3 3 - Epistaxe
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Mikaelle Teixeira Mendes \u2013 Med 33 
Epistaxe 
problema 3
Anatomia Nasal: 
Circulação nasal: anastomose entre 3 artérias fornecem o 
suprimento da área nasal 
1) Artéria esfenopalatina: cornetos e meatos lateralmente e o 
septo posterior e inferior medialmente 
2) Artérias etmoidais anterior e posterior: derivadas do ramo 
oftálmico da aa carótida interna suprem a mucosa superior 
medial e lateralmente 
3) Artéria labial superior: é um ramo da aa facial \ufffd septo 
mucoso anterior e mucosa lateral anterior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Epistaxe: 
\u2022 Definição: 
o Hemorragia nasal: qualquer sangramento que se exterioriza 
pelas fossas nasais, independente da origem (tuba auditiva, 
seios paranasais, rinofaringite etc) 
o Epistaxe: sangramento que se origina da mucosa das fossas 
nasais, podendo ser anterior, posterior, uni ou bilateral \ufffd 
devido alteração da hemostasia normal do nariz 
a. Perda da integridade vascular (trauma) 
b. Alteração de fatores de coagulação 
 
\u2022 Epidemiologia: 
o Pico bimodal: crianças < 10 anos e idosos entre 70-79 anos 
o Região anterior das fossas nasais: acomete + crianças a adulto 
jovem (90% na região anterior do septo) \ufffd são + leves 
o Região posterior: acomete mais aos idosos (>50 anos); são 
menos frequentes, mas os sangramentos são + graves 
 
Etiologia: 
\ufffd Trauma \ufffd principais causas; acidental/ iatrogênico 
\ufffd Processo inflamatório da mucosa nasal 
\ufffd Corpo estranho \ufffd coriza purulenta unilateral 
\ufffd Tumores \ufffd sintoma tardio 
\ufffd Alterações anatômicas \ufffd aneurismas, CPAP, irritantes químicos, 
descongestionantes tópicos, drogas ilícitas 
\ufffd Doença de Osler-Weber-Rendu \ufffd taleangiectasia hemorrágica 
hereditária 
\ufffd Discrasia sanguínea ou malformações vasculares 
\ufffd HAS \ufffd não é causa, mas prolonga o episódio 
\ufffd Outros: deficiência vitamínica (vit K); infecções; doenças sistêmicas 
graves 
 
Anamnese: 
\ufffd Quantificar sangramento: número de 
\u201ctoalhas\u201d sujas 
\ufffd Frequência 
\ufffd Episodio isolado? Recorrente? 
\ufffd Unilateral ou bilateral? 
\ufffd Hábitos e vícios 
\ufffd Medicações em uso 
\ufffd Doença associada 
\ufffd Histórico de trauma 
 
Manejo: 
\u2022 Risco de broncoaspiração: 
o ABCD sempre 
o Avaliar perviedade das vias aéreas 
\u2022 Paciente estável? \ufffd avaliar epistaxe ativa (pode choque) 
\u2022 Inspeção externa 
\u2022 Inspeção de cavidade oral 
 
5 passos do manejo: 
1) Afrin (oximetazolina) spray nasal; 10-15min de compressão direta; 
lidocaína para anestesia se estiver com dor 
2) Embeber gaze/tampão nasal com lidocaína e adrenalina \ufffd 
colocar na narina afetada \ufffd comprimir \ufffd vasoconstrição local 
3) Cauterização química: nitrato de prata/ ácido tricloroacético \u2013 
pode causar esclerose dos vasos e espessamento da mucosa 
\ufffd cauterizar pequena aérea ao redor do vaso (apenas um lado, 
há risco de isquemia septal) \u2013 não pode ter sangramento ativo 
4) Tamponamento nasal \ufffd dedo de luva, espumas trombogênicas 
(surgicel ou gelfoam \u2013 absorvível), gaze com vaselina 
\u21aa Ácido tranexamico (100 mg/mL) \ufffd colocar gaze, tampão ou 
balão anterior em um frasco com 5mL de AcTr \ufffd manter 
48h 
5) Se não melhorou com as 4 anteriores, provavelmente o 
sangramento é posterior \ufffd balão posterior ou sonda de Foley 
 
\u1c3 Cateter de Foley padrão: inserir na 
nasofaringe parcialmente insuflado (5-7mL, 
utilizar água) \ufffd tracionar (adicionar +5 a 
7mL de água) \ufffd fixar com gaze + vaselina 
ao redor do cateter. 
 
Seguimento: 
\u2022 Sangramento anterior: 
o Melhora após manejo inicial: observar de 3-6h e dar alta 
o Seguimento ambulatorial com otorrino em 2-3 dias se tiver 
feito o tamponamento de 48h 
 
\u2022 Provável sangramento posterior: 
o Posicionar sonda de Foley/ balão 
o Encaminhar para otorrino imediatamente 
 
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