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ASPECTOS DE DIREITO CONSTITUCIONAL - AULA02

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Constituição; 
o Revolucionário seriam todas as demais Constituições. Já o poder 
constituinte material estaria voltado ao sentimento de criação de uma 
nova Constituição e o poder constituinte Formal não pode se afastar dos 
ditames de elaboração da Constituição e pode ser entendido como sendo o 
procedimento que objetiva a criação da Constituição. Posteriormente, 
temos o poder constituinte formal, que transforma a "ideia de Direito" 
(momento material) em "regra de Direito", com forma e força jurídica, 
mediante a elaboração da nossa Constituição (momento formal). “O poder 
constituinte formal, portanto, é responsável pela elaboração da 
Constituição em si, momento em que existem juridicidade e a forma à ideia 
de Direito” (PAULO; ALEXANDRINO, 2017, p. 79).
ESPÉCIES DE PODER CONSTITUINTE
A ideia da existência de um poder constituinte é o suporte lógico de 
uma Constituição superior ao restante do ordenamento jurídico. É esse 
poder constituinte, distinto, anterior e fonte da autoridade dos poderes 
constituídos (MORAES, 2017).
O poder constituinte derivado (instituído, constituído, secundário ou de 
segundo grau) é o que pode modificar a Constituição Federal e, 
também, elaborar as Constituições de cada Estado. “Está inserido na 
própria Constituição, pois decorre de uma regra jurídica de 
autenticidade constitucional. Assim, conhece limitações constitucionais 
expressas e implícitas e é passível de controle de constitucionalidade” 
(MORAES, 2017, p. 42).
ESPÉCIES DE PODER CONSTITUINTE
Ainda, é criado pelo poder constituinte originário, e está previsto e regulado no 
texto da própria Constituição. Conhece limitações constitucionais expressas e 
implícitas e, por isso, é passível de controle de constitucionalidade. Assim, a 
própria Constituição faz as previsões das possibilidades e formas da sua alteração 
ou inclusão de regra nova.
O poder tem, como característica, ser um poder jurídico, derivado, limitado (ou 
subordinado) e condicionado. O poder constituinte derivado é acessório, auxiliar e, 
ainda, dependente. “É um poder jurídico porque integra o Direito, está presente e 
regulado no texto da Constituição Federal. Na Constituição Federal de 1988, por 
exemplo, o poder de emenda está expressamente indicado e regrado no art. 60 do 
texto constitucional” (PAULO; ALEXANDRINO, 2017, p. 81). Ainda, o poder 
constituinte é derivado porque é instituído pelo poder constituinte originário, para 
modificar e complementar toda a obra.
ESPÉCIES DE PODER CONSTITUINTE
Segundo Moraes (2017, p. 42), apresenta as características de derivado, 
subordinado e condicionado, sendo entendido como “derivado porque 
retira sua força do poder constituinte originário e subordinado porque 
se encontra limitado por normas expressas e implícitas no texto 
constitucional”. Além disso, apresenta características de condicionado 
“porque seu exercício deve seguir as regras estabelecidas no texto da 
Constituição Federal” (MORAES, 2017, p. 42).
“É limitado ou subordinado porque encontra limitações constitucionais 
expressas e implícitas, não podendo desrespeitá-las, sob pena” (PAULO; 
ALEXANDRINO, 2017, p. 82).
ESPÉCIES DE PODER CONSTITUINTE
Ainda, no dizer de Paulo e Alexandrino (2017, p. 82), é condicionado
porque a sua atuação deve observar fielmente as regras 
predeterminadas pelo texto constitucional. Na aprovação de uma 
emenda à Constituição Federal, por exemplo, deverá ser 
estritamente observado o procedimento estabelecido no art. 60 da 
Constituição Federal, sob pena de inconstitucionalidade.
Pode-se se dizer que, segundo alguns doutrinadores, o poder 
constituinte derivado está dividido ainda em poder constituinte 
reformador e poder constituinte decorrente. 
ESPÉCIES DE PODER CONSTITUINTE
O poder constituinte derivado reformador é o poder de modificar a 
Constituição Federal de 1988, “desde que respeitadas as regras e 
limitações impostas pelo poder constituinte originário. Esse poder de 
modificação do texto constitucional baseia-se na ideia de que o povo 
tem sempre o direito de rever e reformar a Constituição” (PAULO; 
ALEXANDRINO, 2017, p. 82).
O poder constituinte derivado decorrente é o poder que a 
Constituição Federal de 1988 atribui aos estados para se 
organizarem por meio da elaboração de suas próprias Constituições.
ESPÉCIES DE PODER CONSTITUINTE
O poder constituinte é derivado e reformador quando é exercido 
dentro dos limites contidos na própria Constituição já estabelecida. É 
derivado decorrente quando repassa algum tipo de poder aos Estados 
para se organizarem, criando suas próprias Constituições. Ainda, 
podemos encontrar outra divisão do poder constituinte: em difuso e 
supranacional. Poder constituinte difuso é o poder de fato que “atua na 
etapa da mutação constitucional, meio informal de alteração da 
Constituição. Cabe a ele, portanto, alterar o conteúdo, o alcance e o 
sentido das normas constitucionais, mas de modo informal, sem 
qualquer modificação na literalidade do texto da Constituição” (PAULO; 
ALEXANDRINO, 2017, p. 84). É chamado de poder constituinte difuso 
porque “não vem formalizado (positivado) no texto das Constituições. 
ESPÉCIES DE PODER CONSTITUINTE
É um poder de fato porque é nascido do fato social, político e 
econômico” (PAULO; ALEXANDRINO, 2017, p. 84). Ainda, pode ser 
considerado “meio informal porque se manifesta por intermédio das 
mutações constitucionais, modificando o sentido das Constituições, mas 
sem nenhuma alteração no seu texto expresso” (PAULO; 
ALEXANDRINO, 2017, p. 84). O poder constituinte difuso, 
diferentemente do poder constituinte originário e do poder constituinte 
derivado, pode ser considerado como a causa das mudanças na 
constituição, com base nas transformações e nos processos 
interpretativos e aplicativos. Já o poder constituinte supranacional 
(transnacional ou global) é o “poder de fato encarregado de fazer e 
reformular as constituições transnacionais, supranacionais ou globais” 
(PAULO; ALEXANDRINO, 2017, p. 84). 
ESPÉCIES DE PODER CONSTITUINTE
Tem sua fonte de validade na “cidadania universal, na multiplicidade 
de ordenamentos jurídicos, no desejo dos povos de se integrarem e 
interagirem, propondo um redimensionamento no conceito clássico 
de soberania” (PAULO; ALEXANDRINO, 2017, p. 84).
Por fim, o poder constituinte difuso é o poder de modificar o 
conteúdo, a abrangência e a interpretação das normas 
constitucionais. Já o poder constituinte supranacional é o de 
reorganização das constituições com mudanças das regras e com o 
intuito de integração de nações.
Relembrando...
• A origem formal do Constitucionalismo remonta ao ano de 1787 e 
está ligada às Constituições escritas e rígidas dos Estados Unidos da 
América.
• Há o conceito de Poder Constituinte e as suas espécies.
• O Poder Constituinte está intimamente relacionado à legitimidade 
do poder, soberania nacional e soberania popular em um dado 
Estado.
• Há o Poder Constituinte Originário e as suas características.
• Existe uma forma de como acontece o Poder Constituinte Derivado.
Relembrando...
• O Poder Constituinte Difuso pode ser entendido como a causa 
das modificações das interpretações das constituições.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO ESTADO BRASILEIRO
Segundo Paulo e Alexandrino (2017, p. 87), “o Título I da Constituição 
brasileira de 1988, composto por quatro artigos, é dedicado aos 
denominados "princípios fundamentais" do Estado brasileiro”. O 
constituinte utilizou a “expressão genérica para traduzir a ideia de que 
nesses primeiros quatro artigos já se estabeleceu a forma do nosso 
Estado e de seu governo. Ainda, proclama-se o regime político 
democrático fundado na soberania popular e institui-se a garantia da 
separação de funções entre os poderes” (PAULO; ALEXANDRINO, 2017, 
p. 87). Além disso, “encontram-se os valores e os fins mais gerais 
orientadores de nosso ordenamento constitucional, funcionando como 
diretrizes para todos os órgãos mediante os quais atuam os poderes 
constituídos” (PAULO; ALEXANDRINO, 2017,

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