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O Ato Conjugal - Tim e Beverly Lahye (1)

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da família. Portanto, sua 
estrutura psíquica é orientada neste sentido, de forma que 
muito de sua imagem própria provém do fato de obter 
sucesso em seus empreendimentos na área do trabalho. É por 
essa razão que bem cedo na vida do homem os objetivos e 
sonhos assumem uma forma profissional. Se perguntarmos a 
qualquer garoto o que deseja ser quando crescer, ele respon-
derá prontamente: bombeiro, policial, médico, jogador de 
futebol ou piloto de avião. Embora ele possa vir a mudar de 
objetivos várias vezes, à medida que for crescendo, isso 
realmente indica sua inclinação profissional. Mas se pergun-
tarmos a uma menina o que deseja ser ao crescer, a resposta 
mais comum é: mãe ou dona de casa. Na idade adulta e 
mesmo depois de fazer cursos profissionalizantes completos, 
muitas mulheres ainda colocam "dona-de-casa" como seu 
principal objetivo de vida. 
Quando estive em Jackson, Mississipi, dando um curso de 
estudos do Family Life, fui entrevistado por uma jovem 
repórter. Não foi preciso muito tempo para que eu percebesse 
sua irritação e humilhação por ter sido designada para 
entrevistar um pastor evangélico. A maioria dos jornais 
atribui a repórteres novatos as matérias em conexão com 
religião, e esse era o caso dela. Obviamente, ela teria preferido 
entrevistar uma pessoa mais importante. Mas eu aceitei o 
desafio, e decidi romper aquele seu verniz profissional, fazen-
do-lhe as perguntas que dirijo a centenas de pessoas em 
minhas viagens pelo país. Informou-me que estava-se gra-
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duando em jornalismo pela universidade, e achava-se decidida 
a ser a "melhor repórter do estado". Vim a saber, durante a 
conversa, que devido a um amor infeliz na idade de vinte e 
dois anos, ela "detestava" os homens. Quando, afinal, tornou-
se um pouco mais accessível, indaguei: "Estou realizando 
uma pesquisa informal. Você permitiria que eu lhe fizesse 
uma pergunta de ordem pessoal?" 
Toda mulher curiosa responde afirmativamente a uma 
indagação deste tipo. Então perguntei: "O que você mais 
deseja na vida?" 
Ela pensou um pouco e replicou: "Um lar e uma família." 
Meio de brincadeira, indaguei: "E um marido?" 
Ruborizou-se ligeiramente e respondeu: "Bem, creio que 
sim." 
Até eu fiquei um pouco surpreso ao encontrar uma mulher 
cuja aparência exterior a identificava com a filosofia do 
movimento de emancipação feminina, confessando aberta-
mente possuir o desejo natural do coração de toda mulher — 
ser dona-de-casa. 
Essa tendência intuitiva é, em nossa opinião, o impulso 
básico da mulher. Ela nunca deveria envergonhar-se deste 
fenômeno físico; Deus a criou deste modo. As mulheres mais 
frustradas do mundo são aquelas que abafam esta tendência 
ou a substituem por outra de menor prioridade. Se nossa 
suposição é verdadeira, e cremos que seja, então o ponto que a 
mulher alcança como esposa é muito importante para ela. 
O leitor pode estar indagando: "Que tem isso a ver com o 
ato amoroso?" Muita coisa. Uma esposa é mais que mãe ou 
dona-de-casa. Ela também é a parceira sexual do marido. 
Como o homem, se não obtiver sucesso no leito, ela fracassa 
em outras áreas, por duas razões: primeiro, poucos homens 
aceitam um fracasso sexual sem reagirem carnalmente, fica-
rem irritados e insultarem a esposa; segundo, quando o 
marido não aprecia a união com ela, ele o demonstra clara-
mente. A mulher obtém grande parte de sua auto-estima do 
marido. Aliás, ainda não encontramos uma só mulher com 
boa imagem própria, que não apreciasse a si mesma como 
esposa. Essa, em nossa opinião, é uma das razões por que as 
mulheres divorciadas fazem casamentos desvantajosos, quan-
do se casam pela segunda vez — foram depreciadas pelo 
marido e assim prejudicam seu senso de auto-aceitação, que é 
vital para qualquer pessoa. 
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Uma senhora veio procurar-me aflita, para saber minha 
opinião sobre quem estava com a razão, ela ou o marido. 
"Creio que, para um casal cristão, o sexo é desnecessário; mas 
meu marido não concorda." As mulheres sexualmente bem 
ajustadas e todos os homens tomariam o lado do marido, mas, 
segundo nossas pesquisas, as mulheres sexualmente frustra-
das concordariam com ela. Essa mulher afirmou dogmatica-
mente: "Posso passar o resto de minha vida sem o sexo." Não 
admira que ela seja uma das mulheres casadas mais carentes 
de auto-estima com quem já conversamos. Quando lhe apre-
sentamos o desafio de que nunca poderia aceitar a si mesma 
como mulher a menos que o marido a aceitasse como esposa, 
voltou para seu leito nupcial com nova motivação. Depois de 
algum tempo, e com a ajuda de Deus, essa nova atitude 
transformou tanto o relacionamento deles, como a personali-
dade dela. Hoje, essa senhora é uma mulher amadurecida, 
com uma imagem própria razoavelmente boa. 
2. Assegura-lhe do amor do marido. O único ponto em 
que todos os psicólogos concordam entre si é que todas as 
pessoas possuem a necessidade básica de serem amadas. Em 
geral, isso se aplica mais às mulheres do que aos homens. Elas 
possuem uma imensa capacidade para o amor, tanto no dar 
como no receber. Poderíamos apresentar centenas de exem-
plos de amor materno, de esposa, de irmã, etc, mas o leitor, 
sem dúvida alguma, deve estar familiarizado com essas coisas. 
Contudo, alguns ainda desconhecem os cinco tipos de amor de 
que precisa uma mulher. 
A. Amor-companheirismo. Poucas mulheres apreciam a 
solidão por um longo período de tempo. Já notou como são 
poucos os casos de heremitas ou reclusos do sexo feminino? 
Encontram-se algumas exceções entre as mais idosas, natural-
mente, quando essas se tornam esclerosadas, ou já perderam 
todos os entes queridos. Mas a mulher contempla o casamento 
como um companheirismo perpétuo, o que explica por que 
ocorrem tantos problemas, quando o homem tem um emprego 
que o obriga a passar muitas horas longe de casa. Na maioria 
dos casos, ele não compreende esta necessidade que a esposa 
tem da companhia dele. Quando o homem está constante-
mente cercado de pessoas, geralmente fica ansioso para 
afastar-se um pouco, e ficar a sós. Quando chega em casa, é 
possível que encontre a esposa desejosa de suas atenções e 
companhia. 
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Se os homens entendessem esta necessidade de suas 
esposas, passariam menos tempo diante do televisor, quando 
estão em casa, e aprenderiam a apreciar um pouco mais a 
presença da esposa. Ê verdade também que.algumas mulheres 
bem que poderiam atrair um pouco mais a companhia do 
marido se conversassem sobre coisas que interessam aos 
homens, ao invés de falarem sempre de trivialidades. Não é 
bom a esposa dirigir sempre a conversação para aquilo que 
interessa somente a ela, quando o marido chega em casa. 
Seria melhor se ela o recebesse com um assunto que lhe fosse 
mais interessante e lhe transmitisse uma impressão de boa 
acolhida e de amor. Isso implicaria em deixar que ele falasse 
do que lhe vai no pensamento, e em demonstrar interesse 
pelas suas atividades. Essa atitude é também uma oportuni-
dade de a mulher soerguê-lo com comentários agradáveis. 
Os cônjuges que foram bons amigos antes do casamento, 
raramente têm problemas depois, mas se deixarem de cultivar 
esse relacionamento, acabarão por perdê-lo. Meu filho escre-
veu uma carta à sua mãe, nove meses depois que se casara, e 
nela disse o seguinte: "Kathy é a minha melhor amiga." 
Naturalmente, ele não percebeu isso, mas estava declarando 
possuir esse amor de companheiro para com sua esposa. 
Muitas vezes é difícil para uma jovem dar o amor físico a 
um homem que não retribui essa sede de companheirismo que 
ela possui. É sempre mais fácil dar amor a alguém, quando o 
objeto desse amor parece apreciá-lo e necessitar dele. Uma 
boa esposa deve saber que seu marido precisa de sua compa-
nhia, tanto quanto ela da dele, não importa que ele seja ou 
não uma pessoa muito ocupada e bem sucedida na vida. Na 
verdade,