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Anatomia dos animais de produção I

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da costela; 11 – décima primeira costela; 12 – manúbrio, 
cartilagem cariniforme; 13 – esternebra, osso esterno; 14 – cartilagem xifóide; 15 – 
arco costal (formado pelas costelas asternais ou falsas); 16 – oitava vértebra torácica; 
17 – espaços intercostais (quinto e décimo). Eqüino. 
 
 
ARTROLOGIA 
 
COLUNA VERTEBRAL 
 As vértebras formam dois conjuntos de articulações, sendo um cartilaginoso, envolvendo 
a conexão direta dos corpos vertebrais (sínfise) e outra sinovial, entre as faces articulares dos 
processos articulares craniais e caudais. Associados a estas articulações, há ligamentos que 
unem os arcos e os processos. Os movimentos são de flexão dorsal, ventral e lateral e de rotação. 
A gama de movimentos em uma única articulação é pequena, mas o somatório dos movimentos é 
considerável. São mais livres na região cervical e caudal e limitado nas regiões torácica e 
lombar. 
 
Articulação atlanto-occipital: entre os côndilos do occipital e as duas cavidades articulares do 
Atlas. Tipo sinovial gínglimo, realizando flexão e extensão, movimento de afirmação. Também 
há a presença de ligamentos que reforça essa articulação. 
 
Articulação atlanto-axial: entre a fossa odontóide do atlas (ou sela túrcica) e o processo 
odontóide do Axis. A cápsula articular é frouxa e suficientemente ampla para permitir 
movimentos extensos e existem ligamentos que reforçam essa articulação. Tipo sinovial 
trocóide, realizando o movimento de negação e rotação. 
 
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1 2 
 
 Figura 1: vista ventral da articulação atlanto-occipital do eqüino, 
mostrando a cápsula articular negativo com látex. 
Figura 2: desenho esquemático da vista dorsal da articulação atlanto-
axial do eqüino mostrando os ligamentos que vão do axis ao atlas. 
 
 
 
Articulação do corpo das vértebras: entre a cabeça de uma vértebra e a cavidade cotilóide de 
outra na região cervical. Nas demais regiões essa articulação ocorre entre os corpos vertebrais. 
Encontramos um disco articular intercalado entre as superfícies. É uma articulação do tipo 
cartilaginosa – sínfise. Disco intervertebral: são fibrocartilagens e ocupam o espaço entre os 
corpos de duas vértebras adjacentes. Cada disco consiste de um anel fibroso periférico e um 
núcleo pulposo. Ligamentos também reforçam essas articulações. 
** Ligamento da Nuca: inicia na protuberância occipital externa dirigindo-se caudalmente 
sobre região cervical. Consiste de um ligamento elástico cuja função principal é auxiliar os 
músculos extensores da cabeça e do pescoço. Nos grandes animais se divide em funículo da 
nuca e lâmina da nuca. 
** Ligamento supra-espinhal: é a continua do funículo da nuca sobre a região torácica até a 
região sacral, unindo os processos espinhosos das vértebras. 
 
 
 
COSTELA 
 Apresenta uma articulação entre a cabeça da costela e as superfícies articulares das 
vértebras torácicas, sendo do tipo sinovial trocóide. E também uma articulação entre o tubérculo 
da costela e o processo transverso da vértebra correspondente. Vários ligamentos reforçam essas 
articulações. 
 
 
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MIOLOGIA DO PESCOÇO, TÓRAX E ABDOME 
 
 
 
1 canino, 2 másseter, 4 esplênio, 5 trapézio cervical, 5’ trapézio torácico, 6 serrato ventral 
cervical, 6’ serrato ventral torácico, 7 grande dorsal, 8 esternocefálico, 9 e 10 
braquiocefálico, 21 intercostais externos, 22 intercostais internos, 22’ e 29 oblíquo 
abdominal externo. 
- braquiocefálico 1 
- esternocefálico 2 
- trapézio cervical 3 
- trapézio torácico 4 
- esplênio 5 
- serrato ventral cervical 6 
- esternohioideo 10 
- grande dorsal 11 
- peitorais 14 
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- Músculos Abdominais: formam as paredes laterais os músculos: oblíquo abdominal externo, 
oblíquo abdominal interno e transverso abdominal; a parede ventral: músculo reto 
abdominal; a parede dorsal: vértebras lombares e os músculos lombares como o longo lombar 
(que é a continuação do longo torácico), que fica entre o processo espinhoso e transverso de cada 
vértebra; além deste, que se localiza externamente, internamente encontramos os músculos 
psoas, que correspondem ao corte comercial mais nobre que é o filé mignom (tem bastante 
gordura entre as fibras e quase não se movimenta, sendo por isso a maciez). 
 
 
6 ESQUELETO APENDICULAR 
 
6.1 MEMBRO TORÁCICO 
 
OSTEOLOGIA 
 Os animais domésticos não possuem uma cintura escapular completa, ou seja, não 
apresentam os ossos clavícula e coracóide, apenas a escápula. Nas aves essa cintura escapular é 
completa e nos felinos encontramos um vestígio de clavícula. Os membros torácicos se 
- Diafragma: é um músculo ímpar que 
separa a cavidade torácica da abdominal, 
apresenta uma porção carnosa (6) e um 
centro tendinoso (4). As aves não 
apresentam esse músculo desenvolvido. 
O diafragma é perfurado por três 
aberturas: hiato aórtico (8), por onde 
passa a artéria aorta, veia ázigus e ducto 
torácico; hiato esofágico (9), por onde 
passa o esôfago e os nervos vagais dorsal 
e ventral; forame da veia cava caudal 
(15), por onde passa a mesma. 
- Músculo Cutâneo: 
recobre a região do 
abdome, tórax, braço, 
pescoço e face. A e B 
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articulam com o tronco por meio de músculos, tipo de articulação, esta chamada de sisarcose. O 
membro torácico é composto pelos seguintes ossos: escápula, úmero, rádio, ulna, carpo, 
metacarpo, falanges e sesamóides. 
 
ESCÁPULA 
É um osso situado lateralmente na porção cranial da parede do tórax. A face lateral acha-se 
dividida em duas fossas pela espinha da escápula. Na face medial apresenta uma fossa 
chamada de subescapular. A extremidade distal apresenta a cavidade glenóide, e esta se articula 
com a cabeça do úmero, formando a articulação do ombro. Na extremidade proximal 
encontramos uma cartilagem. 
Bovino: apresenta no final da espinha da escápula o acrômio. 
 
 
 
ÚMERO (braço) 
É um osso longo que se articula com a escápula proximalmente, formando a articulação do 
ombro e com o rádio e ulna distalmente, formando a articulação do cotovelo. Compõe-se de um 
corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises). O corpo é irregular e tem a aparência de ter 
sofrido uma torção e apresenta uma saliência lateral chamada de tuberosidade deltóide. Na 
extremidade proximal temos caudalmente, uma cabeça articular e, craniolateralmente um 
tubérculo maior, que no eqüino apresenta um sulco bicipital (para o músculo bíceps braquial) 
dividido. A extremidade distal apresenta cranialmente, os côndilos (medial e lateral) e, 
caudalmente a fossa do olecrano. 
Bovino: apresenta na extremidade proximal um tubérculo maior mais desenvolvido e o sulco 
bicipital é único. 
 
 
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RADIO E ULNA (antebraço) 
RÁDIO: é o mais longo dos dois ossos do antebraço do eqüino. Articula-se proximalmente com 
o úmero, distalmente com o carpo e caudalmente com a ulna. O corpo (diáfise) é encurvado em 
toda a sua extensão. Entre os dois ossos existe o espaço interósseo. Extremidade proximal: 
apresenta uma superfície articular para os côndilos do úmero. Extremidade distal: apresenta 
facetas articulares para a fileira proximal do carpo. 
ULNA: é um osso longo reduzido, situado caudalmente ao rádio, com o qual está parcialmente 
fusionado no adulto, articulando-se também o úmero. Projeta-se proximalmente constituindo o 
olecrano que é a maior parte do osso e fica na lateral do rádio. Na borda cranial do olecrano 
encontramos uma projeção pontiaguda, denominada do processo ancôneo. 
Bovino: são menores e a ulna vai até a parte distal do rádio, apresentando o processo estilóide da 
ulna. 
Suíno: olecrano muito desenvolvido e a ulna é mais maciça e pesada que o rádio. 
 
 
 
CARPO (mão) 
É formado por um conjunto de ossos ordenados em duas