Síndromes Hipertensivas na Gestação
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Síndromes Hipertensivas na Gestação


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\uf0f0 Presença de HAS, edema e/ou proteinúria a partir de 20 
semanas de gestação, em pacientes previamente 
normotensas; 
PAS \u2265 140 e/ou PAD \u2265 90 
140x90mmHg 
\uf0f0 EDEMA é um sinal de alerta; 
\uf0f0 2 medidas (segunda após 4h) com valor de 140x90 ou 
mais, após 20 semanas de gestação, sem ter tido qualquer 
outro pico hipertensivo anterior a gestação ou antes das 
20 semanas; 
\uf0f0 Se 140x90, ácido úrico normal e calciúria > 100 = 
hipertensão crônica; 
\uf0f0 Se tiver qualquer outro pico hipertensivo anterior as 20 
semanas: gestante possui hipertensão arterial crônica; 
\uf0f0 Importante causa de morbimortalidade materna grave e 
mortalidade materna (35%) e perinatal; 
\uf0f0 Responsável por 14% dos óbitos maternos no mundo; 
\uf0f0 Complicam até 10% das gestações; 
\uf0f0 Prevalência de pré eclampsia: 5-8%; 
\uf0c4 Nulíparas (nunca teve filhos) varia de 3-7%; 
\uf0c4 Multiparas varia de 0,8-5% 
\uf0f0 Aumento da prevalência da obesidade tem sido 
relacionado com o aumento da prevalência de Doença 
Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG); 
\uf0f0 Acomete mais mulheres negras, primigestas, histórico de 
pré eclampsia, portadoras de DM, mãe ou irmã que teve 
pré eclampsia, ganho excessivo de peso; 
\uf0f0 39% no índice de cesarianas; 
\uf0f0 Eclampsia = convulsão clônica; 
\uf0f0 Eclampsia branca = hipertensão no pós-parto (passa o 
pré-natal todo com PA normal), PA em torno de 130x90, 
com crises clônicas que levam a paciente ao coma; 
\uf0f0 Pré eclampsia leve 
\uf0c4 Aumento súbito do peso \u2013 1kg/semana: ERRO 
ALIMENTAR!!! 
\uf0c4 Precede o edema: diminuição da pressão 
coloidosmotica, aumento da hidrostática, 
permeabilidade vascular aumenta; 
\uf0c4 Proteinúria 
\uf0f0 Pré eclampsia grave 
\uf0c4 PA > 160x110mmHg; 
\uf0c4 Proteinúria > 2g/24h 
\uf0c4 Oligúria 
\uf0c4 Edema agudo de pulmão 
\uf0c4 Síndrome HELLP 
\uf0c4 Dor epigástrica 
\uf0c4 Sintomas visuais 
\uf0c4 Apenas 2 desses sintomas já fecham diagnóstico + 
aumento da PA; 
 
\uf0f0 Metildopa: dose mínima de 750mg/dia (cp. 250mg 3x ao 
dia). Dose máxima: 3g/dia; 
\uf0c4 Acima de 1g/dia já é dose alta. 
\uf0f0 PA de 160x110 
\uf0c4 Hidralazina: 1 ampola de 20mg + água destilada (AD) 
9ml. Fazer 2,5ml EV se PAD > 110mmHg; 
\uf0c4 Posso repetir até 2x (verificar PA a cada 20min) 
\uf0f0 Se a PA persistir em 110mmHg 
\uf0c4 Nifedipina 10mg VO a cada 30min se necessário. 
Monitorar a PA a cada 20-30min; 
\uf0f0 Nitroprussiato de sódio 0,25 à 4ug, uma ou duas doses no 
máximo!!! 
\uf0f0 Tratar edema agudo de pulmão 
\uf0c4 Furosemida EV 
\uf0c4 Levantar decúbito 
\uf0c4 O2 2-4L para manter SaO2 > 90% 
\uf0c4 Sonda vesical 
\uf0c4 Intubação se necessário com ventilação mecânica; 
\uf0c4 Aspiração com fisioterapeuta na UTI; 
\uf0c4 Morfina 
\uf0c4 Tratar Edema Agudo na gestante igual numa pessoa 
normal 
\uf0f0 Sulfato de Magnésio 
\uf0c4 Dose de ataque: Sulfato de magnésio à 50%, 8ml em 
200ml de soro glicosado (pode ser feito em 250ml 
de soro glicosado), correr 20min EV. 
\uf0c4 Colocar paciente na penumbra depois da infusão 
venosa (luz branca causa crise convulsiva); 
\uf0c4 Dose de manutenção: Sulfato de magnésio à 50%, 
10ml em 500ml de soro glicosado (correr por 6h, em 
4 fases, correr durante 24h); 
\uf0c4 Dose de ataque para poder encaminhar, levar ao CC, 
internar na UTI... 
\uf0c4 Observar FR, FC, diurese, reflexo patelar. Se alterar 
algum dos sinais, suspender o sulfato de magnésio e 
entrar com antídoto: gluconato de cálcio 1 ampola 
de 1g para 10ml EV lentamente; 
\uf0c4 Lembrar de solicitar o gluconato de cálcio na 
cabeceira do leito. 
\uf0f0 Hemólise \u2013 Bilirrubina total > 1,2mg% 
\uf0f0 Enzimas hepáticas elevadas \u2013 TGO \u2265 60-70UI/L 
\uf0f0 Baixa contagem de plaquetas \u2013 Plaquetas \u2264 100.000/mm³ 
 
 
 
COMO FAZER ACOMPANHAMENTO NO PRÉ NATAL DE ALTO 
RISCO? 
1. Medir e anotar PA diariamente 
2. Solicitar: Hemograma (avaliar plaquetas) + TGO/TGP + Ácido 
úrico + Lactato desidrogenase (LDH) + Bilirrubina total e 
frações + Ureia e creatinina + Proteínas totais e frações 
3. Medicar: metildopa 750mg (cp. 250mg 3x ao dia), 
adequando a dose conforme as oscilações de pressão. 
Obs: Na crise hipertensiva: hidralazina 1 ampola de 20mg + 
Água Destilada (AD) 9ml. Fazer 2,5ml EV se PAD > 110mmHg. 
\uf0f0 Primeiro parâmetro a se alterar: ácido úrico. 
\uf0c4 > 4,5mg/dL 
\uf0c4 Indica lesão a nível de rim 
\uf0c4 Relacionado a ateromatose placentária 
(insuficiência placentária). 
 
\uf0f0 Medicações habituais para HAS (losartana, 
hidroclorotiazida, captopril...) NÃO PODEM SER USADOS 
NA GESTAÇÃO!!! 
 
\uf0f0 Teoria mais aceita: deficiência da invasão trofoblástica; 
\uf0f0 Fator nutricional: aumento de peso; 
 
\uf0f0 1ª onda de invasão do trofoblasto: Trofoblasto invade as 
artérias espiraladas: diminui a resistência vascular e 
aumenta o fluxo sanguíneo placentário 
\uf0f0 2ª onda de invasão do trofoblasto (por volta das 20 
semanas): Trofoblasto não consegue invadir (Deficiência 
de implantação trofoblástica) 
\uf0f0 Calibre do vaso torna-se 40% menor e com alta 
resistência: Isquemia placentária!!! 
\uf0f0 Fluxo sanguíneo diminuído (vasoconstrição placentária) 
\uf0f0 Aumento de Tromboxano A2, diminuição das 
Prostaglandinas e aumento de Fibrina; 
\uf0f0 1ª onda: 1º trimestre; 2ª onda: 16, 18 e 20ª semana; 
\uf0f0 No doppler pode haver: 
\uf0c4 Ausência de fluxo das artérias umbilicais: indicam 
sofrimento fetal; 
\uf0c4 24-27 semanas: Incisura protodiastólica nas artérias 
uterinas; 
 
\uf0f0 Alterações cardiovasculares 
\uf0c4 HAS 
\uf0c4 Volume plasmático aumentado 
\uf0c4 Edema 
\uf0f0 Alterações renais 
\uf0c4 Queda da perfusão renal, que leva a redução do 
fluxo plasmático, diminuição da TFG, podendo 
aumentar ureia e creatinina, e ácido úrico (sinal de 
gravidade). 
\uf0f0 Alterações hepáticas 
\uf0c4 Lesões são secundárias aos vasoespasmos 
\uf0c4 Podem ocorrer hemorragias periportais 
\uf0c4 Necrose periportal 
\uf0c4 Elevação das transaminases é reflexo de lesão 
hepática; 
\uf0c4 Hematoma subcapsular: LEVA A ÓBITO!!!! 
\uf0c4 Solicitar USG de abdome superior 
\uf0f0 Alterações cerebrais 
\uf0c4 Edema pós convulsão 
\uf0c4 Ruptura de artérias devido HAS (estudo post 
mortem) 
\uf0c4 Áreas de infarto 
\uf0f0 Alterações uteroplacentárias 
\uf0c4 Fluxo placentário diminuído 
\uf0c4 Insuficiência placentária 
\uf0c4 Aumento da resistência da artéria umbilical 
\uf0f0 Anamnese bem-feita; 
\uf0f0 Técnica de aferição adequada; 
\uf0f0 Hipertensão (verificar 2x) e proteinúria (fita lab sticks, EAS 
e proteinúria de 24h); 
\uf0f0 Edema não é essencial; 
\uf0f0 Proteinúria não está associada a gravidade!!! 
\uf0f0 Surge após 20 semanas. 
 
\uf0f0 Controle de PA (dieta + anti-hipertensivos) 
\uf0f0 Controle do crescimento fetal 
\uf0c4 Altura de fundo de útero, USG obstétrica); 
\uf0c4 AFU está diminuída na gestante com pré eclampsia 
devido restrição de crescimento uterino; 
\uf0c4 USG obstétrica: peso e crescimento fetal 
\uf0f0 Vitalidade fetal 
\uf0c4 Cardiotocografia 
\uf0c4 Encontramos: desaceleração de batimento cardíaco 
fetal < 110bpm 
\uf0f0 Prevenção de crises convulsivas 
\uf0c4 Sulfato de magnésio (dose de ataque + dose de 
manutenção) 
\uf0f0 Resolução da gestação 
\uf0c4 Optar por cesariana 
\uf0f0 Não tem nada do que foi indicado: dar diazepam, botar na 
ambulância e encaminhar para hospital de alto risco. 
\uf0f0 Repouso 
\uf0f0 Dieta hipossódica (controverso) 
\uf0f0 Sedação 
\uf0f0 Hipotensores 
\uf0f0 Tratar complicações 
 
\uf0f0 CORREÇÃO: Nitroprussiato 0,25-4ug/kg/min 
\uf0f0 Pré eclampsia leve: controlar quadro clínico e 
acompanhar crescimento e vitalidade fetal POR SEMANA. 
Pode evoluir para parto normal, pode chegar às 40s; 
\uf0f0 AFU e USG em 20, 26, 32 e 36 semanas; 
\uf0f0 Dopplervelocimetria; 
\uf0f0 Perfil biofísico fetal (cardiotocografia); 
\uf0f0 Monitorização cuidadosa; 
\uf0f0 Transfusão de plaquetas se < 50.000 
\uf0f0 Bloqueio em >70.000 e geral em suspeita de CIV 
\uf0f0 Mediana infraumbilical em casos de CIV 
\uf0f0 Extração fetal sem compressão uterina 
\uf0f0 Pós-parto em UTI 
\uf0f0 Manutenção do Sulfato de Magnésio por 24h 
 
\uf04d Crise convulsiva indica GRAVIDADE!!! 
\uf04d Corticoterapia 
o Entre 28-32 semanas; 
o Faz na HELLP 
o Feita para poder indicar cesárea (maturar 
pulmão) 
o Dexametasona 6mg IM 12/12h por 48h (em 4 
doses); 
o Betametasona 12mg IM 24h por 48h 
o Corticoterapia pode ser feita de 26 até 34 
semanas. 
 
 
 
 
 
PRÉ ECLAMPSIA GRAVE 
 
 
ECLÂMPSIA 
 
 
 
 
SÍNDROME