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APX2 - 2020 1 - Teatro Educação

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APX2 - 2020 - 1 
 Avaliação Presencial Adaptada 2 
Disciplina Teatro e Educação 
Coordenação: Profª Carmela Soares 
 
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	Polo: 
Caro (a) aluno (a): 
Prezado (a) aluno (a) essa é a sua Avaliação Presencial Adaptada 2 (APX2). Leia os enunciados com atenção e procure ser claro e objetivo na elaboração de suas respostas. 
Instruções: 
· Você vai encontrar 4 questões nesta prova; 
· Leia atentamente todas as questões; 
· Revise suas respostas e verifique se as idéias estão claras; 
· Esta avaliação é individual; 
· APX2 deve ser postada na plataforma. 
 BOM TRABALHO!!! 
1º Questão: (2,0 pontos) 
Tomando como base o trecho abaixo, do quadro 1, da peça teatral A vida de Galileu, escrita pelo dramaturgo Bertold Brecht, identifique: 
A - A estrutura dramática proposta por Viola Spolin: Onde, Quem e o Quê. 
O onde: Quarto de estudo de Galileu, em Pádua. 
O quem: Galileu Galilei e Andrea. 
O quê: Galileu Galilei – Para alcançar seu objetivo, é preciso que Galileu comprove, através da descrição e explicação, como funciona o novo sistema copernicano do universo. 
Andrea – A principal finalidade do contato de Andrea com Galileu era mediar uma mensagem de sua mãe Dona Sarti e levar o café da manhã até Galileu. Esse era o objetivo principal do personagem, que posteriormente, foi surpreendido com uma explicação do funcionamento do universo, segundo a ótica de Galileu, tendo o astrolábio como material concreto para inferir e compreender as novas informações. 
B - O objetivo das personagens neste trecho da peça. 
O objetivo de Galileu é demonstrar o funcionamento do universo sob bases distintas das então aceitas. Suas teorias acerca do funcionamento do Universo tem como ponto de partida que a Terra está no centro do Sistema Solar, e os demais astros orbitam ao redor dela. 
O objetivo de Andrea é cumprir com as funções as quais foi destinado, que resumidamente são: levar o café da manhã para Galileu e alertá-lo para o pagamento do leiteiro. 
C - Os possíveis conflitos dramáticos existentes neste trecho. 
O conflito dramático é estabelecido pelo choque entre dois objetivos distintos: Galileu deseja falar com Andrea sobre suas recentes descobertas sobre o funcionamento do universo, contudo, Andrea mostra-se pouco receptivo às novas informações e deveria apenas levar o leite e o pão para Galileu, além de avisálo sobre o pagamento do leiteiro. Além da discordância do que deveria ser feito caso o leiteiro deixasse de entregar o leite. 
D - Uma rubrica e sua função ou significado na peça. 
A rubrica corresponde a uma visualização subjetiva do autor sobre a encenação, essas indicações cênicas podem trazer sentimentos, ações de personagens, marcações ou dados para que se possa, imaginariamente, visualizar uma possível encenação. A entrada de Galileu em cena possui a seguinte rubrica: “lavando o tórax, fungando alegre”. Ela tem a função de indicar um possível comportamento e sentimento por parte do personagem no momento da encenação. 
GALILEU GALILEI, PROFESSOR DE MATEMÁTICA EM PÁDUA QUER DEMONSTRAR O NOVO SISTEMA COPERNICANO DO UNIVERSO 
O fogo no rabo da Idéia pegou No ano de mil seiscentos e nove: 
 O cientista Galileu por a + b calculou Que o Sol não se mexe. Que a Terra se move. 
Quarto de estudo de Galileu, em Pádua; o aspecto é pobre. É de manhã. O menino Andrea, filho da governanta, traz um copo de leite e um pão. 
GALILEU lavando o tórax, fungando alegre - Ponha o leite na mesa, mas não feche os livros. 
ANDREA - Seu Galileu, minha mãe disse que se nós não pagarmos o leiteiro, ele vai dar um círculo em volta de nossa casa e não vai mais deixar o leite. 
GALILEU - Está errado, Andrea; ele “descreve um círculo”. 
ANDREA - Como o senhor quiser, seu Galileu. Se nós não pagarmos, ele descreve um círculo. 
GALILEU - Já o oficial de justiça, o seu Cambione, vem reto pra cima de nós, escolhendo qual percurso entre dois pontos? 
ANDREA rindo - O mais curto. 
GALILEU - Certo. Veja o que eu trouxe para você, ali atrás dos mapas astronômicos. Andrea pesca atrás dos mapas, de onde tira um grande modelo do sistema ptolomaico, feito de madeira. 
ANDREA - O que é isso? 
GALILEU - É um astrolábio; mostra como as estrelas se movem à volta da Terra, segundo a opinião dos antigos. 
ANDREA - E Como é? 
GALILEU - Vamos investigar, e começar pelo começo: a descrição. 
ANDREA - No meio tem uma pedra pequena. 
GALILEU - É a Terra. 
ANDREA - Por fora tem cascas, uma por cima da outra. 
GALILEU - Quantas? 
ANDREA - Oito. 
GALILEU - São as esferas de cristal. 
ANDREA - Tem bolinhas pregadas nas cascas. 
GALILEU - As estrelas. 
ANDREA - Tem bandeirinhas, com palavras pintadas. 
GALILEU - Que palavras? 
ANDREA - Nomes de estrelas. 
GALILEU - Quais? 
ANDREA - A bola embaixo é a Lua, é o que está escrito. Mais em cima é o Sol. 
GALILEU - E agora faça mover o Sol. 
ANDREA move as esferas - É bonito. Mas nós estamos fechados lá no meio. 
GALILEU - se enxugando - É, foi o que eu também senti, quando vi essa coisa pela primeira vez. Há mais gente que sente assim. Joga a toalha a Andrea para que ele lhe esfregue as costas. Muros e cascas, tudo parado! Há dois mil anos a humanidade acredita que o Sol e as estrelas do céu giram em torno dela. O papa, os cardeais, os príncipes, os sábios, capitães, comerciantes, peixeiras e crianças de escola, todos achando que estão imóveis nessa bola de cristal. Mas agora nós vamos sair, Andrea, para uma grande viagem. Porque o tempo antigo acabou, e começou um tempo novo. Já faz cem anos que a humanidade está esperando alguma coisa. As cidades são estreitas, e as cabeças também. Superstição e peste. Mas veja o que se diz agora: se as coisas são assim, assim não ficam. Tudo se move, meu amigo. Gosto de pensar que os navios tenham sido o começo. Desde que há memória, eles vinham se arrastando ao longo da costa, mas, de repente, deixaram a costa e exploraram os mares todos. 
Em nosso velho continente nasceu um boato: existem continentes novos. E agora que os nossos barcos navegaram até lá, a risada nos continentes é geral. O que se diz é que o grande mar temível é uma lagoa pequena. E surgiu um grande gosto pela pesquisa da causa de todas as coisas: saber por que cai a pedra, se a soltamos, e como ela sobe, se a jogamos para cima. Não há dia em que não se descubra alguma coisa. Até os velhos e os surdos puxam conversa para saber das últimas novidades. 
Já se descobriu muita coisa, mas há mais coisas ainda que poderão ser descobertas. 
De modo que também as novas gerações têm o que fazer. 
Em Siena, quando moço, vi uma discussão de cinco minutos sobre a melhor maneira de mover blocos de granito; em seguida, os pedreiros abandonaram uma técnica milenar e adotaram uma disposição muito mais inteligente das cordas. Naquele lugar e naquele minuto fiquei sabendo: o tempo antigo passou, e agora é um tempo novo. Logo a humanidade terá uma idéia clara de sua casa, do corpo celeste que ela habita. O que está nos livros antigos não lhe basta mais. 
Pois onde a fé teve mil anos de assento, sentou-se agora a dúvida. Todo mundo diz: é, está nos livros — mas nós queremos ver com nossos olhos. 
As verdades mais consagradas são tratadas sem cerimonia; o que era indubitável agora é posto em dúvida. Em consequência, formou-se um vento que levanta as túnicas brocadas dos príncipes e prelados, e põe à mostra pernas gordas e pernas de palito, pernas como as nossas pernas. Mostrou-se que os céus estavam vazios, o que causou uma alegre gargalhada. 
Mas as águas da Terra fazem girar as novas rocas, e nos estaleiros, na manufaturas de cordame e de velame, quinhentas mãos se movem em conjunto, organizadas de maneira nova. 
Predigo que a astronomia será comentada nos mercados, ainda em tempos de nossa vida. Mesmo os filhos das peixeiras quererão ir a escola. Pois os habitantes de nossas cidades, sequiosos de tudo que é novo, gostarão de uma