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O Ato Conjugal - Tim e Beverly Lahye (1)

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preferência várias horas antes. Se for bem ajustado, nenhum 
dos dois o sentirá. 
Ele atua como uma barreira ou uma espécie de desviador, 
impedindo que os espermatozóides penetrem no útero. Para 
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ser eficaz, deve ser recoberto com uma camada de pomada 
espermaticida, na face voltada para o canal cervical. Se o casal 
deseja utilizar uma lubrificação artificial durante o ato, 
adquira um produto gelatinoso; se não precisar disso, então 
utilize um creme contraceptivo. O preparado espermaticida é 
colocado no diafragma para matar os espermatozóides, ao 
entrarem em contato com ele. Se a mulher não encontrar 
falhas no diafragma, pode usá-lo por muitos anos. 
Trata-se de um método amplamente usado e comprovado, 
que proporciona a muitas mulheres a segurança de uma 
barreira física, além do espermaticida. 
5. Pomada vaginal. Essa pomada, contendo substância 
espermaticida, tem sido utilizada há mais de trinta anos. O 
índice de falhas é de setenta e cinco casos em mil. 
As substâncias espermaticidas usadas sozinhas no controle 
da concepção contêm produtos químicos que, quando deposi-
tados na vagina, matam os espermatozóides sem prejudicar os 
delicados tecidos da mucosa vaginal. Esses produtos acham-se 
à venda sob três formas: espuma, creme e uma geléia sintética 
— e são colocadas no local com um fino aplicador de plástico, 
que automaticamente já mede a quantidade certa. São tão 
eficazes, que basta apenas uma aplicação antes da relação 
sexual, e a mulher não precisa tomar ducha depois de usá-la. 
Aliás, ela deve esperar passar seis horas para lavar-se. Esta 
espuma é bem mais eficaz que a tabela, ejaculação por fora, 
supositórios e duchas. Para muitas mulheres, este método é 
seguro, eficaz e garantido. 
6. Tabela. O mais antigo e, atualmente, o menos eficaz 
método anticoncepcional é o de tabela. O índice de engravida-
mento é de cento e quarenta em mil. Em nossa palestra sobre 
planejamento familiar, sempre dizemos, em tom de piada, que 
"aqueles que utilizam a tabela são os chamados pais". Mas 
isso resulta na maravilhosa bênção dos filhos. Cremos que esse 
método falha tanto, porque os casais não conseguem exercer a 
força de vontade que ele requer. 
O método de controle da concepção por tabela consiste em 
evitar o ato sexual durante os dias que se seguem à ovulação. 
É uma tentativa de evitar a gravidez não permitindo a entrada 
do espermatozoide na mulher senão depois que o óvulo 
maduro já foi expulso do organismo. Não se usa nenhum 
produto químico neste período. 
A ovulação pode ser constatada de duas maneiras. A 
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primeira e pela observação da temperatura. A mulher tira sua 
própria temperatura, diariamente, antes de levantar-se. Uma 
ligeira queda seguida de uma acentuada elevação, geralmente 
indica que a ovulação pode ter ocorrido durante a queda de 
temperatura. Esse processo pode ser observado atentamente 
durante vários meses, pois, após alguns meses de observação, 
é possível fazer-se uma previsão bastante acurada da época 
em que se dará a ovulação. 
A segunda maneira de se predizer a ocasião da ovulação 
consiste em fazer um registro mensal do ciclo menstrual da 
mulher, pelo menos durante oito meses, ou então, melhor 
ainda, durante um ano. Isto significa que ela deve manter um 
registro de seu período menstrual num calendário — daí o 
nome de "técnica do calendário". Com estes dados aplica-se 
uma fórmula para descobrir quais são os dias em que a 
ovulação provavelmente ocorrerá. 
Na maioria dos casos, ela ocorre cerca de duas semanas 
antes do início do período menstrual. A mulher que tem um 
ciclo regular de vinte e oito dias terá sua ovulação, provavel-
mente, no décimo quarto. Fazendo uma concessão de três dias 
antes e três depois da ovulação, para incluir-se o período em 
que tanto o óvulo como o espermatozóide ainda estão vivos, o 
período fértil iria do décimo primeiro ao décimo oitavo dias. 
Depois do décimo oitavo, o óvulo não estaria mais ali para ser 
fecundado, e assim não ocorreria a gravidez. Os dias que 
antecedem ao décimo primeiro também podem ser considera-
dos seguros, mas esse período é mais incerto devido ao tempo 
que o espermatozóide pode permanecer vivo no interior da 
mulher. 
Obtida a informação acerca do ciclo menstrual, subtrai-se 
dezoito do ciclo mais curto e onze do total de dias do ciclo 
mais longo. Os dias situados no meio são considerados dias 
férteis. 
A força de vontade necessária à abstinência do ato nesses 
dias é o menor problema que este método apresenta. O mais 
difícil, realmente, é saber com certeza quando esta abstinên-
cia deve ser feita. Infelizmente, isso não pode ser determinado 
com exatidão para cada mulher, pois o ciclo menstrual muitas 
vezes é irregular, e nunca é tão garantido, como pode parecer 
visto no calendário. Se o período menstrual de uma mulher é 
irregular os dias férteis e não férteis também variarão. Além 
disso, enfermidades, um choque emocional ou quaisquer 
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outras modificações físicas ou emocionais podem perturbar o 
ciclo menstrual, e anular os cálculos feitos com relação ao 
período da ovulação. 
Uma sugestão concisa e prática sobre a forma mais eficaz 
de utilizar-se a tabela, sem ter que recorrer ao suplício do 
autocontrole, e que pode ser considerado um meio bastante 
seguro, é deixar de usar o preservativo apenas uma semana 
antes do período menstrual, durante o período, e cerca de 
cinco dias depois dele. Nos outros dias, use-o fielmente. 
7. Coito interrompido. Entre os métodos mais conhecidos 
de evitar-se a gravidez, a abstinência e o coito interrompido 
são dois dos menos recomendáveis. Sabemos que a abstinên-
cia sexual não é uma prática muito correta, pois lemos em 1 
Coríntios 7.3 o seguinte: "O marido conceda à esposa o que lhe 
é devido, e também, semelhantemente, a esposa ao seu mari-
do." Nesta passagem (versos 3 a 5), marido e mulher recebem 
o mandamento de fazerem aquilo que satisfaça ao cônjuge. O 
apóstolo não apresenta nenhuma outra alternativa de caráter 
permanente. 
Outro método usado com freqüência, mas que não é bom, 
é o "coito interrompido", ou ejaculação por fora. Geralmente, 
esta prática é considerada errada, pois impõe grandes restri-
ções a ambos os cônjuges, exatamente no momento em que 
devem sentir-se mais livres no ato de amor. Além disso, é falho 
porque deixa de levar em conta o fato de que, geralmente, já 
há alguns espermatozóides nos líquidos lubrificantes secreta-
dos pelo pênis durante o excitamento sexual, antes da ejacula-
ção. E basta apenas um deles para que ocorra a fecundação do 
óvulo, e esse espermatozóide pode bem já estar indo ao 
encontro dele, quando se estiver fazendo a ejaculação exter-
namente. Outra razão por que não consideramos este método 
aconselhável, é que torna-se quase impossível para a esposa 
atingir o orgasmo regularmente desta forma. A maioria dos 
conselheiros matrimoniais não o recomenda. 
MÉTODOS IRREVERSÍVEIS 
Um dos métodos irreversíveis mais populares é a ligação 
das trompas. Trata-se de uma operação cirúrgica realizada 
por um médico, com o objetivo de evitar que a mulher 
engravide. Consiste em seccionar-se as duas trompas que 
transportam o óvulo do ovário para o útero, atando-se depois 
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as duas pontas cortadas. Como o óvulo fica impedido de 
alcançar o útero, o espermatozóide não pode unir-se a ele, e, 
portanto, não existe a possibilidade de a mulher engravidar-se. 
Atualmente, muitas dessas cirurgias estão sendo realiza-
das num período de vinte e quatro horas após o parto. 
Durante a gravidez, o útero aumenta muito de volume, e, 
portanto, no primeiro dia após o parto, as trompas encon-
tram-se bem elevadas, mais próximas da superfície abdomi-
nal, o que facilita o trabalho do cirurgião. A ligação das 
trompas feita logo depois de um parto é relativamente fácil 
para a paciente, e