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APOSTILA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (G

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F. Apresentação pélvica incompleta 
G. Apresentação córmica dorsoanterior 
H. Apresentação córmica dorsoposterior 
VICTORIA CHAGAS 
 Apresentação cefálica completa → Cabeça flexionada, 
com o mento no es terno (consegue palpar lâmbida) 
 
 Apresentação cefálica defletida → Pode ocorrer que a 
cabeça se apresente com afastamento do mento em 
relação ao esterno, de graus variados: 
o 1º grau: bregma 
o 2º grau: glabela (apresentação de fronte) 
o 3º grau: mento (apresentação de face) 
 
 Apresentação pélvica completa → coxas fletidas no 
abdome e pernas fletidas nas coxas. 
 
 Outras apresentações pélvicas 
o Modo de nádegas ou agripina: os membros inferiores 
apresentam.se estirados e rebatidos de encontro à 
parede ventral do feto. 
o Modo de joelhos e de pés: os joelhos e pés, por se tratarem de pequenas panes fetais, 
não são capazes de comprimir o colo uterino durante o trabalho de parto e, portanto, 
são considerados procidências ou procúbitos. 
 
❖ POSIÇÃO 
 
 Determinada pela relação do dorso (costas) do feto com lado do abdome materno 
 Pode ser direita ou esquerda (esquerda são mais frequentes – 2/3) 
 Finalidade de buscar melhor localização de ausculta cardíaca fetal 
 
❖ NOMENCLATURA DEFINIDORA DE APRESENTAÇÃO E POSIÇÃO 
 
❖ Primeira letra: ponto de referência da 
apresentação fetal 
O = Occípito 
B = Bregma 
N = Naso 
M = Mento 
S = Sacro 
A = Acrômio 
 
❖ Segunda letra: lado materno para o qual está 
localizado o ponto de referencia 
D = Direito 
E = Esquerdo 
 
❖ Terceira letra: variedade na posição, conforme o 
feto esteja voltado para o ponto de referência 
ósseo da bacia materna 
A = anterior – eminência ileopectínea 
T = Transversa – extremidade do diâmetro 
transverso 
P = Posterior ou púbis 
S = Sacro – materna 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
MECANISMO DE PARTO 
 
 Conjunto de movimentos ativos e passivos do feto 
durante a passagem pelo canal de parto 
 Acontecem simultaneamente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Bregma → fontanela anterior 
Lambda → fontanela posterior 
São as moleiras (ossificam depois) 
VICTORIA CHAGAS 
❖ INSINUAÇÃO 
 
 Passagem do maior diâmetro (diâmetro biparietal na apresentação cefálica e diâmetro 
bitrocantério na pélvica) da parte apresentada pelo estreito superior da bacia materna. 
 Quando está insinuada → significa que está na altura das espinhas isquiáticas (Lee = 0) 
 Em primigestas a insinuação se dá geralmente cerca de 15 dias antes do parto, já em 
multíparas pode ocorrer a qualquer momento. 
 
o FLEXÃO CEFÁLICA → resultante da pressão axial do feto (teoria de zweifel) 
- movimento complementar que possibilita a redução dos diâmetros na apresentação 
- A articulação da cabeça com a coluna vertebral representa uma alavanca com dois 
braços desiguais: occipício (braço menor) e fronte (braço maior). 
- A contração uterina, que é de cima para baixo, pressiona essa alavanca. Assim, há uma 
contrapressão, pela resistência do assoalho pélvico, e ocorre a flexão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
o ASSINCLITISMO 
- A articulação entre a cabeça e coluna vertebral do feto é móvel. Assim, o feto apresenta, 
além de movimentos de flexão anteroposterior, movimentos de flexão lateral 
- Assim, durante a insinuação, um dos ossos parietais atravessa o estreito superior antes do 
outro, aproximando a sutura sagital de um dos ossos do eixo anteroposterior da bacia 
materna (do púbis ou do sacro) 
 
▪ Posterior (obliquidade de Litzmann): sutura sagital se aproxima do púbis e o parietal 
posterior desce até ultrapassar o promontório materno. O parietal posterior passa antes. 
- Tipo mais comum de assinclitismo em primíparas. 
 
▪ Anterior (obliquidade de Neagele): sutura sagital se aproxima do sacro 
- Tipo mais comum em multíparas 
 
o SINCLITISMO → sutura sagital fica a mesma distância entre púbis e promontório 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
 
o CAVALGAMENTO DOS OSSOS → maciço frontal e occipital relocam por baixo dos 
parietais. É mais acentuada em cabeças com menor grau de ossificação e maior grau 
de deflexão. 
 
❖ DESCIDA (PROGRESSÃO) 
 
 Momento definido pela passagem do polo cefálico do estreito superior para o estreito 
inferior da pelve materna. 
 Na prática clínica, usa-se o esquema de De Lee, com os planos ditos em centímetros, a 
partir das espinhas isquiáticas: 
o Móvel: >3cm 
o Ajustada ou fixada: -3, -2 ou -1cm 
o Insinuada: 0cm 
o Fortemente insinuada: +1, +2 ou +3cm 
o Baixa: +4 ou +5cm (já aflorando na 
vulva) 
 
 Para que o feto possa passar pelo canal de 
parto (em forma de J) tem que fazer 
movimentos de flexão (anterosposterior e 
lateral) para reduzir os diâmetros; rotação e 
mecanismos de cavalgamento ósseo. 
 
 Contribui para descida: 
o Contração uterina 
o Contração dos músculos abdominais 
o Pressão do líquido amniótico 
o Extensão do ovoide fetal que fica 
cilíndrico 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ ROTAÇÃO INTERNA DA CABEÇA 
 
 Alinhar diâmetro anteroposterior do polo cefálico com maior diâmetro da bacia materna 
 A rotação coloca o polo cefálico sob o púbis, em um movimento de espira 
 Ao terminar a descida, a linha de orientação (sutura sagital) fica na mesma direção do 
maior diâmetro do estreito inferior (diâmetro anteroposterior) 
 Os diâmetros maiores variam dependendo do estreito da bacia em que está a cabeça: 
o Estreito superior: o maior diâmetro é o transverso 
o Estreito médio: diâmetro anteroposterior é maior ou eles têm mesma proporção 
o Estreito inferior: diâmetro anteroposterior 
 A rotação pode ser: 
o ANTERIOR (púbica): o ponto de referência fetal (lambda, no caso da cefálica) fica 
para frente, junto ao púbis (Geralmente é essa que ocorre) 
o POSTERIOR (sacra): ponto de referência junto ao sacro. 
 A rotação ocorre em graus: 
o 45º nas anteriores (occipitoesquerda anterior e direita anterior) 
o 90º nas transversas (occipitoesquerda transversa e direita transversa) 
o 135º nas posteriores (occipitoesquerda posterior e direita posterior 
 
 
 
 
 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ DESPRENDIMENTO CEFÁLICO 
 
 Saída do polo que se apresenta para fora do canal de parto 
 Rotação externa da cabeça, rotação interna e desprendimento das espáduas 
 Ocorre com descida final da cabeça fetal → suboccipício em contato com púbis materno. 
 É preciso ocorrer deflexão ou extensão da cabeça para sua exteriorização. 
 Dessa forma, o diâmetro suboccipitobregmático (9,5 cm) ocupa o diâmetro anteroposterior 
do estreito inferior e a fronte do feto rechaça o cóccix, aumentando esse diâmetro de 9 
para 11 cm, o que se denomina retropulsão coccígea. 
 O suboccipício (hipomódio) que se localiza 7 cm abaixo da lambda, se fixa ao púbis como 
ponto de apoio para o movimento de expulsão. 
 O bebe é impulsionado para baixo e para fora do canal de parto por duas forças contrárias 
(contração uterina e resistência perineal) 
 Quando vence essas forças, a cabeça entra em extensão, externalizando os diâmetros 
 Ocorre a exteriorização do bregma, da fronte, do nariz e do mento do feto, sucessivamente 
 
 
 Em casos de rotações posteriores em que occipício se alinha com sacro → desprendimento 
cefálico é lento, podendo precisar de auxílio como o fórcipe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VICTORIA CHAGAS 
❖ ROTAÇÃO EXTERNA 
 
 É o movimento de restituição 
 Leva o occipício a voltar-se para o lado materno que ocupava no interior do canal 
 Ao fim da rotação externa, a sutura sagital fica transversal a fenda da vulva. 
 Desprendimento das espáduas 
 
❖ DESPRENDIMENTO OVOIDE CÓRMICO 
 
 Exteriorização da cintura escapular e cintura pélvica. 
 Mecanismos associados → primeiro a escapular e depois a pélvica 
 Desprendimento da cintura escapular (ombros) → depois da rotação das espáduas, o 
ombro anterior fixa-se no púbis, e desprende-se por abaixamento.