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O 
pneumotórax hipertensivo normalmente é descoberto através da avaliação 
primária que se faz através do ABC do trauma, que consiste em avaliar vias 
aéreas, respiração e circulação. O seu diagnóstico é essencialmente clínico e o 
manejo imediato é necessário após a sua identificação. O manejo inicial do 
pneumotórax hipertensivo consiste em realizar a descompressão torácica 
através da inserção de uma agulha de grande calibre no segundo espaço 
intercostal, logo acima do bordo superior da terceira costela, na linha 
hemiclavicular do hemitórax afetado. O pneumotórax hipertensivo se converte 
em um pneumotórax simples quando a toracocentese com agulha é bem 
sucedida. No entanto, esse não é o tratamento definitivo e é necessário 
reavaliar o paciente após o procedimento. O tratamento definitivo do 
pneumotórax simples é realizado através da colocação de dreno torácico. Obter 
uma radiografia de tórax após a realização do procedimento (fluxograma 1)6. 
TRATAMENTO DEFINITIVO DO PNEUMOTÓRAX SIMPLES 
A drenagem torácica é o tratamento definitivo, e ela é feita após a 
estabilização cardiorrespiratória do paciente e após a avaliação secundária. A 
colocação do dreno torácico deve ser realizada em todos os pacientes que 
apresentaram um pneumotórax hipertensivo manejado através de 
toracocentese com agulha e também em todos os pacientes que são 
diagnosticados com um pneumotórax simples ou oculto durante a avaliação 
secundária. A avaliação secundária consiste em um exame físico mais 
aprofundado e em exames de imagem. A drenagem torácica consiste na 
colocação de dreno torácico do lado afetado através do quinto espaço 
intercostal na linha axilar média no nível do mamilo por meio de uma incisão 
horizontal próxima a borda superior da costela inferior. Após a introdução do 
dreno, deve-se conectar a extremidade a um sistema de selo d'água. Deve-se 
também solicitar uma radiografia de tórax para avaliar a colocação do dreno6. 
CONCLUSÃO 
O manejo do pneumotórax no trauma torácico fechado inicia com a 
verificação dos sinais vitais do paciente para determinar se há instabilidade 
hemodinâmica ou outros fatores potencialmente letais. Nessa etapa é 
recomendável realizar uma radiografia de tórax. Identificado o pneumotórax, é 
necessário realizar a descompressão torácica através de uma toracocentese 
com agulha e inserir um dreno torácico conectado a um sistema de selo d’água. 
Figura 3. Fluxograma de atendimento do paciente após trauma torácico 
fechado com foco no pneumotórax6. 
 
Esse fluxograma é um guia geral; exames de imagem sofisticados podem 
não ser necessários em certas circunstâncias. AP: ântero-posterior; ECG: 
Eletrocardiograma; FAST: Exame ultrassonográfico focado no trauma; P: perfil; 
PA: póstero-anterior; Rx: Raio-X. 
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