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APOSTILA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (G

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e ↓resistência → chega mais sangue no rim 
 Dificuldade em concentrar a urina 
(↓ limiar de ADH → reabsorve água e sódio → mais diluída e hipotensa) 
 Redução na absorção de glicose e proteínas (glicosúria e proteinúria) 
 Componentes sistema renina-angiotensina ↑ aumentados 
 Perda de aminoácidos e vitaminas hidrossolúveis 
 Deslocamento e compressão do ureter (progesterona vem e faz vasodilatação) 
 Hiperplasia da camada muscular da bexiga 
 Bexiga é empurrada para frente/cima → polaciúria (micção anormalmente frequente) 
 Incontinência urinária → acomete 40% das gestantes → não consegue segurar o xixi → 
devido compressão da bexiga, hormônios da gravidez (relaxamento da musculatura) 
 Muito comum infecções urinárias pela estagnação da urina 
 Edema → há mais proteínas nos tecidos que no sangue, extravasando líquidos pra eles 
 
GESTAÇÃO DE ALTO RISCO E ENCAMINHAMENTO 
 Gestação de alto risco: estão presentes, ou se revelando, condições adversas que 
oferecem risco para a saúde materna ou fetal e cujo desfecho pode ser a mortalidade da 
mãe, do feto (ou recém-nascido), seja antes, durante ou no pós-parto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Pré-eclâmpsia: 140/90 mmHg (considerada alta) → sentada + 5 min e afere novamente 
 Crise hipertensiva: PA > 160/110 mmHg 
 Eclâmpsia: pressão alta + convulsão (parto imediato independente da idade gestacional) 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ SINAIS DE ALERTA → ENCAMINHAMENTO PARA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA 
 
 Sangramento vaginal (deslocamento de placenta) 
 Sinais premonitórios de eclâmpsia em gestantes hipertensas 
- Escotomas cintilantes, cefaleia occipital, epigastralgia/dor intensa no hipocôndrio direito 
 Eclâmpsia 
 Suspeita de trombose (dor no membro inferior, edema...) 
 Crise hipertensiva: PA>160/110 mmHg 
 Amniorrexe prematura → perda de líquido vaginal persistente (exame especular com 
manobra de valsava e elevação da apresentação fetal) 
 Trabalho de parto prematura (<37 semanas) 
 Idade gestacional a partir de 41 semanas confirmadas 
 Hipertermia na ausência de IVAS (infecções das vias aéreas superiores) 
 Suspeita de abdome agudo 
 Vômitos inexplicáveis no 3º semestre 
 Oligodrâmnio 
 Óbito fetal 
 
❖ ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO HABITUAL E INTERMEDIÁRIO 
 
 RISCO HABITUAL: gestantes que não apresentam fatores de risco individual, 
sociodemográfico, de história reprodutiva anterior, de doença ou agravo. 
 
 RISCO INTERMEDIÁRIO: gestantes que apresentam fatores de risco relacionados às 
características individuais (raça, etnia, idade), sociodemográficas e de história reprodutiva. 
o Raça/etnia da mãe → mais mortalidade em mães negras e indígenas. 
o Idade da mãe → mais mortalidade abaixo de 20 e acima de 40. 
o Grau de escolaridade da mãe → mais mortalidade em mães analfabetas. 
o Mães com pelo menos 1 filho morto em gestação anterior → ↑ mortalidade. 
o Mães que tiveram pelo menos 3 filhos vivos em gestações anteriores → ↑ mortalidade. 
 
ASPECTO SOCIAL E TRABALHISTA DA GESTANTE 
 Direto ao pré-natal: Lei nº 11.634, de 27 de dezembro de 2007 (mínimo de 6 consultas) 
 Atendimento prioritário em filas e bancos 
 Direito a acompanhante no parto 
 Mães com HIV recebem leite em pó pelo SUS 
 Mães estudantes: 90 dias em casa sem trancamento de matrícula 
 Mães presas: fica com o filho até 4º mês para aleitamento 
 Bolsa família → benefício extra (a mais) 
 
 DIREITOS TRABALHISTAS (CLT) 
o Proibido perguntar se deseja ter filhos e afins na contratação 
o Mínimo de 6 saídas para consultas 
o Não pode ser despedida sem justa causa durante e após 5 meses após parto. 
o Garantia de manter cargo, salário e função 
o Em casos de aborto, tem direito a 2 semanas de licença (atestado médico) 
o Crianças adotadas → de 1 ano (90 dias), 1 a 4 anos (60 dias), 4 a 8 (30 dias) 
o Lactantes tem direito a dois descansos de 30 minutos para aleitamento 
 
o LICENÇA PATERNIDADE: 5 dias ou 20 dias caso empresa seja cidadã 
o LICENÇA MATERNIDADE: 120 dias para empresas privadas e 180 para públicas ou empresas 
cadastradas como cidadãs. Pode entrar em vigência 28 dias antes do parto. 
- Tem direito quem contribui pro INSS (paga o salário integral) 
VICTORIA CHAGAS 
GESTAÇÃO EM AFRODESCENDENTES 
 FATORES SOCIOECONÔMICOS: 
- Acesso mais restrito a saúde, pré-natal e escolaridade 
- Gravidez na adolescência 
- Maior chance de IST’s 
 
 FATORES BIOLÓGICOS: maior prevalência de algumas doenças 
- Miomas uterinos 
- Anemia falciforme (gestação de alto risco – maior risco de abortamento e complicação) 
- Doenças cardiovasculares e HAS 
- Diabete do tipo 2 (relacionada com HAS) → 50% mais chance que mulheres brancas 
- Câncer de mama, colo de útero e colorretal 
 
 MORTALIDADE MATERNA EM NEGRAS: 
- Durante gravidez, parto ou até 42 dias depois 
- Toxemia gravídica é 6x mais frequente em negras (intoxicação resultante de acúmulo 
de toxinas endógenas ou exógenas no sangue devido insuficiência excretora) 
 
ANATOMIA FEMININA 
 
❖ PAREDE ABDOMINAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ ORGÃOS GENITAIS EXTERNOS 
 
 Denominados pudenda ou pudendo feminino ou vulva 
 Vestíbulo da vagina: espaço delimitado pelos pequenos lábios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
❖ ASSOALHO PÉLVICO E PERÍNEO 
 
 DIAFRAGMA PÉLVICO: 
- Localizado acima do diafragma urogenital 
- Músculos levantador de ânus e 
isquiococcígeo, e suas respectivas fáscias. 
 
- Músculo levantador do ânus = junção do 
puborretal, pubococcígeo e ileococcígio. 
- O músculo isquiococcígeo auxilia o 
levantador do ânus em suas funções de 
sustentar vísceras pélvicas e defecação. 
- Em sua porção medial há hiato urogenital 
(espaço) que passa a uretra, vagina e o reto. 
 
 DIAFRAGMA UROGENITAL: 
- Músculo transverso superficial do períneo, bulboesponjoso, isquiocavernoso e esfíncter 
externo anal. 
 
 PERÍNEO: 
 
o TRÍGONO UROGENITAL (ANTERIOR) 
- Abaixo do diafragma pélvico, inferior ao hiato urogenital 
- Formado pelo músculo transverso superficial do períneo (com fáscias superior e inferior) e 
pelos músculos bulboesponjoso, isquiocavernoso 
 
o TRÍGONO ANAL (POSTERIOR) 
- Músculo do esfíncter externo do ânus e transverso do períneo. 
 
o MÚSCULOS PROFUNDOS DO PERÍNEO: 
- Músculo transverso profundo do períneo e esfíncter uretral externo 
 
VICTORIA CHAGAS 
 IRRIGAÇÃO: via artéria pudenda 
interna e seus ramos 
 
 NERVO PUDENDO: principal do 
períneo 
- Formado pelos ramos anteriores 
dos nervos S2-4 (plexo sacral) 
- Pode ter origem no nervo ciático 
- Cursa entre os músculos piriforme e 
coccígeo e emerge através do 
forame ciático maior em ponto 
medial à espinha ciática. (Quando 
se injeta anestésico para bloqueio 
do nervo pudendo, a espinha ciática 
serve como referência anatômica) 
- A seguir, cursa abaixo do 
ligamento sacroespinhoso e acima do ligamento sacrotuberoso, em sua reentrada pelo 
forame ciático menor, seguindo curso ao longo do músculo obturador interno. Acima desse 
músculo, nervo cursa no interior do canal pudendo (canal de Alcock). 
- Penetra no períneo, dividindo-se em três ramos terminais. 
- Corre risco de lesão por estiramento em razão do deslocamento para baixa do assoalho 
pélvico durante trabalho de parto – quando são esticados por 12% ou mais do seu 
comprimento normal. 
- Se danificado pode causar perda de sensibilidade ou incontinência fecal. 
 
 
❖ ORGÃOS GENITAIS INTERNOS 
 
 Ovários, tubas uterinas, útero, vagina 
 
 INERVAÇÃO: 
- Componentes simpáticos e 
parassimpáticos 
 
 IRRIGAÇÃO: 
- Artérias uterinas derivadas das artérias 
ilíacas internas direita e esquerda 
- Artérias ovarianas derivadas da aorta 
 
VICTORIA CHAGAS 
 
ANATOMIA DA PELVE ÓSSEA 
 A pelve ou bacia é dividida em PELVE MAIOR E MENOR (chamada de bacia obstétrica) 
 Separadas pela LINHA INONUMADA (margem óssea encurvada)