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TCC_calandra

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5.5.5	 Calculo do rendimento do redutor..................................................................................33
5.5.6	 Calculo da potência na saída do redutor.........................................................................37
5.5.7	 Calculo da potência de serviço da máquina...................................................................38
5.6	 Calculo do torque da máquina........................................................................................39
5.7	 Calculo da capacidade de tração da máquina em função da potência disponível..........40
5.8	 Calculo da máxima força de dobra suportada pela máquina em função da potência disponível...................................................................................................................................42
5.8.1	 Coeficiente de atrito.......................................................................................................43
5.9	 Calculo da máxima espessura de chapa suportada pela máquina em função da potência disponível...................................................................................................................................47�
5.10	 Dimensionamento dos rolos da máquina........................................................................48
5.10.1 Dimensionamento dos rolos inferiores...........................................................................48
5.10.2 Dimensionamento do rolo superior.................................................................................51
5.11	 Calculo da máxima espessura de chapa SAE 1020 laminada a frio com largura de 2500mm que os rolos da máquina suportariam dobrar..............................................................56
CONCLUSÔES.........................................................................................................................58
BIBLIOGRAFIA……………………………………………………………....……...………60
ANEXOS...................................................................................................................................61
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INTRODUÇÃO
Nos dias de hoje, visa-se buscar cada vez mais inovações, melhores desenvolvimentos nos processos, sem adicionar custos significativos.
Abordando as exigências acima citada este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo desenvolver um estudo sobre o trabalho de uma calandra que opera com chapas de aço carbono SAE 1020 laminado a frio com até ¾’’(polegada) de espessura por 2,5 m de largura. 
O equipamento encontra-se na empresa WAN AÇOS situada em Várzea Paulista que atua no ramo metalúrgico. A calandra foi construída com base na experiência dos técnicos da empresa, sem que fosse levado em consideração o projeto e dimensionamento característico para este tipo de máquina, ficando assim sem saber quais os limites de resistência a que a máquina poderia ser submetida. Tendo a empresa a necessidade de curvar chapas de 2,5 m de largura com espessuras superiores a ¾’’ foi desenvolvido um estudo para verificar sua capacidade real. 
O tema sugerido para o desenvolvimento desse trabalho ira proporcionar um aprofundamento detalhado no dimensionamento de componentes mecânicos. Esse foi escolhido devido à sua importância ao desenvolver projetos de elementos mecânicos baseando-se em teorias comprovadas.
O presente trabalho se divide em 05 ( cinco ) capítulos. O primeiro capitulo foi relatado um breve conhecimento em conformação mecânica, já no segundo apresenta-se a calandra e seu funcionamento.
No terceiro capitulo foi apresentados vários modelos de calandras encontradas no mercado, e no quanto capitulo abordou-se os princípios gerais do funcionamento da calandra estudada.
Por fim no quinto capitulo foi relatado todas as bases de cálculos da maquina estudada, e posteriormente analises, conclusões e sugestões sobre a capacidade dos rolos da calandra.
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1 – CONFORMAÇÃO MECÂNICA
	A conformação mecânica consiste num conjunto de operações que permitem transformar uma superfície plana numa superfície pretendida, forçando o material a mover-se por deformação plástica.
Conforme informações publicadas no site do Departamento de Engenharia Mecânica da Fundação para a Ciência e a Tecnologia em 24/04/07 pelo Prof. Jorge M. C. Rodrigues:
O trabalho de conformação deve ser norteado por duas regras fundamentais:
Boa produtividade;
Eliminação das tensões internas do material;
A primeira regra é suficientemente simples, dispensando explicações, além de que a forma final das chapas obtidas na oficina tem de ser muito aproximada da pretendida, uma vez que qualquer correção a bordo origina grandes problemas.
A eliminação de tensões residuais no material prende-se com a resistência deste para resistir aos esforços ao que vai sendo sujeito e principalmente com os esforços de fadiga, que nem sempre sendo previsíveis, podem em determinadas condições provocar o aparecimento de fissuras e até mesmo a ruptura dos materiais 
Depois do material conformado é praticamente impossível dar ao mesmo sua forma e dimensões iniciais, pois normalmente sua manufatura é acompanhada de modificações sensíveis na superfície e espessura.
1.1 - Tipos de conformações
Existem praticamente dois tipos de conformações mecânicas conhecidas no mercado.
Conformação a frio;
Conformação a quente;
Os processos de conformação à frio tem como base a conformação do material provocada por cargas que podem atingir centenas de toneladas. A fim de se conseguir um rendimento de trabalho aceitável é necessário conhecer bem a forma de distribuir as deformações sobre a chapa. Há ainda que contar sempre com a recuperação elástica (efeito 
mola) que o material sofre, sendo conveniente ultrapassar a deformação pretendida a fim de que a chapa, depois de aliviada a carga, reduza a deformação atingindo a forma final pretendida.
Os processos de conformação a quente utilizam o calor como forma de reduzir o limite elástico do material e conseqüentemente o esforço necessário para efetuar a deformação pretendida.
As solicitações mecânicas que intervêm na conformação podem ser de três tipos:
Tração
Compressão
Flexão
A tração resulta do efeito de duas forças normais contrárias que tendem a alongar uma peça, obtendo-se em toda seção, tensões uniformes de tração. 
A compressão é uma solicitação que também resulta do efeito de duas forças normais à peça que tendem a aproximar as extremidades da peça.
 “....Se o único esforço solicitante que atua na secção transversal de uma barra é a força normal, diz-se que ela está submetida à tração ou à compressão (conforme o sentido da força normal)....” (ARRIVABENE, 1994, p04).
A Flexão é a solicitação mecânica mais utilizada nos processos de conformação mecânica e pode estar ou não acompanhada de força cortante ou normal.
“....Uma viga está submetida à flexão quando em suas secções transversais o esforço solicitante é o momento fletor....” (ARRIVABENE, 1994, p.115).
Efetivamente, aplicando uma carga sobre uma barra apoiada nos extremos, obtém-se tensões ao longo da barra. Aumentando-se a carga até que o limite elástico seja ultrapassado se iniciará no material a deformação plástica, que para os metais dúcteis, como é o caso do aço, progride lentamente do exterior para o interior da peça. Cessando-se a aplicação da carga a barra já não volta à sua posição inicial. É esse o efeito da deformação plástica, que leva ao aumento de comprimento na face inferior e encurta a face superior.
A flexão é a principal solicitação mecânica que será abordada nesse trabalho de conclusão de curso.
1.2 - Laminação a Frio
A laminação modifica a seção de uma barra ou de uma chapa de metal através da passagem das mesmas entre dois ou mais cilindros girando em sentidos opostos com a mesma velocidade superficial distanciando entre si a uma distância menor que a espessura do material a ser processado. Ao passar entre os cilindros o metal sofre deformação plástica