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Resenha crítica de ergonomia

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO
Resenha 
Tábatha de Souza Vasconcelos
Trabalho da disciplina de Ergonomia
 
 Tutor: Prof. Fernando Medina
Pato Branco
2020
ADMINISTRANDO A SI MESMO: CONQUISTANDO A DISTRAÇÃO DIGITAL
Referência: ROSEN Larry, SAMUEL, Alexandra. Administrando a si mesmo: Conquistando distração digital, Harvard Business School, Junho de 2015.
Larry Rosen e Alexandra Samuel, psicólogo e tecnóloga respectivamente, são especialistas no gerenciamento de sobrecargas digitais. No estudo apresentado pelos dois na Harvard business school, os especialistas abordam e ressaltam preocupação com as ferramentas digitais disponíveis e a forma como as mesmas vem sendo utilizadas.
Redes sociais, e-mails, laptops, tablets, smartfones se tornaram itens indispensáveis para a população mundial, seja por conta do trabalho ou do lazer. Contudo, os especialistas alertam que alguns problemas podem ser desenvolvidos por conta do excesso dessas distrações proporcionadas por recursos tecnológicos.
De início os autores expõem o quanto de tempo é desperdiçado com conteúdos relevantes, que nos mantém ocupados e não nos agregam valor pessoal ou profissional. Além disso, com a constante preocupação de se manter atualizado por esses recursos, um mecanismo de alerta tem sido desenvolvido, o que tem colaborado para um deficit de concentração em usuários. 
Pesquisas foram realizadas por Larry Rosen e outros psicólogos e expostas nos últimos anos buscando entender a relação dos seres humanos com a tecnologia. Quatro gerações foram analisadas: a geração baby boomers e geração X – composta por pessoas que nasceram e viveram a maior parte de suas vidas sem internet; a geração Net – também conhecida como geração Y, constituída por pessoas que tiveram contato com a internet na fase da adolescência; e a geração I – constituída por aqueles que nasceram em um contexto digital.
A pesquisa consistiu em questionar a essas quatro gerações sobre 66 pares de atividades e se essas podiam e/ou eram realizadas concomitantemente por eles.A geração que realizava 87% das atividades concomitantemente foi a geração “I”.Ressalta-se que algumas dessas atividades demandavam maior nível de atenção e ainda assim eram executadas em conjunto com outras atividades.
Em outro estudo, Nancy Cheever, colaboradora de Larry, colocou em uma sala de conferência 163 estudantes e solicitou que os mesmos permanecessem sentados no local, sem interagir, utilizar celulares ou realizar qualquer outra atividade, permanecendo em silêncio durante o período de uma hora. Após a análise, Nancy percebeu que os usuários considerados moderados quanto ao uso dos recursos tecnológicos vivenciaram sinais de ansiedade, enquanto os usuários considerados assíduos sentiram sua ansiedade aumentar. Apesar de recorrermos à tecnologia como forma de alívio para a tensão e a ansiedade, o excesso de tecnologia tem contribuído para a exacerbação desses quadros.
Com problemas de estresses, ansiedade e falta de concentração sendo desenvolvidos por conta do excesso de distrações digitais, Larry recomenda algumas estratégias para o uso consciente e a prevenção desses danos.Para Larry, se desfazer da crença de que é necessário se manter atualizado e se distanciar da tecnologia é indispensável para que a concentração possa ser recuperada e também preservada.
 A psicóloga recomenda que sejam utilizados alguns princípios comportamentais para desligar-se dos aparelhos digitais. Dentre eles, a psicóloga recomenda fazer uma pausa nas atividades para acessar os conteúdos digitais a cada uma hora e meia visto que os cérebros trabalham em ciclos de descanso de atividade por 90 minutos e também acessar todas as redes eletrônicas e em seguida desligar os aparelhos antes de iniciar a atividade a ser realizada. Outras sugestões foram iniciar novas atividades como medicação, exercícios físicos e manter os aparelhos eletrônicos longe do local de dormir já que a Fundação Nacional do Sono (NSF) e a Mayo Clinic concluíram que o uso de aparelhos que emitem uma luz azul de LED é prejudicial ao sono. 
O texto apresentado é de linguagem clara, objetiva e de fácil compreensão. Além do mais, aborda um tema relevante e de grande impacto na atualidade. Em meio a gerações que foram educadas em um mundo acelerado, multiplexando as tarefas, em uma busca constante por atualizações, aceitação e likes, faz-se necessário que pesquisas e conteúdos desenvolvidos por especialistas abordando temas como este sejam realizados e compartilhados como forma de alerta. Dessa maneira, é possível que os usuários das tecnologias desenvolvam um autopoliciamento e passem a limitar as informações recebidas, respondendo e dando ênfase a conteúdos que realmente são significantes, agregam valor e não acarretem danos mentais e/ou sociais.