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APOSTILA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (G

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– linha terminal delimita a 
abertura superior da pelve menor 
 
 Constituída de 4 OSSOS com formato anelar 
- SACRO 
- CÓCCIX 
- 2 OSSOS ILÍACOS (formados pela fusão de 
ílio, ísquio e púbis) 
 
 Esses ossos articulam-se por meio de três 
articulações (sínfise púbica, articulação 
sacro ilíaca e articulação sacrococcígea) 
 Sínfise púbica afasta até 2 a 3 cm no parto 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
 DIÂMETROS DA BACIA MAIOR 
 
o TRANSVERSO 
- Diâmetro biespinha: 24 cm 
- Diâmetro bicrista: 28 cm 
 
o ANTEROPOSTERIOR 
- Diâmetro sacropúbico 
externo: 20 cm 
 
 
 DIÂMETRO DA BACIA MENOR (verdadeira, escava ou escavação) 
 
o ESTREITO SUPERIOR 
- Diâmetro anteroposterior: 11 cm 
- Diâmetro transverso máxima: 13 cm 
- Diâmetro transverso médio: 12 cm 
- Diâmetro oblíquo: 12,5 cm 
 
o ESTREITO MÉDIO (pontos de maior estreitamento - determina planos de lee) 
- Sacromédiopúbico (anteroposterior): 12 cm 
- Bi-isquiático (transverso): 10,5 cm 
 
o ESTREITO INFERIOR 
- Anteroposterior (da ponta do cóccix ao meio do diâmetro sagital posterior): 7,5 cm 
- Diâmetro cóccix-subpúbico (ponta do cóccix até sínfise púbica): 9 cm (no parto amplia 
2/3 cm e é chamado conjugata exitus 
- Diâmetro bituberoso (entre as duas faces internas da tuberosidade isquiática): 11 cm 
 
 Os diâmetros anteroposteriores são 
chamados de conjugatas. 
 
o CONJUGATA ANATÔMICA – 11 cm 
- Borda superior do púbis até o promontório. 
o CONJUGATA OBSTÉTRICA- 10,5 cm 
- Face posterior da sínfise púbica até o 
promontório (espaço real do trajeto da 
cabeça fetal) – 1,5 cm menor que o diagonal 
o CONJUGATA DIAGONAL – 12 cm 
- Promontório até borda inferior da sínfise 
o CONJUGATA EXITUS 
- Borda inferior do púbis ao cóccix 
 
 
Promontório→ articulação sacro com L5 
VICTORIA CHAGAS 
❖ TIPOS DE PELVE 
 
 São 4 tipos baseados na forma do estreito 
superior: Ginecoide, antropoide, 
androide, platipeloide. 
 
 Raça, condições socioeconômicas, 
atividade física, nutrição na infância e 
adolescência e o habitat interferem na 
formação da bacia. Ex.: bacia das negras 
tendem para o antropoide (favorável ao 
parto). As mulheres urbanas tendem a 
bacias ovaladas, já os campestres e 
arredondadas. 
 
ALTERAÇÕES DA PELVE NA GESTAÇÃO 
 
❖ ÚTERO 
 
 Coloração violácea → ↑ vascularização e vasodilatação 
 Consistência amolecida (especialmente na região de nidação) 
 Aumento de volume e peso (700 g a 1,2 kg e 
capacidade de 5L – pode chegar até 20) 
 Assimetria no local de nidação 
 Hiperplasia, hipertrofia e alongamento das 
fibras musculares uterinas. 
 Endométrio → mudanças das células para 
formar as decíduas! 
 
❖ OVÁRIOS 
 
 Aumento da vascularização local 
 Importante no início até a 7ª semana pela 
produção de hormônios (corpo lúteo) 
 Pedículo ovariano (responsável por 1/3 do suprimento sanguíneo na gestação) tem seu 
diâmetro triplicado 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ TUBAS UTERINAS E LIGAMENTOS 
 
 Hipertrofia das camadas musculares e aumento da vascularização 
 Progesterona diminui motilidade tubária 
 Estiram-se e tornam verticais e paralelas ao corpo uterino 
 Hipertrofia dos ligamentos largos, redondo e paramétrico 
 
❖ ISTMO 
 
 Alteração na consistência – edema e amolecimento do local 
 No fim da gestação é impossível diferencia macroscopicamente do colo uterino 
 A incorporação do istmo à cavidade uterina contribui para alterar a forma do útero de 
esférica para cilíndrica → passa a se chamar segmento inferior (onde ocorre a maior parte 
do corte na cesárea – abriga apresentação fetal) 
 
 
 
 
 
 
 
 
❖ COLO UTERINO 
 
 Epitélio fica mais espesso passando de 1 a 3 mm para 3 a 6 mm 
 Muda coloração para violácea e consistência amolecida 
 Maior produção de muco espesso e viscoso (denominado Rolha de Schroeder), por conta 
da hipertrofia glandular da endocérvice. 
 Protegido por tampão mucoso (protege feto de microrganismo e eliminação do feto antes 
do esperado) que é eliminado nos dias que antecedem o parto devido ao afinamento e 
encurtamento na cérvice. 
- Caso vaze líquido amniótico antes do tempo ele cristaliza e quebra. 
 
 
❖ VAGINA 
 
 Violácea pela embebição gravídica e vascularização aumentada 
 Células se hipertrofiam 
 Redução da rugosidade 
 Aumenta de comprimento e largura 
 Fibras colágenas ficam mais separadas, o que permite afrouxamento do tec. Conjuntivo 
 Aumento de secreção vaginal com aspecto leitoso 
 ↓pH → se torna mais ácido (proteção) 
 
❖ VULVA 
 
 Violácea 
 Pode apresentar varizes vulvares (especialmente em multíparas com predisposição) 
 Hipertrofia dos grandes e pequenos lábios e do meato uretral 
 
VICTORIA CHAGAS 
SINAIS PRESUNTIVOS DA GRAVIDEZ 
 SINAL DE HEGAR 
- Em torno de seis a oito semanas o útero se torna elástico e 
amolecido, principalmente no istmo. Isto possibilita flexão do 
corpo sobre colo uterina quando realizado toque bimanual. 
 
 SINAL DE CHADWICK 
- Coloração violácea da mucosa vulvar 
 
 SINAL DE PISKACEK 
- Crescimento assimétrico do útero no local da nidação 
 
 SINAL DE OSIANDER 
- Identificação de pulso na artéria vaginal ao toque vaginal 
 
 SINAL DE KLUGE 
- Coloração violácea da vagina 
 
 SINAL DE HARTMANN 
- Sangramento decorrente da implantação (sete a 
oito dias depois da fecundação) 
 
 SINAL DE NOBILE BUDIN 
- Preenchimento do fundo de saco posterior pelo 
aumento do útero (muda formato → globoso) 
 
 SINAL DE GOODEL 
- amolecimento do colo uterino 
 
 SINAL DE PUZOS 
- Sinal de rechaço fetal (após 14ª semana) 
- Discreto impulso do útero durante toque vaginal 
produz o deslocamento do feto no líquido amniótico 
para longe do dedo do examinador. 
 
 SINAL DE PALM 
- Dependendo do local da placenta, ligamentos 
redondos podem ficar estirados na face oposta a 
inserção da placenta. 
 
VICTORIA CHAGAS 
TIPOS DE PARTOS 
 
❖ PARTO NORMAL 
 
 Via vaginal na posição normal 
 Todas as mulheres sem complicações podem realizar 
 Apresenta benefícios diversos, mas prejudica mais o assoalho pélvico 
 Benefícios para mãe e bebê: Recuperação mais rápida e contato com bebê imediato 
(mãe) e garantia de pulmão maduro, oportunidade de sugar peito (baby) 
 NATURAL: sem qualquer tipo de anestesia ou qualquer tipo de anestesia 
 
❖ PARTO PÉLVICO (bebê em posição pélvica – sentado) 
 
 ESPONTÂNEO: sem manobras médicas 
 EXTRAÇÃO PÉLVICA PARCIAL: algumas manobras com esforço materno 
 EXTRAÇÃO PÉLVICA TOTAL: tudo extraído por intervenção do obstetra 
 Pelo CRM só é indicação de cesárea se até a 39ª semana não mudou de posição 
 
❖ CESÁREA 
 
 Incisão cirúrgica abdominal 
 Maior complicações pós-parto (mais comum infecção, morte de neonato e mais difícil 
aleitamento materno devido falta de ocitocina que é liberada no parto normal. 
 Fatores de risco: 
- Colo desfavorável (indução do parto) 
- Oligoâmnio (compressão do cordão umbilical) 
- Mecônio (material fecal fetal normalmente expelida 12 horas após o nascimento, se for 
expelido antes do parte colorindo âmnio é anormal e pode indicar sofrimento fetal) 
- Idade materna avançada 
- Obesidade materna (associada a HAS, diabetes gestacional e macrossomia fetal) 
- Excesso de rotação axial do cordão umbilical 
 
o CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS PARA NORMAL OU INDICAÇÕES PARA CESÁREA 
- Placenta prévia total ou parcial 
- Más formações genitais 
- Tumores prévios na região uterina ou retal 
- Condilomatose que obstrua canal de parto 
- HIV com contagem de CD4>500 (CRM diz que mãe HIV +, cesárea na 38ª semana) 
- Herpes genial com lesão ativa 
- Prolapso do cordão 
- Desproporção cefalo pélvica com feto vivo 
- Morte materna com feto vivo 
- Bebê em situação transversa 
o CONTRAINDICAÇÕES RELATIVAS PARA NORMAL OU INDICAÇÕES