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APOSTILA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (G

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número de gestações e partos... 
 
 GESTAÇÃO ATUAL 
- Aceitação ou não da gravidez, DUM, hábitos alimentares, fumo, etilismo, internações, 
medicamentos, ocupação, peso, sinais e sintomas... 
 
 EXAME FÍSICO GERAL 
- Sinais vitais → Peso/altura; PA; temperatura ... 
- Ausculta cardiopulmonar 
- Exame de abdômen e membros inferiores 
 
 EXAME GINECO-OBSTÉTRICO 
-Mamas 
- Palpação obstétrica 
- Medida da altura uterina 
- Ausculta de batimentos fetais 
- Inspeção de genitália 
- Exame especular e toque vaginal 
 
❖ CONSULTAS SUBSEQUENTES 
 
 As outras consultas são anamneses mais sucintas e mais focadas nas queixas das gestantes. 
 Exames do trimestre respectivo (solicitar retorno para avaliar resultados) 
 Precisa ser feito o controle materno, como peso e IMC, PA, palpação e altura uterina 
 A partir do 2º tri → edemas, exame ginecológico e das mamas e batimentos cardíacos fetal 
 Monitoramento e anotação dos achados no cartão da gestante 
 Consultas mensais até a 34ª semana, quinzenais até 36 semanas e semanais até parto. 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
VACINAÇÃO NA GESTAÇÃO 
 
 Como regra geral, deve-se evitar dar vacinas de vírus atenuado, pois há possibilidade de 
passagem de partículas virais para o feto. 
 
 VACINAS INDICADAS 
→ Hepatite B 
→ Tríplice bacteriana → Difteria, Tétano e Coqueluche 
→ Influenza 
 
 VACINAS CONTRAINDICADAS 
→ Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) 
→ HPV 
→ Varicela (catapora) 
→ Dengue 
→ Febre amarela 
 
 VACINAIS COM SITUAÇÕES ESPECIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
ABORTO 
 ABORTO: expulsão ou extração do embrião ou feto pesando menos de 500g, antes de 20 
semanas de gestação e comprimento menor que 16,5cm. 
- PRECOCE: até 12ª semana 
- TARDIO: entre 13ª e 22ª semana 
 
 ABORTO ESPONTÂNEO: expulsão não intencional de um embrião ou feto 
 ABORTO COMPLETO: expulsão de todo o concepto (mais comum nas 10 primeiras semanas) 
 ABORTO INCOMPLETO: não há expulsão total, ficando alguma parte, placenta, etc. 
 ABORTO HABITUAL: 3 ou mais abortos espontâneos 
 ABORTO RETIDO: interrupção da gestação com permanência do produto conceptual na 
cavidade uterina. Pode ocorrer sangramento discreto. É diferente do incompleto pois o 
bebe todo fica ali. 
 
 ABORTO INDUZIDO: 
- INFECTADO: clandestino (13% das mortes maternas) 
- TERAPÊUTICO: preservação da saúde da mãe → anencefálico ou feto morto 
 
GRAVIDEZ ECTÓPICA 
 A gravidez ectópica é a implantação de um óvulo fertilizado em um local anômalo 
 Feto não consegue sobreviver 
 Principal causa de morte materna no 1º trimestre 
 Pode ocorrer por: doença inflamatória 
pélvica, cirurgias, anticoncepção de 
emergência... 
 Pode ocorrer nas tubas, cavidade 
abdominal, ovário e colo uterino 
 Tipo mais frequente é na tuba uterina 
 
 
 
 
 
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA 
 10 a 19 anos → gravidez de risco 
 Ocasiona parto prematura, anemia, complicação no parto, procura tardia ao pré-natal, 
aborto ilegal, interrupção da escolaridade e formação profissional 
 Determinantes sociais, abandono escolar, falta de informação ... 
 As percepções mudam de acordo com a classe social: meninas de classe mais alta fazem 
mais abortos ilegais e possuem mais apoio financeiro da família, não precisando parar os 
estudos por terem babás, ao contrário das de baixa classe social. 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
FISIOLOGIA DO PARTO 
 
❖ CARACTERÍSTICAS DAS CÉLULAS MUSCULARES MIOMETRAIS 
 
o BAIXA SENSIBILIDADE A ESTÍMULOS DOLOROSOS → a queixa de dor relatadas na 
cesárea está relacionada ao manuseio do peritônio 
o EXCITABILIDADE → fibras podem ser excitadas por adrenalina e noradrenalina 
o ELASTICIDADE → relacionada a EXTENSIBILIDADE e RETRATILIDADE 
o TONICIDADE → pressão intrauterina no intervalo de duas contrações 
o CONTRATILIDADE → contrações durante gravidez (diferentes da do parto) 
- Tipo A e B (geralmente não são dolorosas) → dói acima de 15 mmHg 
- Baixa frequência 
- A do parto é de 30-60 mmHg 
 
TIPO A TIPO B (BRAXON HICKS) 
 
- Intensidade de 2-4mmHg 
- Alta frequência e baixa amplitude 
- Geralmente localizadas 
- Frequência de 1 contração/minuto 
- Estímulo a circulação fetal 
- Intensidade de 10-20mmHg 
- Difundem-se parcial ou totalmente pelo útero 
- Ausência de ritmo e previsibilidade. 
- Frequência ↑ com evolução da gestação 
- Ausentes antes de 28 semanas (útero quiescente) 
- Pico nas 4 semanas anteriores ao parto 
- Ocorrem para estimular a circulação sanguínea 
para o bebe, estimulado seu crescimento. 
 
CONTRAÇÕES DURANTE PARTO CONTRAÇÕES PUERPÉRIO 
- Regulares 
- Modificação cervical 
- Início na parte superior do útero 
- Dilatação: 2/3 em 10 minutos de 30 mmHg 
- Período expulsivo: 5 em 10 min de 50 mmHg 
- ↑ pressão abdominal e facilita expulsão 
 
- Após expulsão fetal 
- Proporcionar a dequitação 
- Indolores 
- 1 a cada 10 min (até 12 hrs pós-parto) 
- Placenta expelida após 2 a 3 
- Durante mamada liberado ocitocina que 
↑ contrações → desconforto 
- Intensidade e frequência diminuem com o 
passar dos dias 
 
 
❖ MECANISMO DE CONTRAÇÃO UTERINA 
 
 Depende da ação da enzima cinase da cadeia leve de miosina 
 Influenciada por: cálcio, calmodulina e monofosfato de adenosina cíclico (AMPc) 
- O cálcio e calmodulina formam complexo que ativa cinase da cadeia leve da miosina 
- O AMPc inibe ação da cinase de cadeia leve de miosina 
- Cinase de cadeia leve de miosina ativada → modula fosforilação da miosina permitindo a 
interação entre as duas proteínas do complexo possibilitando a contração local. 
- A progesterona consolida as ligações do cálcio no retículo sarcoplasmático, reduzindo a 
fração de cálcio intracelular livre, elevando o limiar de excitabilidade da fibra miometral (isso 
torna o útero quiescente → diminui as contrações) 
- O estrogênio facilita as contrações 
- A prostaglandina modula fluxo de cálcio e aumenta níveis intracelular → aumenta contrações 
- Junções gap que facilitam a sincronização e a transmissão de estímulos 
VICTORIA CHAGAS 
❖ DETERMINISMO DO PARTO 
 
 Na 1ª metade da gestação, o útero se expande por hiperplasia e hipertrofia, ocorrendo 
acomodação da unidade fetoplacentária e crescimento por estiramento do miométrio. 
 Amadurecimento cervical → algumas semanas antes da dominância fúndica de 
contrações há uma ↓ da concentração total de colágeno, síntese das fibras de colágeno 
com estrutura mais fraca ↑ da colagenólise. 
 Associado a isso há resposta inflamatória → maior concentração de macrófagos, 
neutrófilos e eosinófilos pelo aumento de interleucinas (IL-8) e prostaglandinas. 
 A ativação uterina é realizada pelas 
uterotropinas (tornar útero responsivo aos 
estímulos contráteis → uterotoninas) 
 O conhecimento do mecanismo de início do 
trabalho de parto continua incompleto. 
 As drogas utilizadas para se obter 
contratilidade são basicamente de três tipos: 
estimulantes do receptor de ocitocina, 
prostaglandinas e bloqueadores de 
receptores de progesterona. 
 
o TEORIA DA OCITOCINA 
- Produzido no hipotálamo e pela decídua 
- Liga ao receptor na membrana e ativa formação do triofosfato de inositol (segundo 
mensageiro) → libera cálcio armazenado no retículo sarcoplasmático → contrações uterinas. 
- A concentração sérica máxima da ocitocina ocorre na 36ª semana e não decai até o parto. 
- Perto do parto há um aumento dos receptores de ocitocina 
- Com a produção aumentada de estrógenos e prostaglandinas há o ↑ da contratilidade 
- Acetato de atosibana → bloqueia receptores de ocitocina 
 
o TEORIA DA GANGORRA 
- Afirma que o parto ocorre em virtude do estiramento miometral crescente determinado pelo 
crescimento do concepto → a distensão da fibra leva a contração reflexa 
- As altas concentrações de progesterona inibe o estímulo que desencadeia a distensão e 
contração reflexa, mantendo