensino, espalhadas nesse imenso Brasil. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96 (BRASIL, 1996)), em seu 
artigo 12, inciso 1, prevê que “os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns 
e as do seu sistema de ensino, têm a incumbência de elaborar e executar sua proposta 
pedagógica”. Deixa explícita a ideia de que a escola não pode prescindir da reflexão sobre sua 
intencionalidade educativa. Assim sendo, o projeto pedagógico passou a ser objeto prioritário 
de estudo e de muita discussão. 
Para André (2001, p. 188), o Projeto Político-Pedagógico não é somente uma carta de 
intenções, nem apenas uma exigência de ordem administrativa, pois deve “[...] expressar a 
reflexão e o trabalho realizado em conjunto por todos os profissionais da escola, no sentido 
de atender às diretrizes do Sistema Nacional de Educação, bem como às necessidades 
locais e específicas da clientela da escola”. Ele é “a concretização da identidade da escola e 
oferecimento de garantias para um ensino de qualidade”. 
Segundo Libâneo (2001, p. 125), o projeto político-pedagógico “[...] deve ser 
compreendido como instrumento e processo de organização da escola”, tendo em conta as 
características do instituído e do instituinte. Segundo Vasconcellos (1995), o projeto pedagógico 
é um instrumento teórico-metodológIco que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da 
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escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, 
participativa. É uma metodologia de trabalho que possibilita resignificar a ação de todos os 
agentes da instituição.
O projeto político-pedagógico não é um conjunto de planos e projetos de professores, 
nem apenas um mero documento que trata dos caminhos pedagógicos da instituição 
educativa, mas um produto específico que reflete a realidade da escola, situada em um 
contexto mais amplo. O Projeto Pedagógico, na realidade, poderia ser considerado como um 
instrumento que permite ordenar, clarear, intensificar, nortear a ação educativa da instituição 
educacional em sua totalidade. O propósito do Projeto Pedagógico é a explicitação dos 
fundamentos teórico-metodológicos da ação, dos objetivos, da organização e das formas 
de avaliação institucional.
O Projeto Político-Pedagógico não é documento para ficar engavetado em uma mesa 
na sala do gestor escolar, pois transcende o simples agrupamento de planos de ensino e 
atividades diversificadas. É um instrumento de trabalho que indica rumo, direção e deve ser 
construído com a participação de todos os profissionais da instituição, bem como alunos, pais 
e comunidade escolar. 
O Projeto Pedagógico tem duas dimensões, como explicam André (2001) e Veiga (1999): 
a política e a pedagógica. 
FONTE: Adaptado de: André (2001) e Veiga (1999)
FIGURA 17 – PROJETO: POLÍTICO E PEDAGÓGICO
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Desta forma, o Projeto Pedagógico se caracteriza e é denominado em muitas unidades 
escolares como Projeto Pedagógico, em outras como proposta pedagógica e em tantas outras 
como Projeto Político-Pedagógico. Contudo, observa-se que todos abrangem as duas principais 
dimensões: o pedagógico e o político.
UNI
Caro(a) acadêmico(a), em sua região, qual é a nomenclatura usada? O 
importante é observar a pertinência e coerência de suas concepções, 
objetivos, metas que regem cada projeto e se as ações são colocadas 
em prática. Não é mesmo? 
Em minha cidade, melhor dizendo, na escola em que leciono, existe o Projeto Pedagógico 
que é o projeto que cada docente realiza no início do ano letivo; é o nosso plano de ação. E a 
escola possui o Projeto Político-Pedagógico, que abrange todas as esferas da unidade escolar, 
realizado de forma democrática e participativa. 
Nos itens seguintes indicaremos exemplos reais de projetos pedagógicos (plano de 
ação do docente) e Projeto Político-Pedagógico, para efeito de ilustração de uma realidade 
concreta, que funciona e tem dado bons frutos. 
3.1 CONSTRUÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO
O projeto pedagógico, também conhecido como P.P., é a síntese dos princípios, das 
diretrizes e prioridades estabelecidas pelo professor a partir dos objetivos educacionais e da 
definição dos resultados a serem atingidos durante o ano letivo com sua turma, seus alunos. Este 
deve estar voltado para a melhoria da aprendizagem dos alunos e do desempenho da escola. 
Os objetivos e metas do projeto pedagógico devem ser elaborados após um prévio 
conhecimento da turma na qual o professor leciona. É imprescindível a parceria entre o professor 
e a orientação educacional da escola, se existir. 
É de total responsabilidade do professor a elaboração do seu projeto pedagógico. O 
mesmo deve ser elaborado a partir das necessidades, limitações, expectativas e potencialidades 
da turma em questão, levando em consideração os recursos pedagógicos e mateirais de apoio 
existentes na escola e estar de acordo com a Proposta Curricular do município, ou da esfera 
governamental na qual você trabalha. 
Na elaboração de um P.P. deve-se levar em consideração, no mínimo, as seguintes 
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informações: 
	competências e habilidades que os alunos e/ou os envolvidos precisam desenvolver, dentro 
de contextos significativos;
	lembrar de elencar, levantar as informações quanto aos conhecimentos prévios da equipe/
turma, bem como levantamento dos materiais a serem utilizados;
	organização do espaço e as relações em sala de aula e fora dela, visando às relações 
interpessoais e organizar o tempo em que o projeto será desenvolvido. 
UNI
Caro(a) acadêmico(a), no município em que trabalho, o projeto 
pedagógico tem por finalidade substituir o tradicional Plano de Curso 
Anual e constitui-se em um documento do professor.
Numa visão mais prática, a seguir, há um roteiro que poderá auxiliar na elaboração de 
um projeto pedagógico, ou seja, seu plano de ação. Lembre que o(a) gestor(a) também tem a 
incumbência de realizar o seu plano de ação, cada um na sua especificidade. Observe:
I. MARCO REFERENCIAL
1. Marco 
Situacional
Neste i tem você 
d e v e r á e s c r e v e r 
sobre:
 
2. Marco Doutrinal 
(Referencial teórico 
do professor)
3. Marco Operativo
(Aqui você deixa de 
sonhar e parte para 
as ações práticas).
a) Como você vê o mundo atual? (aspecto social, político, econômico, cultural, 
religioso).
b) Como você vê a comunidade na qual sua escola está inserida? (cidade, 
localidade onde sua escola está inserida, localizada).a) Que concepção de educação, educador, você almeja? 
b) Que tipo de aluno quer formar?
c) Como deseja, sonha a relação educadorXalunos X gestorX funcionários 
X comunidade?
d) Que tipo de sociedade você almeja construir? 
a) Que metas? (desafios/objetivos) e ações concretas são necessárias para 
tornar viável o seu Projeto Pedagógico.
b) O que? (aqui podes inserir os conteúdos curriculares mínimos de sua escola).
c) Para quem? (Destaque os objetivos que almejas desenvolver com seus 
alunos, pode ser por disciplina, conteúdos, como preferir).
d) Como? (Aqui você irá relacionar, estabelecer as estratégias de ensino que 
irá realizar durante o ano, como auxílio no desenvolvimento dos conteúdos 
curriculares).
e) Quando? (Neste item podes separar os Conteúdos Curriculares Mínimos 
por bimestre, semestre (...) conforme sua realidade. Organização das ações).
QUADRO 5 – MODELO DE PLANO DE AÇÃO 
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DIC
AS!
II. DIAGNÓSTICO
No diagnóstico você fará a descrição das características socioculturais da comunidade 
(pais dos seus alunos), dos alunos e da sala de aula (grau de aprendizagem dos alunos).
Obs: Este item só pode ser elaborado após contato do educador com os seus alunos durante 
algumas semanas, sendo, primeiramente, necessário conhecê-los para elaborar este item. 
Para conhecê-los melhor, poderá aplicar um questionário para melhor conhecer a realidade 
da turma e de suas famílias. É pertinente elaborar um único instrumento para coleta destes 
dados para todas as turmas da escola. 
III. AVALIAÇÃO
a) Qual sua concepção de avaliação? (Como você avalia o aluno? Através de quais 
instrumentos de avaliação - provas, exercícios, trabalhos em grupo, pesquisas, participação 
em aula, observação...? Que uso você faz da avaliação? Apenas para lançar nota? A 
avaliação para você é um meio ou um fim? 
b) Como o Projeto Pedagógico será avaliado? ( De que forma durante o ano você pretende 
avaliar o seu Projeto Pedagógico para que, na sua reelaboração no início do próximo ano, 
você possa saber o que foi válido e o que não foi)? 
FONTE: Curso de Propedêutica: Projeto Professor Competente. FERJ/Prefeitura Municipal de 
Pomerode, 1998.
A elaboração do Projeto Pedagógico faz pensar sobre a nossa prática como docentes, 
gestores, administradores, orientadores e supervisores educacionais. Ele viabiliza o trabalho 
de todos, cada um focando a função que lhe compete realizar. O P.P. é a sua cara, tem o seu 
olhar, o seu parecer, o seu comprometimento com a educação e a construção do conhecimento 
do seu aluno, visando sempre à qualidade da educação. Este foi apenas um modelo de projeto 
pedagógico, você poderá adaptá-lo caso haja interesse. 
Caro(a) acadêmico(a), indico o livro de BOUTINET, 
Jean-Pierre. Antropologia do projeto. 5. ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2002. Esta leitura servirá para o seu 
aprimoramento no que se refere a projeto. Este livro 
descreve várias formas de pensar projetos na educação. 
Vale a pena conferir!
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3.2 ROTEIRO PARA PROJETOS
Imagine você em seu ambiente de trabalho, ou futuro ambiente de trabalho, na qualidade 
de gestor(a), e reflita sobre as situações que você vai verificar na ilustração que segue.
Projeto como método de ensino e pesquisa:
Verificação de uma situação-problema.
O planejamento para o sucesso do trabalho.
FIGURA 18 – TEORIA E EXPERIÊNCIA
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Trabalho em grupo para a resolução de um problema.
Partir da teoria para a prática.
Verificação do sucesso da prática. 
FONTE: Walt Disney Records. Tigrão o filme. Rio de Janeiro: 
Abril, 1999.
A seguir, uma ilustração humorada que nos ajuda a refletir sobre a importância de que 
todo projeto deve ir ao encontro das necessidades.
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FONTE: GREIVE, Bradley Trevor. Um dia daqueles. Rio de Janeiro: 
Sextante, 2001.
Analisou? Pois bem, é visível que para realizar um projeto necessitamos seguir algumas 
normas básicas, como: 
a) ter um problema para resolver (questão problema);
b) planejar em equipe como podem resolver o problema;
c) em grupo, é momento de agir, colocar a teoria em confronto com a prática;
d) agir, ação, é momento de fazer, realizar o combinado, fazer funcionar o equipamento 
construído, ou seja, as estratégias elaboradas;
e) voltar e refletir sobre a prática, fazer um feedbeck sobre a ação coletiva, verificar se a 
teoria teve sintonia com a prática. Será que sempre conseguimos alcançar o nosso objetivo 
pressuposto? Será que conseguiram mover a pedra do lugar? Ouve falha total no projeto? 
Qual era mesmo o objetivo, a preocupação, o problema? É imprescindível avaliar toda ação, 
realizando reflexão-ação-reflexão.
ATEN
ÇÃO!
Podemos realizar projetos aleatoriamente? Ou ele deve ser realizado 
conforme a necessidade da equipe escolar, comunidade, alunos? 
Neste enfoque, um projeto a ser desenvolvido com uma turma específica, numa 
disciplina, ou de forma interdisciplinar, ou projeto elaborado pelo gestor(a) solicitando algo para 
a escola e/ou a ser realizado na escola..., poderá constar dos seguintes itens: 
FIGURA 19 – UM DIA DAQUELES
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Capa (conforme normas da ABNT. Sim, já podem ensinar aos alunos a metodologia 
correta).
Tema (suposto título da pesquisa, tema proposto pela equipe a ser desenvolvido).
Justificativa - Consiste na exposição completa das razões de ordem teórica e dos 
motivos de ordem prática, que tornam importante a realização do Projeto. Na justificativa, 
exige-se criatividade e capacidade de convencer o leitor, fazendo com que o mesmo 
compreenda os objetivos e finalidades de seu projeto.
Problema de pesquisa (afinal, que pesquisa iremos realizar se não temos um problema 
a ser desvendado?) Para contextualizar melhor o problema, nas diversas áreas do conhecimento, 
questione e elabore junto com seus alunos e/ou equipe de trabalho quais são: 
	as certezas (provisórias que eles têm sobre o problema de pesquisa);
	dúvidas (temporárias, pois estão justamente realizando o projeto para sanar as dúvidas e 
verificar se as certezas estão corretas);
Objetivos do projeto: nos objetivos define-se a que o projeto visa, delimitando os 
resultados que se pretendem alcançar e sua finalidade. É sempre oportuno elaborar: 
	Objetivo geral – elaborado de forma ampla. 
	Objetivos específicos – focando cada tema abordado, são mais direcionados. 
Metodologia: a metodologia deve responder à pergunta de como fazer, como realizar 
o projeto. Nela apresenta-se as etapas concretas de elaboração, execução e, principalmente, 
a avaliação do projeto. Deve ser um registro fiel das ações a serem colocadas em prática para 
atingir as metas previstas. Prevê a aplicação prática das atividades e organização do relatório 
final. 
Conhecimentos a serem desenvolvidos no projeto: aqui é oportuno descrever quais 
conteúdos mínimos das disciplinas que você almeja desenvolver no decorrer do projeto junto 
a seus alunos. No caso dos gestores(as), ações específicas para cada segmento da unidade 
escolar. 
UNI
Estes exemplos, caro(a) acadêmico(a) são ilustrativos, com o objetivo de 
apresentar de forma prática como se torna simples elaborar projetos nas 
mais diversas áreas do conhecimento. 
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Neste tópico você estudou sobre: 
	Projeto pedagógico e sua construção.
	O conhecimento adquirido através da elaboração e execução de projetos, sendo ele objeto 
do trabalho pedagógico.
	O trabalho com projetos nas escolas.
	Diferença entre projeto pedagógico e projeto “político-pedagógico’’.
	Modelos práticos de elaborar projetos (plano de ação do professor, gestor, orientador... ).
	Modelo prático para desenvolver projetos, nas mais diversas áreas do conhecimento. 
RESUMO DO TÓPICO 2
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Querido(a) acadêmico(a)! Se você está gestor(a) oupretende estar, elabore o 
seu Plano de Ação, ou seja, o seu Projeto Pedagógico de acordo com o modelo citado 
no item 3.1 deste tópico. 
Boa produção!
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PLANEJAR: PROJETO 
POLÍTICO-PEDAGÓGICO 
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 3
UNIDADE 2
Neste tópico convido você a estudar sobre o que é e como podemos elaborar um 
Projeto Político-Pedagógico. Apresentamos os seus fundamentos, um roteiro para a sua 
elaboração, avaliação e o porquê avaliar, sem esquecer da avaliação institucional. Lembrando 
sempre que o planejamento deve ocorrer de forma democrática e compartilhada. Como leitura 
complementar, você terá a oportunidade de ler o texto sobre os pressupostos norteadores do 
Projeto Político-Pedagógico. 
PPP: documento produzido por meio do diálogo entre os diversos 
segmentos da comunidade escolar, com o objetivo de planejar todo o 
trabalho administrativo-pedagógico da escola.
FIGURA 20 – PPP
FONTE: Disponível em: <www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/a-construcao-do-projeto-politico-
pedagogico-da-escola/>. Acesso em: 24 out. 2012.
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No Brasil, a escola propicia mais um símbolo de status do que um mecanismo de redução 
das desigualdades sociais. Ela vem também de uma tradição autoritária e de centralização 
administrativa. Estes modelos sobrevivem em alguns espaços escolares e é oportuno que a 
escola se pergunte sobre si mesma, sobre seu papel como instituição numa sociedade que 
se democratizou recentemente e que passa por profunda reforma do Estado. Fazendo esta 
autoavaliação, a escola poderá interferir nos modelos de dominação. 
Não é por acaso, ou sem motivo, que as questões da autonomia, cidadania e 
participação no ambiente escolar vêm sendo assunto de pauta no debate educacional 
brasileiro. Essa mobilização pela qualidade da educação se alinha à necessidade de um 
Projeto Político-Pedagógico próprio.
UNI
Vamos saber um pouco mais sobre o PPP?
2 FUNDAMENTOS DO PPP
Até recentemente, a grande questão da escola limitava-se a uma escolha entre ser 
tradicional ou moderna. Essas categorias não sumiram, apenas não respondem mais a todas 
as questões atuais da escola e, muito menos, à questão do Projeto Político-Pedagógico. Com 
este olhar, o PPP, além de ser uma obrigação legal, traduz a visão, os objetivos, as metas e 
principalmente as ações que determinam o percurso a ser trilhado pela escola.
Contudo, a existência de uma educação baseada nestas categorias renasce e é 
impulsionada pelos últimos avanços tecnológicos e mercadológicos. Neste contexto, aspectos 
como o pluralismo político, a emergência do poder local e a multiculturalidade passam a ser 
um novo desafio, que exige maior autonomia e novas formas de participação social para as 
unidades escolares. 
UNI
Como tudo isso se traduz na escola? 
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O título PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO tem esta denominação devido a todo 
projeto pedagógico ser POLÍTICO. Num projeto político-pedagógico, as políticas incorporadas 
são as linhas de ação que orientam as atitudes básicas como necessárias para desenvolver 
um projeto, um plano. 
Veja só: Política, segundo Abbagnano (2007), em seu Dicionário de Filosofia, indica 
que é a doutrina do direito e da moral; teoria do Estado; arte ou ciência do governo; o estudo 
dos comportamentos intersubjetivos [...].
O autor Saviani (1997, p. 101) afirma que, “[...] com efeito, eu só posso afirmar que 
a educação é um ato político (contém uma dimensão política) na medida em que eu capto 
determinada prática como sendo primordialmente educativa e secundariamente política”. 
Frequentemente, confunde-se projeto com plano. Certamente, o plano diretor da escola, 
que se apresenta como conjunto de objetivos, metas e procedimentos, faz parte do seu projeto, 
mas não é todo o seu projeto. 
De maneira geral, o plano fica no campo do instituído, no campo do cumprimento mais 
eficaz da instituição escolar, como alguns discursos em torno da “qualidade” e, em particular, 
da “qualidade total” da educação. Um projeto necessita sempre rever o instituído para, a partir 
dele, instituir outras questões. Um Projeto Político-Pedagógico tem a necessidade de se tornar 
instituinte. Isto não significa que o Projeto Político-Pedagógico nega o instituído da escola, que 
é a sua história e sua concepção. O instituído decorre do conjunto de seus:
	currículos;
	métodos;
	conjunto de seus atores internos e externos; 
	modo de vida da comunidade escolar.
 Um projeto sempre parte do instituído e se completa com o instituinte. Fica prejudicado o 
projeto que não é construído com olhares voltados a uma direção política. Por isso, todo projeto 
pedagógico da escola é também político. Vale observar também que o projeto pedagógico da 
escola é um processo inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece 
como horizonte da escola. 
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OITO QUESTÕES ESSENCIAIS SOBRE PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO 
1 Em que contexto histórico surgiu o projeto pedagógico? 
Na década de 1980, o mundo mergulhou numa crise de organização institucional, quando 
se passou a questionar o modelo de Estado intervencionista – que determinava o funcionamento 
de todos os órgãos públicos, inclusive a escola. Nesse contexto internacional, o Brasil vivia 
o movimento de democratização, após um longo período de ditadura. A centralização e a 
planificação típicas do governo militar passaram a ser criticadas e, na elaboração da Constituição 
de 1988, o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública (que congregava entidades sindicais, 
acadêmicas e da sociedade civil) foi um dos grandes batalhadores pela "gestão democrática 
do ensino público", um conceito que pretendia oferecer uma alternativa ao planejamento 
centralizador estatal. Outro aspecto importante é que nessa mesma época a escola brasileira 
passou a incluir em seus bancos populações antes excluídas do sistema público de ensino. 
Ela ficou, assim, mais diversa e teve de adequar suas práticas à nova realidade. A instituição 
de um projeto pedagógico surgiu como um importante instrumento para fazer isso.
2 Qual é a relação do global e do local com o plano? 
No modelo vigente durante a ditadura, o que era permitido aos professores ensinar (e 
aos alunos aprender) ao longo do processo de escolarização era decidido quase exclusivamente 
pelo governo militar. A Educação era toda organizada com base em determinações do poder 
central. Assim, os conteúdos eram tratados de maneira hegemônica e as instâncias locais (ou 
seja, as próprias escolas) ficavam numa posição de "passividade" diante dessas imposições. 
Com a instituição do projeto pedagógico, na Constituição de 1988, a realidade local passou 
a funcionar como "chave de entrada" para a abordagem de temas e conteúdos propostos no 
currículo – justamente por serem relevantes na atualidade. O plano, por outro lado, deve prever 
que a escola conecte seus alunos com as discussões globais, reencontrando sua importância 
cultural na comunidade. 
3 O que o bom projeto pedagógico deve conter? 
Alguns aspectos básicos devem estar presentes na elaboração do projeto pedagógico 
de qualquer escola. Antes de mais nada, é preciso que todos conheçam bem a realidade da 
comunidade em que se inserem para, em seguida, estabelecer o plano de intenções – um pano 
de fundo para o desenvolvimento da proposta. Na prática, a comunidade escolar deve começar 
respondendo à seguinte questão: por que e para que existe esse espaço educativo? Uma vez 
que isso esteja claro para todos, é preciso olhar para os outros três braços do projeto. São eles:
- A proposta curricular - Estabelecer o que e como se ensina, as formas de avaliação da 
aprendizagem, a organização do tempo e o uso do espaço na escola, entre outros pontos.
- A formação dos professores - A maneira como a equipe vai se organizar para cumprir asnecessidades originadas pelas intenções educativas.
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- A gestão administrativa - Que tem como função principal viabilizar o que for necessário 
para que os demais pontos funcionem dentro da construção da "escola que se quer". 
Assim, é importante que o projeto preveja aspectos relativos aos valores que se deseja 
instituir na escola, ao currículo e à organização, relacionando o que se propõe na teoria com 
a forma de fazê-lo na prática – sem esquecer, é claro, de prever os prazos para tal. Além 
disso, um mecanismo de avaliação de processos tem de ser criado, revendo as estratégias 
estabelecidas para uma eventual reelaboração de metas e ideais. 
Indo além, o projeto tem como desafio transformar o papel da escola na comunidade. 
Em vez de só atender às demandas da população – sejam elas atitudinais ou conteudistas – e 
aos preceitos e às metas de aprendizagem colocados pelo governo, ela passa a sugerir aos 
alunos uma maneira de "ler" o mundo.
4 Quem deve elaborá-lo e como deve ser conduzido o processo? 
A elaboração do projeto pedagógico deve ser pautada em estratégias que deem voz 
a todos os atores da comunidade escolar: funcionários, pais, professores e alunos. Essa 
mobilização é tarefa, por excelência, do diretor. Mas não existe uma única forma de orientar 
esse processo. Ele pode se dar no âmbito do Conselho Escolar, em que os diferentes segmentos 
da comunidade estão representados, e também pode ser conduzido de outras maneiras – 
como a participação individual, grupal ou plenária. A finalização do documento também pode 
ocorrer de forma democrática – mas é fundamental que um grupo especialista nas questões 
pedagógicas se responsabilize pela redação final para oferecer um padrão de qualidade às 
propostas. É importante garantir que o projeto tenha objetivos pontuais e estabeleça metas 
permanentes para médio e longo prazos (esses itens devem ser decididos com muito cuidado, 
já que precisam ser válidos por mais tempo). 
5 O projeto pedagógico deve ser revisado? Em que momento? 
Sim, ele deve ser revisto anualmente ou mesmo antes desse período, se a comunidade 
escolar sentir tal necessidade. É importante fazer uma avaliação periódica das metas e dos 
prazos para ajustá-los conforme o resultado obtido pelos estudantes, que pode ficar além ou 
aquém do previsto. As estratégias utilizadas para promover a aprendizagem fracassaram? Os 
tempos foram curtos ou inadequados à realidade local? É possível ser mais ambicioso no que diz 
respeito às metas de aprendizagem? A revisão é importante também para fazer um diagnóstico 
de como a instituição está avançando no processo de transformação da realidade. Além disso, o 
plano deve passar a incluir os conhecimentos adquiridos nas formações permanentes, revendo 
as concepções anteriores e, quando for o caso, modificando-as. 
6 Como atuar ao longo de sua elaboração e prática?
 
O diretor deve garantir que o processo de criação do projeto pedagógico seja 
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democrático, da elaboração à implementação, prevendo espaço para seu questionamento por 
parte da comunidade escolar. O gestor é a figura que articula os diferentes braços operacionais 
e conceituais em relação ao plano de intenções, a base conceitual do documento. É quem 
deve antecipar os recursos a serem mobilizados para alcançar o objetivo comum. Para sua 
implantação, ele também cuida para que projetos institucionais que se estendam a toda a 
comunidade escolar – como incentivo à leitura ou à proteção ambiental – não se percam com a 
chegada de novos planos, mantendo o foco nos objetivos mais amplos previstos anteriormente. 
Além disso, é ele quem garante que haja a homologia nos processos, ou seja, que os preceitos 
abordados no "plano de intenções" não se deem só na relação professor/aluno, mas se 
estendam a todas as áreas. Por exemplo: se ficou combinado que a troca de informações entre 
pares colabora para o processo de aprendizagem e é positiva como um todo, a organização 
dos espaços da escola deve propiciar as interações, a relação com os pais tem de valorizar 
o encontro entre eles, as propostas pedagógicas precisam prever discussões em grupo etc.
7 O projeto pedagógico precisa conter questões atitudinais? 
Sim, há uma função socializadora inerente à escola e ela é difusora de valores e atitudes, 
quer tenhamos consciência disso, quer não. As instituições de ensino não são entidades alheias às 
dinâmicas sociais e é importante que tenham propostas em relação aos temas relevantes também 
do lado de fora de seus muros – já que eles se reproduzem, em maior ou menor escala, em seu 
interior. O que não se pode determinar no projeto pedagógico são respostas a essas perguntas, 
que a própria sociedade se coloca. Como resolver a questão da violência, da gravidez precoce, 
do consumismo, das drogas, do preconceito? Diferentemente do que propunha o modelo do 
Estado centralizador, não há uma só resposta para cada uma dessas perguntas. O maior valor 
a trabalhar nas escolas talvez seja o de desenvolver uma postura atenta e crítica.
8 Quais são as maiores dificuldades na montagem do projeto? 
É muito comum que o plano de intenções – que deve ser o objetivo maior e o guia de 
todo o resto – não fique claro para os participantes e que isso só se perceba no decorrer de 
seu processo de implantação. Outro aspecto frequente é que os meios e as estratégias para 
chegar aos objetivos do projeto pedagógico se confundam com ele mesmo – por exemplo, 
que a pontualidade nas reuniões ganhe mais importância e gere mais discussões do que o 
próprio andamento desses encontros. Um processo democrático traz situações de divergência 
para dentro da escola: os atores têm diferentes compreensões sobre o que é de interesse 
coletivo. Por isso, é preciso estabelecer um ambiente de respeito para dialogar e chegar 
a pontos de acordo na comunidade. Outro ponto que gera problemas é a confusão com o 
Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) – documento que guia municípios e instituições 
a desenvolver objetivos e estratégias para melhorar o acesso, a permanência e os índices de 
aprendizagem das crianças.
FONTE: Adaptado de: <http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/questoes-essenciais-
projeto-pedagogico-427805.shtml>. Acesso em: 14 ago. 2012. 
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2.1 A CONSTRUÇÃO DO PPP 
 É RESPONSABILIDADE DE QUEM?
O projeto da escola não é responsabilidade apenas de sua direção/gestão. Ao contrário, 
numa gestão colegiada, a direção é escolhida a partir do reconhecimento da competência e 
da liderança de alguém capaz de executar um projeto coletivo.
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Você, caro(a) acadêmico(a), já deve ter percebido que quando falamos 
em elaboração coletiva, execução coletiva, nos referimos de fato a alunos, 
pais, professores, gestores, funcionários e representantes da comunidade 
escolar. Adiante, conversaremos mais sobre os conselhos escolares, o 
trabalho democrático, participativo e compartilhado. Aguarde! 
Não faz sentido buscar definições genéricas de Projeto Político-Pedagógico, pois não 
existem duas escolas iguais. Foi-se o tempo da pretensão de saber de antemão qual é o 
projeto adequado para as escolas. Foi-se também o tempo em que se deixava ao encargo do 
diretor/gestor a responsabilidade de definir, realizar, elaborar o projeto, sem ter incorporado as 
experiências, opiniões e aspirações daqueles que vão realizá-lo (a equipe escolar) e daqueles 
para os quais o projeto é feito (alunos e suas famílias). 
Em alguns espaços, infelizmente, o planejamento técnico-racional toma o lugar da 
responsabilidade compartilhada, do diálogo e da criatividade necessários à elaboração do 
projeto em questão. Toma o lugar de uma Gestão Democrática.
FIGURA 21 – LIBERDADE DE EXPRESSÃO
FONTE: Disponível em: <http://blogcelianeri.wordpress.com/2012/03/02/
mafalda/205-mafalda/>. Acesso em: 24 out. 2012.
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2.2 GESTÃO DEMOCRÁTICA E COMPARTILHADA 
A Gestão Democrática exige, em primeiro lugar, uma mudança de mentalidade: 
deixar de lado o velho preconceito de que a escola pública é apenas um aparelho burocrático 
do Estado e não uma conquista da comunidade e um bem coletivo. A gestão democrática 
convoca a comunidade e os usuários da escola a agirem como cogestores e não apenas como 
fiscalizadores e, menos ainda, como meros receptores dos serviços educacionais. Na Gestão 
Democrática, pais e alunos, professores e funcionários assumem sua parte de responsabilidade 
pelo projeto da escola.
Na verdade, a proposta pedagógica é a forma pela qual a autonomia se exerce. 
E a proposta pedagógica não é uma “norma”, nem um documento ou formulário 
a ser preenchido. Não obedece a prazos formais nem deve seguir especifi-
cações padronizadas. Sua eficácia depende de conseguir pôr em prática um 
processo permanente de mobilização de “corações e mentes” para alcançar 
objetivos compartilhados. (PCN, 2008, p. 83).
Caro(a) acadêmico(a)! Este livro, de autoria de Vitor 
Henrique Paro, GESTÃO ESOLAR, DEMOCRACIA E 
QUALIDADE DE ENSINO, Editora Ática, São Paulo: 2007, 
com 120 páginas, vem consolidar a gestão democrática 
com o conceito da qualidade da educação. O autor 
aborda conceitos teóricos com a prática cotidiana. O 
livro propõe reflexões sobre o papel sociopolítico da 
educação e apresenta propostas para a implementação 
de mudanças com vistas ao ensino para a democracia.
Há, no mínimo, duas razões que justificam a implantação de um processo de gestão 
democrática na escola, seja ela pública ou não:
 
a) Formar o aluno para a cidadania: para isso, ela deve dar o exemplo. A gestão 
democrática da escola é um passo importante no aprendizado da democracia. Ela está a 
serviço da comunidade. Nisso, a gestão democrática da escola presta serviço à comunidade 
que a mantém. Afinal, a escola não é um fim em si mesma.
b) Ensino: a gestão democrática colabora diretamente para o ensino, que é o 
objetivo geral e específico da escola. A participação na gestão da escola proporciona melhor 
conhecimento do funcionamento da escola e de seus atores/colaboradores/parceiros ativos 
e participativos; estreitando, desta forma, o contato entre professores e alunos, aumentando, 
assim, a aprendizagem e o conhecimento mútuo e, como consequência, auxilia na percepção 
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das necessidades dos alunos e os conteúdos ensinados pelos professores. 
Numa perspectiva democrática, a LDB amplia o papel da escola diante da sociedade, 
colocando-a como o centro de atenção das políticas educacionais no fortalecimento de 
uma gestão mais democrática e compartilhada. Nela destacam-se três eixos, diretamente 
relacionados à construção do projeto. Veja: 
O eixo da 
flexibilidade
O eixo da avaliação
O eixo da liberdade
Vincula-se à autonomia, possibilitando à escola organizar o seu 
próprio trabalho pedagógico.
Reforça um aspecto importante a ser observado nos vários níveis 
do ensino público. (artigo 9º , inciso VI).
Expressa-se no âmbito do pluralismo de ideias e de concepções 
pedagógicas (artigo 3º, inciso III) e da proposta de gestão democrática 
do ensino público (artigo 3º, inciso VIII), a ser definida em cada 
sistema de ensino. 
FONTE: Brasil (1996)
QUADRO 6 – EIXOS PARA A CONSTRUÇÃO DO PROJETO
GESTÃO DEMOCRÁTICA = GESTÃO COMPARTILHADA
Uma gestão democrática tem início na sala da direção, perpassa pela coordenação, 
secretaria, cozinha e chega à sala de aula, espaço onde professor-aluno, educador, educando 
fazem com que tudo aconteça. Entretanto o fato de a sala de aula ser o "espaço institucional" 
da aprendizagem, esta ocorre em todos os lugares e por meio de todos. Hoje mais do que 
nunca nossos alunos têm acesso a todo e qualquer tipo de informação, através de várias 
mídias. Evidencia-se dessa forma a necessidade de uma escola cada vez mais participativa, 
principalmente dentro dela mesma, com professores atuantes e comprometidos com o processo 
e com o sucesso dos alunos e da escola, e com uma equipe gestora (não mais só direção, 
mas também secretaria, coordenação pedagógica e orientação educacional) que transmita 
aos professores segurança, cooperação, promovendo a autonomia aos seus subordinados 
na mesma medida em que saiba cobrar deles os resultados. Esta é uma gestão mais do 
que democrática: é uma gestão compartilhada. Neste tipo de gestão a responsabilidade 
pelas ações é dividida, há a descentralização do poder e todos os envolvidos no processo 
são chamados à participação e a ser corresponsáveis pelos resultados. Neste contexto, 
fortalecendo a democracia, a autonomia e os valores da escola, está a construção significativa 
do Projeto Político-Pedagógico. Um projeto político-pedagógico, construído com a participação 
de todos, considerando a existência dos Conselhos Escolares, tem importância fundamental 
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2.2.1 Características da gestão democrática
na implementação dessa escola inovadora na nova sociedade do conhecimento, balizada por 
valores éticos de inclusão social e de saberes. Portanto, 
O projeto pedagógico, ao se constituir em processo participativo de decisões, 
preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico 
que desvele os conflitos e as contradições, rompendo com a rotina do mundo 
pessoal e racionalizado da burocracia e permitindo relações horizontais no 
interior da escola. (VEIGA, 1998, p. 13).
FONTE: Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/gestao-democratica-na-escola/42646/. 
Acesso em: 24 out. 2012. 
A gestão democrática possui características que são:
 
	o compartilhamento de decisões e informações;
	preocupação com a qualidade da educação;
DIC
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Leia mais em: <http://www.webartigos.com/artigos/gestao-
democratica-na-escola/42646/#ixzz24EeqH2GS>.
FIGURA 22 – DEMOCRACIA X POVO 
FONTE: Disponível em: <http://blogcelianeri.wordpress.com/2012/03/02/mafalda/205-mafalda/>. 
Acesso em: 13 ago. 2012.
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	relação com custo-benefício, transparência (colocar a comunidade escolar sempre a par de 
como os recursos financeiros da escola são usados).
 Neste sentido, compartilhar decisões significa envolver toda a comunidade escolar. 
Dentro deste prisma, quando as decisões da escola são tomadas em conjunto, a probabilidade 
de que obtenham sucesso é bem maior.
A gestão democrática envolve atitude e método. A atitude democrática busca a 
participação e a transparência. São essenciais, mas não suficientes. É preciso métodos 
democráticos, de efetivo exercício de participação consequente, que alcance resultados. Nesse 
aspecto ela é um aprendizado que demanda tempo, atenção e trabalho. A gestão democrática 
deve estar impregnada de uma atmosfera de ampla circulação das informações que facilitem 
os processos de divisão do trabalho, estabelecimento do calendário escolar, a distribuição das 
aulas, a elaboração ou criação de novos cursos ou de novas disciplinas, a formação de grupos 
de trabalho, a capacitação dos recursos humanos, enfim... 
Existem, certamente, limitações e obstáculos à instauração de um processo democrático 
de elaboração e execução do projeto político-pedagógico da escola. Entre eles, podemos citar: 
	a nossa pouca experiência democrática; 
	a mentalidade de que só os técnicos têm capacidade de planejar e governar e de que o povo é 
incapaz de exercer o governo ou de participar de um planejamento coletivo em todas as suas fases; 
	a própria estrutura do nosso sistema educacional, que é vertical; 
	o autoritarismo que impregnou nossa política educacional; 
	o tipo de liderança que tradicionalmente domina nossa atividade política no campo educacional. 
Um projeto político-pedagógico da escola apoia-se primordialmente: 
	no desenvolvimento de uma consciência crítica; 
	no envolvimento das pessoas: comunidade interna e externa à escola; 
	na participaçãoe na cooperação das várias esferas de governo; 
	na autonomia, responsabilidade e criatividade como processo e produto do projeto. 
O projeto da escola depende, sobretudo, da ousadia de seus gestores e cogestores, da 
ousadia de cada comunidade escolar em assumir a sua participação, seu compartilhamento 
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nas menores manifestações de seu cotidiano, no contexto histórico em que a escola se insere. 
É fundamental compreender que o projeto político-pedagógico tem natureza 
interdisciplinar e intersetorial. Não se trata de trocar de teoria, como se ela pudesse salvar a 
escola. Mas contextualizá-la de forma possível a ser executada.
Pelo que foi dito até agora, a introdução do projeto pedagógico em qualquer escola 
pode ser considerado como um momento importante de renovação da escola. Isso porque ele 
projeta um futuro coletivamente desejado, e projetar significa “lançar-se para frente”, antever 
um futuro diferente do presente. Projeto pressupõe uma ação intencionada, com um sentido 
definido, explícito, sobre o que se quer mudar. Além disso, constitui um processo de realização 
em dois momentos distintos: 
1º) da concepção do projeto; 
2º) da institucionalização e implementação do projeto. 
Como vimos anteriormente, todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas 
para o futuro. Significa intenção ou coragem para arriscar quebrar um estado confortável, 
atravessar um período de instabilidade em nome de um resultado, de um estado melhor do 
que o presente. Um projeto educativo é uma promessa frente a determinadas rupturas e, para 
ter sucesso suas promessas devem ser factíveis e tornar visíveis os campos de ação possível, 
motivando seus atores e autores. Sem confiança na viabilidade do resultado e clareza em 
como fazê-lo acontecer, não se consegue reunir disposição para deslanchar uma mudança. 
O êxito do projeto implica sobretudo uma noção de tempo: Tempo político - o da 
oportunidade política de um determinado projeto. Tempo institucional - cada escola 
encontra-se num determinado tempo de sua história. Um projeto que é inovador e contagiante 
para uma escola pode não ser para outra. Tempo escolar - o período do calendário da escola 
no qual o projeto é elaborado pode ser também decisivo para o seu sucesso. Tempo para 
amadurecer as ideias - só os projetos burocráticos chegam prontos e, por isso, se revelam 
ineficientes a médio prazo. Ideias novas precisam de tempo para serem sedimentadas e 
amadurecidas, para serem discutidas e para persuadirem. 
Sendo o projeto construído de forma democrática e compartilhado, ele deve conter 
elementos que permitam facilitar o êxito na aplicação de um projeto. Neste contexto, pode-se 
destacar: 
	 Comunicação eficiente - O projeto deve ser factível e seu enunciado facilmente 
compreensível. 
	Adesão voluntária e consciente ao projeto - A corresponsabilidade é um fator decisivo 
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no êxito de um projeto. Todos ou, pelo menos, uma grande maioria, precisa estar envolvida; 
	Suporte institucional e financeiro - Que significa vontade política de todos, principalmente 
dos dirigentes. Deve-se ter pleno conhecimento e os recursos financeiros devem estar 
claramente definidos. 
	Controle, acompanhamento e avaliação - Um projeto que não envolva constante avaliação 
não permite que se saiba se seus objetivos estão sendo atingidos. 
	Atmosfera ou ambiente favorável - Não se deve desprezar o componente mágico-simbólico 
que contagia e cimenta a confiança de todos os que se envolvem no design e concretização 
de um projeto.
	Credibilidade - As ideias podem ser boas, mas, se os que as defendem não têm prestígio, 
comprovada competência e legitimidade, o projeto pode não deslanchar.
	Referencial teórico - Que respalde os principais conceitos e a estrutura do projeto. 
A falta desses elementos dificulta a elaboração e implantação de um Projeto Político-
Pedagógico novo para a escola. O que é novo enfrenta sempre a descrença dos que pensam 
que de nada adianta projetar uma boa escola se não houver vontade política dos governantes. 
Contudo, seu pensamento e sua prática se modificam quando existe pressão de todos. 
Um projeto político-pedagógico da escola deve constituir-se um verdadeiro processo de 
conscientização e de formação cívica; deve ser um processo de recuperação da importância 
e da necessidade do planejamento na educação. (GADOTTI; ROMÃO, 1997).
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Também sejamos honestos: sabemos que promover este clima favorável, 
despertar o interesse pela comunidade pelos assuntos da escola não é 
tarefa fácil por parte do gestor. Por isso cabe-lhe desenvolver habilidades, 
situações em que atinja a comunidade escolar pelo diálogo. 
A escola está basicamente organizada com o auxílio de colegiados, tais como: 
Conselho Escolar, Conselho de Classe, Associação de Pais e Mestres (APM) ou Associação 
de Pais e Professores (APP) e o Grêmio Estudantil. A elaboração dos Conselhos de Escola 
é regida por todos os segmentos da comunidade escolar: pais, alunos, professores, direção e 
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Estimado(a) acadêmico(a), o trabalho coletivo é que dá força e orienta as 
formas de pensar e desempenhar a prática pedagógica da escola; desta 
forma, se adota a metodologia da participação para despertar para um 
novo fazer.
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A democratização da gestão nasce por meio do fortalecimento dos mecanismos de 
participação na escola, em especial o Conselho Escolar. Pode-se apresentar como uma 
alternativa criativa para envolver os diferentes segmentos das comunidades local e escolar nas 
questões e problemas vivenciados pela escola. Esse processo possibilita aprendizado coletivo, 
tendo como resultado o fortalecimento da gestão democrática no âmbito escolar.
O estudo sobre como lidar com os mais variados conselhos e assuntos 
sobre os conselhos escolares você poderá visualizar acessando: <http://
portal.mec.gov.br>. Boa pesquisa!
Um material interessante e prático para ser analisado quando se trata de 
Conselhos Escolares é a Coleção realizada pelo Ministério da Educação, 
Secretaria de Educação Básica, referente ao Programa Nacional de 
Fortalecimento dos Conselhos Escolares. Brasília: MEC, SEB, 2004. 
demais funcionários. Percebe-se que é o primeiro passo ao encontro da autonomia da gestão 
democrática, participativa e compartilhada da escola pública; o segundo passo é a construção 
do Projeto Político-Pedagógico com base e fundamento nos princípios da gestão democrática.
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2.3 PPP: NECESSIDADE, DIREITO OU DEVER?
A escola, em seu caminhar, busca, para a elaboração do PPP, obter comprometimento 
e, principalmente, a participação de todos os segmentos da escola.
O Projeto Político-Pedagógico da escola nasce da necessidade de construir a escola 
constantemente; obtendo discussão ampla e constante na busca de soluções para a qualidade 
do ensino, bem como para solucionar problemas. 
Vemos o PPP como uma orquestra em sintonia, harmonia, composta por várias vozes, 
vários ritmos. Para muitas escolas, o PPP é algo novo, que está ainda em construção, e os 
professores são peças fundamentais no processo de construção deste projeto. Ele permite 
observar o que a escola tem de positivo e negativo para ir em busca de novas estratégias, 
viabilizando melhora significativa no âmbito escolar. 
A gestão escolar deve ser compartilhada e isto depende muito do gestor, do dirigente. 
Para isto, o gestor deve ir à busca desta realidade, criar mecanismos para que a sua comunidade 
sinta interesse em participar da vida escolar de seus filhos. 
Os vários segmentos da escola devem olhar o PPP como um aliado a dar continuidade 
às ações da unidade escolar. Ele precisa estar em constante avaliação, pois a reflexão sobre 
a ação possibilita, em parte, qualidade do ensino e em todos os demais setores da escola. 
O PPP é o documento norteador da escola,pois julgamos indispensáveis dois momentos 
distintos nesta elaboração constante do PPP: a sintonia das ações e dos agentes que o 
regem. É confortante saber, também, que ele é inacabado, está em constante reelaboração, 
reorganização e avaliação. 
Vemos que o grande desafio na elaboração do PPP é realmente a participação de 
todos e, neste quesito, entra a habilidade do Gestor Político. O gestor é o grande mediador 
da elaboração do projeto, bem como, articulador fiel das decisões tomadas em grupo.
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Caro(a) acadêmico(a), para ampliar seus estudos, 
sugerimos o DVD da TV Escola – TV Escola Secretaria 
de Educação a Distância – Ensino Médio – Fazendo 
Escola. Juntamente com o Ministério da Educação, 
o MEC, traz em seu conjunto de DVDs assuntos 
relacionados aos princípios e bases da gestão 
democrática, o PPP: conceitos e significados, a 
história e os caminhos da gestão escolar, o papel dos 
colegiados, entre outros. Traz assuntos pertinentes a 
quem é ou quer ser gestor(a) escolar. Então, pergunte 
em sua escola, provavelmente ela tem este material. 
O PPP, nos dias atuais, é visto como um direito, pois, ele permite consolidar a autonomia 
da escola. Isto ocorre devido à sua execução e avaliação serem constantes e suas ações serem 
consolidadas, pois, à medida que colocamos nossos objetivos no papel, sentimos a obrigação 
de colocar em prática. Não é mesmo? Vocês concordam comigo? 
O PPP apresenta-se como um dever, pois ele vincula-se aos aspectos legais que 
emanam da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei do Sistema Estadual de 
Educação e diretrizes consolidadas pelos Conselhos Estaduais de Educação. 
Sendo assim, com olhares de águia, que todo(a) gestor(a) deve ter, concordamos 
que o PPP se faz necessário, é um direito que ampara as diretrizes da escola e um dever 
estabelecido por lei. Sem contar que é um belo documento que visa buscar parcerias para 
o bom funcionamento da unidade escolar e um instrumento que vem auxiliar diretamente a 
organização e a gestão da escola. 
Nesta perspectiva, o PPP é um instrumento que visa à busca de ações e, 
consequentemente, resultados, ele representa a identidade democrática e participativa da 
escola. Sua construção coletiva se efetiva através do ato de planejar. O planejamento é um 
facilitador para se alcançar os objetivos e, consequentemente, assegurar o sucesso da escola. 
Pode-se definir o PPP como um instrumento teórico-metodológico, pois tem a finalidade de 
orientar a prática para o fortalecimento da autonomia e qualidade da educação, do ensino, 
atendendo às necessidades da comunidade escolar à qual pertence. 
Segundo Vasconcelos (2004, p. 169), o Projeto Político-Pedagógico:
 [...] é o plano global da instituição. Pode ser entendido como a sistemati-
zação, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se 
aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de ação 
educativa que se quer realizar. É um instrumento teórico-metodológico para a 
intervenção e mudança da realidade. É um elemento de organização e integração 
da atividade prática da instituição neste processo de transformação.
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2.4 COMO ELABORAR UM PPP
Mediante esforço coletivo na elaboração do projeto, indicamos o roteiro para elaboração 
do PPP de acordo com o Conselho Estadual de Educação do Estado de Santa Catarina, visto 
que o PPP deverá refletir os anseios da comunidade local, definidos pelo coletivo da escola.
2.4.1 Roteiro
Apresentação - Descrever as características da instituição de modo sucinto, seu histórico, 
origem e valores da clientela atendida, objetivo geral, as expectativas educacionais para 
determinado período. É fundamental destacar números que demonstrem os resultados 
concretos obtidos pela escola nos últimos 04 (quatro) anos (dados de repetência, evasão 
e relação idade/série) e as estratégias para recuperação dos alunos de baixo rendimento. 
Papel da escola - Posicionamento dos docentes e profissionais da educação que, permeada 
pela fundamentação teórica, definirá a intencionalidade da prática educativa, os objetivos e 
prioridades da escola, as ações a serem desenvolvidas e as pessoas ou segmentos que irão 
realizar as ações. 
Proposta curricular - Objetivos, matriz curricular, conteúdos curriculares e sua adequação às 
diretrizes curriculares e padrões de qualidade; metodologia de ensino e sistema de avaliação 
ensino-aprendizagem; relação alunos/docente; relação disciplina/docente. 
Dimensão administrativa - Descrever aspectos gerais da organização escolar:
	formação acadêmica e profissional do corpo docente e diretivo; 
	condições de trabalho, inclusive o plano de valorização dos profissionais da educação; 
	forma de atendimento aos alunos;
	proposta de avaliação Institucional. 
Dimensão financeira - Descrever as alternativas de captação e aplicação dos recursos 
financeiros para melhorar a permanência do aluno na escola. 
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Dimensão física - Descrever: 
	instalações gerais, biblioteca (espaço físico, acervo, serviços oferecidos); 
	instalações, condições materiais e laboratórios específicos para, no mínimo, atender ao 
primeiro ano de funcionamento do(s) curso(s) proposto(s); 
	condições de acessibilidade para portadores de necessidades especiais; 
	áreas de convivência e infraestrutura para o desenvolvimento de atividades esportivas, de 
recreação e culturais; 
	local de alimentação e de oferta de serviços.
Metas, ações e responsáveis - Descrever: 
	metas por dimensão; 
	ações para atingir as metas; 
	responsáveis pelas ações; 
	período de desenvolvimento; 
	resultado esperado; 
	avaliação final.
Consolidação do PPP - Aprovação em Assembleia Geral da Comunidade com aporte 
de assinaturas.
FONTE: Disponível em: <www.cee.sc.gov.br>. Acesso em: 18 dez. 2007.
 
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Caro(a) acadêmico(a), a Lei n° 9.394/96, no inciso l do Artigo 12, 
estabelece que: “Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as 
normas comuns e as do sistema de ensino, terão a incumbência de 
elaborar e executar sua proposta pedagógica”. Para demonstrar sua 
importância e prioridade, esse dispositivo encabeça uma lista de sete 
incisos, precisando no inciso VII, que as escolas devem informar aos 
pais ... sobre a execução de sua proposta pedagógica’. Razão pela qual 
a escola deverá aprovar o PPP através da comunidade escolar, de forma 
ampla ou representativa. 
2.5 AVALIAR É PRECISO
FONTE: Autor desconhecido
Ops! Será este o tipo de avaliação que queremos? Avaliação deve ser considerada 
como ameaça ou oportunidade? A avaliação é uma importante ferramenta de gestão. 
Nossa proposta, neste item, é convidar você a discutir sobre uma questão importante 
ao processo de construção do conhecimento ensino-aprendizagem, bem como no processo de 
desenvolvimento das ações, normas e dimensões da escola, contidas no PPP – A AVALIAÇÃO. 
A avaliação da instituição deverá ser contínua. É um instrumento através do qual se pode 
ouvir todos os segmentos internos e externos da escola e para detectar se o PPP contempla o 
esperado pela maioria. Esta avaliação objetiva orientar a gestão em suas dimensões política, 
acadêmica, pedagógica e administrativa, para promover as melhorias necessárias à elevação 
de seus padrões de desempenho e qualidade. 
FIGURA 23 – SURPRESA
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O ato de avaliar caracteriza-se pelas estratégias e diagnósticos utilizados de modo 
globalizado. Isto se dá através do fazer, prática das ações. Neste contexto, devemos lembrar do 
posicionamento político das pessoas, do gestor, ou seja, de todos os envolvidos. A avaliação 
deve ser observada na fala dos membros da comunidade, através de pesquisas em forma de 
registro e a política do boca a boca.
Nesse viés, a avaliação passará a serconsiderada como uma autoavaliação da 
instituição, ela servirá de parâmetro para a etapa de adequação e mudanças que deverão 
ocorrer constantemente no PPP. 
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O PPP, na sua elaboração e principalmente na sua execução, exige ações 
planejadas que serão colocadas em prática e a avaliação permanente 
deste processo garantirá sua execução, principalmente no que se 
refere aos direitos e deveres básicos da cidadania; no processo ensino-
aprendizagem de qualidade, promovendo o sucesso do aluno na escola, 
o sucesso da escola, da gestão e da sociedade.
Os educadores e colaboradores conscientes da importância do PPP na articulação da 
função social da escola o identificam como um instrumento primordial para a organização dos 
propósitos a serem alcançados. 
A avaliação é uma ferramenta indispensável que está a serviço da gestão e do 
planejamento escolar. Ela permite ver e rever os resultados para aprimorar o desempenho dos 
alunos, da gestão da sala de aula e a organização interna e externa da escola. Uma escola 
de qualidade anda lado a lado com a avaliação; isto nos faz concluir que avaliar é necessário, 
é parte essencial da escola. 
2.5.1 Avaliação institucional? Por quê?
A avaliação da instituição se faz necessária para se ter uma visão sistêmica da instituição. 
É uma exigência ética por parte do gestor(a) escolar, pois é utilizada como instrumento de 
melhoria e de construção de qualidade de ensino, bem como visa a prestação de contas à 
comunidade sobre a qualidade dos serviços elaborados. 
A avaliação institucional, confome podem analisar no diagrama a seguir, visa à avaliação 
interna que corresponde à autoavaliação, professores/direção/alunos... e a avaliação externa, 
que engloba o SAEB, ENEM, PROVA BRASIL – Avaliações do governo, entre outras. 
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FONTE: A autora
A avaliação não é um momento isolado no planejamento. É um processo que está em 
constante confronto com os resultados que vão conquistando. A avaliação não é a última coisa a 
ser realizada na elaboração de um plano, projeto,... Ela assegura o dinamismo, é o motor latente 
de todo o sistema e deve estar em constante atualização. A avaliação deve estar presente no todo 
e nas partes distintas de qualquer plano, ação, estratégia. Ela analisa os resultados alcançados 
com os que se pretende alcançar. Avaliar é fazer um feedback de todo o contexto. 
2.5.2 Objetivos: avaliação institucional
A avaliação de uma instituição deve ter, em primeira instância, objetivos claros e eficazes, 
tais como:
	Descobrir as reais necessidades da escola, nos mais diversos setores, para se procederem 
os devidos encaminhamentos buscando a melhoria de qualidade.
	Identificar os anseios e expectativas da comunidade escolar em todos os aspectos a serem 
verificados.
FIGURA 24 – AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
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	Colher subsídios para a elaboração ou reelaboração do PPP e para poder fazer novos 
direcionamentos de trabalhos na escola. 
2.5.3 Campos a serem avaliados
a) Dados da instituição: 
	nome, fundação, endereço, números de funcionários/professores/alunos/turmas...;
	quantidade de funcionários que possui em seu quadro, bem como dependências físicas;
	clientela a que atende: educação infantil, séries/anos iniciais e finais...;
	órgãos de apoio da escola: APM/APP, Conselho deliberativo, Grêmio Estudantil...;
	estatísticas gerais: Os últimos cinco anos – número de alunos por turma/turno; aprovados/
reprovados e evasões – se houver. 
b) Perfil da comunidade:
	zona em que a escola está inserida;
	perfil socioeconômico das famílias dos alunos;
	grau de instrução dos pais ou responsáveis;
	perfil de colaboração (do que a escola dispõe).
c) Modelo de gestão escolar:
Duração da atual gestão: anos/ meses ________________________.
Na sua opinião, o atual gestor é: 
( ) Frequentemente Autoritário ( ) Equilibrado (Autoritário/Democrático) 
( ) Frequentemente Democrático ( ) Não consegue exercer liderança 
Quanto à gestão de pessoas, o gestor é: 
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Satisfatório ( ) Regular ( ) Ruim 
Quanto à gestão dos recursos financeiros, é: 
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Satisfatório ( ) Regular ( ) Ruim 
Articula parcerias com outros segmentos locais: 
( ) Sim, constantemente ( ) Sim, por vezes ( ) Muito pouco ou nada 
Busca implementar as ações e concepções discutidas na comunidade escolar: 
( ) Sim ( ) Não 
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Indique as qualidades/características que você visualiza no gestor: 
Liderança
Tem iniciativa, é empreendedor
Flexibilidade / bom Senso
Integração /espírito de equipe
Motivador
Organizado
Responsável
Ético
Socializa informações
Transmite segurança/ confiança
Sim Não
Seu relacionamento com gestor é: 
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Satisfatório ( ) Regular ( ) Ruim 
d) Prestação de Serviços
Quanto à funcionalidade Excelente Bom Satisfatório Regular Ruim
Merenda 
Limpeza 
Conservação do patrimônio 
Secretaria 
Biblioteca 
Orientação Educacional 
Administração 
Comentários : __________________________________________________________
Quanto ao atendimento/ postura Excelente Bom Satisfatório Regular Ruim
Merenda 
Limpeza 
Conservação do patrimônio 
Secretaria 
Biblioteca 
Orientação educacional 
Administração 
Comentários:_________________________________________________________________
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Os ambientes de trabalho são adequados ( ) Sim ( ) Não
Os materiais de trabalho são adequados ( ) Sim ( ) Não
Existem materiais suficientes ( ) Sim ( ) Não
São observados itens de segurança ( ) Sim ( ) Não
e) Setor Pedagógico
( ) Número de Professores efetivos ( ) Número de professores ACT’s
Plano Pedagógico Excelente Bom Satisfatório Regular Ruim
Relacionamento 
Domínio de turma 
Domínio de conteúdo 
Metodologia de trabalho 
Pontualidade 
Assiduidade 
Relaciona teoria/prática 
Contextualiza os conhecimentos 
Motivação profissional 
Atualização profissional 
Comentários: _______________________________________________________________
Você tem conhecimento da Filosofia, Função Social, Objetivos e Regimento Interno da escola? 
( ) Sim ( ) Não Comentários: ____________________________________________
Conforme seu entendimento, aponte: 
Pontos positivos da escola Pontos negativos da escola
f) Imagem institucional
Percepção da qualidade e confiabilidade dos serviços prestados: 
( ) Excelente ( ) Bom ( ) Satisfatório ( ) Regular ( ) Ruim 
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Percebe-se o compromisso dos profissionais envolvidos: 
( ) Sim, constantemente. 
( ) Sim, por vezes. 
( ) Quase nunca ou inexistente. 
( ) Exigiu setores deficitários. 
Visão do Corpo Discente: 
( ) Interessados e bem preparados.
( ) Desinteressados, mas bem preparados. 
( ) Desinteressados e mal preparados. 
( ) Rebeldes / problemáticos. 
 
A escola utiliza estratégias de divulgação de trabalhos e eventos: 
( ) Sim, constantemente. 
( ) Sim, por vezes. 
( ) Quase nunca ou inexistente. 
Em caso de resposta afirmativa, quais as estratégias envolvidas: 
( ) Informativos locais. 
( ) Informativos próprios. 
( ) Reuniões e encontros. 
( ) Exposições e murais. 
( ) Outros — Quais ? ___ 
Se for ex-aluno ou aluno concluinte, indique o grau de satisfação em relação à escola: 
1 2 3 4 5
NO
TA! �
Caro(a) acadêmico(a)! Estes são apenas alguns exemplos dos 
campos da escola que podem ser avaliados. Todas as estratégias 
podem e devem ser adaptadas conforme a realidade de cada unidade 
escolar. Bom proveito, e lembre-se: avaliar é preciso!
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NO
TA! �
A avaliaçãoestá presente em todos os momentos da nossa vida. Desta 
forma, o exercício do saber olhar, avaliar, analisar tudo o que nos rodeia 
deve ser realizado com olhos sob diversos ângulos. 
PRESSUPOSTOS NORTEADORES DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
Ilma Passos Alencastro Veiga
É preciso considerar a teoria pedagógica progressista, que parta da prática social e 
esteja compromissada em solucionar os problemas da educação, do currículo e do processo 
ensino-aprendizagem da escola. Os pressupostos norteadores são: filosófico-sociológico, 
epistemológico e didático-metodológico. 
Os pressupostos filosófico-sociológicos consideram a educação como compromisso 
político do Poder Público para com a população, com vistas à formação do cidadão participativo 
para um determinado tipo de sociedade. A escola guarda relação com o contexto social 
mais amplo. [...] A educação é direito de todos e não deve se constituir em um serviço, uma 
mercadoria, sendo transformada num processo centrado na ideologia da competição e da 
qualidade para poucos. 
 
A educação básica deve estar alicerçada nas múltiplas necessidades humanas. 
Trata-se de um processo articulador das relações sociais, culturais e educacionais, como 
sugerido pelas indagações seguintes: 
	Qual é o contexto filosófico, sociopolítico, econômico e cultural em que a escola está inserida? 
	Que concepção de homem se tem? 
	Que valores devem ser defendidos na sua formação? 
	O que entendemos por cidadania e cidadão? 
	Em que medida a escola contribui para a cidadania? 
	Em que dimensão a escola propicia a vivência da cidadania? 
	A formação da cidadania tem sido o fio condutor do trabalho pedagógico da escola? 
	Até que ponto a escola se preocupa em colocar o sujeito (aluno) como centro do processo 
educativo? 
	Como a escola deve responder às aspirações dos alunos, dos pais e dos professores? 
	Qual é o papel da escola diante de outros espaços formadores? 
LEITURA COMPLEMENTAR
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Os pressupostos epistemológicos levam em conta que o conhecimento é construído e 
transformado coletivamente. Nesse sentido, o processo de produção do conhecimento deve 
pautar-se, sobretudo, na socialização e democratização do saber. 
 O conhecimento escolar é dinâmico e não mera simplificação do conhecimento científico, 
que se adequaria faixa à etária e aos interesses dos alunos. Isso posto, as questões a responder 
são: 
	Qual é, então, nosso papel neste momento, uma vez que há uma compreensão, entre nós, 
professores e especialistas, de que a construção do conhecimento é condição sine qua non 
para a formação do educando? 
	 que significa construir o conhecimento no campo da educação básica? 
	Como construir um conhecimento interdisciplinar e globalizador, conseguindo, de fato, 
trabalhar o específico e avançar a compreensão das relações sociais? 
	Como avançar a prática pedagógica de forma que o conhecimento seja trabalhado como 
processo e, dessa forma, contribuir para a autonomia do aluno, do ponto de vista intelectual, 
social e político, favorecendo a cidadania? 
	Como a relação entre ensino e pesquisa pode favorecer essa construção? 
	Como definir o essencial e o complementar na organização do conhecimento curricular? 
	Em que nível o aluno deve participar da organização dos programas escolares? 
	De que forma partir do conhecimento trazido pelo estudante, para relacioná-lo com o novo 
conhecimento? 
	Como propiciar a aquisição de conhecimentos e habilidades intelectuais aliada às atitudes 
de cooperação, corresponsabilidade, iniciativa, organização e decisão? 
	Como viabilizar a compreensão das relações sociais que o trabalho gera com relações sociais 
mais amplas por meio de conteúdos curriculares históricos, críticos, criativos, não tomados 
em si, mas à luz do trabalho em questão? 
	Qual é a concepção de conhecimento, currículo, ensino, aprendizagem e avaliação? 
 O projeto político-pedagógico construído pela própria comunidade escolar é o definidor de 
critérios para a organização curricular e a seleção de conteúdos, embora o Estado legitimamente 
constituído assumia o papel de formulador de políticas integrativas, principalmente com o intuito 
de preservar a unidade nacional, respaldado na legislação que estabelece as prescrições mais 
amplas, em termos dos fundamentos/princípios e orientações. 
[...] Como tudo isso se relaciona com a construção do projeto político-pedagógico e a 
atividade docente? A nova LDB, em seu art. 13, incumbindo os docentes da tarefa de participar 
da elaboração, da execução e da avaliação do projeto pedagógico, explicita a importância da 
presença dos professores como sujeitos vinculados a processos de socialização, sujeitos que se 
reúnem numa prática intencionada, na qual têm oportunidade de combinar o fazer pedagógico 
com a reflexão. Nesse sentido, a ação prático-reflexiva resulta em propostas, planos de ensino 
e atividades e novas formas de organização do trabalho pedagógico. 
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Isso significa uma enorme mudança na concepção do projeto político-pedagógico e na 
própria estrutura da administração central. Se a escola se nutre da vivência cotidiana de cada 
um de seus membros, coparticipantes da organização do seu trabalho pedagógico, aos órgãos 
da administração central, seja o Ministério da Educação, a Secretaria de Educação Estadual 
ou Municipal, não compete propor um modelo pronto e acabado, mas definir normas de gestão 
democrática, como previsto no art. 14, com a participação dos profissionais da educação e 
da comunidade escolar e local em instâncias colegiadas. Os órgãos centrais devem estimular 
inovações e coordenar as ações pedagógicas planejadas e organizadas pela própria escola. 
Em outras palavras, as escolas necessitam receber assistência técnica e financeira (art. 92, 
inciso III), decidida em conjunto com as instâncias superiores do sistema de ensino. Isso 
pode exigir, também, mudanças na própria lógica da organização de instâncias superiores, 
implicando uma alteração substancial na sua prática e ampliando, dessa forma, a concepção 
de gestão democrática. 
A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
 
Existem vários caminhos para a construção do projeto pedagógico. Enfatizam-se, aqui, 
os movimentos do processo de construção desse projeto, marcados por três atos bem distintos, 
porém, interdependentes. 
a) O ato situacional — descreve a realidade na qual desenvolvemos nossa ação; é 
o desvelamento da realidade sociopolítica, econômica, educacional e ocupacional. Implica 
levantar questões, tais como: 
	Como compreendemos a sociedade atual? 
	Qual é a realidade de nossa escola em termos: legais, históricos, pedagógicos, financeiros, 
administrativos, físicos e materiais e de recursos humanos? 
	Quais são os dados demográficos da região em que se situa a escola? 
	Qual é a população-alvo da escola? 
	Quais suas características em termos de nível socioeconômico, cultural e educacional? 
	Qual o papel da educação/escola nessa realidade? 
	Qual a relação entre a escola e o mundo do trabalho? 
	Quais as principais questões apresentadas pela prática pedagógica? 
	O que é prioritário para a escola? 
	Quais as alternativas de superação das dificuldades detectadas? 
 
O ato situacional significa, portanto, ir além da percepção imediata. É o momento de 
desvelar os conflitos e as contradições político-pedagógicas postas pela prática pedagógica: 
é apreender seu movimento interno, de tal forma que se possa reconfigurá-la, fortalecida pela 
reflexão teórico-prática. 
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b) O ato conceitual diz respeito à concepção ou visão de sociedade, homem, educação, 
escola, currículo, ensino e aprendizagem. Diante da realidade situada, retratada, constatada 
e documentada, cabem as seguintes indagações: 
	Que referencial teórico, ou seja, que concepções se fazem necessárias para a transformaçãoda realidade? 
	Que tipo de alunos queremos formar? 
	Para qual sociedade? 
	O que significa ser uma escola voltada para a educação básica? 
	Que experiências queremos que nosso aluno vivencie no dia a dia de nossa escola? 
	Quais as decisões básicas referentes ao que, para que e a como ensinar, articulados ao 
para quem? 
	O que significa construir o projeto político-pedagógico como prática social coletiva? 
As questões levantadas geram respostas e novas indagações por parte da direção, 
de professores, funcionários, alunos e pais e da sociedade em geral. O esforço analítico da 
realidade constatada possibilitará a identificação de quais finalidades estão relegadas e precisam 
ser reforçadas e priorizadas, e como elas poderão ser detalhadas e retrabalhadas. [...]
A escola tem que pensar o que pretende, do ponto de vista político e pedagógico. Há 
um alvo para ser atingido pela escola: a produção e a socialização do conhecimento, das 
ciências, das letras, das artes, da política e da tecnologia, para que o aluno possa compreender 
a realidade socioeconômica, política e cultural, tornando-se capaz de participar do processo 
de construção da sociedade. 
c) O ato operacional orienta-nos quanto a como realizar nossa ação. É o momento de 
nos posicionarmos com relação às atividades a serem assumidas, para transformar a realidade 
da escola. Implica, também, a tomada de decisão de como vamos atingir nossas finalidades, 
nossos objetivos e nossas metas. 
Na operacionalização do projeto pedagógico, o que se faz é verificar se as decisões 
foram acertadas ou erradas e o que é preciso revisar ou reformular. 
Tendo em vista as diferentes circunstâncias, pode-se tornar necessário tanto alterar 
determinadas decisões quanto introduzir ações completamente novas. 
As decisões básicas para a execução dizem respeito à proposição de medidas de ação 
coletiva, no sentido do aperfeiçoamento do ato operacional. É preciso ter presentes algumas 
indagações: 
	Quais as decisões necessárias para a operacionalização? 
	Como redimensionar a organização do trabalho pedagógico? 
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	Qual o tipo de gestão? 
	Quais as ações prioritárias? São exequíveis? 
	Qual o papel específico de cada membro da comunidade escolar? 
	De que recursos a escola dispõe para realizar seu projeto? 
	Quais os critérios gerais para elaboração do calendário escolar, horários letivos e não letivos 
(incluindo os de capacitação)? 
	Quais as necessidades de formação inicial e continuada dos diferentes profissionais que 
trabalham na escola? 
	Quais os critérios para a organização e a utilização dos espaços educativos (internos e 
externos à própria escola)? 
	Como será feita a organização de turmas por professor, em virtude da especificidade das 
situações diversificadas inerentes à própria estrutura curricular dos cursos desenvolvidos 
pela escola? 
	Quais as diretrizes para a avaliação de desempenho do pessoal docente e não docente, do 
currículo, dos projetos não curriculares e do próprio projeto político-pedagógico da escola? 
	Qual a relação entre o pedagógico e o administrativo no processo de gestão? 
	Qual o papel das instâncias colegiadas da escola, tais como Conselho da Escola, Conselho 
de Classe, Grêmio Estudantil, Associação de Pais e Mestres, clubes diversos e outros? 
	Corno se efetiva o acompanhamento de egressos? 
A avaliação é vista como ação fundamental para a garantia do êxito do projeto, na 
medida em que é condição sine qua non para as decisões significativas a serem tomadas. É 
parte integrante do processo de construção do projeto e compreendida como responsabilidade 
coletiva. 
FONTE: Adaptado de: VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Perspectivas para reflexão em torno do 
projeto político-pedagógico. Florianópolis: UDESC, 1999. (Coletânea Básica).
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Revendo um pouco do Tópico 3 desta unidade, podemos observar que:
	O PPP é um documento indispensável para o bom trabalho da escola, sendo ele o norteador 
da instituição.
	Projeto pedagógico, no foco deste estudo, é considerado o plano de ação do docente e do 
gestor; e o PPP é um projeto político-pedagógico, visto como o documento norteador da 
instituição de ensino, visando à busca de ações e, consequentemente, de resultados eficazes.
	O PPP, elaborado de forma democrática, torna-se uma necessidade, um direito e, principalmente, 
um dever.
	O PPP visa realizar ações, nele devem ser relacionadas todas as dimensões que compõem 
a escola.
	Avaliação - vimos o porquê de avaliar os projetos, a instituição, o ensino etc.
RESUMO DO TÓPICO 3
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Estimado(a) acadêmico(a), se você está gestor(a), ou pretende estar, responda 
em forma de texto às questões que aparecem no ato situacional e conceitual. Elabore 
este texto de acordo com a realidade de sua escola ou da escola mais próxima de sua 
casa (caso você não trabalhe ainda em escola).
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Prezado(a) acadêmico(a), agora que chegamos ao final da 
Unidade 2, você deverá fazer a Avaliação referente a esta unidade.
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UNIDADE 3
ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR E O 
FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 A partir desta unidade você terá a capacidade de: 
•	 identificar a importância da gestão escolar na coordenação dos 
trabalhos pedagógicos realizados no coletivo, visando a formação 
plena do cidadão;
•	 reconhecer a importância do financiamento da educação e os 
programas alternativos implementados pelo governo em suas 
esferas;
•	 analisar as Leis que regem o salário-educação e suas deliberações;
•	 compreender a aplicabilidade do salário-educação, o FUNDEB;
•	 planejar/elaborar, com o auxílio do colegiado escolar, a previsão 
orçamentária de uma escola para um determinado período;
•	 verificar e compreender a importância do Conselho Escolar; 
•	 desenvolver estratégias que possibilitem a conquista de parceiros 
internos e externos na captação de recursos para a escola. 
PLANO DE ESTUDOS
 Esta unidade está dividida em três tópicos. No final de cada 
um deles, você encontrará atividades que o(a) auxiliarão a refletir e a 
fixar os conhecimentos abordados.
TÓPICO 1 – A GESTÃO ESCOLAR E O TRABALHO DO 
PEDAGOGO
TÓPICO 2 – ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR E O 
TRABALHO PEDAGÓGICO
TÓPICO 3 – GESTÃO ESCOLAR E O FINANCIAMENTO 
DA EDUCAÇÃO
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Caro(a) acadêmico(a), na terceira unidade deste caderno realizamos um breve toque 
sobre o trabalho pedagógico, mais voltado à elaboração e à construção de projetos. Nesta 
unidade iremos aprofundar um pouco mais sobre a parte do trabalho pedagógico, juntamente 
com a administração escolar. Abordaremos as especificidades dos pedagogos (especialistas), 
suas funções e atribuições.
A GESTÃO ESCOLAR E O 
TRABALHO DO PEDAGOGO 
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 1
UNIDADE 3
2 ADMINISTRAÇÃO/ GESTÃO ESCOLAR
A palavra administração vem do latim ad (direção, tendências para) e minister 
(subordinação ou obediência) e se refere àquele que realiza uma função a seguir do 
comando de outrem, isto é, aquele que presta um serviço a outro. No entanto, a palavra 
administração sofreu uma radical transformação em seu significado original. A tarefa da 
administração é a de interpretar os objetivos propostos pela organização e os transformar 
em ação organizacional por meio do planejamento, organização, direção e controle de 
todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização, a fim 
de alcançar tais objetivos da maneira mais adequada à situação. Assim, a administração 
é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos, a fim de alcançar 
objetivos. (CHIAVENATO, 1979, p. 6-7).
Analisando o que o autor Chiavenato aborda sobre a administração, podemos notar que 
administraré obter controle, produtividade e eficiência. Características que você deve estar 
verificando que são próprias do modo de produção capitalista. Porém, a administração como 
atividade essencialmente humana precede a organização da sociedade, sob a ótica capitalista.
Desta forma, os princípios quanto à função da administração estão relacionados à 
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natureza da organização, de uma determinada realidade social/cultural.
 
O objetivo da administração na empresa capitalista é a acumulação de capital. Este 
aspecto tem como função organizar os trabalhadores para que produzam significativamente, 
visando a maximização da produção final e, principalmente, o lucro, retorno através do capital.
Já a administração escolar é diferenciada, pois está voltada ao fazer social, obtendo 
especificidades. Desta forma, a natureza do trabalho pedagógico está voltada para o processo 
de construção do conhecimento, que não combina com a produção autenticamente capitalista. O 
administrador escolar foca o fazer político-administrativo voltado ao planejamento, no processo 
de organização da gestão com a comunidade escolar. 
 Administração, caro(a) acadêmico(a), é entendida como uma prática política do ato 
de administrar. Ela engloba o planejar, coordenar, melhorar a prática concreta com o intuito de 
contribuir para a qualidade e avanços pertinentes ao ato de administrar. Segundo Paro (2000), 
a administração é a utilização de recursos para que se realizem ações de fins determinados. 
Neste entendimento, a administração é abstraída dos determinantes sociais, pelas relações 
econômicas e políticas.
 
A administração não depende do trabalho individual, mas, sim, do esforço coletivo. 
Chiavenato (1979, p. 179, v. 2) defende que:
A atividade administrativa é uma atividade grupal. As situações simples, nas 
quais um homem executa e planeja o seu próprio trabalho, lhes são familiares; 
porém, à medida que essa tarefa se expande até o ponto em que se faz ne-
cessário o esforço de numerosas pessoas para levá-la a cabo, a simplicidade 
desaparece, tornando necessário desenvolver processos especiais para a 
aplicação do esforço organizado em proveito da tarefa do grupo.
 
No processo administrativo, a coordenação dos trabalhos nasce do esforço coletivo, 
nas relações homem/natureza, ou seja, nas relações entre pares.
3 FUNÇÃO DO PEDAGOGO
Como você pôde perceber através das leituras, os especialistas em educação 
são, em primeira instância, pedagogos. E, como tal, têm um papel articulador no processo 
pedagógico no âmbito escolar. Sua responsabilidade está vinculada aos objetivos educacionais 
estabelecidos no PPP. Se ele exerce suas competências profissionais com responsabilidade 
e comprometimento político-pedagógico, estará dando sua contribuição para que a escola 
cumpra com sua função social. 
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Faz parte da função do pedagogo o trabalho pedagógico no contexto escolar. Os 
princípios que conduzem o trabalho do pedagogo escolar são:
	ética profissional;
	trabalho coletivo;
	gestão democrática e compartilhada;
	comprometimento político-pedagógico;
	assessorar o professor no planejamento, para o atendimento aos alunos com necessidades 
especiais e com dificuldades de aprendizagem;
	planejar em conjunto problemas levantados em Conselho de Classe;
	informar sempre o coletivo de profissionais da escola, assim como a comunidade, sobre os 
dados do aproveitamento dos alunos na escola. [...] 
É importante lembrar que o trabalho pedagógico do especialista não substitui o trabalho 
coletivo, princípio da gestão democrática. O texto que segue faz uma boa reflexão sobre a participação:
QUEM É QUEM
Era uma vez uma empresa que tinha quatro funcionários, chamados:
Havia um importante trabalho a ser feito e Todo Mundo estava certo de que Alguém 
o faria.
FIGURA 25 – NOMES DOS FUNCIONÁRIOS
FONTE: A autora
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ATEN
ÇÃO!
Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez...
Alguém ficou zangado com isso, pois era um trabalho de Todo Mundo.
Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou 
que Todo Mundo não o faria.
A história termina com Todo Mundo culpando Alguém quando realmente Ninguém 
poderia responsabilizar Qualquer Um.
(Autor desconhecido)
Podemos pensar que alguém, qualquer um, todo mundo ou ninguém 
pode fazer o que é de minha/sua competência?
4 PEDAGOGOS/ESPECIALISTAS
4.1 SUPORTE PARA O TRABALHO PEDAGÓGICO
A atividade como suporte direto ao trabalho pedagógico da escola é realizada pelos 
“especialistas educacionais” (um tanto esquecidos pelos nossos governantes), que são 
considerados o suporte direto ao trabalho dos docentes da escola. Os especialistas fazem 
parte da equipe gestora da unidade escolar.
Neste contexto, veremos a especificidade de cada especialista, vistos como agentes 
necessários e indispensáveis à garantia da qualidade da educação, uma vez que esta depende 
do trabalho pedagógico no coletivo. 
Caro(a) acadêmico(a), considero importante falar de questões práticas para melhor 
contextualizar o foco que estamos estudando. Sendo assim, trago a você como é e quais as 
incumbências/atribuições de cada especialista, frente ao seu trabalho. Para tanto, cito nos itens 
administrador, orientador e supervisor escolar, algumas de suas atribuições. Atribuições estas 
que considero pertinentes ao bom trabalho dos especialistas em educação, aqui em questão: 
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4.2 ADMINISTRADOR ESCOLAR
O administrador escolar é uma especialidade de um pedagogo, que pode ser obtida 
no Brasil através de cursos de habilitação, incorporada ou não a cursos e/ou licenciaturas em 
pedagogia, ou através de pós-graduação/especialização. O administrador escolar tem a função 
de atuar junto aos docentes e também discentes da instituição de ensino na qual trabalha. 
Tem a função de coordenar o desenvolvimento do currículo, é o responsável imediato e legal 
da ação administrativa da unidade escolar. Pode-se dizer que tem a função do gestor escolar, 
mas a ele cabe realizar a parte burocrática e legal da escola. 
Na atividade do administrador escolar, vejo como uma tarefa que depende muito da 
pessoa que a exerce; do tato, discernimento e competência no ato de administrar. O estudo e 
principalmente a experiência é que faz o administrador.
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Vimos, na primeira unidade deste caderno, que administrador também 
pode ser denominado diretor, gestor escolar, mas aqui neste item 
daremos enfoques distintos às funções específicas que cada escola 
deveria ter. Sabemos que muitos governos têm agregado essas funções 
a uma só pessoa, ao gestor escolar, para simplesmente economizar, sem 
preocupar-se com a qualidade do ensino, e, sim, somente a quantidade; 
como se esta fosse o foco da educação.
 A seguir vamos apresentar algumas atribuições do administrador escolar:
a) elaborar, em conjunto com o(a) gestor(a), coordenação pedagógica, corpo docente, demais 
funcionários e APP, acompanhar e garantir a aplicação do planejamento anual da escola, 
compreendendo elaboração e análise do currículo escolar; calendário escolar; horário de 
funcionamento da escola; horário por disciplina e série/ano; recreio; atividades da APP; 
entre outros;
b) controlar o estoque, garantir e supervisionar a utilização de todo material didático pedagógico, 
esportivo, merenda, material de limpeza, de expediente, equipamentos e mobiliários da 
referida unidade escolar;
c) receber, ler e assinar a correspondência, tanto recebida e emitida, encaminhando-a para 
os devidos fins; 
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d) observar e vistar diariamente o livro ponto de todos os funcionários da escola; 
e) controlar e registrar, em conjunto com os membros da APP, a entrada e saída de recursos 
financeiros, bem como realizar a prestação de contas periódicas à comunidade escolar; 
f) manter atualizadatoda a legislação de ensino e admissão de pessoal; 
g) organizar e acompanhar o plano de trabalho dos auxiliares de serviços gerais; atendente 
de biblioteca; secretário e tecnólogo, se houver; 
h) participar das assembleias da APP;
i) coordenar e fiscalizar os serviços de secretaria, distribuindo os trabalhos da secretaria que 
lhes forem postos à disposição; 
j) preenchimento e encaminhamento das estatísticas anuais; 
k) fazer a ficha funcional e o acompanhamento de todos os funcionários da unidade escolar; 
l) contribuir construtivamente em todas as atividades da unidade escolar; 
m) orientar os professores e funcionários nos procedimentos legais. 
4.3 ORIENTADOR ESCOLAR
O orientador educacional é o profissional que deve preocupar-se com a formação 
pessoal/individual de cada estudante de sua instituição. 
O seu trabalho está direcionado aos alunos, auxiliando no seu processo de construção 
do conhecimento, em consonância com os professores. O orientador escolar tem a função de 
compreender o comportamento dos estudantes, sua relação com os estudos e a escola, bem 
como auxiliar na organização e realização da proposta pedagógica da escola; sendo articulador 
direto escola/comunidade, orientar, saber ouvir e dialogar com os pais e/ou responsáveis sobre 
a vida escolar dos filhos em relação à aprendizagem, comportamento e responsabilidade do 
discente em questão. 
O orientador escolar tem também o compromisso com a formação permanente do 
aluno quanto aos temas transversais, quanto ao respeito mútuo, a valores, atitudes, emoções 
e sentimentos, sendo capaz de analisar e auxiliar quando necessário. 
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O papel do orientador é fundamental em uma instituição de ensino, mas em muitas 
escolas esse profissional não existe, seu valor foi arquivado por muitos governos do nosso 
país; haja vista, não ser qualquer um que pode estar lidando com assuntos que dizem respeito 
ao suporte pedagógico direto com os professores e seus alunos, muitos oriundos de famílias 
desestruturadas e com baixo rendimento escolar. 
Portanto, para esta função é necessário ter curso superior de Pedagogia, o qual forma 
o pedagogo e o especialista na área de orientação educacional. 
Suas atribuições são:
	dar assistência a estudantes da educação infantil, do ensino fundamental no desenvolvimento 
da personalidade e no ajustamento pessoal, social e profissional;
	ajudar a escola na organização, realização e avaliação da proposta pedagógica de cada 
docente;
	saber ouvir, dialogar, ter senso crítico e analítico e principalmente saber orientar;
	ser colaborador, juntamente com o professor, no processo ensino-aprendizagem. 
4.4 SUPERVISOR ESCOLAR
A arte de ser supervisor escolar também é uma especialidade de um pedagogo, função 
que pode ser obtida através de cursos de habilitação em Pedagogia. O supervisor de ensino 
atua diretamente com o corpo docente da escola, com a função de coordenar as práticas 
pedagógicas, assim como de acompanhar o desenvolvimento e aplicação do currículo.
O supervisor escolar favorece o conhecimento técnico-pedagógico, avaliando e refletindo 
sobre a eficácia da ação pedagógica em conformidade com os docentes. Ou seja, mediar para 
garantir a qualidade do ensino. 
O professor é o principal mediador do processo pedagógico; ele não é mais um agente 
a ser controlado no interior das escolas. Nesse sentido, fica afastado qualquer indício de que o 
trabalho do supervisor deva estar centrado no controle puro e simples do trabalho do professor.
Medina (2004, p. 32) ressalta essa questão ao afirmar que: “[...] é o trabalho do professor 
[...] que dá sentido ao trabalho do supervisor no interior da escola. O trabalho do professor 
abre o espaço e indica o objeto da ação/reflexão, ou de reflexão/ação para o desenvolvimento 
da ação supervisora”.
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Dessa forma, podemos constatar que a ação do supervisor escolar está longe de uma 
função baseada em uma rotina burocrática; na atualidade, torna-se necessário que o mesmo 
desenvolva ações baseadas na reflexão. Assim, podemos elencar pontos desafiadores e 
relevantes relacionados ao perfil esperado do trabalho do supervisor escolar. 
Suas atribuições primordiais são: 
a) conviver com a diversidade de profissionais, amenizando conflitos;
b) conquistar o professor para que reflita globalmente sobre a escola que queremos, 
ou seja, uma escola de e para todos;
c) colocar-se na função de problematizador frente ao trabalho do professor, oferecendo 
condições para agir e refletir sobre sua ação;
d) ter clareza de que o conhecimento é um dado relativo, levando os professores a 
pensarem nos procedimentos, estratégias diversificadas para que ocorra o processo de ensinar 
e aprender;
e) tomar atitudes claras diante do processo ensino-aprendizagem, referente à função 
social da escola, envolvendo todos no fazer educação;
f) auxiliar na reconstrução constante da proposta pedagógica da unidade escolar, 
propondo momentos de reflexão sobre a ação dos e com os docentes, preocupando-se com 
a realidade social da escola;
g) contribuir para o acesso e permanência do aluno na unidade educativa, intervindo 
com sua especificidade de mediador da ação docente frente ao currículo;
h) participar, junto com a comunidade, do processo de elaboração e atualização do 
regimento da escola, principalmente no foco pedagógico;
i) participar do processo de escolha de representantes de turmas (aluno, professor), 
visando sempre ao processo ensino-aprendizagem;
j) participar da elaboração, execução, acompanhamento e avaliação de projetos, planos, 
programas e outros;
k) participar de cursos, seminários, encontros e outros, estar em constante atualização 
e redimensionamento da ação específica de ser supervisor escolar;
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l) participar, junto com os professores, da sistematização e divulgação de informações 
sobre o aluno para conhecimento dos pais e, em conjunto, discutir os possíveis encaminhamentos;
m) coordenar a análise qualitativa e quantitativa do rendimento do aluno, junto com o 
professor e demais especialistas, procurando reduzir a evasão, repetência, proporcionando 
qualidade ao processo ensino-aprendizagem;
n) subsidiar o professor no planejamento da ação pedagógica para o alcance da 
articulação vertical e horizontal dos conteúdos, metodologia e avaliação;
o) realizar e/ou promover pesquisas e estudos, emitindo pareceres e informações 
técnicas na sua área;
p) desenvolver o trabalho sempre pautado na ética profissional;
q) realizar outras atividades correlatas à função, estando sempre disposto a trabalhar 
de maneira coletiva. 
No contexto atual, deve-se trabalhar “visando não mais a um tipo ideal de homem, mas 
trabalhar tendo em vista o sentido da vida humana”. (MEDINA, 2004, p. 27).
O trabalho do supervisor escolar está em consonância diariamente com o trabalho dos 
professores/educadores e alunos. Realizar este trabalho não é tarefa simples, exige uma visão 
criteriosa do supervisor voltada à avaliação constante e sistematizada da atuação docente. 
Caro(a) acadêmico(a)! Sugiro como leitura complementar o seguinte livro: 
Ação Integrada - Administração, Supervisão e Orientação Educacional, de 
Heloísa Lück, 66 págs., Ed. Vozes, 3. ed, Petrópolis, 1982.
Para estar sempre atualizado no quesito educacional, sugiro a você estar 
ligado no programa sobre educação que é transmitido pela TV Escola 
(canal educativo da Secretaria de Educação a Distância do Ministério 
da Educação) e produzido pela TVE Brasil. É possível também acessar 
o portal <http://www.tvebrasil.com.br>. Bom proveito!
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5 O SENTIDO DA PEDAGOGIA
Estimado(a) acadêmico(a), Dermeval Saviani (1997), em um recado aos formandos 
de pedagogia da Universidade Santa Úrsula, do Rio de Janeiro, disse que:
 
A pedagogia significa condução à cultura, ao processo deformação cultural. E 
pedagogo é aquele que possibilita o acesso à cultura, organizando o processo de formação 
cultural. É, pois, aquele que domina as formas, os procedimentos, os métodos através dos 
quais se chega ao domínio do patrimônio cultural acumulado pela humanidade. 
Eis como a formação cultural vem coincidir com a formação humana, convertendo-
se o pedagogo, por sua vez, em formador de homens. 
Empenhem-se no domínio das formas que possam garantir às camadas populares o 
ingresso na cultura letrada, vale dizer, a apropriação dos conhecimentos sistematizados. É no 
interior das escolas, lembrem-se sempre, que o papel próprio de vocês será desempenhado, 
provendo-as de uma organização tal que cada criança, cada educando, em especial 
aquele das camadas trabalhadoras, não veja frustrada a sua aspiração de assimilar os 
conhecimentos metódicos, incorporando-os como instrumento irreversível a partir do qual 
será possível conferir uma nova qualidade às lutas no seio da sociedade.
EM BUSCA DA FORMAÇÃO PLENA
João Luís Almeida Machado
Não há entre os autênticos educadores um único que não tenha o interesse genuíno 
de fazer com que sua aula extrapole os limites dos conteúdos que estão sendo trabalhados e 
permita a seus estudantes uma formação plena, integral. E quando falamos nisso, destacamos 
que essa ideia envolve a busca não apenas do conhecimento do ponto de vista acadêmico, 
mas também ético e filosófico.
Queremos transformar nossas crianças e jovens em pessoas que saibam o quanto é 
importante valorizar a vida, estimular o progresso, perceber o mundo em que vivem, amar o 
conhecimento, gostar de conviver com outras pessoas (e com as diferenças), enfim, crescer 
em busca da harmonia, do amor e da paz.
Há, sem dúvida, como nos diz o mestre Rubem Alves, aqueles que entram em aula 
LEITURA COMPLEMENTAR
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apenas para “dar aulas”. São competentes (ou não tão competentes) “dadores” de aulas de 
história, matemática, ciências ou português, entretanto não conseguem perceber que o papel 
dos educadores extrapola conceitos e teorias, regras gramaticais e descrições de paisagens, 
fatos históricos ou fórmulas matemáticas. 
A educação carrega em si, de forma implícita, a realização da plenitude de nossos alunos 
através de seu contato conosco, os professores. Isso não significa que somos exemplares e 
virtuosos. Estamos sujeitos a falhas e imperfeições, como todas as outras pessoas. O que se 
espera é que consigamos, através de nossa prática pedagógica, de nossa proximidade com os 
estudantes, de nossa capacidade de dialogar e tantas outras habilidades e competências que 
devemos ter, que sejamos capazes de falar ao coração, atingir a alma, perpetuando palavras, 
pensamentos e ações que estão além de meros conteúdos.
Muitos educadores sabem disso. São eles que estão sempre se dispondo a escutar 
seus alunos, tanto em aula e em relação aos tópicos e temas trabalhados em suas disciplinas 
quanto fora de aula, para ajudar a dissipar as dúvidas que surgem na estrada da vida; são esses 
professores que estudam sempre e constantemente buscam novas fórmulas e metodologias 
que tornem suas aulas ainda mais motivadoras; são esses profissionais que nunca parecem 
satisfeitos e que, às vezes, são chamados de inconformados por sua atitude de perene procura 
de respostas aos problemas do cotidiano da escola.
Se você está se percebendo nessas linhas e notando que suas atitudes são condizentes 
com aquilo que está escrito, parabéns! Você deveria receber prêmios (o maior de todos é o 
carinho e a consideração de nossos alunos) e reconhecimento por sua postura e conduta 
profissional. Sei que não é isso que você está querendo através de suas realizações, afinal de 
contas, o nosso espírito de educadores não é tão afeito aos holofotes, à fama e à celebridade. 
O que realmente vale é saber que passamos a fazer parte da história de vida de nossos 
estudantes e que os auxiliamos a obter sucesso e alcançar a felicidade profissional e pessoal.
FONTE: Disponível em: <http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=226>. Acesso 
em: 22 nov. 2007.
Estimado(a) acadêmico(a), para enriquecer esta leitura complementar, 
indico como reflexão sobre a ação do Ser professor, gestor... o filme: 
O CLUBE DO IMPERADOR, autoria de Kevin Kline e direção de Michael 
Hoffman, produzido em 2002 nos Estados Unidos. Sua duração é de 
aproximadamente 104 min. Recomenda-se a partir dos doze anos. O 
filme nos coloca diante de um professor que persegue o sonho de educar 
de forma abnegada. Vale conferir!
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Neste tópico abordamos os seguintes assuntos: 
	Administração e coordenação dos trabalhos pedagógicos no âmbito escolar.
	A qualidade do ensino depende do trabalho pedagógico, dos pedagogos, docentes, bem 
como de todos os envolvidos na educação.
	Função e atribuição dos especialistas: administrador, orientador e supervisor escolar.
	Que o sentido da pedagogia está na construção, na formação do homem em consonância 
com a cultura e com conhecimentos preconcebidos. 
	A leitura complementar nos faz refletir sobre nossas ações no cotidiano da prática pedagógica, 
nos alimenta e nos motiva a exercer com afinco a profissão de educador. 
RESUMO DO TÓPICO 1
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Prezado(a) acadêmico(a), você irá realizar uma entrevista/conversa com um 
pedagogo/especialista; escolha alguém de sua escola ou da escola mais próxima da sua 
casa, enfim, o critério de escolha fica a seu comando. A questão chave de sua entrevista 
deve ser norteada da seguinte forma: Qual é a função primordial em sua profissão como 
pedagogo/especialista no chão da escola e suas atribuições? 
Obs: Observe qual a especialização do(a) entrevistado(a) e compare-a com a 
função e as atribuições que constam neste tópico. 
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ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR 
E O TRABALHO PEDAGÓGICO
1 INTRODUÇÃO
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Neste tópico abordaremos a coordenação do gestor escolar frente ao trabalho pedagógico, 
tomando decisões acerca de conflitos existentes em sua escola. Deste modo, o tópico apresenta 
maneiras de como o gestor deve agir em conformidade com situações-problema em sua escola.
 
Veremos como é possível realizar a avaliação do trabalho pedagógico, proporcionando 
momentos para que nós e os funcionários da escola possamos avaliar e nos autoavaliar. Este 
é um momento que deve ser garantido pelo gestor da escola. 
2 A GRANDEZA DO TRABALHO PEDAGÓGICO
Uma grande escola exigirá docentes competentes, abertos para o mundo e para o 
saber, sempre de novo redefinidos. Docentes e estudantes conscientemente comprometidos. 
Uma grande escola exigirá espaços físicos, culturais, sociais e artísticos, equipados, que 
abriguem toda a sabedoria acumulada da humanidade e toda a esperança de futuro - que 
não seja continuidade do presente, porque este está em ritmo de barbárie - mas seja 
sua ultrapassagem. Uma grande escola exigirá tempo. Tempo de encontro, de encanto, 
de canto, de poesia, de arte, de cultura, de lazer, de discussão, de gratuidade, de ética 
e de estética, de bem-estar e de bem-querer e de beleza. Porque escola grande se 
faz com grandes cabeças (é certo!), mas também com grandes corações, com muitos 
braços, que se estendem em abraços que animam caminhadas para grandes horizontes. 
(REDIN, 1999, p. 7).
Nesse sentido, a escola deve ser capaz de promover o bem-estar social, bem como o 
desenvolvimento do processo educativo dos alunos. Para que atinja esses objetivos, a escola 
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precisa se organizar. Esta organização parte do coletivo, de modo que cada um assuma de 
fato sua corresponsabilidade para com a educação. 
 
O trabalho pedagógico deve ser, sem sombra de dúvida, a menina dos olhos do gestor 
escolar, do administrador, orientador,supervisor... enfim, de todos. A gestão pedagógica, 
a prática pedagógica escolar, foca dois aspectos essenciais, que estão nas dimensões 
pedagógicas e exigências e perpectivas.
Dimensão pedagógica - O aspecto da prática educativa representa sua dimensão 
administrativa, que é o papel social da escola, a integração e a totalidade na proposta pedagógica 
da instituição. Pois, caro(a) acadêmico(a), a construção de um trabalho pedagógico eficaz e 
de qualidade passa a ser relevante a partir do momento em que é realizado por várias mãos, 
ou seja, pelo processo participativo de gestão. Assim, constitui-se o compromisso verdadeiro 
com o trabalho pedagógico e social a nível de educação escolar. 
Você pode estar se perguntando acerca do que o segundo aspecto tem a 
ver com o trabalho pedagógico. Pois bem, todo trabalho que é realizado 
com competência não se torna realmente competente sem que seja 
perpassado pelas exigências e perspectivas da instituição.
FIGURA 26 – TRABALHO: VÁRIAS MÃOS
FONTE: Disponível em: <pergaminhodigital.blogspot.com>. Acesso em: 24 out. 2012.
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Exigências e perspectivas - A aprendizagem ocorre em razão de que a escola 
proporciona sentido aos alunos. Neste foco, a gestão tem por finalidade apresentar aos 
funcionários da escola, pais, comunidade, o Projeto Político-Pedagógico, o currículo institucional. 
A gestão escolar deve colocar-se em constante formação-pesquisa e saber liderar, focando sua 
equipe para atingir as expectativas teórico-metodológicas que permitam repensar a organização 
do trabalho da instituição. 
 
Dentre os aspectos pedagógicos, as exigências e as perspectivas, mediante o trabalho 
pedagógico, faz-se necessário pautar conquistas e desafios a serem enfrentados no processo 
de construção do conhecimento. Convido você a ler comigo algumas das conquistas e desafios 
que todo trabalho pedagógico precisa para espalhar o sucesso e o bom desempenho da escola. 
Vejamos!
CONQUISTAS:
	capacitação continuada dos profissionais da educação;
	rever, atualizar, adequar a proposta curricular com a realidade de cada escola;
	condições propícias de trabalho a todos da unidade escolar;
	gestão democrática, participativa, compartilhada...; 
	competência profissional;
	apoio da comunidade escolar;
	trabalhar buscando alcançar objetivos significativos.
DESAFIOS:
	compromisso com a aprendizagem de todos;
	educação inclusiva, para todos;
	elaborar anualmente o PP - Projeto Pedagógico, cada docente o seu, conforme a realidade 
das suas turmas;
	reflexão continuada sobre a ação pedagógica;
	realizar o PPP com a participação de todos, de forma democrática;
	acompanhamento contínuo do processo de construção do conhecimento;
	trabalhar os temas transversais;
	tornar as aulas prazerosas, de modo que o aluno possa dizer "quero mais..."; 
	visitar e revisitar o PPP constantemente, aperfeiçoando-o conforme as necessidades da 
escola;
	escola integral para todos.
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Caríssimo(a) acadêmico(a), agora é a sua vez. Retome os quadros 
referentes às conquistas e desafios e procure apontar outros elementos 
que você julga importantes. 
3 COORDENAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO 
A atividade de coordenação do Trabalho Pedagógico não se reduz somente a 
coordenadores pedagógicos ou supervisores. A coordenação tem a ver com todos os sujeitos 
de todas as instâncias formativas da escola e, desta forma, consequentemente, amplia-se 
desde a prática em sala de aula, como em todas as dimensões da escola. 
 
A intenção em torno desta metodologia compartilhada é a de propiciar aproximações, 
novos enfoques e articulações na complexidade que é uma instituição de ensino. Como já 
mencionamos anteriomente, para que esta articulação aconteça, toda equipe necessita de 
um coordenador para liderar, para que haja avanços e novas perspectivas no âmbito escolar.
3.1 O GESTOR DEVE LIDERAR COM A 
RAZÃO OU COM A EMOÇÃO?
Todo líder traz consigo o que entende por liderar, conscientemente ou não. Os que 
estão próximos do líder observam “o que” e “como” ele conduz sua equipe. O gestor deve ter 
clareza do que é liderar, de como agir perante situações diversas, pois na escola não temos 
dias iguais. Cada dia é uma caixinha de surpresas (pois lidamos com o Ser Humano) e temos 
que estar prontos para a tomada constante de decisões.
Vou ilustrar um pouco do que escrevi utilizando recortes do livro que indiquei acima: 
Um Guia para Gestores Escolares Mestres da Mudança. Veja:
A professora Marli vem desabafar com a coordenadora Ana: 
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FONTE: EDNIR, Madza. Mestres da mudança: liderar escolas com a cabeça e o coração. 
Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 18.
FONTE: EDNIR, Madza. Mestres da mudança: liderar escolas com a cabeça e o coração. 
Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 18.
Observamos um diálogo entre surdos, não é mesmo? O desabafo da professora é 
estridente, desordenado. Neste caso, as duas estão se autoatropelando na conversa. Seria 
momento de parar e ouvir, ou não? Veja e reflita...
FIGURA 27a – A PROFESSORA MARLI
FIGURA 27b – A PROFESSORA MARLI
Neste caso, elas agiram com o sentimento ou com a razão?
FONTE: EDNIR, Madza. Mestres da mudança: liderar escolas com a cabeça e o coração. Porto 
Alegre: Artmed, 2006. p. 18.
FIGURA 27c – A PROFESSORA MARLI
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Essas são situações que normalmente acontecem e tornamos consciente o que 
pensamos deste ou daquele colega na escola (pois, sempre estabelecemos preconceitos 
referentes aos outros). O certo seria deixar os envolvidos na questão falar por si mesmos e 
não tentar falar por eles. 
A maneira mais sensata de tomar decisões é saber dialogar, distinguir entre o que se 
sabe e o que se pensa que se sabe. É dialogando, realizando muitas perguntas e refletindo 
seriamente sobre a situação que iremos descobrir o que achamos que sabemos e o que 
realmente sabemos. É conversando que iremos entender as coisas que nos rodeiam. Tomando 
essas atitudes (diálogo, ponderação, reflexão, deixar o outro falar por si), irá aumentar em você, 
gestor/líder, sua eficácia perante as suas ações e credibilidade junto à equipe de trabalho. 
Para consquistar sua equipe, caro(a) gestor(a), ou futuros gestores, é importante 
construir-se líder não somente para auxiliar no trabalho pedagógico, mas em todas as situações 
da escola, desenvolvendo suas habilidades, conhecimentos e qualidades pessoais. Vejamos:
a) Habilidade
Habilidades podem ser adquiridas. Alguns as aprendem mais rápido do que outros, 
mas todos, absolutamente todos, conseguem fazer progressos. Caro(a) acadêmico(a), para 
você trabalhar com sua equipe, terá que pôr em prática algumas habilidades— e não há 
atalhos para isso. É preciso arregaçar as mangas e: 
	centrar-se no foco do assunto;
	liderar com competência uma reunião;
	chamar para uma conversa o funcionário que está com dificuldades, sem espectadores;
	se existe um problema, conversar com todos os envolvidos;
	ouvir as ideias do grupo, valorizá-las e, em seguida, aprofundar-se no essencial;
	não perca tempo com rituais burocráticos; há momentos em que precisamos ser informais;
	promova sempre consultoria do coletivo de sua escola sobre uma situação problema;
	exercitar também a consultoria individual na resolução de um problema. 
 É muito importante começar a colocar em prática algumas das propostas, adaptando, 
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sempre que necessário, tentando novamente, solicitando a opinião de quem sabe mais ou é 
mais experiente, mantendo-se crítico em relação a si mesmo e assim prosseguindo, aprendendo 
sempre. Tornar-se um especialista neste campo requer, em primeiro lugar, disciplina. A 
combinação de um pouco de talento e muito esforço tende a ser mais bem sucedida do que a 
de muito talento e pouco esforço. Em outras palavras, é precisotrabalhar pra valer.
b) Conhecimento 
Pensa-se que praticamente todos os líderes na área da educação vieram da sala de 
aula. Portanto, seus conhecimentos do ambiente de aprendizagem, do processo operacional 
e dos conteúdos são, de modo geral, bons. Trata-se, na maior parte, de conhecimentos 
práticos e necessários para sobreviver no ambiente agitado e, por vezes, um tanto confuso 
no dia a dia das escolas. 
 
As coisas são um pouco diferentes quando se trata de conhecimento conceitual 
específico no campo da liderança educacional. O que se entende por aprendizagem e cultura 
profissionais ou boa comunicação, por exemplo? O que significa, de fato, fazer com que todos 
aprendam? Nessa parte, geralmente, faltam conceitos claros e explícitos. Em consequência 
dessa falta de conhecimento conceitual específico, os diretores lideram num nível prático, 
operacional. O que faz com que eles queiram — e precisem — envolver-se em absolutamente 
tudo o que acontece na escola. 
 
Sem princípios gerais, conceituais, que possam dar sustentação às ações do gestor, 
liderar torna-se uma corrida para distribuir instruções e tarefas. Os dias terão mais atividades 
do que tempo para executá-las bem. 
c) Qualidades pessoais 
 
Exercer liderança em escolas exige mais do que habilidades e conhecimentos. Uma 
série de qualidades pessoais precisam ser mobilizadas: 
	perspicácia;
	senso de humor;
	 perseverança;
	autoconhecimento; 
	empatia;
	competências sociais... 
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 Vale a pena repetir: assim como acontece com a construção de habilidades, não é 
possível desenvolver as qualidades pessoais de um líder simplesmente frequentando um 
curso ou lendo um livro. Elas são construídas gradativamente, ao longo da vida, em todos 
os ambientes, e não apenas de forma acadêmica. 
 É mais fácil aprender perseverança no diálogo constante com o filho adolescente, para 
que ele consiga respeitar certos limites, do que lendo mil livros. A capacidade de observar 
é mais facilmente exercitada ao se conversar em uma roda de amigos do que ao se assistir 
a uma conferência sobre o tema. 
 O liderar, o gerir com êxito, exige algumas qualidades pessoais, mas, sobretudo, um 
interesse verdadeiro pelas pessoas e por suas motivações. E também qualidade na área 
de interação social, por exemplo:
	saber enfatizar os pontos de concordância, ao invés de se ater às diferenças;
	reconhecer objetivos comuns;
	conseguir gerar otimismo;
	criar sinergias. 
 Liderar é uma arte, pois é fazendo que se aprende. Ao trabalhar na e com a educação, 
temos que ter consciência de que não é um emprego, nem um cargo, no qual processamos as 
horas e vamos embora. É preciso trabalhar sem cessar, a fim de desenvolver conhecimentos, 
habilidades e qualidades pessoais para se tornar competente. 
FONTE: Adaptado de: EDNIR, Madza. Mestres da mudança: liderar escolas com a cabeça e o 
coração. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 30-31.
Partindo deste contexto, não podemos esquecer de mencionar a importância do gestor 
escolar atuando como mediador. Analise o diálogo: 
Situação problema: ** A professora Mirna e o professor Pedro estão em conflito. A 
diretora quer ajudar: 
Diálogo entre uma professora (descontente com um colega) e a gestora da escola.
	Profa.: - Sinto muito, mas está sendo difícil, quase impossível, trabalhar na mesma escola 
que o professor X. Você precisa me ajudar...
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E você, caro(a) acadêmico(a), ao final da leitura deste diálogo, qual sua 
opinião sobre os comentários da gestora e sua atitude?
Pois é, desentendimentos entre colegas estragam o andamento do dia a dia dos 
trabalhos na escola, eles contaminam o ambiente de trabalho, dificultando a colaboração e o 
desenvolvimento profissional. A situação é geralmente tolerada pela liderança da escola, que 
usa a famosa estratégia: conversar separadamente com os conflitantes. 
Outros deixam o problema para resolver depois e tampam o “sol com a peneira”. A 
experiência mostra que isso só piora as relações na escola. Às vezes, quando a situação, o 
conflito, não dá muito na vista, o barco continua sendo remado. Isso faz com que as pessoas 
evitem umas às outras, sendo obrigadas a tomar cuidado com o que falam, como falam, para 
quem falam... 
Nestas condições, nunca dizem o que pensam e ficam insatisfeitos, sem vontade 
para trabalhar ou até mesmo ir ao local de trabalho. Após algum tempo, o resultado é uma 
organização na qual mágoas antigas impedem uma boa convivência, e até mesmo falha na 
comunicação sobre questões de trabalho. 
Bom, para reverter esse quadro desanimador perante os conflitos na escola, o gestor, 
	Gestora: - Calma, explique melhor! Como assim? O que você quer dizer com isso?
	Profa.: - Ele não cumpre o que foi combinado e, quando cobro dele, simplesmente ignora, 
ou solta o verbo. Gostaria de não olhar mais pra ele, nem mesmo no intervalo, no lanche. 
	Gestora: - Bem, andei reparando que ele não tem ido muito na sala dos professores. 
Geralmente, ele fica na sala de aula ou no pátio com os alunos durante o intervalo. 
	Profa.: - Isso é verdade, diretora. Ainda bem... Já faz tempo que ele não aparece em nossa 
sala.
	Gestora: - Não tenho bem certeza ainda, mas, parece que ele vai trocar de turno. Caso isso 
aconteça, considero o problema resolvido, não é mesmo? Mas se quiser, se você me autorizar, 
eu posso conversar com ele sobre o seu descontentamento, assim que o encontrar. Você 
concorda?
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como mediador, pode, ou melhor, deve, utilizar-se de estratégias que geralmente funcionam e 
produzem bons resultados, como, por exemplo: 
	Chamar, permitir que os conflitantes conversem abertamente sobre o problema.
	Tentar resolver imediatamente, não deixar para resolver depois. Você, gestor(a), chame-os 
para tomarem um cafezinho com você, mantenha a calma, para que sua ira não atrapalhe o 
andamento da conversa, seja mais ouvinte do que falante, analise a conversa e intervenha 
somente se for necessário.
	Olhar o problema na raiz, pois não é suficiente resolver o problema pela metade. 
É, caro(a) acadêmico(a), para ser ou estar na condição de gestor(a) é necessário ter um 
bom jogo de cintura e, principalmente, ética profissional. Assim, você conquistará os membros 
de sua equipe e saberá mediar conflitos. 
4 TRABALHO PEDAGÓGICO – COMO AVALIAR?
Assim como tudo na educação deve ser avaliado constantemente, o trabalho pedagógico 
também deve ser. Assim sendo, os pedagogos, especialistas na organização e coordenação dos 
conselhos de classe, devem garantir um tempo exclusivo para que o coletivo da escola possa 
refletir sobre a ação do trabalho pedagógico, inclusive o trabalho do pedagogo/especialista.
O trabalho pedagógico deve ser avaliado também pelos profissionais da escola e pela 
comunidade. Neste contexto, podemos relembrar a avaliação institucional, que foi mencionada 
na segunda unidade, não é mesmo?
A avaliação do trabalho pedagógico também pode e deve ser efetuada mediante 
acompanhamento e assessoramento ao docente na seleção de procedimentos avaliativos 
do rendimento da aprendizagem dos seus alunos, verificando se estão de acordo com as 
concepções e metas e objetivos contidos no PPP da instituição. 
A avaliação tem muito a ver com a escola que emana sucesso, pois nos indica 
eficazmente em que aspecto precisa melhorar e permitir uma reafirmação de melhora no 
comprometimento de ensinar mais e melhor. 
Devemos considerar a avaliação como uma aliada, pois, através dela, podemos qualificar 
a construção do processo de ensino-aprendizagem, identificar problemas e encontrar soluções 
para acertar o passo. 
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A reunião de planejamento acabou. E agora? 
FONTE: EDNIR, Madza. Mestres da mudança: liderar escolas com a cabeça e o coração. Porto 
Alegre: Artmed, 2006. p. 59.
Ao final de cada encontro faz-senecessário realizar um feedback, pois a avaliação 
costuma ser realizada de forma retrospectiva, com o intuito de melhorar as ações seguintes. 
Desta forma, o líder/gestor/coordenador também poderá identificar o grau de satisfação de sua 
equipe perante seu desempenho. Nós, caro(a) gestor(a) e/ou futuros, estamos, como todos, 
em constante avaliação.
Pense! A avaliação do trabalho pedagógico, realizada somente de forma burocrática, não 
identifica ou revela, de fato, o problema. Caso a avaliação seja negativa, acabamos culpando 
uns aos outros, sem resolver a situação-problema. Caso a avaliação de sua instituição seja 
realizada apenas como um momento pontual, ela pode ser inútil.
FIGURA 27d – A PROFESSORA MARLI
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Para enriquecer a avaliação e transformá-la não somente numa avaliação retrospectiva, 
mas, sim, também em prospectiva, apresentamos os quatro “o quês”, que constam no livro 
“Um guia para gestores escolares - Mestres da Mudança” (EDNIR, 2006, p. 61):
OS QUATRO “O QUÊS”
Os quatro “o quês” são um meio simples para promover a reflexão depois de um 
encontro ou da finalização de um projeto, reunião, curso, formação continuada, ao final de 
uma aula, com alunos, pais, comunidade...
Com quatro perguntas, você pode fazer as pessoas pensarem sobre o futuro próximo: 
	O que você fez bem?
	O que deu certo?
	O que você faria diferente numa próxima ocasião?
	O que outra pessoa poderia fazer para ajudar você?
Existem diversas situações no ambiente de trabalho em que é importante, quando 
formos olhar para frente, darmos uma rápida olhada no retrovisor – e essas quatro perguntas 
podem ser muito úteis nessas ocasiões. 
Caro(a) acadêmico(a)! Temos sentimentos, intelecto, emoções, mas 
temos que atentar a tudo que nos rodeia, não somente no quesito 
profissional, mas também em nossa vida pessoal. É sempre bom usar 
os quatro “O quês”, você concorda?
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Relembrando! Neste tópico estudamos sobre:
	A importância e a valorização do trabalho pedagógico, suas exigências, perspectivas e práxis. 
	Para o bom andamento do trabalho pedagógico, devemos nos pautar de conquistas e desafios 
para que de fato ocorra o processo de construção do conhecimento. 
	Clareza do gestor em liderar conflitos no ambiente da escola, pois não podemos fugir deles, 
afinal, através dos conflitos também se aprende. 
	O gestor escolar necessita desenvolver habilidades, ter conhecimento da sua função e possuir 
qualidades pessoais que o tornam capaz de agir com competência e seriedade. 
	As reflexões realizadas sobre avaliação, ou seja, a necessidade de avaliar não somente o 
trabalho pedagógico, mas, sim, utilizar a avaliação para aprimorar o trabalho em todas as 
esferas da escola.
RESUMO DO TÓPICO 2
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Caro(a) acadêmico(a), reflita sobre uma situação/ação vivenciada ou realizada 
por você em seu local de trabalho e complete o quadro a seguir focando os quatro “O 
QUÊS”.
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Situação/ação: _______________________________________________________
O que você fez bem?
O que deu certo?
O que você faria diferente 
numa próxima ocasião?
O que outra pessoa poderia 
fazer para ajudar você?
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GESTÃO ESCOLAR E O 
FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 3
UNIDADE 3
O objetivo deste tópico é analisar a importância da gestão escolar frente à gestão 
financeira da educação. A partir destas informações você terá subsídios para pensar e praticar 
uma gestão democrática e transparente, dos recursos que chegam à unidade escolar. Deste 
modo, serão tratadas questões referentes ao financiamento da educação, planejamento 
participativo, prestação de contas, programas do governo voltados ao financiamento da 
educação e outras fontes alternativas de financiamento da e para a escola.
2 FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO 
 – LEI DARCY RIBEIRO
A LDB de 1996, nossa segunda Lei de Diretrizes e Bases (BRASIL, 1996), determina 
alguns elementos para o tema dos recursos financeiros para a educação (art. 68 a art. 77). No 
art. 68 são apresentados os recursos públicos a serem aplicados na educação:
I – receita de impostos próprios da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;
II – receita de transferências constitucionais e outras transferências;
III – receita do salário-educação e de outras contribuições sociais;
IV – receita de incentivos fiscais;
V – outros recursos previstos em lei.
Uma inovação na Lei foi a redação dos artigos 70 e 71, que estabelecem o que pode 
ser considerado como despesas com a manutenção e desenvolvimento do ensino (art.70) e 
o que não pode ser considerado despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino (art. 
71). Por exemplo, programas suplementares de alimentação, assistência médico-odontológica, 
farmacêutica e psicológica e outras formas de assistência social não mais poderão ser incluídos 
nos recursos destinados à educação.
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Também os recursos financeiros destinados à educação não poderão arcar com a folha 
de pagamento do pessoal docente, quando em desvio de função, ou seja, em atividade alheia 
à manutenção e desenvolvimento do ensino.
Desta forma, os artigos 70 e 71 não mencionam a questão da folha de pagamento 
dos aposentados. Mas, os estados e municípios estão somando nos percentuais o montante 
mensalmente destinado com as aposentadorias. Neste contexto, supomos que boa parte 
dos recursos destinados constitucionalmente à educação está voltada ao pagamento dos 
aposentados. Portanto, esses recursos deixam de ser aplicados na educação de crianças e 
jovens. Não são somente as aposentadorias que estão diminuindo os recursos para a educação 
básica. 
O Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que no ano de 2000 foi substituído pela DRU 
(Desvinculação de Receitas da União), também retirou recursos do setor educacional. De 
acordo com Pinto (2000, p. 37) e com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional, só 
no ano de 1997 o FEF retirou da educação R$ 2,5 Bi e destinou apenas R$ 1,8 Bi, a maior 
parte para o ensino superior.
O artigo 74 menciona a necessidade de se estabelecer um valor mínimo por aluno que 
assegure uma educação de qualidade. Este deverá ser calculado ao final de cada ano, para 
viger no ano seguinte. 
Nesta análise podemos constatar que a Lei nº 9.394/96 (LDB) introduziu alguns 
mecanismos que melhoraram a questão do financiamento da educação pública. Como assinala 
Melchior (1997, p. 77), mudanças importantes foram introduzidas pela lei maior da educação, entre 
outras: 1) estabelecimento do conceito de receita líquida para aferir o cumprimento da vinculação 
constitucional por parte dos entes federativos (União, estados, Distrito Federal e municípios), 
(art. 69, § 1º, II). Operações de crédito por antecipação da receita orçamentária não poderão ser 
consideradas receita de impostos (art. 69, § 2º, III). A recepção de créditos adicionais por parte 
da receita estimada dos impostos implicará o reajuste da vinculação orçamentária (art. 69, § 3º, 
IV). Deverá haver acerto trimestral entre receita e despesa prevista e a que for realizada com a 
respectiva incidência da vinculação constitucional para a educação (art. 69, § 4º, V).
A fixação de prazos para o repasse dos recursos varia de dez a dezenove dias depois 
de arrecadados os recursos. Antes era comum a retenção dos recursos por parte dos órgãos 
arrecadadores. No descumprimento dos prazos, haverá correção monetária (art. 69, § 5º e § 
6º). Outro fato importante são as despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino. 
Antes da Lei nº 9.394/96, eram praticados os mais variados abusos. Melchior (1997, p, 79) cita 
o caso de municípios que asfaltavam as ruas em torno das escolas e lançavam as despesas 
nos recursos destinados à educação, entre outros. As irregularidades constatadas por falta de 
uma legislação mais exata, ética sobre amatéria, também eram cometidas pela União e por 
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muitos estados da Federação. 
Mesmo após a edição da atual LDB (agora já não há mais tantas irregularidades), 
deslizes continuam sendo cometidos. 
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As leis indicadas no texto acima, pesquisado e organizado pela professora 
autora, poderão ser encontrados no endereço eletrônico: <http://
www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1996/9394.htm>.
3 GESTÃO DOS RECURSOS 
 FINANCEIROS – PROGRAMAS ALTERNATIVOS
FIGURA 28 – PLANEJAMENTO FINANCEIRO
FONTE: Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?q=planejamento+financeiro&u
m=1&hl=pt->. Acesso em: 24 out. 2012.
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3.1 FNDE
O governo criou um fundo monetário para cuidar da manutenção do ensino, chamado 
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com responsabilidade sobre 
as despesas de manutenção da escola, como fonte de arrecadação de recursos e repasse 
diretamente para os sistemas de ensino, para sua aplicação na educação, funcionamento 
de programas e projetos e universalização do ensino fundamental. 
Para a administração destes recursos, a escola teve que criar um conselho 
representativo para deliberar sobre a aplicação deste fundo nas escolas e para sua prestação 
de contas. 
O FNDE foi criado como fonte adicional ao financiamento do ensino: trata-se de 
uma contribuição patronal (2,5% da folha de pagamento das empresas) destinada ao 
ensino fundamental, suplantando os recursos públicos destinados à manutenção e ao 
desenvolvimento deste grau de ensino. Tal contribuição é chamada salário-educação e 
constitui um fundo com recursos consideráveis: cerca de 1,5 bilhões de dólares por ano. 
Somente são isentos de contribuir para ele os órgãos do próprio Poder Público e suas 
autarquias e instituições de ensino públicas e privadas.
Com os recursos, tanto da Quota Estadual quanto da Quota Federal, constroem-se 
e reformam-se escolas, compram-se equipamentos escolares e treinam-se os professores. 
O Ministério da Educação não tem qualquer atuação na distribuição da Quota Estadual e 
os estados que mais contribuem são os que mais recebem.
Já relativamente à Quota Federal, da qual o MEC pode dispor de acordo com 
seus próprios critérios, o bom senso indica que ela deveria ser distribuída para corrigir 
desequilíbrios regionais, concentrando recursos nos estados e municípios mais pobres. 
Tal procedimento seria um poderoso instrumento de política educacional. O problema 
fundamental referente à distribuição dos recursos do FNDE é a demanda por recursos muito 
superior (cerca de duas a três vezes) à sua disponibilidade. 
Por outro lado, a própria flexibilidade na aplicação do recurso deste Fundo, assim 
como o seu volume, tornam-no alvo de pressões clientelistas as mais diversas. Deputados 
e políticos em geral tentam direcionar a aplicação dos recursos de acordo com os seus 
interesses, o que é feito de duas maneiras: ou obtendo do Ministro da Educação boa 
acolhida para suas propostas ou incluindo no orçamento da União emendas específicas 
para beneficiar determinados municípios.
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Com a correta utilização do FNDE, eliminadas as pressões políticas sobre o seu uso, 
há possibilidade de com ele serem feitos investimentos criativos, tanto na construção de 
escolas como na melhoria da formação dos professores, os quais, na atual situação, estão 
se tornando o ponto de estrangulamento que impede a melhoria do ensino fundamental 
no país. 
FONTE: GOLDENBERG, José. O repensar da educação no Brasil. Estudos Avançados, São 
Paulo, 1993. p. 110-113. 
É através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que as escolas 
recebem anualmente, em suas contas bancárias, recursos financeiros. Cada uma recebe um 
valor X, de acordo com o número de alunos matriculados do ano anterior, ficando sob sua 
responsabilidade utilizar os recursos, de acordo com as decisões dos órgãos colegiados da 
escola e com as seguintes finalidades:
	aquisição de material permanente;
	manutenção, conservação e pequenos reparos da unidade escolar; 
	aquisição de material de consumo necessário ao funcionamento da escola;
	capacitação e aperfeiçoamento de profissionais da educação; 
	avaliação de aprendizagem; 
	implementação de projeto pedagógico e desenvolvimento de atividades educacionais.
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Caro(a) acadêmico(a) vale informar que: A Resolução FNDE/CD/n.º 
043, de 11 de novembro de 2005, define no Art. 4º que as escolas 
públicas receberão os recursos financeiros do PDDE, em parcela única, 
anual, da seguinte forma: I - com até 50 (cinquenta) alunos, que não 
possuírem Unidade Executora Própria (UEx), por intermédio da Entidade 
Executora (EEx); II - acima de cinquenta alunos por intermédio da 
Unidade Executora Própria (UEx ). As escolas públicas com um número 
de alunos igual ou superior a cinquenta estudantes matriculados devem 
criar Conselhos Escolares, Associação de Pais e Mestres ou entidades 
equivalentes para que possam receber os benefícios advindos dos 
recursos do PDDE. Assim, apenas as escolas com até cinquenta alunos 
sem unidades executoras próprias podem receber indiretamente os 
recursos financeiros. 
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3.2 PDDE
O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) consiste no repasse anual de recursos 
às escolas públicas do ensino fundamental estaduais, municipais e do Distrito Federal e às do 
ensino especial mantidas por organizações não governamentais (ONGs), desde que registradas 
no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).
 
Este recurso é transferido às Unidades Escolares através de conta bancária da escola, 
ou seja, do órgão colegiado da escola, como por exemplo, conta em nome da APP – Associação 
de Pais e Professores. Este órgão é responsável pela aplicação dos recursos, em conformidade 
com as normas determinadas pelo FNDE.
As escolas, junto com a gestão escolar, o órgão colegiado e o conselho fiscal do órgão 
colegiado devem encaminhar a prestação de contas, como balanço financeiro, previsão 
orçamentária, declaração da ciência do conselho fiscal para a Prefeitura ou Secretaria da 
Educação, de acordo com o vínculo que estabelece. 
A prefeitura ou órgão competente, de posse de toda documentação, tem a incumbência 
de analisar a prestação de contas recebidas e, em seguida, encaminhar esta prestação de 
contas ao FNDE. Da mesma forma, deve encaminhar parecer conclusivo até o prazo de 28 de 
fevereiro do ano seguinte ao do repasse da verba. 
As escolas mantidas por organizações não governamentais, como por exemplo as 
escolas especiais, devem encaminhar a prestação de contas de acordo com o convênio 
estabelecido especificamente através de cada estabelecimento. 
3.3 FUNDESCOLA
O FUNDESCOLA significa Fundo de Fortalecimento da Escola. Este programa visa 
a universalização do ensino fundamental, vindo para fortalecer a autonomia das escolas. É 
um programa desenvolvido pelo Ministério da Educação, em parceria com as Secretarias de 
Educação estaduais e municipais.
 
O FUNDESCOLA está sendo desenvolvido em zonas de atendimento prioritário, nos 
estados do Norte e do Centro-Oeste do Brasil, sendo este atendimento financiado através de 
recursos federais e de empréstimos junto ao Banco Mundial. 
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Estimado(a) acadêmico(a)! Para enriquecer este estudo frente ao 
financiamento da educação, é fundamental sua pesquisa no seguinte 
endereço eletrônico: <http://portal.mec.gov.br/seb/index.php?option=
content&task=view&id=868&Itemid=916>.
 Boa pesquisa!
O programa atualmente atende oitenta municípios na região Norte e Centro-Oeste. Suas 
ações estão relacionadas a quatro componentes financiáveis, levando em consideração: a) 
padrões mínimos de funcionamento das escolas; b) processo de desenvolvimento das escolas; 
c) planejamento e provisão de vagas; d) gestão e desenvolvimentodos sistemas educacionais. 
A execução deste programa orienta-se por estratégias básicas, como o fortalecimento 
da escola através da elaboração do PDE por toda a comunidade escolar, visa ao bom 
funcionamento da escola e melhor aprendizagem dos alunos, ou seja, a qualidade do ensino. 
Para a escola receber este fundo, ou seja, o recurso, um dos requisitos é apresentar seu 
Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE), que consiste, como já estudamos, num documento 
em que se apresenta o conjunto de ações que a escola pretende e propõe-se a desenvolver 
para melhorar, garantir a qualidade do ensino, bem como as ações para o desenvolvimento 
do processo administrativo e pedagógico da unidade escolar.
4 E O SALÁRIO-EDUCAÇÃO? O NOSSO SALÁRIO!
4.1 UM POUCO DA HISTÓRIA
Um outro recurso do financiamento do ensino fundamental é destinado ao Salário-
Educação, criado através da Lei nº 4.024/64, no governo do Marechal Castelo Branco. Foi 
concebido como uma alternativa às empresas que não estavam cumprindo o que estabelecia 
a Constituição Federal de 1946, ou seja, que não ofereciam educação primária aos seus 
empregados e aos filhos desses. A contribuição social das empresas foi fixada em 1,4% da 
folha de Contribuição à Previdência Social.
 
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Atualmente, por força do que dispõe a EC 14/96, que deu nova redação ao § 5º do art. 
212 da CF, e regulamentado pela Lei nº 9.424/96, art. 15, a contribuição está fixada em 2,5% 
sobre o total da folha de contribuição das empresas e destina-se, exclusivamente, ao ensino 
público. O INSS retém 1,0% do total arrecadado para cobrir custos administrativos com a 
arrecadação. 
 
O montante arrecadado está dividido em duas cotas: a federal, que corresponde a 1/3, e a 
estadual, que equivale a dois terços de sua receita líquida, distribuída mensal e automaticamente 
pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
 
A Lei nº 9.424/96 (BRASIL, 2003), no § 2º do art. 15, previa ainda a existência de uma 
cota municipal. Entretanto, esse dispositivo foi vetado pelo Presidente da República, que em 
substituição ao veto editou a MP nº 1.607/97.
Pinto (2000, p. 62) afirma que a “MP 1.607/97 foi votada pelo Congresso Nacional 
e transformada na Lei Federal nº 9.766, de 18/12/1998, definindo, portanto, legalmente, a 
existência da cota municipal”.
Finalmente, a Lei Federal nº 10.832 (BRASIL, 2003), de 29/12/2003, alterou o § 1º do 
art. 15 da Lei nº 9.424, de 24/12/96 e o art. 2º da Lei nº 9.766 (BRASIL, 2003), de 18/12/98, 
alterando, desse modo, a sistemática do salário-educação.
Nos termos da nova norma legal, a Quota Estadual e Municipal do Salário-Educação será 
integralmente redistribuída entre o Estado e seus municípios de forma proporcional ao número 
de alunos matriculados no ensino fundamental nas respectivas redes de ensino, conforme 
apurado pelo censo educacional realizado pelo Ministério da Educação (nova redação dada 
ao art. 2º da Lei nº 9.766/98). 
Os recursos obtidos com o Salário-Educação têm-se constituído numa importante 
fonte de financiamento da educação, principalmente a partir das inovações introduzidas pela 
Lei Federal nº 10.832/03 (BRASIL, 2003). Atesta esta afirmação o crescimento da receita do 
Salário-Educação no período de 2000 a 2006. (FNDE). 
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FIGURA 29 – SALÁRIO-EDUCAÇÃO
FONTE: Adaptado de: <http://www.fnde.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=827&I
temid=75>. Acesso em: 15 ago. 2012. 
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4.2 FUNDEB
O FUNDEB foi instituído após o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento 
do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (FUNDEF), 
regulamentado pela Lei Federal nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996 
a dezembro de 2006.
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos 
Profissionais da Educação (FUNDEB) atende toda a educação básica, da creche ao ensino 
médio. Substituto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de 
Valorização do Magistério (Fundef), que vigorou de 1997 a 2006, o FUNDEB está em vigor 
desde janeiro de 2007 e se estenderá até 2020.
É um importante compromisso da União com a educação básica, na medida em que 
aumenta em dez vezes o volume anual dos recursos federais. Além disso, materializa a visão 
sistêmica da educação, pois financia todas as etapas da educação básica e reserva recursos 
para os programas direcionados a jovens e adultos.
A destinação dos investimentos é feita de acordo com o número de alunos da educação 
básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. O acompanhamento e o controle 
social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do programa são feitos 
em escalas federal, estadual e municipal por conselhos criados especificamente para esse fim. 
O Ministério da Educação promove a capacitação dos integrantes dos conselhos.
FONTE: Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12
407&Itemid=725&msg=1>. Acesso em: 30 out. 2012.
A educação básica compreende a Educação Infantil, Fundamental do 1º ao 9º ano e o 
Ensino Médio (incluindo a EJA – Educação de Jovens e Adultos). Sendo assim, a distribuição 
dos recursos financeiros é feita de acordo com os dados do censo escolar do ano anterior. 
Os recursos do FUNDEB serão utilizados pelos governantes dos estados, Distrito Federal e 
municípios em ações consideradas de manutenção e desenvolvimento do ensino público, de 
acordo com a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, em seu art. 70. Vale a pena conferir a lei!
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A partir do mês de janeiro de 2007 sai de cena o FUNDEF e entra o FUNDEB, que, 
assim como seu antecessor, se caracteriza como um fundo de natureza contábil, formado 
por recursos dos próprios estados e municípios, além de uma parcela de recursos federais, 
cuja finalidade é promover o financiamento da educação básica pública brasileira.
Para cobrir as despesas com as demais faixas da educação, agora incorporadas ao 
FUNDEB (o FUNDEF atendia somente o ensino fundamental), os estados e municípios irão 
colaborar com o fundo não mais com 15%, mas sim com 20% da sua receita proveniente 
de impostos e transferências, aumentando dos 15% que eram até dez/2006, para 16,66% 
em 2007, 18,33% em 2008 e, de 2009 em diante, 20%. Já a União aplicará no FUNDEB 
dois bilhões de reais em 2007, 3 bilhões em 2008, 4,5 bilhões em 2009 e a partir de 2010 
sua colobaração será de, no mínimo, 10% do total de recursos do Fundo (algo em torno de 
5,5 bilhões de reais). O FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação 
Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) destina recursos para a educação 
infantil, no ensino fundamental e no ensino médio, inlcusive na modalidade de educação 
de jovens e adultos.
A Emenda Constitucional nº 53, de 19/12/2006, que deu nova redação ao § 5º do art. 
212 da Constituição Federal e ao art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, 
criou o Fundo. Inicialmente, o FUNDEB foi regulamentado pela Medida Próvisória 339, de 
28/12/2006, que foi convertida na Lei nº 11.494, de 20/06/2007.
O FUNDEB terá a duração de 14 anos (2007-2020), com o intuito de atender os alunos 
da educação infantil, do ensino fundamental e médio e da educação de jovens e adultos.
Sua implantação foi programada de maneira gradativa nos três primeiros anos. Está 
previsto no quarto ano de vigência atender 47,2 milhões de alunos com investimentos públicos 
anuais de R$ 50,4 bilhões, dos quais R$ 4,3 bilhões serão provenientes da União. O FUNDEB 
deve aumentar os recursos aplicados pela União, estados e municípios na educação básica 
pública e melhorar a formação e o salário dos profissionais da educação.
A distribuição dos recursos é feita de acordo com o número de alunos da Educação 
Básica (Educação Infantil, Fundamental e Médio), de acordo com dadosdo Censo Escolar 
do ano anterior, observando o seguinte: alunos do ensino fundamental regular e especial - 
100% a partir do 1º ano; alunos da Educação Infantil, Ensino Médio e EJA - 1/3 no 1º ano; 
2/3 no 2º ano; 3/3 do 3º ano em diante. Entretanto, a aplicação pode se dar de maneira 
indistinta entre as etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino.
Os recursos do FUNDEB, inclusive aqueles oriundos de complementação da 
União, serão utilizados pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios no exercício 
financeiro em que lhes forem creditados, em ações consideradas como de manutenção e 
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desenvolvimento do ensino para a educação básica pública, conforme disposto no art. 70 
da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. O acompanhamento e o controle social sobre 
a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do FUNDEB serão exercidos, 
junto aos respectivos governos, no âmbito da União, dos estados, do Distrito Federal e 
dos municípios, por conselhos instituídos especificamente para esse fim. O Ministério da 
Educação atuará na capacitação dos membros dos Conselhos. 
FONTE: Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_de_Manuten%C3%A7%C3%A3o_e_
Desenvolvimento_da_Educa%C3%A7%C3%A3o_B%C3%A1sica>. Acesso em: 7 jan. 2008.
DIC
AS!
Caro(a) acadêmico(a), para maiores informações sobre o FUNDEB no 
que tange ao financiamento da Educação, você pode acessar <portal.
mec.gov.br> e clicar no item saiba mais. Boa pesquisa!
DIC
AS!
O livro FUNdeb: dilemas e perspectivas de Maria 
José Rocha Lima (org./coord.), Maria do Rosário Almeida 
(org) e Vital Didonet (org.) traz uma abordagem 
significativa sobre a visão política e legislativa sobre a 
implantação do FUNDEB. Vale conferir!
FIGURA 30 – MESADINHA DO CALVIN
FONTE: Disponível em: <calvin+haroldo+dinheiro.gif na-beirada.blogspot.com>. Acesso em: 24 out. 
2012.
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4.3 VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO – FUNDEB
FUNDEB - Instrumento de Valorização dos Trabalhadores em Educação
 
A educação é um setor intensivo em mão de obra, fazendo com que os custos com 
pagamento de pessoal representem cerca de 70% dos custos do ensino oferecido pelo poder 
público. Essa situação há de perdurar por muito tempo, em que pese a evolução tecnológica 
que, de forma célere, tem contribuído para a introdução de novos recursos didáticos e o 
aperfeiçoamento dos métodos e técnicas utilizadas no processo ensino- aprendizagem. 
 
 A presença do professor na sala de aula não apenas continuará necessária, como 
exigirá dele uma atuação interativa, participativa e atualizada em relação aos avanços e 
conhecimentos tecnológicos. Além disso, um adequado nível de formação acadêmica, 
consoante dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, ao estabelecer como 
meta qualitativa para o docente a formação superior para todos aqueles que vierem a 
ingressar na carreira do magistério. 
Por outro lado, a crescente complexidade das escolas exige outros profissionais 
habilitados para a educação alimentar, a administração escolar, a manutenção de 
infraestruturas operacionais e o manuseio pedagógico de novos recursos tecnológicos. 
 
O Governo Federal não assume a responsabilidade de disciplinar a carreira, nem 
a remuneração dos profissionais da educação nos estados e municípios. Entretanto, 
estabelecer diretrizes é dever da União, em parte já contemplado pelo art. 67 da LDB. 
Mais ainda: criar condições e referenciais mínimos a serem observados contribuirá para 
a concretização das medidas que assegurarão a necessária valorização do magistério, 
particularmente tomando condigna sua remuneração.
A legislação do atual FUNDEF prevê que, pelo menos, 60% dos recursos do fundo 
sejam aplicados na remuneração do magistério em efetivo exercício no ensino fundamental. 
Essa parcela de recursos permitiu que houvesse, sobretudo no âmbito dos municípios, 
uma real evolução dos aviltantes e inadmissíveis níveis salariais praticados no passado. 
Contudo, com a experiência desse Fundo, pode-se constatar que a questão salarial 
do magistério não logrou êxito com a simples garantia de um limite mínimo de recursos 
financeiros que assegure a cobertura e a melhoria da remuneração praticada pelos estados, 
Distrito Federal e municípios. É necessário que, além do limite mínimo de recursos, seja 
garantido um piso salarial para a categoria, assegurando importante componente da 
valorização do magistério. 
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O FUNDEB deverá prever que pelo menos 80% dos seus recursos sejam destinados 
à valorização dos professores e demais profissionais da educação, criando condições 
de propiciar para todos uma formação sólida de nível médio ou superior e uma efetiva 
elevação da remuneração, pela garantia de piso salarial nacional, a ser regulamentado 
em Lei específica.
FONTE: FUNDEB. LIMA, Maria José Rocha (Org./Coord.) et al. Dilemas e perspectivas. Brasília: 
Edição Independente, 2005. p. 112.
5 FINANCIAMENTO E A DESCENTRALIZAÇÃO 
Estudos e análises referentes ao financiamento da educação têm auxiliado na 
compreensão da organização e da gestão da educação frente ao financiamento. O Brasil vem 
ganhando destaque no quesito economia da educação.
Estes estudos, discussões e análises sobre o financiamento que vêm se efetivando 
em nosso país são complexos, envolvem todos os entes federados (União, estados, Distrito 
Federal e municípios), sem esquecer da esfera privada. Sendo este um tema complexo e 
indispensável para o êxito e a qualidade na educação, a compreensão da estrutura e das bases 
do financiamento do ensino é uma necessidade de e para toda a comunidade escolar, pois 
envolve o trabalho dos gestores educacionais, de todos os profissionais da educação, pais de 
alunos, bem como a comunidade local.
O sistema educacional brasileiro, sua organização conforme a Constituição Federal 
de 1988 (BRASIL, 2004) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996) 
(BRASIL, 1996), concretizam-se através da divisão das incumbências, competências e 
responsabilidades entre as esferas: União, Estados e Municípios, englobando também o que 
se refere ao financiamento e à manutenção dos diferentes níveis e modalidades da educação 
e do ensino no Brasil.
A forma de organização do gerenciamento do financiamento da educação faz com que 
seja necessário um trabalho direcionado à descentralização, sendo outro desafio na educação 
a democratização do processo decisório nas diferentes esferas governamentais. 
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Caro(a) acadêmico(a), a palavra descentralização na educação vem 
quebrar alguns paradigmas emergentes e necessários, como, por 
exemplo: faz com que as ações da educação passem da centralização 
para a descentralização, que é o processo de participação da comunidade 
escolar nas decisões das ações, ou seja, o estado transfere competências 
do seu campo de ação para regiões ou municípios, de modo que estes 
auxiliem na administração da educação. (ALVARÉZ, 1995). 
Como todo processo educacional está direcionado ao fazer democrático, descentralizado, 
neste contexto, caro(a) acadêmico(a), mudando o foco de um governo com tendência a 
concretizar o trabalho voltado à descentralização, diminuindo a centralidade do âmbito 
educacional, o financiamento da educação não poderia ficar nas mãos de alguns. 
Neste foco, observe-se o quadro a seguir, extraído do livro “Gestão Educacional - uma 
questão paradigmática” (LÜCK, 2006, p. 82): 
Passagem da centralização da autoridade para a sua descentralização:
CENTRALIZAÇÃO
* Construção de mecanismos externos de 
controle da gestão. 
* Tomada de decisão distante do âmbito de 
ação.
* Competências técnicas localizadas de 
forma especializada em âmbito central. 
DESCENTRALIZAÇÃO
* Construção de mecanismos de autoridade de 
gestão, pela unidade de atuação.
* Tomada de decisão próximado ambiente 
de ação.
* Competências técnico-políticas construídas 
e disseminadas por todo o sistema.
A garantia de uma educação eficaz está diretamente ligada ao financiamento da 
educação, pois o financiamento público da educação garante o acesso e permanência do aluno 
na escola, sendo este um direito de uma educação gratuita e para todos. 
O regime de colaboração, ou seja, a descentralização, tem influência direta sobre o 
processo orçamentário da educação e sua execução, o que implicaria conhecer como funciona 
o financiamento da educação no Brasil. 
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5.1 PROCESSO ORÇAMENTÁRIO E SUA EXECUÇÃO
5.1.1 Orçamento educacional 
O orçamento é uma fase do planejamento de uma instituição escolar, empresa, ele 
orienta a execução dos planos de um governo. Na Lei Orçamentária devem estar previstas as 
receitas e despesas correspondentes a um ano, ou período de execução do plano. 
Falando em orçamento educacional, sendo ele realizado pela União, Estado, Distrito 
Federal ou Município, nele devem constar as fontes de receitas destinadas, por exemplo, à 
educação (impostos, transferências, salário-educação e outras), bem como as despesas, os 
gastos com pessoal, material de expediente/serviços/obras, equipamentos, entre outros.
UNI
Caro(a) acadêmico(a), de acordo com o Minidicionário Aurélio, veremos 
o conceito de: 
	Orçamento - é o ato ou efeito de orçar; cálculo. Cálculo da receita e 
da despesa. Cálculo dos gastos para a realização de uma obra.
	Receita – quantia recebida, ou apurada, ou arrecadada; produto, 
rendimento, renda. O conjunto de rendimentos de um Estado, entidade 
ou pessoa. 
	Despesa – gasto.
Partindo destes pressupostos, as despesas da educação, ou seja, do setor público, 
conforme (UNICEF, [s.d.], p. 30), necessitam sempre seguir a legislação financeira, que é o 
respeito em realizar licitações orçamentárias, cuidando para não ultrapassar os limites de 
créditos previstos nos orçamentos preestabelecidos, podendo, desta forma, realizar ações de 
competência constitucional, pois a Lei de Responsabilidade Fiscal na Educação existe para 
que o dinheiro público seja administrado com segurança e para determinado fim. 
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A Lei nº 4.320/64 divide e classifica a receita pública e a despesa pública 
em dois grupos: receitas/despesas correntes e receitas/despesas de 
capital. Esta Lei você encontra no portal <http://www.planalto.gov.br/
CCIVIL/Leis/L4320.htm>. 
A Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) provêm de recursos vinculados 
à Constituição Federal. Eles se originam dos impostos que o governo arrecada de seus 
contribuintes, o POVO. 
 
O planejamento das ações da educação, bem como das escolas, deve ser 
cuidadosamente pensado e gerenciado, tendo em vista que colocar em prática ações que 
dependem do financiamento público, do que pertence ao público, merece destaque perante os 
objetivos que se pretende alcançar (condições financeiras, materiais e humanas) advindo do 
poder central e local. Para o êxito neste processo é fundamental a participação, compromisso, 
seriedade e responsabilidade, no ato do planejar coletivamente, na execução das ações e, 
principalmente, na seriedade com o que é público, a verba. 
 
Como podemos perceber, para tudo temos que planejar, ter metas e objetivos claros. 
Neste contexto, o planejamento de uma ação é como um método que se estabelece para 
resolver situações-problemas. É fundamental que haja uma linguagem comum entre as 
diferentes instâncias da administração (governo, secretarias e escolas) para a definição das 
diretrizes, estratégias e objetivos globais da administração, de forma que todos os segmentos 
envolvidos, poder central, secretarias e escolas, possam responder com propostas que tornem 
possível a viabilização das metas pretendidas. 
6 PRINCÍPIOS DA GESTÃO ESCOLAR 
 FRENTE AO FINANCIAMENTO
Caro(a) acadêmico(a), apresentarei resumidamente os princípios que devem nortear a 
administração pública, não somente referente ao financiamento da educação, mas em todas 
as ações de um gestor escolar. Estes princípios encontram-se no artigo 37 da Constituição 
Federal de 1988 (BRASIL, 2004). Vejamos: 
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PRINCÍPIOS: 
Legalidade
Moralidade
Impessoalidade
Publicidade
Eficiência (falar e fazer)
Obedecer ao que a Lei prescreve.
Aplicar os recursos de forma correta, primando pela ética, de 
acordo com a Lei, resguardando o interesse público.
Atender aos interesses da comunidade, de forma impessoal. 
Divulgar os débitos e créditos de forma ampla. Mostrar todas 
as aquisições realizadas, procurando sempre focar um objetivo 
perante as ações. 
Realizar o que foi combinado e/ou prometido com os recursos 
oriundos da educação, mostrar trabalho à comunidade, 
resultados... 
A boa administração dos recursos financeiros, caro(a) acadêmico(a), gestor(a) e/ou 
futuro (a) gestor(a), deve ser gerenciada com base nos princípios indicados acima, pois ao 
administrar os recursos públicos você está gerenciando algo que não é seu, mas, sim, de todos.
6.1 GESTÃO FINANCEIRA: PASSOS FUNDAMENTAIS
Todas as ações voltadas ao bom funcionamento da escola e de suas atividades 
necessitam seguir alguns passos primordiais para a qualidade da educação, ou seja, da 
aprendizagem, que é o principal objetivo da educação. Com este olhar, o financiamento da 
educação é a chave mestra, o alicerce para algumas ações se concretizarem. Para tanto é 
necessário o gestor e sua equipe gestora estarem atentos ao: 
a) Planejar: o planejamento de ações voltadas ao financiamento deve, em primeira instância,ser 
oriundo de discussões coletivas, ou seja, entre a equipe do colegiado, em assembleias... 
Desta forma, é indispensável pensar, planejar sobre quem serão os beneficiados com esta 
ou aquela ação, equipamentos e materiais que serão necessários para pôr em prática o 
planejado, realizar uma previsão orçamentária, período de execução do plano. Neste prisma, 
o olhar quantitativo é importante para o êxito da ação. 
b) Executar: no ato de pôr em prática o planejamento, é fundamental registrar todos os recursos 
gastos, acompanhar diretamente o trabalho que está sendo executado; afinal de contas, 
você, gestor (a), deve olhar e analisar, através dos olhos da sua comunidade escolar, pois 
na qualidade de líder/gestor da comunidade, você os representa. 
 
c) Prestar contas: durante a execução dos trabalhos e, principalmente, após o término do 
trabalho, é imprescindível a prestação de contas em mínimos detalhes à comunidade e 
à unidade que a financiou. A prestação de contas deve ser apresentada, analisada pelo 
FONTE: Brasil (2000)
QUADRO 7 – PRINCÍPIOS
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Conselho Fiscal da Associação de Pais e Professores/APP de cada unidade escolar, em 
reuniões de pais, assembleias gerais, ou seja, ser constante e/ou mensalmente. Aos órgãos 
financiadores devem ser prestadas contas conforme os prazos estabelecidos legalmente. 
Isto deve ser realizado de acordo com a realidade de cada município, Estado e/ou outras 
instâncias. 
De acordo com Perrenoud (2000, p. 103):
[...] administrar os recursos de uma escola é fazer escolhas, ou seja, é tomar 
decisões coletivamente. Na ausência de projeto comum, uma coletividade uti-
liza os recursos que tem, esforçando-se, sobretudo, para preservar uma certa 
equidade na repartição dos recursos. Por essa razão, se não for posta a serviço 
de um projeto que proponha prioridades, a administração descentralizada dos 
recursos pode, sem benefício visível, criar tensões difíceis de vivenciar, com 
sentimento de arbitrariedade ou de injustiça pouco propício à cooperação.
 
Através desta afirmação constata-se que o planejamento financeiro elaborado e executado 
em consonância com o coletivo, com o conselho escolar e seu Projeto Político-Pedagógico, 
irá favorecer o sucesso no alcance de resultados mais eficazes e positivos, satisfazendoa 
comunidade escolar.
FIGURA 31 – AÇÕES FINANCEIRAS (ORGANOGRAMA)
FONTE: A autora
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7 CONSELHO ESCOLAR E O FINANCIAMENTO
Nas novas formas de organizar a escola e a natureza do trabalho pedagógico, bem como 
o auxílio na aplicação dos recursos financeiros da escola, o gestor deve procurar coordenar 
os trabalhos apontando-os para a democratização. Esta medida de democratização, ou seja, 
gestão democrático-participativa, busca inovações para a escola. Para tanto, é importante e 
fundamental a implantação de Conselhos Escolares.
 
Esta forma de organizar os trabalhos no chão da escola junto com o gestor escolar 
proporciona um trabalho voltado à transparência das ações realizadas na e pela escola. O 
Conselho Escolar é um suporte fundamental para enriquecer e fundamentar o trabalho do 
gestor (a) escolar. 
7.1 CONSELHO ESCOLAR 
Caro(a) acadêmico(a), os conselhos escolares são órgãos de deliberação coletiva, 
auxiliam a estrutura de gestão da escola. Nestes termos trago a definição da palavra por 
Cury (2000, p. 47):
 
Conselho vem do latim consilium. Por sua vez, consilium provém do verbo consulo/
consulere, significando tanto ouvir alguém quanto submeter algo a uma deliberação 
de alguém, após uma ponderação refletida, prudente e de bom senso. Trata-se, 
pois, de um verbo cujos significados postulam a via de mão dupla: ouvir e ser 
ouvido. Obviamente a recíproca audição se compõe com o ver e ser visto e, as-
sim sendo, quando um Conselho participa dos destinos de uma sociedade ou de 
partes destes, o próprio verbo consulere já contém um princípio de publicidade.
A representação da comunidade escolar acontece através do Conselho Escolar. Trata-se de 
uma estrutura em forma de colegiado, composta por representantes dos segmentos da comunidade 
escolar, constituindo-se de discussões de caráter consultivo e/ou deliberativo. A implementação 
do Conselho Escolar permite que diferentes setores da sociedade possam contribuir e participar 
da gestão da escola de forma democrática e institucionalizada. Consta da LDB a instituição dos 
conselhos escolares (APP – Associação de Pais e Professores, Conselho Deliberativo, Grêmio 
Estudantil etc.), nas escolas públicas de educação básica. 
As associações de pais e professores ( APPs) têm por finalidade colaborar com a 
qualidade do ensino almejada pela comunidade escolar, com o encaminhamento de ações que 
fazem parte dos anseios familiares, da função, objetivos e metas da Unidade Escolar à qual 
pertencem. Às APPs compete dinamizar e estabelecer vias de participação da comunidade, 
no processo de tomada de decisão e no desenvolvimento das ações da escola. 
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A equipe gestora da escola deve estar atenta às formas de colaboração para que sejam 
incentivadas, já que os membros que compõem as APPs são pais de alunos, professores e 
desenvolvem seu trabalho voluntariamente. Nos tempos atuais o voluntariado está quase em 
extinção. 
As APPs são importantes para o compartilhamento das relações de poder no interior do 
ambiente escolar, pois contribuem na ampliação e diversificação das atividades desenvolvidas 
pelos profissionais da educação e sua gestão. 
 Assim como a Associação de Pais e Professores, outro conselho escolar 
importante nas instituições de ensino é o grêmio estudantil. 
 O grêmio estudantil tem por finalidade defender os direitos dos alunos promovendo 
assim a participação efetiva dos alunos na política, na vida cultural, na arte e em todos os 
âmbitos que envolvem o processo de construção do conhecimento. A atribuição primordial do 
grêmio é representar os alunos das unidades escolares nos colegiados, promovendo assim o 
pleno exercício da cidadania dos jovens estudantes. 
 As principais características do grêmio escolar são as seguintes: 
•	 promove atividades políticas, culturais e recreativas, de acordo com o regimento interno da 
escola a que pertence; 
•		 constitui-se um espaço de expressar vontades e reivindicações dos estudantes. 
A escola, os dirigentes/gestores têm a função de incentivar os estudantes a se 
organizarem de forma coletiva. O ato de ouvir e dialogar é um dos principais passos para a 
formação cidadã dos estudantes. 
Entre os Conselhos Escolares, inclui-se também o Conselho Deliberativo, órgão este 
responsável por fiscalizar as ações da diretoria, propor modificações, se necessárias, investigar 
A Lei Federal nº 7.398/85 confere autonomia aos estudantes da educação 
básica para organizarem seus grêmios estudantis como entidades 
representativas de seus interesses com finalidades educacionais, culturais, 
cívicas e sociais.
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Com base nessa concepção organizativa, a escola pode concretamente adotar um 
novo conteúdo e uma nova prática de gestão que fundamentalmente priorize a dimensão 
participativa. Alguns exemplos de concepções que priorizem a participação são a cogestão, 
a administração colegiada, a democracia participante e a autogestão.
A cogestão está ligada ao princípio de codecisão. Uma decisão só pode ser tomada 
por concordância das partes. A cogestão busca o equilíbrio de poder e de participação dos 
vários segmentos no interior da instituição, escola ou empresa. A administração colegiada 
pressupõe a participação da comunidade nas decisões do processo educativo. Representa 
uma instância coletiva de tomada de decisão e de análise dos problemas da escola. A 
administração colegiada busca uma nova prática de exercício do poder.
A administração colegiada pressupõe a participação da comunidade nas decisões 
do processo educativo. Representa uma instância coletiva de tomada de decisão e de 
análise dos problemas da escola. A administração colegiada busca uma nova prática de 
exercício do poder.
A democracia participante baseia-se no princípio de que seus membros elegem 
delegados para representar seus interesses. Seu objetivo é que os problemas das bases 
sejam considerados nas políticas do governo e do Estado. Nesse tipo de organização, só 
os delegados legitimamente escolhidos têm autoridade para votar sobre os assuntos a 
serem decididos.
A autogestão pressupõe que todos os cidadãos se tornem administradores diretos 
de suas organizações, empresas ou instituições. Seus membros formam um grupo que 
se autogoverna. Numa organização de autogestão, a coletividade exerce os poderes do 
governo por meio da ação direta. O processo de gestão da escola deve estar fundamentado 
no seu projeto político-pedagógico. O processo democrático vive da ação coletiva e, como 
tal, implica a participação da comunidade escolar no processo de discussão e definição de 
suas políticas e projetos educacionais.
irregularidades e aplicar as sanções. 
Para que o Conselho Escolar se estabeleça como processo de construção e constituição, 
ele deve manifestar formas de vivências coletivas, nas quais se discuta não somente o sentido 
e o significado de um órgão colegiado para a organização político-pedagógica da escola, 
mas que essa discussão defina o tipo de homem, de educação e de sociedade que se deseja 
construir. Logo, é necessário pensar em meios e estratégias que garantam estudos e debates, 
seminários, encontros, assembleias, com os diversos segmentos componentes da comunidade 
escolar, para que o processo de construção do Conselho seja antecipado de condições 
possibilitadoras da compreensão teórico-prática e política que explicitem a sua necessidade. 
(PEREIRA FILHO, 1996).
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FONTE: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Gestão da educação 
escolar. Brasília: UnB/ CEAD, 2006. p. 22.
7.1.1 Função do Conselho Escolar
O Conselho Escolar deve ser o espaço em que se discutem as questões educativas e 
seus desdobramentos na prática político-pedagógica da escola. Nesse sentido, o Conselho 
Escolar tem as seguintes funções:
a) Deliberativas: quando decidem sobreo projeto político-pedagógico e outros 
assuntos da escola, aprovam encaminhamentos de problemas, garantem a elaboração de 
normas internas e o cumprimento das normas dos sistemas de ensino e decidem sobre a 
organização e o funcionamento geral das escolas, propondo à direção as ações a serem 
A construção de uma cultura democrática só é possível a partir de práticas 
democráticas. Os princípios e regras que norteiam essa prática, embora ligados à natureza 
universal dos valores democráticos, têm uma especificidade intrínseca à natureza e ao 
projeto social de cada escola ou sistema escolar. A escola não é democrática só por sua 
prática administrativa. Torna-se democrática por suas ações pedagógicas e essencialmente 
educativas. (FONSECA, 1997, p. 49).
FIGURA 32 – ORGANOGRAMA
FONTE: A autora
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desenvolvidas. Elaboram normas internas da escola sobre questões referentes ao seu 
funcionamento nos aspectos pedagógico, administrativo ou financeiro.
b) Consultivas: quando têm um caráter de assessoramento, analisando as questões 
encaminhadas pelos diversos segmentos da escola e apresentando sugestões ou soluções, 
que poderão ou não ser acatadas pelas direções das unidades escolares.
c) Fiscais (acompanhamento e avaliação): quando acompanham a execução das 
ações pedagógicas, administrativas e financeiras, avaliando e garantindo o cumprimento 
das normas das escolas e a qualidade social do cotidiano escolar.
d) Mobilizadoras: quando promovem a participação, de forma integrada, dos 
segmentos representativos da escola e da comunidade local em diversas atividades, 
contribuindo, assim, para a efetivação da democracia participativa e para a melhoria da 
qualidade social da educação.
FONTE: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Programa Nacional 
de Fortalecimento dos conselhos escolares, 2004. p. 38-39. v. 1.
7.1.2 Atribuições do Conselho Escolar
As atribuições do Conselho Escolar dependem do Regimento Interno de cada unidade 
de ensino. Dada a autonomia para a elaboração do Regimento Interno das instituições, a gestão 
da escola deve levar em consideração as determinações básicas do regimento da Rede à qual 
a escola pertence. 
Neste contexto, indicamos, a seguir, algumas entre tantas outras atribuições do Conselho 
Escolar: 
	elaborar o Regimento Interno da escola;
	coordenar , elaborar, discutir, alterar, se necessário, o Regimento Escolar; 
	convocar assembleias-gerais da comunidade escolar ou de seus segmentos; 
	propor e coordenar alterações curriculares na unidade escolar, respeitada a legislação 
vigente; 
	participar da elaboração do calendário escolar;
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	acompanhar a evolução dos indicadores educacionais (abandono escolar, aprovação, 
aprendizagem, entre outros);
	aprovar o plano administrativo anual, elaborado pela gestão da escola, sobre a 
programação e a aplicação de recursos financeiros;
	fiscalizar a gestão administrativa, pedagógica e financeira da unidade escolar, entre 
outros. 
A efetivação destas atribuições e outras aqui não mencionadas é aprendizado que 
faz parte do ato democrático no processo de gestão escolar. Cada Conselho Escolar deve 
chamar a si a discussão de suas atribuições prioritárias, em conformidade com as normas da 
legislação em vigor. Neste processo deve ser considerada a autonomia da escola (prevista 
na LDB) e o seu empenho no processo de construção de um projeto político-pedagógico 
coerente com objetivos e prioridades bem definidos em função das reais necessidades da 
comunidade na qual a escola se insere. 
Para o exercício dessas e de outras atribuições é indispensável considerar que a 
qualidade que se pretende atingir é a qualidade social, ou seja, a realização de um trabalho 
escolar que represente, no cotidiano vivido, crescimento intelectual, afetivo, político e social 
dos envolvidos.
FONTE: Adaptado de: BRASIL. Ministério da Educação. Programa nacional de fortalecimento 
dos conselhos escolares. Brasília: SEB, 2004. p. 45-48. v.1.
7.1.3 Eleição e composição do Conselho Escolar
Quando a escola exerce a democracia de fato, os membros do Conselho Escolar podem 
ser eleitos por um representante de cada segmento da escola, sendo eles: professores, pais, 
alunos... (conforme a realidade de cada instituição)
Os conselhos escolares são compostos por representantes dos mais diversos segmentos 
da unidade escolar, sendo eles: pais, alunos, professores, gestão escolar/gestor e por demais 
funcionários do estabelecimento. Estes são exemplos, pois a composição dar-se-á conforme 
o que consta no Regimento Interno da escola, mas com observação na legislação vigente. 
Podem participar do Conselho, com direito a voz e voto, todos que fazem parte da 
comunidade escolar e foram eleitos representantes pelos seus pares. Os conselhos escolares 
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Caro(a) acadêmico(a), para elaboração/construção do Estatuto do Conselho 
Escolar indico o endereço eletrônico a seguir. Nele você encontrará um 
modelo de Estatuto: <http://www.seed.pr.gov.br/portals/portal/cadep/
cadep_estatuto_cons_escolar.pdf>.
Boa pesquisa!
8 PARCEIROS DA GESTÃO ESCOLAR 
 FRENTE AO FINANCIAMENTO
8.1 PARCERIAS: SOLUÇÕES POR 
 INTERESSES COMUNS
No momento atual da gestão escolar, uma das estratégias mais importantes de 
sobrevivência econômica é a parceria (troca de serviços entre empresas ou instituições), em 
prol de benefícios mútuos. Em sistema de parceria, todas as partes envolvidas no processo 
saem ganhando. 
As políticas sociais voltadas para a descentralização do modo, a administrar com 
parceria e competência na busca da autonomia da gestão pelas unidades executoras, têm 
se destacado, desde a década de noventa, tanto no cenário nacional como no internacional. 
Segundo o Minidicionário Aurélio, o termo parceria significa “reunião de 
pessoas que visam interesse comum; sociedade”. Mas, na prática social 
e educacional, o que isso significa e quem são esses parceiros? 
variam de uma comunidade a outra, município para município, estados e até mesmo entre 
escolas. Desta forma, a quantidade de representantes dos Conselhos também varia conforme 
o número de alunos, do tamanho da escola, do número de séries/anos que ela possui.
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No contexto de uma sociedade globalizada, fica difícil viver, conviver sem parcerias, 
ou seja, sem a colaboração/participação de parceiros; principalmente no âmbito educacional, 
em que a democratização e o compartilhamento do conhecimento são o objetivo primordial. 
Sendo assim, a parceria torna-se mais significativa e indispensável. 
No contexto escolar, deve haver parceria entre professor/aluno, aluno/professor, 
professor/professor, gestão escolar/comunidade, enfim, podemos estender uma parceria 
entre todos os participantes dos processos educativos em seu amplo sentido. Para que se 
estabeleça o processo de parceria, algumas estratégias por parte da gestão escolar e demais 
funcionários são indispensáveis, como, por exemplo, saber ouvir, ser flexível, estar presente, 
ter humildade, gerar confiança, ser carismático/empático, ser paciente, encarar os fatos, 
evitar subterfúgios e abusar da honestidade. Estas atitudes, portanto, são fundamentais para 
a conquista de parceiros. 
 
Para compreender a formação das parcerias é importante marcar a diferença entre partes 
e partícipes, termos que, embora semelhantes, não têm o mesmo sentido. Nas parcerias, as 
pessoas envolvidas, com objetivos comuns, são os partícipes ou parceiros. 
	Partícipes - são os que lutam por interesses semelhantes e convergentes, cuja concepção 
é de um serviço que venha beneficiar a terceiros (doar sua mão de obra, por exemplo). São 
representados pela sociedade civil.
	Parceiros – quando formam pontos de interesses e objetivos comuns e direcionados. São 
representados pelo Estado. 
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Caro(a) acadêmico(a),em relação aos partícipes e parceiros, ambos 
desenvolvem uma relação horizontal entre o público estatal, representado 
pelo Estado, e a participação da cidadania, representada pela sociedade 
civil. Um completa o outro e juntos todos saem beneficiados.
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8.2 ÂMBITO DAS PARCERIAS: 
 PÚBLICO, CIVIL E ESTATAL
Quando se fala em parcerias, não se exclui a relevância do papel do Estado e seu dever 
em garantir a toda a população educação pública e gratuita de excelente qualidade. E isso, 
necessariamente, envolve investimentos públicos no setor da educação.
 
A parceria não implica privatizar a escola; é apenas um caminho a mais para a 
viabilização de melhores condições, por meio da composição dos espaços públicos por agentes 
estatais e representantes da comunidade. Essa troca de serviços e interesses estabelecida nas 
parcerias significa uma forma de rompimento com a relação de favorecimento e clientelismo 
que sempre reinou no repasse de recursos para a educação. 
 
Anteriomente, o gestor dependia apenas da boa vontade e de favores políticos, mas 
agora dispõe de mecanismos que colocam a escola em condições de negociar suas próprias 
soluções, em muitos casos mais ágeis até para problemas imediatos.
Como já sabemos, a escola faz parte de um sistema de administração pública da 
educação. Portanto, a parceria da escola representa o Estado, enquanto os interesses da 
sociedade civil têm diferentes representações: pessoas jurídicas e físicas, organizações não 
governamentais, entre outros. 
No quesito partícipes/parceria não se pode pensar só em lucros, mas também em 
qualidade de vida dos envolvidos no âmbito da escola, como o setor produtivo privado envolvido, 
também considerando-se seus investimentos com fins sociais, culturais e educacionais. 
Para que o gestor escolar estabeleça parcerias para a captação de outros recursos que 
otimizem a manutenção e o funcionamento de sua escola, é necessário que ele reúna duas 
habilidades fundamentais: a capacidade de percepção do contexto econômico e ser criativo. 
8.3 POSSIBILIDADES DE PARCERIA 
O gestor escolar, em sua atualidade, precisa ser criativo e procurar, além das fontes 
públicas e da Associação de Pais e Professores ( A.P.P.), outros investidores alternativos como 
fontes adicionais de recursos, com o objetivo de descentralizar a função/atribuições da A.P.P., 
buscando parcerias em diversos níveis, como, por exemplo, a participação/colaboração da 
comunidade civil, como também a participação em programas específicos, entre estes, parcerias 
com agências financiadoras internacionais, como o Banco Mundial, até as negociações com 
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o comércio local. 
 Citamos outras parcerias como opções possíveis:
	(ONGs) (organizações não governamentais que vêm atuando expressivamente em projetos 
educativos localizados e voltados para o benefício da sociedade). 
	(ABONG) Associação das Organizações Não Governamentais, que fornece informações 
sobre as iniciativas das ONGs. 
	Indústrias/ Comércio/Empresas locais. 
 
As parcerias, sejam quais forem, são normalmente reguladas por convênios entre os 
parceiros, nos quais são determinados os objetivos, as condições, o tempo de duração e os 
valores financeiros envolvidos. 
8.4 CUIDADOS AO CAPTAR RECURSOS 
Ao buscar novas alternativas de recursos financeiros para a unidade escolar, é 
importante que o gestor verifique, primeiramente, as condições legais para a realização do 
convênio, ou seja, verificar se é possível e viável. O ideal é verificar a possibilidade de parceria, 
consultando setor jurídico/administrativo da Secretaria de Educação Estadual ou Municipal, 
para que fique assegurada a sua legalidade. 
 
 O gestor escolar, em conformidade com o conselho da escola, deve observar alguns 
critérios e atitudes em relação a novas parcerias, como:
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Existem, ainda, outras formas de captar recursos para a escola, ou seja, até mesmo 
dentro dela própria, com ações que mobilizem todos os segmentos da comunidade escolar. Veja: 
a) Economizar nos gastos da escola é uma delas - Além das parcerias externas, o gestor 
escolar deve obter parcerias internas, realizando um trabalho de conscientização sobre a 
responsabilidade de todos em relação ao gasto de material e à utilização das instalações físicas 
da escola; como, por exemplo: no consumo de energia elétrica, telefone, água, material de 
limpeza e expediente, material de apoio pedagógico... Estas são estratégias de cooperação 
que funcionam e dão bons resultados na contabilização dos gastos mensais.
 
Para tanto, caro(a) gestor(a) e/ou futuro(a) gestor(a), você precisa colocar em prática 
seu espírito empreendedor, usar sua criatividade e sensibilidade para identificar, na sua 
comunidade escolar, pessoas físicas que estão aptas a prestar serviços voluntários à sua escola, 
pois em toda comunidade há pedreiros, eletricistas, costureiras, jardineiros, faxineiros, apoio 
pedagógico, contadores de histórias, monitores, entre outros, não é mesmo? Sem contar que 
você pode agilizar e ofertar a escola em períodos opostos às aulas e/ou finais de semana para 
a realização de clube de mães. Elas têm, com certeza, o espírito de partícipes da escola dos 
seus filhos e/ou de sua comunidade. Gestor, seja um gestor empreendedor... a negociação 
é o melhor negógio entre as partes. 
FONTE: A autora
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FIGURA 33 – CRITÉRIOS E ATITUDES
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Perceba, saber economizar também é uma estratégia de parceria com a 
escola, comunidade civil e estatal. Agindo desta forma, a escola encontrará 
muitos partícipes/parceiros. Não duvide disso!
b) Sua escola ser parceira de outra ou mais escolas - Estabelecer parcerias com outras escolas 
do município ou do estado pode oferecer excelentes resultados, quando são administradas 
por rede ou sistema. Podem se reunir e realizar compra de materiais e equipamentos em 
atacadistas, que fornecem materiais em grandes quantidades, conseguindo, desta forma, 
negociar descontos, baixando os custos. 
Outra ação interessante nesta parceria entre escolas seria a criação e a manutenção de 
um cadastro comum de fornecedores para escolas da mesma região, que poderia ser acionado 
ou consultado em qualquer momento ou quando houver necessidade de adquirir materiais.
Caro(a) acadêmico(a), estas são apenas algumas entre tantas outras estratégias 
para redução e captação de recursos através de parcerias que indico. Assim, vemos que 
uma educação que resulta de verdadeiras parcerias, ou seja, aquela que não oculta outros 
objetivos que se rendam a interesses obscuros, naquela em que se desenvolve o senso da 
cidadania, da fraternidade, privilegiando todos os envolvidos com atividades voltadas para o 
desenvolvimento de posturas éticas, está sempre à frente de novos horizontes, expectativas 
e, com certeza, alcançando todos os objetivos e colocando em prática o que está e/ou estava 
na previsão orçamentária da escola.
Como você sabe, o nosso sistema social apresenta inúmeros problemas referentes 
às questões de gênero, etnia, preconceitos, em que padrões de comportamento são 
predeterminados pela mídia, excluindo-se a maioria da população, não é mesmo? Normalmente, 
definida como “povo”, como se estes não fizessem parte da sociedade pela negação dos mais 
favorecidos. Se isto acontece, então, a educação não está cumprindo o seu papel, pois a 
sociedade reflete o que perpassa na educação e revela-se ao individualismo e à competitividade. 
Por essas e muitas outras razões, devemos valorizar a importância das parcerias, para 
que o “povo” possa sentir-se incluído no contexto social e para que todos consigam praticar 
seu exercício pleno como cidadãos. 
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Neste tópico vimos: 
	Que a LDB de 1996 (BRASIL, 1996) é a nossa segunda Leide Diretrizes e Bases. Ela dedicou 
todo um Título (VII) para normatizar o tema dos recursos financeiros para a educação, que 
constam desde o art. 68 até o art. 77.
	Que o governo apresenta e executa alguns programas alternativos no quesito financiamento 
da educação, sendo eles o FNDE, PDDE, FUNDESCOLA, FUNDEB.
	A valorização do magistério frente à legislação do FUNDEB.
	A forma de organização do gerenciamento do financiamento da educação, focando a 
descentralização.
	Que o orçamento educacional é realizado pela União, estado, Distrito Federal ou município 
e, no âmbito da escola, deve ser realizado com auxílio do Conselho Escolar. 
	O Conselho Escolar, sua função, atribuições, eleição e composição.
	A gestão escolar na busca de parceiros para viabilizar melhorias na escola e na qualidade 
do ensino.
RESUMO DO TÓPICO 3
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A partir dos estudos deste tópico, elabore um texto dissertativo incluindo no seu 
desenvolvimento o que você entendeu sobre: 
	os princípios da gestão escolar frente ao financiamento;
 o Conselho Escolar;
	tomada de decisão e profissionalismo do gestor escolar;
	parcerias. 
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Prezado(a) acadêmico(a), agora que chegamos ao final da 
Unidade 3, você deverá fazer a Avaliação.
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