Hepatites virais - tabela
2 pág.

Hepatites virais - tabela


DisciplinaInfectologia1.575 materiais7.329 seguidores
Pré-visualização1 página
Letícia Nano \u2013 Medicina Unimes 
Hepatites virais 
 
Hepatites Hepatite A Hepatite B Hepatite C Hepatite D Hepatite E 
Agente Picornavirus (HAV) Hepadnavírus (HBV) Flavivírus (HCV) HDV HEV 
Genoma RNA DNA RNA. 8 genótipos diferentes. 1,2 3 mais 
prevalentes. 3 é o pior 
RNA- RNA 
Transmissão Ingestão de partículas virais 
presentes em água ou 
alimentos contaminados (feco-
oral). 2 semanas antes e 2 
semanas depois do início dos 
sintomas 
Via parenteral, contato com sangue e fluidos de 
pacientes infectados, sexualmente e 
verticalmente. 2-3 semanas antes sintomas, até 
enquanto estiver presente o HBsAg. 
Não contraindica amamentação 
Via parenteral, sobretudo contato com sangue 
contaminado (hemotransfusões e hemodiálises, 
contato com objetos pérfuro-cortantes etc), 
transmissão sexual e vertical raras. 1 semana 
antes do início dos sintomas e enquanto presente 
o RNA-VHC 
Mesma 
transmissão 
que HBV- é 
defectivo 
(precisa HBV) 
Feco-oral 
Período de 
incubação 
2-4 semanas 2-4 meses 50 dias 2-4 meses 3-5 semanas 
Epidemiologia Relação com saneamento 
básico e infraestrutura 
Indivíduos que realizam sexo desprotegido, 
profissionais de saúde e usuários de drogas 
injetáveis. Mais prevalente na região norte Brasil 
(Amazônia!) 
Indivíduos que realizaram hemotransfusão ou 
hemodiálise antes de 1980, usuários de drogas 
injetáveis, usuários de manicures, profissionais de 
saúde etc. Ausência conhecimento da fonte de 
contágio (50-60% casos) 
Cirrose 
hepática em 
crianças em 
áreas 
endêmicas 
(Amazônia) 
Relação com 
saneamento 
básico e 
infraestrutura 
Fase 
prodrômica 
Febre, anorexia, náuseas, 
vômitos, diarreia, mialgia e mal 
estar 
Febre, anorexia, náuseas, vômitos, diarreia, mialgia 
e mal estar (menos expressivos que hep B) 
Ausente Ausente Pode estar 
presente 
Evolução Benigna, autolimitada. Da fase 
prodrômica (dias) pode haver 
resolução do quadro ou 
surgimento da icterícia e quadro 
colestático. A partir da fase 
ictérica, pode haver progressão 
p/ insuf hepática aguda ou fase 
de convalescência (meses) c 
regressão da icterícia 
Fase aguda: sintomas prodrômicos pouco 
expressivos e quadro se resolve 20-30 dias. 
Negativação HBsAg: em até 6meses. Mais que isso, 
evolução para forma crônica (5-10% casos). Obs.: 
transmissão vertical- RN 70-90% chance de 
cronificação 
Forma aguda ictérica ou fulminante rara. Da forma 
aguda(assintomática), maior parte cronifica, 15% 
tem \u201ccura espontânea\u201d e 85% cronifica, sendo que 
20% evolui para cirrose. Desses, 1-4% evoluem 
para hepatocarcinoma. O câncer em pacientes não 
cirróticos é infrequente 
Co-infecção 
acelera a 
progressão 
para cirrose 
Forma aguda, 
auto-limitada 
mas pode 
apresentar 
formas 
clinicas 
graves em 
gestantes 
Quadro 
clínico 
Quanto maior a idade, maior 
chance de desenvolver forma 
sintomática. Fase ictérica: 
icterícia, colúria, acolia fecal, 
dor abdominal e hepatomegalia 
Fase crônica em geral assintomática (30% casos 
forma ictérica) exceto em fases avançadas com 
cirrose: ascite, fenômenos hemorrágicos, 
encefalopatia etc 
Fase crônica assintomática. Pode haver manif 
autoimunes extra-hepáticas (Hashimoto, Sjogren 
etc). Hip portal: fenômenos hemorrágicos, ascite, 
pancitopenia. Insuf hepática crônica: 
encefalopatia, spiders, flapping, sepse etc 
Hepatocarcinoma: assintomático ou dor, 
tumoração 
Assintomático Diarreia e 
quadros 
gravidade 
hepática 
 Letícia Nano \u2013 Medicina Unimes 
Cronificação Não (e ausência de sequela 
hepática) 
Sim (5-10% casos) Sim (\u226585% casos) Sim Não 
Complicações Insuficiência hepática aguda 
grave (<1% casos) mais 
prevalente em idosos. Tempo 
protombina alterado e 
alteração consciência: sinais de 
gravidade 
Insuficiência hepática aguda grave (1% casos) 
mesmos sinais de gravidade; cirrose e 
hepatocarcinoma* 
Forma fulminante quase inexistente; cirrose e 
hepatocarcinoma* 
Cirrose Quadros 
intestinais 
graves em 
gestantes 
Exames 
laboratoriais 
Hemograma: leucopenia ou 
leucocitose ou leucócitos 
atípicos; \u2191\u2191TGO e TGP (3x 
maior); BT (às custas da direta) 
Fase crônica: oscilação de transaminases e 
alteração progressiva coagulograma e albumina 
Fase crônica: oscilação de transaminases entre 
seus valores normais e valores mais altos-3x 
maior),\u2191 BT e possível alteração 
coagulograma(gravidade) 
 
Diagnóstico igM específica + (desaparece 
em até 6 meses). igG: cicatriz 
sorológica 
Infecção ativa: HbsAg+, HBeAg+ 
Hepatite crônica: HbsAg+, anti HBc igG +, HBeAg+ 
(obs.: definitivo: HBsAg +> 6 meses com \u2191TGP) 
Diagnóstico sorológico não distingue igM e igG, 
sendo necessário detecção carga viral (PCR) para 
diagnóstico de infecção crônica. A biópsia hepática 
estadia a lesão hepática Fibroscan pode avaliar 
acometimento por cirrose/fibrose. Deve ser feito 
genotipagem do HCV 
 Exames 
sorológicos 
pouco 
disponíveis 
rede publica 
Tratamento Medidas de suporte: 
hidratação, analgesia, repouso 
relativo, principalmente pós 
refeições. Evitar 
hepatoprotetores e 
fitoterápicos 
Medidas suporte e modeladores imunológicos/ 
antivirais para \u2193progressão doença: 
alfainterferona e análogos nucleosídeos (entecavir 
e tenofovir-SUS). Indicação: HbsAg+ > 6m 
associado a carga viral >2000 cópias/ml OU ALT 
elevada persistentemente OU biópsia hepática > 
A2 ou F1. 
Remissão pós tto: HBsAg-, anti- HBc igG e anti 
HBe+, ALT normal e carga viral - 
Visa cura virológica (negativação da carga viral no 
PCR em tempo real após 6m do final do tto) e 
redução do risco de câncer de fígado e 
estabilização da lesão hepática. Início tratamento 
imediatamente pós diagnóstico. Escolha de drogas 
depende do genótipo viral e intensidade fibrose. 
Usuais: Sofusbovir, Daclastavir, Simeprevir e 
Ribavirina, VO 8-12 semanas (98% chance de cura). 
Efeitos colaterais: náuseas e vômitos 
Tratar 
hepatite B 
(interferona 
ou inibidores 
transcriptase 
reversa) 
Medidas de 
suporte, 
sobretudo 
hidratação 
adequada 
Prevenção Medidas de higiene pessoal e 
saneamento básico*isolamento 
feco-oral ou oral-oral por 14 
dias. 
Vacina: a partir de 12 meses, 2 
doses c intervalo de 6meses 
Sexo com preservativos, proteção individual 
profissionais, esterilização instrumentos etc. 
Vacinação: 3 doses (1- maternidade; 2-c/ 2 meses 
3-c/ 6meses de vida. Confirmação vacinação: Anti 
Hbs + >10.000 Ui/ml (HBsAg e Anti HBc -). Se não 
soroconverteu: dose reforço-segundo e último 
esquema da vacina. 
RN: vacina até 12 horas pós parto (adutor da coxa) 
e gamablobulina hiperimune no adutor da outra 
coxa. 
Gestante +:Tenofovir (300 mg/dia) no último 
trimestre de gestação 
Esterilização instrumentos, controle bancos de 
sangue etc. 
Se diagnóstico na fase aguda, pode-se fazer 
tratamento com interferona para evitar a 
cronificação do HCV 
Controlar 
infecção por 
HBV 
(vacinação) 
Medidas de 
higiene 
pessoal e 
saneamento 
básico 
*Rastreamento hepatocarcinoma em pacientes com hepatite crônica: deve ser realizado a cada 6 meses com USG do abdome superior, para pesquisa de nódulos hepáticos. Na presença de 
nódulos, é realizada a RNM com contraste. Se o nódulo se contrastou em fase arterial é estabelecido o diagnóstico. Obs.: evitar biópsia hepática pois \u2191 o risco de disseminação/implantes 
neoplásicos. O tratamento do hepatocarcinoma inclui radiofrequência e substâncias químicas, ou hepatectomia parcial. Se nódulo > 4cm ou múltiplo, realizar quimioterapia.