3. Fato Jurídico
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Direito Civil 
 LIVRO III \u2028
Dos Fatos Jurídicos 
 TÍTULO I \u2028
Do Negócio Jurídico 
 CAPÍTULO I\u2028
Disposições Gerais 
Art. 104. 
Art. 105. 
Validade do 
Negócio 
Jurídico 
Requer:
Agente Capaz; 
Objeto Lícito, Possível, Determinado ou 
Determinável; 
Forma Prescrita ou não defesa em lei; 
Incapacidade 
relativa de 
umas das 
partes:
Não pode ser invocada pela outra parte em 
benefício próprio, nem aproveita os co-
interessados, salvo objeto indivisível ou obrigação 
comum; 
Art. 106. 
Art. 107. 
Art. 108. 
Impossibilida
de inicial do 
objeto: 
Se for relativa não invalida o negócio jurídico ou se 
cessar antes de realizada a condição subordinada; 
Validade da 
declaração 
de vontade: 
Não depende de forma especial salvo se a lei 
exigir; 
Escritura 
Pública
Essencial à validade dos negócios jurídicos que 
visem à constituição, transferência, modificação ou 
renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor 
superior a trinta vezes o maior salário mínimo 
vigente no País.
Art. 109. 
Art. 110. 
Art. 111. 
Art. 112. 
É da 
substância 
do Ato
Negócio jurídico celebrado com a cláusula de não 
valer sem instrumento público
Manifestação 
de vontade 
subsiste:
 Ainda que o seu autor haja feito a reserva mental 
de não querer o que manifestou, salvo se dela o 
destinatário tinha conhecimento. 
Silêncio 
importa 
anuência:
 Quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, 
e não for necessária a declaração de vontade 
expressa. 
Declarações 
de vontade:
 Atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do 
que ao sentido literal da linguagem.
Art. 113. 
Art. 114. 
 CAPÍTULO II \u2028
Da Representação 
Art. 115. 
Negócios 
Jurídicos 
devem ser 
interpretados
Boa- Fé 
Usos do lugar da sua celebração
Interpretam-
se 
estritamente:
Negócios Jurídico Benéficos 
Renúncia
Poderes 
Conferem-se
Pela Lei 
Pelo Interessado
Art. 116. 
Art. 117. 
 
 
Produz 
efeitos em 
relação ao 
representado
Manifestação de vontade pelo representante, nos 
limites de seus poderes
Anulável o 
negócio 
jurídico 
que:
\u2022 Representante, no seu interesse ou por conta de 
outrem, celebrar consigo mesmo. Salvo permissão 
em Lei ou o representado permitir. 
\u2022 Representante em conflito de interesses com o 
representado, se tal fato era ou devia ser do 
conhecimento de quem com aquele tratou. Prazo 
para pleitear a anulação neste caso é de 180 dias 
a contar da conclusão do negócio . 
Atenção: 
\u2022 Tem-se como celebrado pelo representante o negócio realizado por 
aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos.
Art. 118. 
 CAPÍTULO III \u2028
Da Condição, do Termo e do Encargo 
Art. 121. 
Condição
\u2022 Conceito: Cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das 
partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e 
incerto. 
\u2022 São lícitas: Todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública ou 
aos bons costumes; 
\u2022 Defesa condição: Privarem de todo efeito o negócio jurídico, ou o 
sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. 
\u2022 Invalidam o Negócio Jurídico: 
A. Condições física ou juridicamente impossíveis, quando suspensivas; 
B. as condições ilícitas, ou de fazer coisa ilícita; 
C. as condições incompreensíveis ou contraditórias; 
O 
representante 
é obrigado
Provar às pessoas, com quem tratar em nome do 
representado, a sua qualidade e a extensão de seus 
poderes, sob pena de, não o fazendo, responder 
pelos atos que a estes excederem. 
Condição
\u2022 Têm-se por inexistentes: 
A) Condições Impossíveis quando resolutas; 
B) As de não fazer coisa impossível; 
\u2022 Condição suspensiva: 
A) Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva, 
enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que 
ele visa; 
B) Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente 
esta, fizer quanto àquela novas disposições, estas não terão valor, 
realizada a condição, se com ela forem incompatíveis. 
\u2022 Condição Resolutiva: 
A) Enquanto esta se não realizar, vigorará o negócio jurídico, podendo 
exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. 
B) Sobrevindo a condição resolutiva, extingue-se, o direito a que ela se 
opõe; mas, se aposta a um negócio de execução continuada ou 
periódica, a sua realização, salvo disposição em contrário, não tem 
eficácia quanto aos atos já praticados, desde que compatíveis com a 
natureza da condição pendente e conforme aos ditames de boa-fé. 
\u2022 Condição Verificada: Condição cujo implemento for maliciosamente 
obstado pela parte a quem desfavorecer; 
\u2022 Condição não verificada: condição maliciosamente levada a efeito por 
aquele a quem aproveita o seu implemento.
Condição
\u2022 Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou 
resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo.
Termo
\u2022 Evento Futuro e Certo; 
\u2022 O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. 
\u2022 Ao termo inicial e final aplicam-se, no que couber, as disposições 
relativas à condição suspensiva e resolutiva.
Encargo
\u2022 O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo 
quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, 
como condição suspensiva. 
\u2022 Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se 
constituir o motivo determinante da liberalidade, caso em que se 
invalida o negócio jurídico.
Prazos
\u2022 Computam-se os prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do 
vencimento. Salvo lei ou convenção; 
\u2022 Se o vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até 
o seguinte dia útil. 
\u2022 Meados considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia; 
\u2022 Prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou 
no imediato, se faltar exata correspondência. 
\u2022 Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto. 
\u2022 Nos testamentos, presume-se o prazo em favor do herdeiro, e, nos 
contratos, em proveito do devedor, salvo, quanto a esses, se do teor do 
instrumento, ou das circunstâncias, resultar que se estabeleceu a 
benefício do credor, ou de ambos os contratantes.
 CAPÍTULO IV \u2028
Dos Defeitos do Negócio Jurídico 
Art. 138. 
Defeitos do Negócio Jurídico
Erro ou ignorância \u2022 São anuláveis os negócios jurídicos, quando as 
declarações de vontade emanarem de erro 
substancial que poderia ser percebido por 
pessoa de diligência normal, em face das 
circunstâncias do negócio. 
\u2022 Erro substancial: 
A) Interessa à natureza do negócio, ao objeto 
principal da declaração, ou a alguma das 
qualidades a ele essenciais; 
B) Concerne à identidade ou à qualidade essencial 
da pessoa a quem se refira a declaração de 
vontade, desde que tenha influído nesta de 
modo relevante; 
C) For o motivo único ou principal do negócio 
jurídico; 
\u2022 O falso motivo só vicia a declaração de vontade 
quando expresso como razão determinante. 
\u2022 O erro de cálculo apenas autoriza a retificação da 
declaração de vontade.
Defeitos do Negócio Jurídico-1
Erro ou ignorância \u2022 A transmissão errônea da vontade por meios 
interpostos é anulável nos mesmos casos em que 
o é a declaração direta. 
\u2022 Erro de indicação da pessoa ou da coisa, a que 
se referir a declaração de vontade, não viciará o 
negócio quando, por seu contexto e pelas 
circunstâncias, se puder identificar a coisa ou 
pessoa cogitada; 
\u2022 Erro não prejudica a validade do negócio 
jur íd ico quando a pessoa , a quem a 
manifestação de vontade se dirige, se oferecer 
para executá-la na conformidade da vontade 
real do manifestante.
Dolo \u2022 São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, 
quando este for a sua causa. 
\u2022 Dolo acidental: Quando, a seu despeito, o 
negócio seria realizado, embora por outro 
modo e só obriga à satisfação das perdas e 
danos; 
\u2022 Se ambas as partes procederem com dolo, 
nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio, ou 
reclamar indenização.