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II Curso de ECG pela LiCardio

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do átrio direito e 
depois do átrio esquerdo). 
Morfologia: Arredondada ou apiculada, monofásica. 
Duração: Considera normal quando > 120ms. (2,5 quadradinhos) 
Amplitude: A máxima normal é de 0, 25mV, positiva. (2,5 quadradinhos) 
 
SEGMENTO PR 
É medido na linha isoelétrica do término da onda P até o início do complexo QRS. Sua duração depende da duração da 
onda P e da condução do estimulo através da área juncional AV. Faz parte do intervalo PR. 
 
INTERVALO PR (iPR) 
É medido do início da onda P até o início do complexo QRS. Significa o tempo de condução que foi levado do impulso do 
nó AV até os ventrículos. 
Duração: Variável de 120 a 200ms, havendo variação de acordo com a frequência cardíaca (FC) e a idade. 
 
COMPLEXO QRS 
Representa a despolarização ventricular. A primeira deflexão negativa é o Q e significa despolarização septal. A primeira 
deflexão positiva é o R e significa despolarização do ventrículo esquerdo. A secunda deflexão negativa é o S e 
significa despolarização da parede lateral alta. 
Morfologia: A rotação do coração sobre seus eixos ântero-posterior, transversal e longitudinal, modificando a 
orientação espacial dos vetores, altera a morfologia do complexo QRS em cada derivação. 
Duração: Independente da rotação, todas as derivações devem ser inferiores a 120ms. 
*Se passar de 120ms há um bloqueio de ramo = distúrbio da condução!!! 
Amplitude: Varia de 5-20mm no plano frontal e de 10-30mm nas derivações precordiais. 
Baixa amplitude: QRS < 5mm nas derivações periféricas ou se a maior deflexão no plano horizontal não ultrapassa 
8mm (enfisema, anasarca, pneumotórax, derrame pericárdico, obesidade) 
Onda “Q” normal: ≤ 25% do QRS e < 0,04 seg (Caso a letra se repita é colocado um ‘) 
 
PONTO J 
Ponto final do QRS que faz intersecção com segmento ST. Atentar para supra ou infra-desnivelamentos olhando para o 
nível do ponto J. Existem dois pontos após o ponto J, que são: Ponto X = 80ms após e ponto Y quando volta a linha de 
base. 
 
SEGMENTO ST 
Está entre o fim do QRS e início da onda T. Representa o período entre a despolarização e repolarização ventricular, 
normalmente isoelétrico, nivelado em relação a linha de base (linha que continua idealmente a curvatura do segmento 
PR precendente). 
 
ONDA T 
Representa a repolarização ventricular. Morfologia: Arredondada e 
assimétrica, caracterizada por um início mais lento e final mais rápido. 
Positiva na maioria das derivações, seguindo habitualmente a 
polaridade do QRS. 
Duração: Menor que o QRS. 
Amplitude: Quase sempre abaixo de 6mm. 
Onda T positiva apiculada: Isquemia subendocárdica 
Onda T negativa e apiculada: Isquemia subepicárdica 
 
ONDA U 
A onda T pode ser seguida por uma onda extra de pequena amplitude (onda U), que geralmente tem amplitude inferior a 
0,1mV e mesma polaridade da onda T anterior. Sua base eletrofisiológica é incerta. 
 
 
INTERVALO QT 
Se estende desde o início do complexo QRS até o final da onda T. Assim, inclui 
toda a ativação e recuperação ventricular e, em um sentido geral, corresponde 
à duração do potencial de ação ventricular. Duração: menor ou igual a 440. 
Existe uma fórmula para o QT corrigido (Fórmula de Bazett) – cálculo pelo app. 
QT é associado a uma síndrome do QT longo = morte súbita. Homem > 440ms 
e Mulher > 460ms. Ex Doença Qt longo tipo 8: Surdez congênita. 
Qual medicamento usar? Beta-bloqueador. 
INVERSÃO DOS CABOS 
DOS BRAÇOS!!!!!!!! 
D1 NEGATIVO 
AVR POSITIVO 
 
O CORRETO É SER: 
D1 POSITIVO 
AVR NEGATIVO 
 
INTERVALO PP 
É a frequência de despolarização atrial. Trata-se de um intervalo regular, ritmo sinusal, 
embora variações cíclicas possam ocorrer ainda dentro do padrão da normalidade, definindo 
o conceito de arritmia sinusal. 
 
INTERVALO RR 
Traduz a frequência de repolarização ventricular e costuma ser a ferramenta utilizada para 
cálculo da frequência cardíaca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1: Ritmo 
Regular 
Irregular 
 
2: Frequência 
Bradicardico (<50bpm) 
Eucardico (50-100bpm) 
Taquicárdico (<100bpm) 
 
3: Determinar o eixo elétrico 
Extremo (-90º a -180º) 
Desviado para esquerda (-90º a -30º) 
Normal (-30º a +90º) 
Desviado para direita (+90º a +180º) 
 
4: Onda P 
Positiva em D1, D2 e aVF? 
2,5 quadradinhos x 2,5 quadradinhos 
 
5: Intervalo PR 
Normal até 200ms. 
 
6: Complexo QRS 
Normal até 120ms. Está de acordo com o vetor de despolarização? 
 
7: Segmento ST 
Está nivelado com o iPR? Infra x Supradesnivelamento. 
 
8: Onda T 
Positiva ou negativa? Simétrica ou assimétrica? 
 
9: Intervalo QT 
Normal > 440ms. (Correção do QT) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BLOQUEIOS DE RAMO 
Tássia Faller Tetemann 
 
De acordo com a eletrofisiologia do coração, o estímulo normal nasce no nó sinusal (átrio direito), passa pelo nó 
atrioventricular, fascículo atrioventricular (Feixe de His) que se ramifica em ramos direito e esquerdo, e por fim, em 
ramos subendocárdicos (Fibras de Purkinje). Quando ocorrem esses bloqueios, não há passagem do impulso por um 
desses dois ramos caracterizando o Bloqueio de Ramo Direito (BRD) ou Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) e, por 
consequência, há um atraso da condução do impulso que irá refletir no QRS (alterações marcantes em V1 e V6 
explicadas mais à frente). 
 
Observe a figura 1 ao lado: Habitualmente, os dois ventrículos são 
despolarizados simultaneamente. No Bloqueio de Ramo, um ventrículo 
se despolariza um pouco depois do outro, fazendo com que os dois QRS 
se juntem. Assim, vemos no QRS duas ondas Rs, chamadas de R e R’. 
 
Então, como suspeitar de um Bloqueio de Ramo? 
• Alargamento do QRS (≥ 120 ms ou 0,12 s ou 3 quadradinhos) 
• Alteração na morfologia do QRS 
• Presença de R-R’ em algumas derivações 
 
Como citado acima, os bloqueios podem ocorrer nos dois ramos, caracterizando o 
BRD e o BRE. Vamos ver as principais características de cada um. 
 
 Lembrete! 
Derivações precordiais DIREITAS → V1 e V2 → Observadas em BRD 
Derivações precordiais ESQUERDAS → V5 e V6 → Observadas em BRE 
 
1) Bloqueio de Ramo Direito 
• QRS ≥ 0,12 s (critério obrigatório!!!); 
• QRS positivo em V1 (desvio do eixo para à frente); 
• Morfologia rSR’ em V1 com R’ espessado (parte final do QRS alagada); 
• Ondas S empastadas em D1, aVL, V5 e V6; 
• Eixo elétrico do QRS variável, tendendo para a direita no plano frontal; 
• Ondas qR em aVR com R empastada; 
• Onda T assimétrica em oposição ao retardo final de QRS (invertida). 
 
 Dicas: 
• QRS alargado → olhar para V1: se positivo sugere BRD → ativação retardada do VD, localizado anteriormente ao 
VE. 
• Observar a morfologia da onda S em V6 (empastada). 
 
O que pode causar BRD? 
• Idiopático; 
• Degenerativo: calcificação e fibrose do sistema de condução; 
• Chagas; 
• Valvopatia aórtica (principalmente após troca valvar); 
• Miocardiopatias; 
• Defeitos congênitos do septo interventricular; 
• Pós-operatório tardio de tetralogia de Fallot; 
• Complicação de IAM com supra de ST por lesão de DA proximal e extensa área isquêmica → pior prognóstico. 
 
Figura 1 
 
OBS.: Bloqueio de Ramo Direito Incompleto 
• QRS <120 ms; 
• rSR’ ou rsR’ em V1 com R’ espessado; 
• Ondas S pouco empastadas em D1, aVL, V5 e V6. 
 
2) Bloqueio de Ramo Esquerdo 
• QRS ≥ 0,12s (critério obrigatório!!!) 
• Ausência de “q” em D1, aVL, V5 e V6 (perda do primeiro vetor de despolarização septal; pode haver q discreto 
em aVL); 
• Ondas R alargadas e com entalhes e/ou empastamentos em D1, aVL, V5 e V6; 
• Onda “r” com crescimento lento de V1 a V3, podendo ocorrer QS; 
• Ondas S alargadas com espessamentos e/ou entalhes em V1 e V2; 
• Deflexão intrisecoide em V5 e V6 ≥ 0,05s (tempo de ativação ventricular lentificado); 
• Eixo elétrico do QRS entre – 30° e + 60°; 
• Depressão de ST e T assimétrica em relação ao retardo médio-terminal (onda T invertida). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Dicas: 
• QRS alargado → olhar V1: se negativo, pensar em BRE e checar outros critérios;

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