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Antropologia Evolucionista

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EVOLUCIONISMO E ANTROPOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SANTARÉM – PA 
2020 
ALUNO: THIAGO RAMON REBELO DOS SANTOS PINHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceito, evolução, escolas e teorias 
 
Trabalho apresentado ao curso de 
COMUNICAÇÃO SOCIAL, como requisito 
para obtenção de nota para a matéria de 
ANTROPOLOGIA. Primeiro semestre. 
Professora: Ivair 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SANTARÉM – PA 
2020 
Introdução 
 
De acordo com a teoria evolucionista da humanidade, a história do homem 
seguiu, desde sempre, um mesmo caminho, linear e progressivo. Analisando algumas 
condições entendidas como universais, pode-se traçar o caminho realizado pelo 
homem desde seus primórdios até os dias de hoje, evidenciando uma diferença 
temporal entre aqueles que ainda não possuíam determinados estágios 
desenvolvidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O evolucionismo na visão de Morgan 
 
Seguindo a tendência de alguns etnólogos, que tinham como base no séc. XIX 
a Teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin, Lewis Morgan determinou que 
as condições básicas que se pode analisar em cada estágio da história humana são, 
por um lado, as invenções e descobertas e, por outro lado, o surgimento das primeiras 
instituições. Dessa forma, constatam-se alguns fatos que marcavam a gradual 
formação e desenvolvimento de certas paixões, ideias e aspirações, comuns aos 
humanos em cada estágio. Estes fatos são: 
1. A subsistência; 
2. O governo; 
3. A linguagem; 
4. A família; 
5. A religião; 
6. A arquitetura; 
7. A Propriedade. 
Cada um desses fatos e seus desenvolvimentos caracterizariam a formação 
de um período étnico, permitindo a sua identificação e distinção dos demais. De forma 
geral, Morgan designou três grandes períodos étnicos da humanidade: a Selvageria, 
a Barbárie e a Civilização. Vejamos como ocorreram: 
 A selvageria iniciou-se com o surgimento da raça humana, adquirindo 
uma dieta à base de peixes e também desenvolvendo o conhecimento e uso do fogo, 
chegando, por fim, à invenção do arco e flecha; 
 A barbárie é a fase imediatamente posterior à selvageria, tendo como 
característica distintiva a invenção da arte da cerâmica. É também caracterizada pela 
domesticação de animais, bem como do cultivo de plantas através de um sistema de 
irrigação. O uso de tijolos de adobe e pedras na construção de moradias também fez 
parte deste período. Por fim, a invenção do processo de fundição do minério de ferro 
e o uso de ferramentas deste metal. 
 A civilização, período ao qual pertencemos, tem início, conforme 
Morgan, com a invenção do alfabeto fonético e o uso da escrita e estende-se, como 
dito, até a atualidade. 
É assim que Morgan entende o sentido da evolução humana. Em cada uma 
dessas etapas, as invenções passaram por um processo de adaptação progressiva. 
Pode-se entender que o homem civilizado, porque tem armas mais sofisticadas, 
instrumentos que exijam uma tecnologia mais avançada e instituições mais 
consolidadas, é o padrão de referência para o julgamento dos homens nos tempos 
anteriores a esse status. Mas, será que o índio ou o aborígene não tem cultura? Não 
seguem regras e não possuem também linguagem? Essa crítica pode ser levantada, 
pois a chamada civilização torna-se juiz de si mesma, isso criou o que conhecemos 
na história como Etnocentrismo, ou seja, uma etnia no centro, julgando as outras a 
partir de suas próprias condições. 
Portanto, é deste modo que a sociedade atual fala em progresso, em evolução 
e institucionalização, pois segue a ideia clássica de que a humanidade tem uma 
mesma origem no tempo, embora em espaços diferentes, mas que aquelas 
sociedades que se livram das condições de estágios anteriores, alcançaram o nível 
de civilidade, enquanto as outras que não se livraram dessas mesmas condições 
continuam, seja num estágio de selvageria, seja num estágio de barbárie. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referencia 
 
CABRAL, João Francisco Pereira. "Evolucionismo cultural, segundo 
Lewis Morgan"; Brasil Escola. Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/evolucionismo-cultural-segundo-
lewis-morgan.htm. Acesso em 02 de abril de 2020.