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APOSTILA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (G

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o útero refratário → quando ↓ progesterona o parto é deflagrado. 
- Volume uterino excessivo como deficiência de progesterona pode levar ao parto prematuro 
- No momento do parto, há aumento de junções GAP e IL-8, proteínas que estão sob inibição 
prostagenica, e de KappaB, que também pode agir como antiprogesterona, anulando seu 
efeito, e permitindo maior expressão de IL-8 e COX2. 
o TEORIA PROSTAGLANDÍNICA 
- As prostaglandinas são produzidas pela decídua, pelo miométrio e pelas membranas fetais 
- COX-2 → produção está aumentada em resposta à ação das citocinas e dos fatores de 
crescimento mais marcadamente no período próximo ao parto → responsável pela liberação 
de prostaglandinas pelas membranas fetais. 
- Evidências de que o aumento da sensibilidade uterina seja decorrente, provavelmente, de 
um incremento na expressão de receptores estimulantes específicos para as prostaglandinas. 
 
o TEORIA FETAL 
- Há produção de hormônio corticotrófico pela placenta em níveis elevados durante o parto, 
e talvez esse hormônio possa fazer parte do mecanismo que, junto a outros fatores, deflagra o 
trabalho de parto. O fato final comum é aumento das prostaglandinas com modificações 
cervicais e aumento da contratilidade uterina. 
- Placenta produz cortisol → aumenta prostaglandina → aumenta contração. 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
FASES DO PARTO NORMAL 
 Parto compreende as contrações das fibras miometrais responsáveis pela dilatação 
cervical e expulsão do feto. 
 
 DIAGNÓSTICO DO TRABALHO DE PARTO: 
- Presença de contrações uterinas efetivas e com ritmo e pelo menos 2/3 em 10 minutos 
- Alterações progressivas do colo uterino → esvaecimento e dilatação (pelo menos 3 cm) 
- Formação das bolsas de água 
- Todos os fatores devem ser considerados juntos 
 
❖ FASE DE QUIESCÊNCIA 
 
 Ausência de contração uterina 
 Se inicia com a nidação e dura quase toda a gestação 
 Pode haver algumas contrações, mas não modificam estrutura cervical nem causam 
dilatação do colo uterino. 
 
❖ FASE DE ATIVAÇÃO 
 
 Preparação do útero e do canal cervical para trabalho de parto 
 Pode haver contrações de Braxton Hicks 
 Dura de 6 a 8 semanas 
 Ocorrem algumas alterações cervicais 
 Ocorre descida do fundo uterino 
 
❖ FASE DE ESTIMULAÇÃO (TRABALHO DE PARTO) 
 
 Contrações uterinas efetivas → ocorrem em período regular de 2 a 5 contrações a cada 10 
minutos com intensidade entre 20 a 60 mmHg e duração entre 30 a 60 segundos. 
 Dividida em: dilatação, expulsão e dequitação (existe o 4º período) 
 
 
 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
o DILATAÇÃO 
 
 Inicia com as contrações dolorosas → modificação do colo uterino 
 Pequenas dilatações cervicais até a dilatação completa de 10 cm 
 
 Esvaecimento → incorporação do colo a 
cavidade uterina (alterações bioquímicas que 
levam a fragmentação e redisposição das fibras 
de colágeno e alteração na concentração de 
glicosaminoglicanas) 
- Próximo ao parto há maturação cervical e 
lise das fibras colágenas (resposta de 
prostaglandinas → progesterona inibe esse 
esvaecimento devido ação anti-inflamatórias) 
 
- Nas primíparas → esvaecimento primeiro de 
cima pra baixo e depois a dilatação 
- Nas multíparas → esvaecimento e dilatação 
ocorrem simultaneamente 
 
 Conforme vai dilatando surge espaço entre 
polo cefálico e membranas (âmnio e córion) e 
formará bolsas de água que auxiliarão as 
contrações no deslocamento do istmo. 
- Se formam no polo inferior no decorrer do trabalho de parto 
- Ruptura causa saída parcial de líquido (geralmente quando dilatação >6 cm) 
- Se ruptura ocorrer junto com expulsão do feto → chamado feto empelicado 
- Rotura das membranas antes do trabalho de parto (RPMO) → amniorrexe prematura 
FASE LATENTE DA DILATAÇÃO FASE ATIVA DA DILATAÇÃO 
- Contrações mais eficazes sem modificações 
significativas na dilatação cervical 
- Dura mais ou menos 8 hrs 
- Dilatação de 0,35 cm/h 
- É considerada prolongada quando dura mais 
de 20 h em primíparas e mais de 14 h em 
multíparas. 
 
- Dilatação cervical de 4 cm 
- Dura em média 6hrs nas primíparas (1,2 cm/h) e 
3 hrs nas multíparas (1,5cm/h) 
 
1. Aceleração 
2. Dilatação ou aceleração máxima 
(quando passa de 2 a 3 cm para 8 a 9 cm) 
3. Desaceleração 
(precede dilatação completa de 10 cm) 
 
 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
o EXPULSÃO 
 
 Segunda fase que tem início com dilatação completa e termina com expulsão do feto 
 Feto é expelido do útero com auxílio das contrações involuntárias uterinas e das contrações 
voluntárias dos músculos abdominais (puxos) 
 Canal do parto totalmente formado → segmento inferior e vagina formam única cavidade 
 Quando há dilatação completa, útero fica totalmente imobilizado pelos ligamentos largo 
(lateralmente), redondo (superior) e uterossacro (posterior) 
 
 A duração desse período é cerca de 60 
minutos em primíparas e 30 em 
multíparas 
 
 
o DEQUITAÇÃO 
 
 Após nascimento do feto, útero expele placenta e as membranas 
 Ocorre entre 10 minutos a 1 hora após parto 
 Placenta desce pelo canal de parto e é expelida pela rima vulvar 
 Descimento ocorre por meio da redução do volume uterino depois da expulsão fetal, 
associada a contrações uterinas vigorosas e indolores 
 
 Deslocamento pode ser: 
 
- Central (Baudelocque-Schultze) → mais frequente, apresenta sangramento após 
dequitação com formação de hematoma retroplacentário e primeira face placentária 
visualizada na rima vulvar é a face lateral. 
 
- Marginal periférico (Baudelocque-Duncan) → menos comum, escoamento de sangue 
antes da total expulsão da placenta e primeira face visualizada é a materna 
 
 
 
DESCIDA CEFÁLICA 
FASE PÉLVICA FASE PERINEAL 
- Dilatação 
completa do colo 
uterino 
- Apresentação 
acima do plano 
+3 de Lee 
 
- Cabeça rodada 
e em plano inferior 
a 3+ de Lee 
VICTORIA CHAGAS 
❖ QUARTO PERÍODO DE GREENBERG 
 
 Inicia-se imediatamente após a dequitação → 1 a 2 horas pós-parto 
 Estabilização dos sinais vitais maternos e homeostasia uterina 
 Redução da perfusão uterina, causada pela angulação das artérias uterinas e ovarianas, 
com a redução do volume uterino 
 Oclusão dos vasos miometriais (miotamponamento) causada pela contração uterina 
 Forma trombos nos grandes vasos uteroplacentários (trombotamponamento) → defesa 
contra hemorragia 
 Indiferença miouterina: contração e relaxamento das fibras miometriais. Assim, pode 
haver enchimento e esvaziamento de sangue no interior do útero 
 
❖ INVOLUÇÃO 
 
 Retorno ao estado pré-gravídico (puerpério) 
 Inicia após a dequitação e é caracterizado por uma contração persistente que leva a 
involução uterina 
 
ESTÁTICA FETAL 
❖ ATITUDE 
 
 Relação das diversas partes fetais entre si 
 Depende da disposição dos membros e da coluna vertebral 
 Maioria das vezes → atitude fletida durante toda gestação e parto 
(aspecto oval com duas extremidades representadas pelos polos 
cefálico e pélvico) 
 Em situações anômalas → extensão da coluna com deflexão do polo 
cefálico (apresentação defletida 1º, 2º e 3º grau) 
 
❖ SITUAÇÃO 
 
 Relação entre maior eixo da cavidade uterina e maior eixo fetal 
 
o Longitudinal 
o Transversal 
o Oblíqua 
 
❖ APRESENTAÇÃO 
 
 Região fetal que ocupa a área do estreito superior e nela vai se insinuar 
 
o Cefálica 
o Pélvica 
o Córmica 
 
 Procidência ou prolapso → Quando parte fetal menor (ex.: 
membros) se antepõe à apresentação durante parto, 
ocupando a vagina. 
 
 Apresentação composta ou laterocidência → pequena parte 
fetal desce junto com polos fetais (ex.: mão na cabeça) 
atitude normal (fletida) 
VICTORIA CHAGAS 
 
A. Apresentação cefálica fletida 
B. Apresentação cefálica defletida de 1º grau 
C. Apresentação cefálica defletida de 2º grau 
D. Apresentação cefálica defletida de 3º grau 
E. Apresentação pélvica completa