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O Ato Conjugal - Tim e Beverly Lahye (1)

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recentemente, que esse estímulo faz 
com que as paredes da vagina fiquem cobertas de gotículas 
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. à. 
desse líquido, como se fossem gotas de vapor condensado em 
vidro gelado, e que possuem uma aplicação prática para o 
momento da penetração do pênis, durante o ato sexual. O 
marido poderá tocar de leve o interior da vagina e retirar um 
pouco desse líquido, ou se preferir poderá utilizar um lubrifi-
cante artificial como a vaselina, que é encontrada em qual-
quer farmácia. Basta aplicar uma pequena quantidade dela à 
ponta do pênis ou no exterior da vagina, pois o interior é 
naturalmente lubrificado. 
Vulva — é o exterior da vagina e compõe-se de vários 
órgãos, incluindo os chamados "grandes lábios". Esses lá-
bios são formados do mesmo tipo de tecido epitelial grosso da 
bolsa escrotal dos homens. Durante o estímulo sexual, eles 
entumescem ou engrossam. Quando se abrem, revelam os 
"pequenos lábios", que são delicadas membranas que se 
encontram bem na parte anterior da área da vulva. Os lábios 
interiores são formados de um tecido semelhante ao da glande 
do pênis. 
Hímen — esta designação deriva do nome de um deus 
mitológico, o deus do casamento. Trata-se de uma membrana 
situada na entrada da vagina, que pode ser relativamente 
dura. Em alguns casos, ela é inexistente desde o nascimento, o 
que não é necessariamente indicação da perda da virgindade. 
O diâmetro do hímen em uma mulher virgem é de aproxi-
madamente 2,5 cm, mas para que o intercurso sexual seja 
confortável precisa ser de pelo menos 4 cm. Cinqüenta por 
cento das noivas confessam ter sentido um pouco de dor na 
primeira relação sexual; 20% não tiveram dor alguma, e 30% 
relataram terem sentido muita dor. 
Toda jovem deve ser examinada por um médico antes de 
casar-se; se ele achar que é conveniente, e com o consenti-
mento dela, o hímen pode ser rompido para evitar uma 
demora desnecessária nas relações após o casamento. Se a 
jovem fizer sérias objeções a esta medida, o exame pode ser 
marcado para depois do casamento. Se ela preferir que o 
hímen seja rompido pelo marido, é importante que se aplique 
uma pomada lubrificante tanto no pênis como na parte 
externa da vagina. Depois, qualquer que seja a posição esco-
lhida por eles para a realização do ato — de preferência uma 
em que o pênis seja dirigido para baixo, em direção à parte 
posterior da abertura da vagina — deve ser ela quem exerça a 
pressão a fim de poder controlar a penetração à sua vontade. 
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Poderá haver várias tentativas antes que consigam penetrar o 
hímen; se ela não conseguir após algumas tentativas, não deve 
insistir, pois a área ficará dolorida, e a jovem não apreciaria 
aqueles momentos com seu marido. Em vez de fazê-lo, o casal 
deve acariciar-se mutuamente nos órgãos genitais até que 
ambos se satisfaçam. 
EVITANDO A DOR 
Depois de colocar bastante vaselina nos dedos, tendo antes 
o cuidado de cortar e lixar bem as unhas, o marido pode 
dilatar a abertura. Ele introduzirá um dedo na vagina e depois 
o outro. Fazendo uma pressão firme para baixo, em direção 
ao ânus, até que ela sinta dor, e os dois dedos possam ser 
completamente introduzidos. Se este processo for muito dolo-
roso, será melhor esperar até o dia seguinte para fazer nova 
tentativa, lubrificando bem o pênis para a penetração. A 
maior parte da dor decorre da penetração imediata, que não 
dá aos músculos da vagina tempo suficiente para se relaxa-
rem. O noivo muito impaciente pode infligir muita dor à 
noiva, por causa do hímen. Embora isso não cause danos 
físicos duradouros, pode deixar marcas psicológicas, se a 
jovem associar a penetração do pênis com a dor. Nesse caso, o 
medo inibirá o fluxo natural dos líquidos umedecedores da 
área vaginal, o que redundará em intensificação da dor na 
realização do ato, o que é indesejável para ambos. 
Quando o hímen é distendido ou rompido, pode haver 
um pequeno sangramento, mas não mais que o equivalente a 
uma ou duas colheres de chá. Mesmo que o sangramento 
persista, ou havendo um sangramento mais abundante, a 
jovem não precisa preocupar-se, mas deve fazer pressão com 
os dedos sobre o local, com uma mecha de algodão. Não há 
sangramento que não seja detido por esse método. A mecha 
pode ser mantida no lugar por doze horas e depois retirada 
com cuidado, umedecendo com água, para evitar que recome-
ce. No dia seguinte, o casal pode manter relações. Se começar 
a perder sangue de novo, deve repetir o processo. 
Uretra — é o conduto através do qual a urina é expelida 
da bexiga. A abertura externa da uretra fica situada cerca de 
3,5 centímetros acima da vagina, e se acha bem separada dela. 
Lembra uma pequena bolinha com um corte vertical. 
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No interior do corpo, a uretra localiza-se logo abaixo do 
osso púbis, e pode tornar-se dolorida nos primeiros dias do 
casamento. Isso pode ser evitado pela boa lubrificaçâo do 
pênis e da vagina. Quando a uretra é afetada, causa o que é 
comumente conhecido como "cistite da recém-casada", ou 
"cistite da lua-de-mel", que se caracteriza por dolorimento na 
região da bexiga, sangue na urina e queimação à passagem 
da urina — esses são sintomas de que houve proliferação de 
bactérias pela afecção da bexiga. Essa condição pode agravar-
se, e resultar numa infecção séria, chamada cistite. Mas com 
medicação adequada e ingestão abundante de líquidos, pode 
ser tratada e a dor diminuirá. É importante que os casais, a 
despeito de experiência sexuais anteriores, tenham sempre à 
mão uma boa pomada lubrificante, tal como a vaselina, para 
evitar o dolorimento causado pela irritação local. Isso é muito 
importante durante as primeiras semanas do casamento. 
Clitóris — deriva do vocábulo latino clitoris, que significa 
"algo encerrado em outro". Constitui a parte de maior 
sensibilidade do organismo feminino. Por isso tem sido cha-
mado de "gatilho do desejo feminino". Trata-se de uma haste 
de cerca de 3,5 centímetros de comprimento, e é encoberto 
pela parte superior dos grandes lábios. Situa-se cerca de 5 
centímetros acima da abertura externa da vagina. Sua ponta é 
um corpúsculo redondo mais ou menos do tamanho de uma 
ervilha e é chamada "glande", que deriva de um termo latino 
que significa "bolota". 
Até onde se sabe atualmente, a única função do clitóris é o 
estímulo sexual. Basta o estímulo do clitóris para produzir 
orgasmo em quase todas as mulheres. Quando massageado, 
ele pode aumentar de tamanho, mas se isso não acontecer, não 
é preciso alarme. Num estudo feito em centenas de mulheres 
que foram capazes de atingir o orgasmo, mais da metade delas 
não experimentou o intumescimento do clitóris, e em outras, 
ele mal foi perceptível, mesmo ao toque, já que o aumento se 
dá no diâmetro e não no comprimento. O tamanho do clitóris 
e esse aumento de volume não têm nenhuma influência sobre 
a satisfação ou capacidade sexual da mulher. Para que a 
esposa atinja o orgasmo, o clitóris precisa ser estimulado, 
direta ou indiretamente. 
Pequenos lábios — são duas dobras paralelas de tecido 
liso, macio e sem pêlos, ligados à parte superior da vulva, que 
encobre o clitóris, terminando imediatamente abaixo da en-
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trada da vagina. Ao estimulo sexual, esses lábios se avolumam 
até atingir duas ou três vezes suas dimensões normais. Por 
vezes, a leve manipulação desses lábios pequenos pode causar 
mais prazer que a do clitóris. Portanto, nem sempre o 
estímulo direto do clitóris é necessário para a intensificação 
das sensações sexuais. 
A esposa precisará dizer ao marido, com ternura, verbal-
mente ou com sinais, que tipo de estímulo nessa área lhe dá 
maior prazer, durante o contato inicial ou no ato propria-
mente dito, para que possa atingir o orgasmo. 
Grandes lábios — são maiores que os pequenos, sendo 
externamente paralelos a eles, embora não tão sensíveis 
quanto os primeiros. 
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