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Movimentos de Massa em Taludes

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P R O C E S S O S D E M O V I M E N T O D E M A S S A E M B E L O 
H O R I Z O N T E , M G . 
MOVIMENTOS DE MASSA 
EM TALUDES 
ARTIGO BASE 
• Título: Processos de movimentos de massa em Belo 
Horizonte, MG. 
 
• Autores: Parizzi, M. G. et al. 
 
• Publicado em: Revista Geografias, Belo Horizonte 
07(1) 58-87 janeiro-junho de 2011. 
OBJETIVOS 
• Introduzir o conceito de movimentos de massa e tipos 
de escorregamentos, bem como identificar no artigo 
os mecanismos utilizados para estudo dos 
movimentos de massa em Belo Horizonte, MG. 
DEFINIÇÃO 
• Talude é uma superfície inclinada que delimita um 
maciço terroso ou rochoso. 
MOTIVAÇÕES 
• Crescimento populacional desordenado; 
 
• Ocupação e desmatamento das encostas; 
 
• Processos erosivos acelerados pela atividade humana; 
 
• Necessidade de evitar escorregamentos; 
 
• Necessidade de obras de contenção. 
Figura 1: Vista aérea de região atingida por deslizamento em Blumenau. 
Fonte: James Tavares/SECOM. 
TIPOS E PROCESSOS DE 
ESCORREGAMENTOS 
a) Quedas (falls): 
 
• Predominantemente sem planos de deslocamento. 
 
• Velocidades muito altas (vários m/s). 
 
• Movimentos tipo queda livre ou em plano inclinado. 
Figura 3: Queda de blocos. 
Fonte: Retirada do site da Unesp Rio Claro [2]. 
Figura 4: Desplacamento rochoso. 
Figura 5: Rolamento de blocos. Figura 6: Tombamento. 
Fonte: Retirada do site da Unesp Rio Claro [2]. 
TIPOS E PROCESSOS DE 
ESCORREGAMENTOS 
b) Escorregamentos (slides): 
 
• Poucos planos de deslocamento (externos). 
 
• Velocidades médias (m/h) a altas (m/s). 
 
Figura 7: Escorregamento planar. 
Fonte: Retirada do site da Unesp Rio Claro [2]. 
Figura 8: Escorregamento circular. 
Fonte: Retirada do site da Unesp Rio Claro [2]. 
Figura 9: Escorregamento em Cunha. 
Fonte: Retirada do site da Unesp Rio Claro [2]. 
TIPOS E PROCESSOS DE 
ESCORREGAMENTOS 
c) Rastejo (creep): 
 
• Vários planos de deslocamento (internos). 
 
• Velocidades muito baixas (cm/ano) a baixas, decrescentes 
com a profundidade. 
 
• Movimentos constantes, sazonais ou intermitentes. 
 
 
Figura 10: Rastejo. 
Fonte: Retirada do site da Unesp Rio Claro [2]. 
TIPOS E PROCESSOS DE 
ESCORREGAMENTOS 
d) Corrida (flow): 
 
• Muitas superfícies de deslocamento (internas e externas à 
massa em movimentação). 
 
• Velocidades médias a altas. 
 
• Movimentos semelhantes ao de um líquido viscoso. 
 
• Desenvolvimento ao longo das drenagens. 
 
INTRODUÇÃO 
• O movimento de massa é induzido pelo campo de tensão 
gravitacional; 
 
• A região metropolitana de Belo Horizonte possui várias áreas 
de risco de movimentos de massa com elevado número de 
ocorrências; 
 
• Além das atividades desordenadas de ocupação, os terrenos 
também apresentam susceptibilidade natural ao processo. 
INTRODUÇÃO 
• O território do município de Belo Horizonte exibe variada 
constituição geológica; 
 
• Condicionantes geológicos, geomorfológicos, formas de uso e 
ocupação, associada aos aspectos climáticos, são responsáveis 
pelo desencadeamento de movimentos de massa; 
 
• Analisar os fatores condicionantes de maior relevância e 
determinar os mecanismos responsáveis. 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
I. Escolha dos taludes analisados: 
 
• Escolha de taludes de diferentes litotipos e localizados em 
áreas diferenciadas com relação ao grau de risco e padrões 
de uso e ocupação na Região Metropolitana de Belo 
Horizonte. 
 
• Investigação em estradas vicinais que ligam municípios 
limítrofes à Belo Horizonte para a escolha de taludes. 
 
II. Inspeção de campo para análise das áreas escolhidas; 
 
III. Levantamento topográfico: 
 
• Antes e após a ocorrência de movimentos de massa 
significativos que alteraram a configuração inicial dos 
taludes. 
 
• A partir de dois levantamentos topográficos foi possível 
definir as características de forma e profundidade da 
superfície de ruptura dos taludes. 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
TALUDE TAQUARIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 11: Talude Taquaril em 2003. 
Localização 
Divisa BH/Sabará. Regional 
Leste de Belo Horizonte. 
Geologia 
Filitos e Xistos do Grupo 
Sabará. 
Tipo de ocupação 
Favela 
TALUDE PONTEIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 12: Talude Ponteio em 2006. 
Localização 
Região Centro Sul de Belo 
Horizonte. 
Geologia 
Intercalação de quartzitos e 
filitos da Formação 
Cercadinho. 
Tipo de ocupação 
Área residencial de padrão 
construtivo médio a elevado. 
Figura 13: Talude Patagônia em 2001. 
TALUDE PATAGÔNIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Localização 
Região Centro Sul de Belo 
Horizonte. 
Geologia 
Filitos da Formação Fecho do 
Funil em contato com 
quartzitos da Formação 
Taboões e filitos da Formação 
Barreiro. 
Tipo de ocupação 
Estrada – BR 356 
Figura 14: Talude Planetoides em 2003. 
Localização 
Região Centro Sul de Belo 
Horizonte. 
Geologia 
Depósito superficial originado 
da Formação Cercadinho. 
Tipo de ocupação 
Rua em área residencial de 
médio a alto padrão 
construtivo. 
TALUDE PLANETOIDES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TALUDE ENGENHO 
NOGUEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Localização 
Regional Noroeste. 
Geologia 
Gnaisse de granulação média 
a grossa com manto de 
intemperismo variável. 
Tipo de ocupação 
Residencial com baixo padrão 
construtivo de ocupação. 
Figura 15: Talude Engenho Nogueira em 2003. 
TALUDE RIO ACIMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Localização 
Município de Rio Acima 
Geologia 
Quartzo sericita xisto do 
Grupo Nova Lima. 
Tipo de ocupação 
Estrada MG 030 
Figura 16: Talude Rio Acima em 2003. 
MATERIAL E MÉTODOS 
IV. Caracterização dos maciços rochosos; 
 
V. Classificação dos maciços rochosos e obtenção de 
parâmetros de resistência: 
 
• Sistema de Classificação dos Maciços Rochosos, ou RMR, 
de Bieniawiski (1989); 
 
• Sistema Q de Barton et al. (1974). 
 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
VI. Análise cinemática: 
 
• Critérios da análise cinemática das descontinuidades, com o 
auxílio de projeção estereográfica. 
 
VII.Caracterização física dos solos; 
 
VIII. Geofísica: 
 
• Investigações geofísicas com o GPR (ground penetrating 
radar). 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
IX. Monitoramento dos taludes durante períodos chuvosos: 
 
• Dois períodos chuvosos consecutivos (outubro de 2001 a 
janeiro de 2002 e novembro de 2002 a janeiro de 2003). 
 
X. Cálculo do Fator de segurança do talude e retroanálise: 
 
• Utilização dos programas “Planar Failure Analysis” e 
“Wedge Failure Analysis, desenvolvidos por Kroeger 
(1999) e Kroeger (2000). 
 
RESULTADOS 
Pôde-se observar a existência de processos gravitacionais 
particulares de três grupos de materiais geológicos distintos: 
 
• Grupo 1 – Maciços rochosos da sequência de 
metassedimentares (Supergrupo Minas) e do xisto (Grupo 
Nova Lima); 
 
• Grupo 2 – Solos residuais de gnaisse (Complexo Belo 
Horizonte); 
 
• Grupo 3 – Depósitos superficiais. 
RESULTADOS – GRUPO 1 
RESULTADOS – GRUPO 1 
Nos maciços rochosos da sequência de rochas 
metassedimentares, as formas côncavas ocorrem em: 
 
• Cicatrizes de escorregamentos; 
 
• Feições erosivas; 
 
• Depressões formadas pela erosão diferencial. 
 
• Entre os filitos e quartzitos da Formação Cercadinho 
(Talude Ponteio) e nos contatos litológicos e nas falhas 
(Talude Patagônia). 
INFLUÊNCIA DA ÁGUA 
• A água tem grande influência no estado de alteração dos 
maciços; 
 
• As análises de estabilidade comprovaram que é necessário um 
preenchimento parcial ou total por água nas descontinuidades 
para que rupturas ocorram nos taludes; 
 
• Para que o equilíbrio limite seja alcançado, foi observado que 
as porcentagens de preenchimento de água dentro das 
descontinuidades devem ser iguais ou superiores a 80% . 
CONDICIONANTES ANTRÓPICOS 
• Execução de cortes dos taludes geralmente muito inclinados 
ou orientados de