A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
11 pág.
SOS História - Revolução Inglesa

Pré-visualização | Página 2 de 3

por um lado, 
e as forças populares, por outro, 
significava que o seu governo só 
poderia ser mantido por um 
exército (o que, a longo prazo, 
provou ser extraordinariamente 
dispendioso e de difícil controle) 
ou por um compromisso com os 
representantes da velha ordem 
que restavam. [1] 
Um tempo mais tarde, em 
1657, Cromwell propôs um 
novo acordo com os 
parlamentares e reabilitou o 
Parlamento inglês. Todavia, 
antes que esse acordo pudesse 
vigorar, Cromwell faleceu 
(1658). Em seu lugar, assumiu 
seu filho, Richard Cromwell, 
que não tinha o mesmo 
prestígio que o pai, sobretudo 
frente às classes mais radicais 
da burguesia. Temendo um 
levante popular e uma nova 
guerra civil, o Parlamento fez 
uma manobra arriscada: 
 
 
 
 
 
PROF. PEDRO RICCIOPPO 
 
convocou Carlos II, filho do rei 
decapitado, para assumir o 
trono e restaurar a dinastia dos 
Stuart. 
• Restauração da dinastia 
Stuart (1660-1688) 
Em 1660, Carlos II assumiu o 
trono prometendo respeitar os 
interesses do Parlamento. Mas 
logo começou a se articular com 
antigas lideranças da nobreza 
para restaurar o absolutismo, 
aproximando-se da França 
de Luís XIV.Entretanto, a 
realidade social já era bem 
diferente de quando seu pai 
havia reinado e, não 
conseguindo uma nova 
composição tradicional, Carlos II 
iniciou uma ampla perseguição 
religiosa contra os calvinistas. 
Essa perseguição tinha como 
pano de fundo também a 
aproximação de Carlos II de 
membros da Igreja Católica. 
Apesar de anglicanos, os Stuart 
mantinham boas relações com 
os membros do clero, os quais 
ainda possuíam grande 
influência social, além de posse 
de terras. 
O Parlamento, composto por 
maioria puritana, ao repudiar as 
ações de Carlos, viu-se 
novamente vítima do 
autoritarismo: o monarca 
dissolveu-o em 1681 e 
governou sozinho até a sua 
morte, em 1685. Seu filho, 
Jaime II, assumiu o torno, 
reativou o Parlamento, mas 
procurou dar seguimento às 
ações do pai, no que se refere à 
restauração do absolutismo. No 
entanto, Jaime II foi mais além, 
convertendo-se ao catolicismo 
e decretando uma série de 
medidas que beneficiavam os 
católicos, como a isenção de 
impostos. Novamente, a reação 
do Parlamento foi imediata. 
Temendo que Jaime 
reivindicasse apoio da França, 
os membros do Parlamento 
trataram de organizar uma 
manobra política que evitasse 
um possível conflito armado. 
• Revolução Gloriosa e a 
fundação da Monarquia 
Parlamentarista 
A manobra consistiu na 
convocação da filha de Jaime 
 
 
 
 
 
PROF. PEDRO RICCIOPPO 
 
II, Maria II, à época casada 
com Guilherme de Orange, 
governador dos Países Baixos, 
para assumir com o marido o 
trono da Inglaterra. Guilherme 
de Orange, inicialmente, não 
viu com bons olhos o plano, 
imaginando que sua esposa, 
como herdeira legítima, teria 
mais poderes que ele. Contudo, 
mesmo assim, ainda em 1688, 
Guilherme invadiu a Inglaterra 
com seu exército para depor 
Jaime II e apoiar o Parlamento. 
A Cavalaria da nobreza, que 
também estava descontente 
com o rei, em vez de defendê-
lo, aliou-se a Guilherme. A 
Jaime II, já sem defesa alguma, 
Guilherme de Orange permitiu 
a fuga para a França, onde o 
monarca permaneceu exilado 
até o último dia de vida. 
Guilherme de Orange assumiu o 
trono inglês como Guilherme 
III. Por sua ação militar não ter 
resultado em guerra e 
derramamento de sangue, ela 
recebeu o nome de Revolução 
Gloriosa. O Parlamento, 
contudo, estabeleceu diretrizes 
novas para Guilherme e Maria 
antes de coroá-los. Ambos os 
reis tiveram que se 
comprometer a cumprir a 
chamada Declaração de 
Direitos de 1689 (Bill Of 
Rights). A Declaração de 
Direitos limitava a ação dos reis, 
de modo a impedir qualquer 
retorno do absolutismo. Os reis 
passaram a ter o poder restrito, 
e o poder de decisão política 
concentrou-se no Parlamento, 
formando-se, assim, 
uma Monarquia 
Parlamentarista. Além disso, 
havia o comprometimento com 
as liberdades individuais, 
principalmente com a liberdade 
de crenças religiosas. 
 
1. 
a) os dirigentes britânicos 
buscavam monopolizar o 
comércio e a navegação nos 
chamados sete mares, afetando 
No período de 1649 a 1660, 
desenvolveu-se na Inglaterra o 
regime republicano. Em 1651 
Cromwel procedeu à unificação 
da Inglaterra, Irlanda e Escócia, 
tornando-se lorde protetor da 
comunidade britânica. Ainda 
em 1651, o Parlamento votou 
os Atos de Navegação, segundo 
os quais: 
 
 
 
 
 
PROF. PEDRO RICCIOPPO 
 
diretamente a Holanda, 
detentora até então de enorme 
poder naval. 
b) os dirigentes ingleses 
determinaram que o transporte 
de quaisquer produtos de 
origem colonial, assim como 
das espécies monetárias, seria 
realizado por navios de países 
europeus. 
c) a Inglaterra declarava guerra 
à Holanda, uma vez que esta, 
buscando assegurar o poder 
naval, aprovou a legislação 
mercantil que criou as 
Companhias de Comércio. 
d) produtos como açúcar, 
tabaco, algodão, madeiras 
tintoriais, produzidos ou 
fabricados em colônias inglesas 
da América, da África ou da Ásia 
seriam livremente exportados, 
desde que em navios não-
holandeses. 
e) ficou determinada a quebra 
do monopólio inglês sobre a 
navegação comercial mercantil, 
viabilizando a participação dos 
demais produtores e 
respectivas colônias, no 
transporte marítimo comercial. 
2. A Revolução de 1688, na 
Inglaterra, representou: 
a) a diminuição do poder 
exercido pelo Parlamento. 
b) a extinção do poder 
aristocrático com a adoção do 
voto popular. 
c) o restabelecimento do poder 
dos reis católicos, durante 
várias décadas. 
d) a derrota do Absolutismo, 
tornando o Parlamento 
soberano político da nação. 
e) a consolidação do poder do 
soberano, que podia suspender 
a execução das leis, em caso de 
guerra. 
3. O despertar revolucionário 
dos ideais liberais ocorreu na 
Inglaterra. Foi lá que a 
burguesia chegou primeiro ao 
poder político e estabeleceu um 
regime parlamentarista. 
Este processo é denominado: 
a) Segunda Revolução 
Industrial. 
b) Primeira Revolução 
Industrial. 
c) Revolução Inglesa do século 
XVII. 
d) Reforma Religiosa. 
e) Contra-Reforma. 
4. O século XVII é decisivo na 
história da Inglaterra. … a época 
em que a Idade Média chega ao 
fim. 
HILL, Christopher. O eleito de 
Deus. São Paulo: Companhia 
das Letras, 1988. p. 13. 
Considerando-se que o marco 
tradicional do final da Idade 
Média é o século XV, tal 
afirmação sobre esse período 
da história inglesa justifica-se 
em razão da: 
a) derrota da Igreja Católica, 
com a ascensão do 
anglicanismo e sua adoção 
como religião oficial do Estado. 
b) instauração da república 
liberal e presidencialista, que se 
consolidou no poder, apesar da 
oposição monárquica. 
 
 
 
 
 
PROF. PEDRO RICCIOPPO 
 
c) unificação da Inglaterra que, 
sob um monarca absoluto, 
superou a fragmentação 
política feudal. 
d) vitória da Revolução Inglesa, 
que aboliu direitos feudais e 
submeteu o rei ao poder do 
Parlamento. 
5. Guilherme de Orange foi 
proclamado rei com o nome de 
Guilherme III, depois de ter 
assinado o Bill Of Rights, com as 
limitações impostas pelo 
Parlamento à monarquia. 
Sobre essas limitações é correto 
dizer que: 
a) instituíam um ministério 
composto pela nobreza 
latifundiária e a burguesia 
urbana. 
b) instituíam o anglicanismo 
como religião oficial da 
Inglaterra e a tolerância a todos 
os cultos, o que foi confirmado 
pelo rei, apesar de ele ser 
católico extremado. 
c) combatiam a liberdade de 
imprensa, a liberdade individual 
e a propriedade privada. 
d) dispensavam a aprovação 
das Câmaras para o aumento de 
impostos. 
e) configuraram um conjunto 
de medidas que acabou por 
substituir a monarquia absoluta 
vigente por uma monarquia 
constitucional. 
06.“Os Cabeças Redondas 
(round-heads) receberam esse 
nome pelo corte de cabelo que 
usavam: curto, de forma 
arredondada, desprezando a 
moda corrente dos cabelos 
longos entre os membros