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II Curso de ECG pela LiCardio

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não há relação causal entre onda P/ QRS 
 
 
• A MORFOLOGIA DO QRS DEPENDE DE QUEM ASSUMIR A CONDUÇÃO. 
“Quando mais baixo você desce, menor a freqüência de disparo e maior o QRS (alargado)” 
 
 
OBSERVAÇÃO: Foco da ectopia (Onde se iniciou o batimento) 
QRS ALARGADO: ESCAPE VENTRICULAR (20 a 30bpm) 
QRS ESTREITO: 
ESCAPE JUNCIONAL ALTO – 40 a 60bpm. 
ESCAPE JUNCIONAL BAIXO - 30 a 40 bpm. 
ONDA P NEGATIVA – a porção que fez a sístole atrial foi no assoalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Taquiarritmias 
Mariana Serapião Rebelin 
 
► FC: taquicardia >100bpm 
 
► Território de origem: 
Supraventriculares 
Ventriculares 
 
► Forma de instalação: 
Paroxísticas (focos ectópicos, início súbito, término abrupto) 
Não-paroxísticas (início gradual). 
 
► Duração da arritmia: 
Sustentadas (>30seg ou há instabilidade hemodinâmica; necessidade de intervenção para término) 
Não-sustentada (arritmia autolimitada e de curta duração, <30seg, termina espontâneamente). 
*Instabilidade hemodinâmica = Hipotensão, alteração do sensório, dor precordial, dispneia intensa. 
 
► Duração do QRS: QRS largo (>120ms) ou QRS estreito (≤120ms). 
 
► Periodicidade: Intermitentes (aparecem e desaparecem espontaneamente) ou Permanente/Contínua. 
 
► Numero de batimentos envolvidos: 
• Extrassístoles: Batimento extra! Precocidade + Pausa pós-extrassistólica. Obs: Mais de 3x se forma uma 
taquicardia! Podem ser de origem atrial, juncional ou ventricular. 
• Batimentos de escape: TARDIO 
• Batimentos ectópicos: Aqueles que nasceram fora do NSA. Podem ser tardios (escape) ou precoce 
(extrassístole). 
• Pausas: é pausa um intervalo entre 2 batimentos maior que o intervalo do ritmo fundamental. A pausa pode 
terminar com um batimento sinusal, ectópico, juncional ou ventricular. 
 
 
 
Taquicardia QRS Estreito 
 
Arritmias supraventriculares são comuns, geralmente repetitivas, ocasionalmente persistentes e raramente 
ameaçadoras à vida. 
 Mecanismo: 
• Distúrbio do automatismo: Modificações que afetam a despolarização diastólica das células automáticas. 
•Distúrbio da condução (dromotropismo) onde há pré-
excitação ou bloqueios; 
• Atividade deflagrada (reexcitação pelo mesmo estimula 
numa única célula). 
• Reentrada (reexcitação pelo estímulo de várias células); 
 
Alterações na fibra cardíaca tornam o fenômeno de reexcitação 
suscetível a que um único impulso elétrico retorne e excite 
duas ou mais vezes a mesma região. Três condições são 
necessárias para o fenômeno da reentrada: 
1. Via anatômica propícia. (Alteração nos períodos 
refratários, sendo eles diferentes) 
2. Bloqueio unidirecional. (Não há propagação do 
estímulo); Extrassístole. 
3. Zona de condução lenta. (Velocidade de condução lenta 
e diferentes) 
 
 
Taquicardia Supraventricular por Reentrada Nodal (TRN) 
Mecanismo: reentrada nó átrio-ventricular 
FC 120 à 220 bpm 
Início e término súbitos 
Complexo QRS estreito 
RR regular 
Sem onda P aparente (AUSÊNCIA DE P OU P RETRÓGRADA) 
Pseudo S (D2, D3, aVF) e Pseudo R’ (V1) 
RP< PR 
 
 
Taquicardia Supraventricular por Reentrada em Via Acessória (TAVR) 
Mecanismo: reentrada por via acessória 
FC 150 à 250 bpm 
Complexo QRS estreito 
RR regular 
Onda P negativa em D2, D3, aVF 
Onda P negativa em D1 
P RETRÓGRADA 
RP<PR 
Dois tipos: 
Ortodrômica: A para V via nó, em seguida volta 
pela via acessória; TSV gera complexos estreitos. 
Antidrômica: A para V através da via acessória, 
em seguida volta pelo nó; TSV gera complexos 
largos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Flutter atrial 
SERRILHAD
O (ONDA F) 
FC = 300bpm 
 
 
 
 
 
TAQUICARDIA SINUSAL 
FC>100bpm 
Onda P + EM D1, D2, aVF 
Ritmo Regular – Ritmo SINUSAL 
 
 
 
 
 
 
TAQUICARDIA ATRIAL 
UNIFOCAL 
FC>100bpm 
Onda P – (ASSOALHO ATRIAL) 
Ondas P iguais 
 
 
 
 
 
 
TAQUICARDIA ATRIAL 
MULTIFOCAL 
FC>100bpm 
Onda P – (ASSOALHO ATRIAL) 
Ondas P diferentes 
Geralmente o ritmo é irregular! 
 
 
 
 
 
 
FIBRILAÇÃO ATRIAL 
Circuitos de micro-reentrada, 
próximo veias pulmonares (AE) 
Desorganização elétrica, com 
perda da contração atrial 
Não ocorre sístole atrial: Ausência 
de onda P 
Tremor na linha de base 
Ritmo cardíaco irregular 
Frequência cardíaca variável 
 
 
 
 
 
 
Taquicardia QRS Largo 
 
80% das taquicardias de QRS largo no laboratório de eletrofisiologia são TV. Essa proporção deve ser maior 
nas salas de emergência, pois a aberrância funcional tem tendência de se resolver em poucos minutos. 
 Mecanismo 
• Origem Ventricular 
• Aberrância pelo sistema His-Purkinje 
– Bloqueio de ramo pré-existente 
– Bloqueio de ramo funcional (fase 3) 
• Condução excêntrica por via acessória (Kent ou Mahaim) 
 
 História clínica 
•Taquicardia de QRS largo em indivíduos com I.Co., Chagas, Mioc. Dilatada, etc é TV até que se prove ao 
contrário 
•Mesmo indivíduos jovens sem cardiopatia estrutural podem ter TV 
•O uso de drogas antiarrítmicas pode prolongar a duração do QRS 
 
 Tolerância hemodinâmica 
Depende da frequência cardíaca, função do VE, duração da crise, uso de drogas, estado volêmico, etc 
É erro grave supor que uma taquicardia de QRS largo seja “TSV” pela tolerância hemodinâmica do paciente 
 
CRITÉRIOS MORFOLÓFICOS 
1. Dissociação AV 
2. Frequência ventricular 
3. Regularidade da taquicardia 
4. Largura do QRS 
5. Eixo do QRS 
6. Ausência de complexos RS nas derivações precordiais 
7. RS > 0,10 seg 
8. Morfologia em V1, V6 
9. Concordância precordial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÍNDROMES ISQUÊMICAS 
Mariana Serapião Rebelin 
 
,REVISANDO A ANATOMIA CORONÁRIANA: As coronárias emergem dos seios de valsalva, que localizam-se na aorta 
(parte ascendente do tronco da a. aorta). Existem 3 arredondamentos demarcados pelos 3 folhetos coronarianos 
(Folheto Coronariano Esquerdo, Folheto Coronariano Direito e Folheto Não-coronariano) e 3 seios de valsalva (seriam os 
compartimentos/protuberância/arredondado, nomeados: Seio Coronariano Esquerdo, Seio Coronariano Direito e Seio 
Não-coronariano). 
As artérias principais são: 
•A. Coronariana Direta (emerge do Seio Coronariano Direito), se divide 
em: A. Descendente Posterior e Ramo Marginal. 
•A. Coronariana Esquerda (emerge do Seio Coronariano Esquerdo), se 
divide em: A. Descendente Anterior e A. Circunflexa. 
Artérias ditas dominantes: 
•65% ACD é a dominante (ocorre quando a A. Descendente Posterior 
cruza o cruz cordis). 
•ACE quando a A. Circunflexa cruza o cruz cordis é a dominante. 
•Pode ocorrer uma co-dominancia ou dominância balanceada. 
Irrigação: 
•A. Descendente Posterior: Irriga o ventrículo direito e a parede inferior. 
•A. Descendente Anterior: irriga a parede anterior. 
•A. Circunflexa: irriga a parede lateral. 
 
DERIVAÇÕES E AS PAREDES: QUANDO FOR ANALISAR IAM LEMBRAR SEMPRE DE OLHAR DERIVAÇÕES CONTÍGUAS E 
CORRELACIONAR COM A PAREDE E A CORONÁRIA QUE A IRRIGA! 
 
D2, D3, aVF: Parede Inferior – Descendente Posterior – Coronária Direita 
V1, V2, V3, V4: Parede Anterior – Descendente Anterior – Coronária Esquerda 
V5, V6, D1 e aVL: Parede Lateral – Circunflexa – Coronária 
 
 
FISIOLOGIA ISQUÊMICA: 
- VOLUME MÁXIMO DE OXIGÊNIO (VO2 MAX): é a capacidade máxima do corpo de um indivíduo de transportar e 
metabolizar oxigênio durante um exercício físico. Ou seja, é o consumo do miocárdio de O2; Esse consumo sofre 
variações de acordo com diferentes situações que o nosso corpo está passando. Ex: Quando nós praticamos exercício 
precisamos de mais circulação sanguínea (maior perfusão), maior VO2. Logo, o coração precisa aumentar sua função de 
bomba. 
 
- DEMANDA DE OXIGÊNIO (DO2): é a oferta de sangue. Quando temos um paciente com uma oclusão de coronária 
ocorre alteração no VO2 E DO2, pois a oferta é MENOR 
que o consumo. Logo, quando o paciente está em 
repouso, ocorre uma correta perfusão coronária. 
Entretanto,

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