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Anatomia dos animais de produção I

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ou imaginária, ao longo da qual dois pontos quaisquer podem 
ser unidos por uma linha reta. Na posição anatômica, o corpo pode ser delimitado por planos 
tangentes à sua superfície, formando uma figura geométrica, um paralelepípedo. Assim, têm-se 
os seguintes planos: 
1) Plano Mediano: é o plano que divide o corpo em duas “metades”, direita e esquerda. 
2) Planos Sagitais ou Paramedianos: são todas as secções do corpo feitas por planos 
paralelos ao mediano (corte sagital). 
3) Plano Transversal: é o plano de secção perpendicular ao plano mediano no sentido 
dorso-ventral. 
4) Plano Frontal ou Horizontal: é o plano de secção que divide o animal em dorsal e 
ventral, sendo que nos membros fala-se proximal e distal. 
 
 Termos anatômicos gerais que indicam a posição (local) e direção das partes do 
corpo dos animais: 
 
 Cranial e Caudal – expressões usadas para indicar na direção ou maior 
aproximação da cabeça ou da cauda. 
 Dorsal e Ventral - na direção ou relativamente próximo ao dorso ou ao ventre 
(abdome) do animal respectivamente. O termo ventral nunca deve ser usado para 
membros. 
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 Lateral e Medial- estrutura distante ou afastada do plano mediano ena direção ou 
relativamente próximo ao plano médio respectivamente. 
 Rostral – na direção ou relativamente próximo ao focinho (rostro-nariz) do 
animal, usado somente para cabeça. 
 Proximal e Distal- proximal relativamente próximo a raiz ou origem principal e 
distal afastado da raiz, utilizado para membros e cauda. 
 Interno e Externo; superficial e profundo – tem o significado usual dos termos. 
 Nos membros usamos para a mão – Dorsal e Palmar – e para o pé – Dorsal e 
Plantar – para designar características localizadas em cima ou abaixo dos 
membros. 
 
CONSTITUIÇÃO GERAL 
 O corpo dos vertebrados tem como unidade anatomofuncional a célula. Um conjunto de 
células da mesma natureza forma um tecido. A união de tecidos diferentes forma um órgão. 
Diversos órgãos reunidos podem formar um sistema ou aparelho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIVISÃO DO CORPO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS 
 
 O corpo divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. O esquema seguinte apresenta 
as principais partes do corpo: 
 
 
 
 
 Cabeça 
 Pescoço 
 Tórax 
 Tronco Abdome 
 Pelvis 
 Cintura Escapular 
 Braço 
Divisão do Corpo Torácicos Antebraço 
 Mão (palma e dorso) 
 Membros 
 
 Pélvicos ou Cintura Pélvica 
 Pelvianos Coxa 
 Perna 
 Pé (planta e dorso) 
 
 
 
 
 
 
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2. OSTEOLOGIA GERAL 
 
 Em sentido restrito e etimologicamente, é o estudo dos ossos. Em sentido mais amplo, 
inclui o estudo das formações intimamente ligadas ou relacionadas com os ossos, com eles 
formando um todo, o esqueleto. 
 Podemos definir o esqueleto como o conjunto de ossos e cartilagens que se interligam 
para formar o arcabouço do corpo do animal e desempenhar várias funções. Por sua vez, os 
ossos são definidos como peças rijas, de número, coloração e forma variáveis e que, em 
conjunto, constituem o esqueleto. 
 
Funções do Esqueleto: O esqueleto desempenha várias funções vitais ao organismo do animal, 
como proteção para órgãos moles: coração, pulmões, sistema nervoso central...; sustentação e 
conformação do corpo; é um sistema de alavancas que movimentadas pelos músculos, permitem 
o deslocamento do corpo, no todo ou em parte; local de armazenamento de íons cálcio e fósforo 
(durante a gravidez, a calcificação é feita, em grande parte pela reabsorção destes elementos 
armazenados no organismo materno) e, finalmente, local de produção de certas células do 
sangue. 
 
Composição Química dos Ossos: os ossos são constituídos de matéria orgânica e inorgânica na 
proporção de 1:2 aproximadamente. A matéria orgânica proporciona ao tecido ósseo solidez e 
elasticidade e a inorgânica, a dureza natural. 
GELATINA.....................................................33,30% 
FOSFATO DE CÁLCIO.................................57,35% 
CARBONATO DE CÁLCIO.............................3,85% 
FOSFATO DE MAGNÉSIO.............................2,05% 
CARBONATO E CLORETO DE SÓDIO.........3,45% 
 
 
Estrutura dos Ossos: os ossos constam principalmente de tecido ósseo, mas considerados como 
órgãos, apresentam ainda periósteo, medula óssea, vasos e nervos. 
 O tecido ósseo está formado por substância compacta densa, dentro da qual se acha 
disposta a substância esponjosa, menos densa, formando um emaranhado, que lembra até centro 
ponto, uma esponja marinha e está localizada nas extremidades dos ossos. 
 O periósteo - é uma membrana fibrosa que reveste a superfície externa dos ossos, com 
exceção dos pontos onde há atrito (articulações) bem como nos locais de inserção de ligamentos 
e músculos. Mantém a capacidade osteogênica em adultos, sendo reativada no processo de 
reparação de fraturas. 
 O endósteo - é uma fina membrana fibrosa que envolve internamente o canal medular 
dos ossos longos. 
 A medula óssea – ocupa os interstícios dos ossos esponjosos e a cavidade medular dos 
ossos longos. Existem duas variedades de medula nos adultos: a vermelha e amarela. Nos 
animais jovens só existem a medula vermelha, mas após, ela é substituída na cavidade medular 
pela medula amarela. A medula vermelha contém vários tipos de células características e é uma 
substância formada de sangue, enquanto a amarela está constituída quase que totalmente de 
tecido adiposo. 
 Vasos e nervos - os ossos de uma maneira geral são ricamente vascularizados e 
inervados. Os ossos, devido à função hematopoiética, ou pelo fato de se apresentarem com 
desenvolvimento lento e continuo, são altamente vascularizados. A artéria nutrícia penetra no 
forame nutrício para o interior do osso, distribuindo-se em sentido proximal e distal. As artérias 
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do periósteo penetram no osso, irrigando-o e distribuindo-se na medula óssea. Por esta razão, 
desprovido de seu periósteo, o osso deixa de ser nutrido e morre. 
 
 
 
MORFOLOGIA DOS OSSOS 
 
 É uma classificação baseada na forma, tomando-se em consideração a predominância de 
uma das dimensões (comprimento, largura e espessura) sobre as outras duas. Assim, 
classificam-se em: 
 Ossos longos: neste caso o comprimento apresenta-se consideravelmente maior que a 
largura e a espessura e, apresentam sempre canal medular. Exemplos típicos são os ossos 
do fêmur, tíbia, úmero, rádio, ulna, etc. Os ossos longos apresentam duas extremidades 
(epífises), uma proximal e outra distal, bem como uma porção intermediária, o corpo 
(diáfise). 
 Ossos alongados: os ossos em que o comprimento é maior que a largura e espessura e 
não apresentarem canal medular. Exemplo: costelas. 
 Ossos planos: expandem-se em duas direções. São os que apresentam comprimento e 
largura equivalente. Ossos do crânio, como parietal, frontal, nasal e outros como 
escápula e o osso do quadril, são exemplos demonstrativos. 
 Ossos curtos: são aqueles que apresentam equivalência das três dimensões. Ex. ossos do 
carpo e tarso. 
 Ossos irregulares: apresentam uma morfologia complexa, não apresentam foram 
geométrica definida. Ex. as vértebras, esfenóide, temporais, etmóide, etc. 
 Ossos pneumáticos: apresentam uma ou duas cavidades, de volume variável, revestidos 
de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seios. Os ossos 
pneumáticos situam-se no crânio. Ex. frontal, maxilar e esfenóide. 
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 Ossos sesamóides: são encontrados dentro dos tendões, onde promovem uma mudança 
de direção sobre proeminências que exerceriam pressão e fricção excessivas sobre os 
tendões. 
 Ossos esplâncnicos: desenvolvem-se em órgãos moles, não se articulando com os 
demais ossos. Ex. ossos do pênis do cão e gato e osso cardíaco do coração dos 
ruminantes. 
 
Estrutura do osso plano