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qualidade-na-construao-civil

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Substitua-os pela administração por
processos por meio do exemplo de líderes,
» 12o princípio: remova as barreiras que privam o operário horista de seu direito de orgu-
lhar-se de seu desempenho. A responsabilidade dos chees deve ser mudada de números
absolutos para a qualidade. Remova as barreiras que privam as pessoas da administra-
ção e da engenharia de seu direito de orgulhar-se de seu desempenho. Isso signi�ca a
abolição da avaliação anual de desempenho ou de mérito, bem como da administração
por objetivos,
» 13o princípio: institua um orte programa de educação e autoaprimoramento,
» 14o princípio: engaje todos da empresa no processo de realizar a transormação. A trans-
ormação é da competência de todo mundo (DEMING, 1990).
Em 1954, o engenheiro Joseph M. Juran também oi ao Japão ensinar qualidade e colaborou
na criação da JUSE (Japanese Union o Scientists and Engineers) para acompanhar e desenvolver as
normas da qualidade.
No �nal dos anos 1950 e no início dos anos 1960, Kaoru Ishikawa aprendeu os princípios do
controle estatístico da qualidade desenvolvido por Deming e Juran. Seu papel-chave ocorreu no
desenvolvimento de uma estratégia especi�camente japonesa da qualidade. A característica japonesa
é a ampla participação na qualidade, não somente de cima para baixo, dentro da organização, mas
igualmente começando e terminando no ciclo de vida de produto. Em conjunto com a JUSE, em
1962, Ishikawa introduziu o conceito de Círculo de Qualidade. Em 1982, criou o Diagrama de Causa
e Eeito, também conhecido como Diagrama de Ishikawa, erramenta poderosa que acilmente
pudesse ser usada por não especialistas para analisar e resolver problemas.
A Figura 1.5 apresenta munição utilizada durante a Segunda Guerra Mundial, que oi uma
das preocupações do desenvolvimento dos procedimentos da Qualidade e o desembarque de tropas
americanas, durante esse mesmo con�ito, em uma ilha do Oceano Pací�co, ocasião em que a qua-
lidade dos armamentos e equipamentos – que estavam molhados – deveria garantir seu unciona-
mento ao chegarem a terra �rme.
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(a) (b)
Figura 1.5 - (a) Munição de guerra e (b) desembarque de soldados.
15História da Qualidade
Philip B. Crosby �cou conhecido, na década de 50, pela rase “A qualidade é grátis”. O livro
assim denominado teve tanto sucesso que Crosby estabeleceu a sua própria empresa de consultoria
e undou um colégio para a qualidade, na Flórida. Os dois pilares das suas obras são o “azer bem
à primeira” e a �loso�a de “zero deeito” (pressupõe que a empresa não parte do princípio de que
haverá erros de abricação).
Novamente motivada por um con�ito, a Guerra da Coreia (década de 1960), a indústria bélica
americana se destacou com o programa “zero deeito”, criado por Philip Crosby. Paralelamente, nesse
período, no Japão oram desenvolvidos os Círculos de Controle de Qualidade por Kaoru Ishikawa.
Nas décadas que seguiram até a virada do século XX para o século XXI, os Estados Unidos e o Japão
representavam as maiores potências no processo da qualidade, porém deendiam enoques estratégi-
cos dierentes. Os EUA investiram na visão de mercado e nas necessidades do consumidor; o Japão
cresceu investindo na melhoria contínua de seus processos. A década de 1990 marcou o início da
utilização das normas ISO 9000 sobre modelo de garantia da qualidade. A versão 2000 da ISO 9000
ampliou sua abordagem e trata agora de Sistema de Gestão da Qualidade (NBR ISO 9001:2000). Isso
permitiu ormar um único sistema: o Sistema Integrado de Gestão (SIG), que é a gestão integrada de
todos os aspectos da qualidade da empresa.
O Código de Defesa do Consumidor – CDC, foi criado pela Assembleia Nacional Constituinte e apresenta a responsabili-
dade por vício do produto e dos serviços, indicando que os vícios de qualidade se dão por inadequação do bem de con-
sumo à sua destinação, sendo eles aparentes ou ocultos.
Para ler mais sobre o CDC, acesse: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm> e <http://www.idec.org.br/ 
consultas/codigo-de-defesa-do-consumidor>.
Amplie seus conhecimentos
1.2 A qualidade no Brasil
A qualidade no Brasil “desembarcou” na década de 80 impulsionada pela indústria automobi-
lística e seus amosos controles da qualidade implantados nas montadoras e nos seus ornecedores.
Criado na década de 90, o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP) valorizava
a consciência do cidadão enquanto consumidor e a sua exigência por qualidade. O setor privado
também embarcou “nessa moda”, porque, com a abertura da
economia ao mercado internacional, as empresas sentiram a
necessidade de garantir sua sobrevivência, sendo de extrema
necessidade o aumento da produtividade e da qualidade.
Ocorreu inicialmente com a indústria automobilística e poste-
riormente se espalhou em empresas de todos os setores, indús-
trias de transormação e de construção, comércio, serviços,
setor agrícola e inclusive o serviço público.
A Figura 1.6 apresenta o processo automatizado de soldagem da estrutura do automóvel e uma
linha de montagem de uma empresa automobilística.
Cliente é o nome dado a quem compra e
Consumidor  é a denominação de quem
utiliza. Podem ser a mesma pessoa ou
pessoas distintas.
16 Qualidade na Construção Civil
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(a) (b)
Figura 1.6 - (a) Processo robotizado de soldagem e (b) linha de montagem de automóveis.
A qualidade está presente não apenas no setor secundário, a indústria, mas também no setor
primário (agricultura) e terciário (comércio). Aliás, nesses setores, o Brasil possui a liderança em
 vários segmentos de mercado.
O conceito da qualidade evoluiu na agricultura. O conceito antigo da qualidade entende a
palavra qualidade como associada a certas maniestações ísicas mensuráveis no produto. Por exem-
plo: tamanho, peso e aspecto exterior dos produtos hortirutigranjeiros, percentagem de gordura
no leite e produtividade de cereais em kg/ha. O conceito moderno da qualidade entende a palavra
qualidade no seu sentido amplo e dinâmico. Por exemplo: em uma ruta, mais importante que seu
aspecto ou tamanho serão, por exemplo, a quantidade de resíduos tóxicos que ela possui e as altera-
ções da riqueza da vida microbiana do solo, induzidas por aqueles insumos, que acabam se embu-
tindo no processo produtivo.
A Figura 1.7 apresenta o ciclo de engarraamento de um recurso natural, a água. Em (a), a
amostra de água é coletada; em (b), a amostra de água é analisada em laboratório; e em (c), a amos-
tra de água é engarraada sem contato manual por meio de um processo industrial.
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(a) (b) (c)
Figura 1.7 - (a) Coleta da amostra de água, (b) análise laboratorial e (c) engarraamento.
17História da Qualidade
A agricultura no Brasil é responsável pela maior quantidade de recursos monetários vindos do
exterior. Por exemplo, citando o cultivo de tomates: no mundo e no Brasil, são valorizados produtos
alimentícios de qualidade e sem agrotóxicos (plantio orgânico). A Figura 1.8 apresenta uma estua
de cultivo de tomate; um uncionário colhendo tomates; caixas de madeira que dani�cam a superí-
cie do tomate e uma caixa de plástico para armazenamento mais adequado.
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