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APOSTILA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (G

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de estrias, variando sua cor de vermelha a prateada 
 Linha nigra e cloasma (melasma) desaparecem 
 Eflúvio telógeno → Queda de cabelo observada 1-5 meses pós-parto 
 
o ALTERAÇÕES ÓSSEAS 
 
 Redução da densidade óssea devido a lactação e amenorreia → normal em 12-18 meses 
 Prática de exercícios e suplementação de cálcio não ajudam (não é por falta de cálcio) 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
o TREMORES 
 
 Comumente observados em mulheres que fazem parto normal (20-25% das mulheres) 
 Iniciam-se entre 1 e 30 minutos após a dequitação e duram cerca de 2 a 60 minutos 
 Causas incertas → hemorragia, microembolia, anestesia... 
 
o SISTEMA URINÁRIO 
 
 Mucosa vesical edemaciada no puerpério imediato, por conta do trabalho de parto 
 Fundo uterino contraído comprime os ureteres 
 Aumento do volume urinário pela redistribuição do líquido corpóreo 
 TFG e creatinina retornam ao normal nos primeiros 5 dias 
 Bexiga com maior capacidade, havendo frequentemente distensão excessiva e 
esvaziamento incompleto, ficando urina residual após micção 
 Retenção urinária (ausência de micção espontânea depois de 6 horas do parto vaginal ou 
de 6 horas da remoção da sonda vesical de demora posterior à cesárea) em 0,5% dos 
partos vaginais, e pode ser decorrente da lesão do nervo pudendo durante o parto 
 Incontinência urinária (3-26%)→ predispõe incontinência urinária por longo tempo 
- Fatores relacionados: duração do segundo período de parto; circunferência cefálica do 
feto; peso ao nascimento; episiotomia; parto vaginal... 
 
❖ CUIDADOS HOSPITALARES 
 
 Durante a internação, especialmente no primeiro dia → a mãe deve ter aferidos a 
temperatura, a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a FR em intervalos regulares. 
 Durante as primeiras duas horas depois do parto, a pressão arterial e o pulso devem ser 
aferidos a cada 15 minutos, ou em intervalos menores quando há necessidade. 
 A temperatura é aferida a cada 4 horas nas primeiras 8 horas e depois a cada 8 horas. 
 O volume do sangramento vaginal deve ser monitorado 
 Na primeira hora (a hora de ouro) → atento aos possíveis eventos hemorrágicos 
 Ela deve ser submetida a exame físico geral e especial, com avaliação de mamas, 
abdome, trato urinário, região perineal e membros inferiores. 
 Deve-se orientar a deambulação → é responsável por menor taxa de complicações 
urinárias, obstipação, assim como ↓ risco de trombose venosa e trombose pulmonar 
 Além disso, a nova mãe necessita de suporte emocional e tranquilidade durante o período 
pós-parto para garantir que ela adquira confiança e estreite os laços emocionais com bebê 
 Deve-se orientar a mulher em relação a amamentação, discutindo com ela os cuidados 
que precisa ter em casa, uma vez que no início podem ocorrer fissuras, edema... 
 Prescrição de sulfato ferroso 40 mg de ferro elementar, 30 minutos antes almoço, de 
preferência com suco de frutas cítricas, até três meses após o parto. 
 Orientar a ingestão hídrica frequente, alimentação adequada e dieta fracionada 
 
o SINAIS DE ALERTA → febre, sangramento excessivo, dor, infecção, leucorréia fétida, 
alterações na PA, tonturas, mamas empedradas e doloridas. 
 
o VACINAS → Dar as vacinas que não foram tomadas: 
- Rubéola, hepatite B, coqueluche 
- RH- sensibilizadas com filho RH+ (imunoglobulina anti-D em até 72h após o parto) 
 
o ALTA HOSPITALAR → Após parto vaginal não complicado, recebe alta em 24 horas 
- Em caso de cesárea, recebe alta em 48 horas 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ CUIDADOS DOMICILIARES 
 
o RELAÇÕES SEXUAIS 
 
 Não existe um tempo certo, mas deve ter bom senso, devendo ser confortável para mulher; 
 Caso ocorra antes dos 30 dias do pós-parto, ocorre aumento do risco de infecções 
 As relações sexuais muito precoces podem ser desagradáveis ou até muito dolorosas em 
consequência da cicatrização parcial da episiotomia ou das lacerações. 
 Além disso, o epitélio vaginal é fino e há pouquíssima lubrificação depois da estimulação 
sexual → estado de hipoestrogenismo; 
 Lubrificantes ou cremes tópicos à base de estrógeno podem ser usados para alívio dos 
sintomas decorrentes da atrofia vaginal. 
 É comum o desinteresse sexual → redução da libido, dor e sangramento 
 80% das puérperas relatam retorno sexual 6 meses após o parto 
 
o CONTRACEPÇÃO 
 
 Não lactantes: uso de anticoncepcionais somente de progesterona (pílulas, implantes e 
injeções) ou de barreira após 2-3 semanas do parto 
- Anticoncepcionais orais combinados: 28 dias após o parto 
- DIU pode ser colocado imediatamente após o parto → mas tem ↑ chance de expulsão. 
- Se não foi feita a inserção no parto, esperar 6 semanas após o parto para colocar 
 
 Lactantes: Mulheres que amamentam exclusivamente e mantem-se amenorreicas estão 
98% protegidas de uma nova gravidez pelos primeiros 6 meses 
- 93% das mulheres que amamentam não ovulam por 3 meses após o parto, e 88% por até 
6 meses (isso acontece por causa da amenorreia conferida pela amamentação) 
- Pode usar anticoncepcionais somente de progesterona 
- Pode usar orais combinados em alguns casos → afeta quantidade e qualidade do leite 
 
o MORBIDADE MATERNA TARDIA 
 
 Ocorrem principalmente cerca de 8 semanas pós-parto 
 As mulheres devem ser acompanhadas até 18 meses após o parto, pois podem apresentar 
morbidades como fadiga, problemas mamários, anemia, lombalgia, hemorroidas, cefaleia, 
tristeza, constipação, secreção vaginal, etc 
 
o ACOMPANHAMENTO CLÍNICO PÓS-PARTO 
 
 O primeiro retorno solicitado deve acontecer entre 7 e 10 dias após o parto. 
 Para as cesáreas, os pontos devem ser retirados e a cicatriz cirúrgica, avaliada quanto à 
presença de sinais sugestivos de infecção ou hematomas de parede. 
 Outro retomo de puerpério é agendado para 40 dias após o parto 
 Devem ser discutidos com a paciente os problemas relacionados a essa nova fase, 
ressaltando-se questões relativas ao humor da puérpera, ao uso de anticoncepcionais, ao 
retorno à atividade sexual e às dificuldades na amamentação, entre outras. 
 Caso a mulher tenha apresentado diabetes gestacional ou hipertensão durante a 
gestação, deve ser realizada uma reavaliação de exames, para acompanhamento. 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ BABY BLUES X DEPRESSÃO 
 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
MAPAS MENTAIS