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FISIOPATOLOGIA DA REPRODUÇÃO-convertido

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“Presença de uma estrutura anovulatória de 
diâmetro > que 25mm que persiste por, no mínimo, 10 
dias na ausência de um CL.” Mais de 70% dos cistos 
ovarianos ocorrem entre 16 a 50 dias após o parto. 
 
 
Fisiológico 
 
 
 
 
 
Também tem o crescimento de onda folicular. Folículo 
sofre ação do FSH, LH, folículo vai continuar crescendo, 
aumentando. Anovulatória. 
 
 
 
Hipotálamo não responde a resposta de estradiol 
(Feedback positivo) 
 
 
Por que o hipotálamo não responde ao estradiol? 
 
O papel da progesterona: 
 
• Maioria das vacas com cistos tem uma 
quantidade incomum ou anormal de 
progesterona circulante. 
• A concentração de progesterona nesses 
animais fica na faixa intermediária: 0,1 a 1,0 
ng/ml 
 
Níveis de progesterona 
 
• Fase luteínica : P4 em níveis mais altos - 1 e 7 
ng/ml. Quando um CL é detectável por palpação 
ou ultrassom 
• Fase folicular: P4 em níveis baixos - 0,1 ng/ml 
 
 
Estudos: Talvez a progesterona nessa faixa anormal 
interfira com a capacidade do estradiol estimular o 
hipotálamo a liberar GnRH. 
 
Qual é a origem dessa progesterona anormal em 
vacas com cistos? 
 
Acredita-se que a origem seja o ovário, provavelmente o 
próprio cisto. 
"turnover" - cisto é reposto por outro cisto. 
 
 
Fatores associados a formação dos cistos: 
 
• Perda de escore de condição corporal no pós-
parto, 
• Número de lactações, 
• Época do ano 
• Desordens do pós-parto 
 
Classificação dos cistos ovarianos 
 
1. Cisto folicular 
2. Cisto luteínico 
 
 
1. Cistos foliculares 
 
• Estruturas de parede fina, 
• Um ou vários no ovário, 
• Com ausência de CL, 
• Vacas com cistos foliculares podem mostrar 
sinais constantes de estro, períodos irregulares 
de estro ou anestro. 
 
 
 
 
2. Cistos luteínicos 
 
• Estruturas de parede mais espessa; 
• Geralmente únicos; 
• Com ausência de CL. 
• As vacas geralmente se encontram em anestro, já 
que o hormônio predominante produzido por esse 
tipo de cisto é a progesterona. 
 
A diferença é que no cisto folicular não ouve 
luteinização 
 
 
 
*******CL cístico ou cavitário 
 
 
• Muitas vezes confundido com cistos foliculares 
ou luteínicos; 
• Formam-se após a ovulação; 
• Caracterizados por cavidades de tamanho 
variado dentro do CL normal. 
• Não é uma condição patológica e não afeta a 
fertilidade. 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO DOS CISTOS OVARIANOS 
 
Diferenciação por palpação retal (difícil) 
 
Dosagem de P4 (plasma ou no leite) 
Exame ultrasonográfico + histórico reprodutivo do 
animal (escolha) 
 
Cisto folicular: Anestro, estro constante, intervalo entre 
estros irregulares (curtos ou longos). 
Descarga de muco cervical + relaxamento dos 
ligamentos pélvicos. 
Cisto luteínico: Anestro 
 
TRATAMENTO PARA CISTOS OVARIANOS 
 
O mecanismo de "feedback" positivo do estrógeno que 
normalmente induz a onda pré-ovulatória de LH, parece 
estar alterado em vacas císticas. 
Tratamento do cisto vai depender: folicular ou 
luteínico 
 
Objetivo é luteinizá-lo. 
 
• Gonadotrofina coriônica humana (hCG) ou com 
GnRH; 
• Visando induzir uma onda pré-ovulatória de LH. 
 
TRATAMENTO PARA CISTOS LUTEÍNICOS 
 
• Prostaglandina F2a (PGF 2a) responsável por lisar o 
cisto luteínico. Tem que ter os receptores, vai ter depois 
 
Função: 
 
Causar a lise do cisto luteínico; 
Cisto folicular luteinizado 7 dias após o tratamento com 
GnRH ou hCG. 
 
TRATAMENTO COM PROTOCOLOS HORMONAIS 
 
GnRH: Luteinização do cisto 
Acabar com a capacidade funcional do cisto. 
Não é mais capaz de inibir o crescimento dos outros 
folículos 
PGF2a Regressão do cisto 
GnRH: Indução da ovulação 
 
 
ALTERAÇÕES DA TUBA UTERINA 
 
• Salpingite; 
• Hidrosalpingite; 
• Piosalpingite 
 
 
 
ALTERAÇÕES DA TUBA UTERINA 
 
• Salpingite; 
• Hidrosalpingite; 
• Piosalpingite 
 
 
 
 
PATOLOGIAS UTERINAS 
 
✓ PROLAPSO UTERINO 
 
• Parte do trato reprodutivo é projetado pela vagina. 
prevalência em pluríparas e com relaxamento excessivo 
dos ligamentos pélvicos. 
 
Fatores predisponentes: 
 
• Partos com contrações excessivas (distócicos e 
gemelares), 
• Hipocalcemia, 
• Retenção de placenta, 
• Infecção uterina. 
 
 
 
O prolapso uterino requer um tratamento de urgência. 
Casos não tratados costumam ser fatais. 
 
TRATAMENTO DO PROLAPSO UTERINO 
 
Anestesia peridural (Lidocaína 2%). Facilita a manobra, 
inibindo contrações e a defecação durante a operação. 
 
 
 
Antes de iniciar a redução: 
 
• Útero deve ser lavado com água e solução 
diluída de polivinilpirrolidona de iodo (PVPI); 
• Útero deve ser erguido e mantido acima da 
vulva; 
 
Após uma parte do órgão ser empurrada, a gravidade 
ajudará a levar o restante do útero para seu local. 
 
• Antibiótico no lúmen do útero e sistêmico. 
• Suturar a vulva: Técnica de Buhner, Técnica de 
Flessa e a Sutura de Tensão. 
 
 
 
Acúmulo de fluido (seroso) e seromucoso no interior do 
útero por algum processo obstrutivo. 
 
Ocorrência: 
 
• Pseudogestação (regressão espontânea) 
• Hiperestrogenismo 
• Concomitante ao desenvolvimento do 
Complexo hiperplasia endometrial – Piometra 
 
 
ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS DO ÚTERO 
 
✓ ENDOMETRITE E METRITE 
 
 
Endometrite: 
 
• Inflamação restrita ao endométrio; 
• Processo inflamatório + frequente no útero de 
diversas fêmeas domesticas; 
 
Metrite: 
 
• Inflamação de todas as camadas da parede 
uterina, decorrente da progressão da 
endometrite. 
 
São causas muito comuns de INFERTILIDADE → 
 
Uma vez que o ambiente uterino inflamado NÃO É 
COMPATÍVEL com o desenvolvimento embrionário 
inicial e estabelecimento de gestação. 
 
Quando ocorre? 
 
• Período pós-parto; 
• Após coito; 
• Após inseminação artificial. 
• Metrite puerperal - Retenção de placenta 
 
SINAIS CLÍNICOS: 
 
Endometrite: Podem ou não apresentar secreção 
vaginal (grau de lesões) – Descargas purulentas e 
inodoras 
 
Metrite: Parede espessada, escurecida, com petequias 
 
Secreção pode ser escassa ou abundante, de coloração 
amarelada a vermelhaescura e fétida. 
 
Presença ou não de sinais sistêmicos: febre, 
desidratação, anorexia, depressão e queda na produção 
de leite. 
 
 
MÉTODOS DIAGNÓSTICOS 
 
 
Avaliação clínica: 
 
• Palpação transretal, 
• Vaginoscopia, 
• Ultrassonografia. 
 
Ex. complementares: 
 
• Cultura bacteriana, 
• Histopatologia, 
• Citologia uterina 
 
TRATAMENTO 
 
Desvantagens: 
 
• Lesões endometriais - drogas irritantes 
(oxitetraciclina) 
• Difusão inadequada do medicamento na parede 
uterina 
• Necessidade de descartar o leite contaminado 
com resíduos de antibióticos 
 
RECOMENDA-SE, PREFERENCIALMENTE 
 
• Antibioticoterapia sistêmica 
 
DROGAS DE ELEIÇÃO SÃO AS MESMAS PARA OS 
CASOS DE METRITE 
 
Oxitetraciclinas de longa duração (requer descarte do 
leite) 
Cefalosporinas (não requer descarte do leite) 
Antitérmicos e fluidoterapia oral. 
Hoje: infusões uterinas de plasma do próprio @ ou 
infusões de sangue total 
Atuam imunologicamente junto ao endométrio, 
produzindo a reversão do quadro clinico. 
 
 
DICA DE LEITURA: 
https://noticias.botucatu.com.br/2018/05/07/pesquisa-
da-unesp-ebotucatu-analisa-metodo-de-fertilizacao-em-
eguas/ 
 
O estudo conduzido por Segabinazzi investigou os 
efeitos da administração intrauterina de PRP (plasma 
rico em plaquetas) em éguas com endometrite 
persistente pós-cobertura (EPPC). 
 
https://www.youtube.com/watch?v=DWxl5ocft80 
 
Vídeo Sobre Metrite bovina 
 
• Metrite - Programa Valeu Vallée 
 
 
HIPERPLASIA ENDOMETRIAL CÍSTICA-PIOMETRA 
 
“Atividade” 
 
PATOLOGIAS DE VULVA E VAGINA 
 
✓ VAGINITE 
 
Ocorrência: 
 
• @ sexualmente intactas ou castradas, 
• Qualquer idade ou raça, 
• Durante qualquer estágio do ciclo reprodutivo. 
 
Etiologia: 
 
• Infecções virais ou bacterianas, 
• Irritação química ou mecânica, 
• Anormalidades anatômicas da vagina ou 
vestíbulo 
 
 
 
 
https://noticias.botucatu.com.br/2018/05/07/pesquisa-da-unesp-ebotucatu-analisa-metodo-de-fertilizacao-em-eguas/
https://noticias.botucatu.com.br/2018/05/07/pesquisa-da-unesp-ebotucatu-analisa-metodo-de-fertilizacao-em-eguas/