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De acordo com Lerner (2002, p. 27), o desafio é formar praticantes da leitura e da escrita, e não apenas sujeitos que possam decifrar o sistema de escrita. É formar seres humanos críticos, capazes de ler entrelinhas e de assumir uma posição própria diante daquela mantida pelos autores dos textos com os quais interagem em vez de persistir em formar indivíduos dependentes da letra do texto e da autoridade de outros. Quais propostas didáticas poderiam levar os alunos a adquirir a leitura proposta? Que intervenções os professores podem propor com vistas à formação de um leitor crítico? A escola enfrenta um desafio que é ensinar a ler e a escrever, é um desafio que transcende amplamente a alfabetização em sentido escrito. A escola hoje tenta incorporar todos os alunos à cultura do escrito, tentando conseguir que todos os seus ex-alunos cheguem a serem membros plenos da comunidade de leitores e escritores. Sendo ela constituída por regras e normas que ordenam o processo ensino-aprendizagem, os alunos são preparados e organizados de acordo com sua faixa etária, o que determina tratamentos específicos para cada grupo distinto. O professor deve-se levar em conta a realidade e a preferência pessoal do aluno, permitindo-lhe desenvolver sua autonomia. Deve-se evitar dessa forma o quanto possível, que a leitura se caracterize como tarefa voltada meramente para avaliação, pois, a prática jamais será agradável por parte do aluno. O professor deve incentivar os seus alunos a exercerem o ato da leitura, indicando livros e proporcionando-lhes momentos de leitura, que é o mais importante.