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Inquerito_Policial......................

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170. (CESPE/Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário-ES/2009) 
Nos crimes de ação penal pública em que o Ministério Público 
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requeira o arquivamento do inquérito policial, admite-se ação 
penal privada subsidiária da ação pública. 
171. (CESPE/Agente de Escolta e Vigilância Penitenciário-ES/2009) 
O titular da ação penal pública condicionada à representação é o 
ofendido maior de 18 anos, que pode ser representado por seu 
representante legal enquanto for menor de 21 anos. 
172. (CESPE/Procurador do Estado-PE/2009) Não obstante o 
princípio da indisponibilidade do processo, que vigora até 
mesmo na fase do inquérito policial, uma vez ajuizada a ação 
penal pública incondicionada, o MP tem livre arbítrio para dela 
desistir. 
173. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 5ª/2009) O crime de 
estupro submete-se à ação penal exclusivamente privada, 
porém, quando praticado com emprego de violência real, será 
conforme a súmula do STF, de ação penal pública 
incondicionada, motivo pelo qual a doutrina qualifica tal espécie 
de ação penal como secundária. 
174. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 5ª/2009) Com a revogação 
da tipificação legal do crime de adultério, não mais subsiste no 
ordenamento jurídico pátrio a ação penal personalíssima, que, 
conforme conceito doutrinário, é aquela cuja titularidade 
compete exclusivamente ao ofendido, sendo o exercício vedado 
até mesmo ao representante legal, não havendo previsão de 
sucessão por morte ou ausência. 
175. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 5ª/2009) De acordo com o 
entendimento do STF, se houver, na denúncia, simples erro de 
direito na tipificação da imputação de fato idoneamente 
formulada, é possível ao juiz afastar, de imediato, as 
conseqüências processuais ou procedimentais decorrentes do 
equívoco e prejudiciais ao acusado, sem antecipar formalmente a 
desclassificação. 
176. (CESPE/Juiz Federal Substituto-TRF 5ª/2009) Na ação penal 
pública condicionada, desde que feita a representação pelo 
ofendido, o MP, à vista dos elementos indiciários de prova que 
lhe forem oferecidos, tem plena liberdade de denunciar todos os 
implicados no evento delituoso, mesmo que eles não sejam 
nomeados pela vítima. 
177. (CESPE/Analista Judiciário-TREMA/2009) Em regra, o ofendido, 
ou seu representante legal, decai do direito da queixa ou de 
representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, 
contado da data do crime. 
178. (CESPE/Analista Judiciário-TREMA/2009) Ação penal 
secundária é aquela em que a lei estabelece um titular ou uma 
modalidade de ação penal para determinado crime, mas, 
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mediante o surgimento de circunstâncias especiais, prevê, 
secundariamente, nova espécie de ação para aquela mesma 
infração. 
179. (CESPE/Analista Judiciário-TREMA/2009) No caso de morte do 
ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o 
direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação penal privada 
personalíssima passa ao cônjuge, ascendente, descendente ou 
irmão. 
180. (CESPE/Defensor Público-ES/2009) Considere que Maria, uma 
rica empresária, tenha sido denunciada pela prática de 
estelionato, e que, recebida a denúncia, tenha sido iniciada a 
ação penal. Maria negou-se a contratar advogado para o 
patrocínio de sua defesa e, por determinação do juízo, os autos 
foram encaminhados à defensoria pública estadual. Nessa 
situação, o defensor público designado pode negar a atuação no 
feito, e, se aceitar o encargo, pode, ao final da demanda, postular 
a condenação da réu ao pagamento de honorários a serem 
arbitrados pelo juiz. 
181. (CESPE/Procurador-BACEN/2009) Não cabe suspensão 
condicional do processo em ação penal privada. 
182. (CESPE/Soldado-DF/2009) Fernando foi vítima de séria 
agressão verbal por parte de Ana e Carolina, que, falsamente 
imputaram-lhe fato ofensivo à sua reputação, sendo certo que o 
fato chegou ao conhecimento de terceiros. Oferecida a queixa 
contra as agressoras, Fernando perdoou apenas Carolina sem 
declinar os motivos do seu ato. O juiz, após certificar-se da 
intenção das quereladas de serem perdoadas, extinguiu a 
punibilidade em relação a ambas. Nessa situação, agiu 
corretamente a autoridade judicial, pois, segundo o CPP, 
Fernando não poderia perdoar apenas uma das agressoras. 
183. (CESPE/Defensor Público-PI/2009) Caberá ação penal privada 
subsidiária da pública se o representante do “parquet” excluir 
algum indiciado da denúncia. 
184. (CESPE/Defensor Público-PI/2009) Caberá ação penal privada 
subsidiária da pública se o representante do “parquet” requisitar 
as diligências necessárias à obtenção de dados informativos que 
aperfeiçoem o acervo que contém a “informatio delicti”. 
185. (CESPE/Exame de Ordem 2008.3) Se o órgão do MP, em vez de 
apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito 
policial, o juiz determinará a remessa de ofício ao tribunal de 
justiça para que seja designado outro órgão do MP para oferecê-
la. 
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186. (CESPE/Exame de Ordem 2008.1) A participação de membro do 
Ministério Público no inquérito policial acarreta o seu 
impedimento para o oferecimento da denúncia. 
187. (CESPE/Exame de Ordem 2008.1) Havendo vestígios nos crimes 
contra a propriedade imaterial, o exame pericial é condição de 
procedibilidade para a ação penal. 
188. (CESPE/Exame de Ordem 2008.1) Nos crimes contra a honra do 
presidente da República, a requisição do ministro da Justiça é 
condição de procedibilidade para a ação penal, que deve ser 
providenciada no prazo legal de seis meses a contar da data do 
fato. 
189. (CESPE/Analista Judiciário-TJDFT/2008) Nos crimes sujeitos à 
ação penal pública condicionada, a representação do ofendido 
poderá ser retratada até a sentença recorrível. 
190. (CESPE/Agente Técnico-MPEAM/2008) O Ministério Público 
pode oferecer denúncia com base em peças de informações 
fornecidas por qualquer pessoa do povo, uma vez convencido da 
existência dos requisitos necessários à propositura da ação. 
191. (CESPE/Promotor MPE-RR/2008) A legislação processual penal 
contempla tanto hipóteses de substituição processual quanto de 
sucessão processual. 
192. (CESPE/Analista Judiciário-STF/2008) Nas ações penais 
privadas, a renúncia ao exercício do direito de queixa em relação 
a um dos autores do crime aproveitará a todos, sem que 
produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar. 
193. (CESPE/Escrivão de Polícia-SGAAC/2008) Se o Ministério 
Público não intentar a ação penal pública no prazo legal, será 
admitida ação penal privada subsidiária da pública, que poderá 
ser intentada pelo ofendido ou seu representante legal. 
194. (CESPE/Escrivão de Polícia-SGAAC/2008) A denúncia ou queixa 
será rejeitada quando for manifesta a ilegitimidade da parte, mas 
a rejeição não obstará o exercício da ação penal, desde que 
promovida por parte legítima. 
195. (CESPE/Agente Penitenciário-SGAAC/2008) O relatório do 
delegado é a peça final do inquérito policial e o Ministério 
Público somente pode oferecer a denúncia após o relatório, ou 
seja, após a conclusão da investigação, para que fique 
assegurado o devido processo legal. 
196. (CESPE/Juiz Substituto-TJAL/2008) Tratando-se de ação penal 
privada em crime com concurso de agentes, se houver exclusão 
voluntária e expressa de um dos co-autores pelo querelante, o 
MP poderá aditar a queixa-crime para incluí-lo, hipótese em que 
este passará a intervir em todos os ulteriores termos do 
processo. 
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