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LASERTERAPIA

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em la-
boratório, nas comunicações, em 
corriqueiros utensílios domésticos 
e de serviços. Especifi camente na 
Odontologia, a luz amplifi cada 
pela emissão estimulada de radia-
ção – tradução para o termo em 
inglês que deu nome à tecnologia, 
light amplifi cation by stimulated 
emission of radiation – também 
conquistou seu espaço 
com várias aplicações, 
da prevenção e terapêu-
tica à estética e cirurgia.
Hoje a utilização do 
laser na Odontologia 
está bastante popularizada, e prin-
cipalmente os de baixa potência 
já podem ser considerados uma 
realidade no Brasil. “Acredito que 
os lasers já são importantes na 
prática clínica e devem fazer parte 
dos equipamentos disponíveis no 
consultório odontológico”, avalia 
o prof. Carlos de Paula Eduardo, 
uma das maiores autoridades no 
assunto (veja entrevista exclusiva 
na pág. 276).
A luz laser atua em diversos 
tecidos de forma seletiva e seus be-
nefícios são obtidos pela absorção 
da sua energia pelo tecido. Dentro 
da Odontologia, são muitas e 
variadas as aplicações do laser, 
e esse leque de possibilidades é 
viável pois ele pode ter diferen-
tes comprimentos de onda, com 
diferentes características e com-
portamentos. Além de ter amplo 
e variado uso, a incorporação da 
laserterapia vai ao encontro da 
conduta minimamente invasiva 
na Odontologia, além de oferecer 
mais conforto, menos dor e resul-
tados mais rápidos e satisfatórios 
aos pacientes.
Os equipamentos para uso 
odontológico estão divididos basi-
camente em lasers de alta e de bai-
xa potência, sendo estes últimos os 
mais comuns, pois têm aplicação 
em procedimentos clínicos mais 
rotineiros e de custo menor. Suas 
aplicações mais comuns são em 
analgesia, reparação tecidual 
(biomodulação), redução de 
edemas, efeito anti-infl amatório, 
clareamento dental, diminuição 
da sensibilidade após preparo 
cavitário e da hipersensibilidade 
dentinária e diagnóstico da cárie.
Já os de alta potência são 
mais utilizados em intervenções 
maiores nas diversas especia-
lidades, como em cirurgias e 
procedimentos em tecidos duros, 
possibilitando ações mais precisas 
e pouco invasivas. Os lasers de 
maior potência também cumprem 
The power of light
Importante 
na prática 
clínica, da 
prevenção à 
cirurgia
RÉSUME - LASER
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The laser light is already widely studied and used in Dentistry, bringing many 
changes and advances in medical and surgical procedures, with many benefi ts 
and comfort to patients. In this edition, the various uses of this technology and an 
exclusive interview with the full professor, Department of Dentistry, Faculty of 
Dentistry, University of São Paulo (FO-USP), Carlos de Paula Eduardo, where he 
is also responsible for a laboratory specialized in laser, the Laboratório Especial 
em Laser (Lelo).
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O
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importante papel para a redução 
microbiana.
Confira informações mais 
detalhadas sobre as diversas apli-
cações da laserterapia na Odonto-
logia no quadro da pág. 275. 
Preparados para os riscos
Tecnologia poderosa e versátil, 
o laser também pode ser perigoso 
se não for usado de forma correta, 
principalmente os de alta potência, 
que podem causar danos graves à 
saúde bucal do paciente. Seu uso 
também requer cuidados especiais 
no quesito biossegurança e um dos 
principais deles está relacionado 
aos danos que pode causar aos 
olhos. Estes efeitos variam confor-
me o comprimento da onda de luz, 
mas a recomendação é que não se 
deve olhar diretamente para o feixe 
de luz e que paciente, CD e auxiliar 
estejam sempre usando óculos 
de proteção, conforme orienta o 
Núcleo de Pesquisa e Ensino em 
Fototerapia nas Ciências da Saúde 
(Nupen). 
Para evitar riscos e garantir que 
o uso do laser continue crescendo 
com qualidade, é preciso que o 
profissional invista em estudo e 
treinamento e atualização especí-
ficos. Um passo nesse sentido foi 
dado em 2008, quando o Conselho 
Federal de Odontologia (CFO) 
publicou a Resolução 82/2008, 
que reconhece e regulamenta o 
uso pelo cirurgião-dentista de 
práticas integrativas e comple-
mentares à saúde bucal. Essas 
práticas abrangem a acupuntura, 
fitoterapia, terapia floral, hipnose, 
homeopatia e laserterapia.
Uso do laser é 
regulamentado e 
exige curso de 
60 horas
Conforme o documento, pode 
requerer habilitação para exer-
cer a prática da laserterapia o 
cirurgião-dentista que comprovar 
que a utiliza há pelo menos cinco 
anos dentro dos últimos 10 anos, 
ou que apresentar certificado de 
curso portariado pelo CFO, com 
carga horária mínima de 60 horas 
entre teoria e prática, entre outras 
determinações.
Neste cenário, é preciso levar 
em conta e valorizar também 
a ética e a responsabilidade do 
profissional no uso da técnica, con-
siderando que o mal uso dela traz 
ônus à Odontologia e à profissão de 
forma geral. O que não falta, sem 
dúvida, são oportunidades para 
se aprimorar constantemente e 
informações disponíveis, para que 
o cirurgião-dentista possa oferecer 
aos seus pacientes os benefícios 
da laserterapia com segurança e 
efetividade. 
Mais informações sobre a Re-
solução 82/2008: www.cfo.org.br.
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s estudos sobre laser na 
Odontologia ganharam 
força no exterior, na 
década de 80, partindo, principal-
mente, das aplicações que a tecno-
logia já tinha em algumas áreas da 
Medicina, como a Dermatologia 
e a Neurocirurgia. Não demorou 
muito para que CDs brasileiros 
entrassem em contato com o laser 
através de intercâmbios e cursos em 
outros países e, já no fim dos anos 
80 e começo dos 90, começarem a 
ser publicadas pesquisas nacionais 
com lasers de baixa potência e 
criados centros de estudo e ensino. 
De lá para cá, a Odontologia 
brasileira, já respeitada in-
ternacionalmente em clínica 
e pesquisa, também con-
quistou reconhecimento em 
laserterapia, sendo que hoje 
o País está entre os que mais 
publicam estudos na área, 
inclusive internacionalmen-
te. E são vários no Brasil 
também os centros, princi-
O Brasil na era do laser
palmente ligados a universidades, 
que realizam pesquisas clínicas e 
laboratoriais em laser e contribuem 
como importantes divulgadores 
da tecnologia através do ensino e 
atendimento a pacientes.
Dois importantes deles são o 
Laboratório Especial de Laser em 
Odontologia (Lelo) da Faculdade 
de Odontologia da USP (veja 
mais na entrevista desta edição) 
e o Centro de Laser da Faculdade 
de Odontologia da Universidade 
Federal da Bahia (FO-UFBA). 
Inaugurado em 2000 em Salvador, 
este oferece o único doutorado 
nesta área no Brasil e tem como 
responsável o professor Antonio 
Luiz Barbosa Pinheiro, um dos 
pioneiros no País em pesquisa com 
luz laser na Odontologia. 
A indústria odontológica 
brasileira também se destaca 
neste cenário positivo, produzindo 
equipamentos de laser de baixa 
potência de ótima qualidade e 
custo mais acessível que os impor-
tados, contribuindo assim com a 
disseminação da técnica no Brasil. 
Mas mesmo com tantos avan-
ços, muito ainda pode vir de uma 
área tão rica científica e tecni-
camente. Aldo Brugnera Júnior 
(foto), também um dos primeiros 
CDs brasileiros a se dedicar à pes-
quisa com laser e editor da revista 
internacional Photomedicine and 
Laser Surgery, lembra que um 
dos pontos que podem ser mais 
explorados é o uso de outro tipo de 
luz na Odontologia, o LED, sigla 
para Light Emitting Diode – em 
português, Diodo Emissor de Luz. 
O LED não gera calor e já 
está sendo usado na ativação de 
processos relacionados à fotopo-
limerização de resinas compostas 
e de agentes químicos

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